quinta-feira, 2 abril, 2026

Salas de aula e biblioteca do presídio de Tarauacá passam por reforma e adequação

Com o objetivo de garantir um ambiente mais adequado para a educação, o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) realizou a reforma das salas de...
Eliton Muniz

Análise da Semana com Eliton Muniz

Leitura estratégica do cenário político e econômico do Acre.

“Nos últimos dias, a política do Acre não foi marcada por decisões — foi marcada por movimentos que simulam decisão, enquanto o que realmente define o jogo segue sendo ajustado fora do alcance do debate público.”

Frase da Semana

Quando tudo vira urgente, o que realmente importa desaparece Nos últimos dias, o Acre não viveu uma crise — viveu uma distorção. Movimentações políticas rotineiras passaram a ser tratadas como eventos críticos, deslocando o foco do que de fato altera a estrutura do Estado. Declarações, articulações e reposicionamentos foram elevados ao status de urgência, criando um ambiente onde percepção substitui realidade. Esse padrão não é novo. Ele se repete sempre que o debate público perde hierarquia. Quando tudo ganha peso de crise, a capacidade de distinguir o que é estrutural do que é apenas tático desaparece. E é nesse ponto que o jogo muda: não porque algo relevante aconteceu, mas porque a leitura coletiva foi desorganizada. O agente aqui não é um único ator. É a combinação entre interesses políticos, amplificação de narrativas e uma dinâmica de comunicação que recompensa o barulho em detrimento da precisão. O resultado é previsível: a sociedade reage ao ruído, enquanto os movimentos realmente decisivos passam sem o devido escrutínio.

- Eliton Muniz

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Eliton Muniz

Diretor e Editor

Eliton Lobato Muniz é comunicador e analista de contexto, editor do Cidade AC News e criador do canal O Ton da Conversa.

“Faz discurso fantasioso e abandona bairros da capital”, diz Zé Lopes sobre Bocalom

O vereador Zé Lopes (Republicanos) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Rio Branco, nesta quarta-feira, 4, para fazer duras críticas à gestão do prefeito Tião Bocalom (PL). O parlamentar reagiu às declarações recentes do chefe do Executivo municipal sobre a redução da capacidade de investimento da Prefeitura e a destinação de recursos ao Legislativo por meio das emendas parlamentares.

Durante o discurso, Zé Lopes afirmou que o prefeito estaria tentando transferir para a Câmara a responsabilidade por problemas administrativos enfrentados pelo município. Segundo ele, o argumento de que a Prefeitura estaria perdendo capacidade de investimento por conta das emendas não se sustenta diante do orçamento municipal, que gira em torno de R$ 2,5 bilhões.

O vereador também relembrou falas anteriores do prefeito sobre a realização de obras com recursos próprios e os investimentos feitos em eventos, como a decoração natalina. Para o parlamentar, há uma contradição entre o discurso anterior da gestão e a justificativa atual apresentada para questionar o percentual destinado às emendas.

Zé Lopes criticou ainda o que chamou de priorização de grandes obras em áreas centrais da cidade, enquanto bairros periféricos enfrentam problemas como buracos nas ruas, falta de água, deficiência na oferta de vagas em creches e falta de medicamentos nas unidades de saúde.

O vereador defendeu a importância das emendas parlamentares, destacando que parte significativa desses recursos é destinada à saúde, ao atendimento de crianças autistas, ao apoio a entidades assistenciais, igrejas que atuam com pessoas em situação de rua e a políticas públicas voltadas para as mulheres.

Ele também afirmou que Rio Branco não possui uma estrutura específica de proteção às mulheres, lembrando que, segundo ele, a criação da Secretaria da Mulher foi promessa de campanha não cumprida pela atual gestão. Zé Lopes citou ainda vetos a projetos e emendas que, segundo ele, buscavam fortalecer políticas públicas para o público feminino.

Ao final, o parlamentar afirmou que o debate vai além de uma disputa entre base e oposição, classificando a situação como um embate institucional entre os Poderes Executivo e Legislativo. Segundo ele, cabe à Câmara demonstrar sua autonomia diante do que considerou uma tentativa do prefeito de descredibilizar o Parlamento municipal.

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