“Enquanto um recém-nascido quase é enterrado vivo, a resposta do Palácio é criar cargo comissionado”, diz Emerson Jarude

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Durante a sessão desta terça-feira (28) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Emerson Jarude (Novo) saiu em defesa dos servidores públicos e criticou a postura do governo do Estado em relação à criação de novos cargos e secretarias. O parlamentar classificou como “vergonhoso” o projeto encaminhado pelo Executivo que cria a Secretaria Adjunta de Turismo, afirmando que a proposta chega “a toque de caixa”, sem representar benefícios reais à população.

 

“Este projeto que acabou de chegar aqui na Assembleia, e como todos os outros que beneficiam o governo e não a população, vem a toque de caixa. É a maior demonstração de que quem quer faz acontecer”, disse o deputado, ao criticar a priorização de pautas administrativas em detrimento das demandas dos servidores públicos.

 

Jarude destacou que o governo estadual alega constantemente falta de recursos quando o assunto é reajuste salarial ou convocação de concursados, mas encontra meios de criar novas estruturas administrativas. “Essa é a resposta do governo do Estado do Acre para os servidores públicos, que muitas vezes dão a sua própria vida pelo nosso Estado, mas não têm de volta o devido reconhecimento”, afirmou.

 

O parlamentar ressaltou ainda que o funcionalismo público acreano convive com promessas e homenagens simbólicas, mas sem avanços concretos. “Muitas vezes tem uma postagem nas redes sociais, uma conversa aqui, uma promessa acolá, mas a grande verdade é que, quando querem, dão um jeito. E tanto dão um jeito, que mandaram mais um projeto vergonhoso para essa Casa”, declarou.

 

Em tom de indignação, Jarude criticou a falta de prioridades do governo diante de crises reais enfrentadas pela população. “Enquanto um recém-nascido quase é enterrado vivo, a resposta do Palácio é criar cargo comissionado”, lamentou.

 

Ele lembrou outros episódios recentes que expõem falhas graves na gestão pública, como o caso de um bebê queimado após o parto e a morte da jovem Kailine, de 17 anos, que lutava contra o câncer e teve o fornecimento de um medicamento negado pelo Estado, mesmo após decisão judicial.

 

“Infelizmente, não conseguimos salvar essa vida. Perdemos a batalha. Mas eu, sinceramente, estou cansado de perder essas batalhas, assim como todos os servidores públicos que estão aqui presentes”, desabafou.

 

Ao final do discurso, Jarude defendeu que a Assembleia Legislativa cumpra seu papel de frear os excessos do Executivo e conclamou os acreanos a lutarem por mudanças. “Cabe a cada um de nós, acreanos que amamos essa terra, mudar essa realidade. E o ano de mudar tudo isso é o ano que vem”, finalizou.

 

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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