Felca: do humor ácido à denúncia explosiva que sacudiu a internet e deixou o Brasil de cabelo em pé

Influencer que virou ícone da ética digital, recusou R$50 milhões em propaganda e pegou pesado contra exploração infantil: vídeo sobre “adultização” bate recordes, pressiona plataformas e escancara o vazio regulatório.

Eliton Muniz – Caboco das Manchetes

Influencer que virou ícone da ética digital, recusou R$50 milhões em propaganda e pegou pesado contra exploração infantil: vídeo sobre “adultização” bate recordes, pressiona plataformas e escancara o vazio regulatório.

São Paulo (SP) – O que é isso?

Felipe Bressanim Pereira, o Felca — humorista digital, ex-streamer, 27 anos, com mais de 5,8 milhões de inscritos no canal principal e 2,1 milhões no segundo — dá de peito aberto contra o algoritmo, critica a indústria do influenciamento e agora usa seu alcance para expor uma violação que não pode passar em branco: a exploração de menores em plataformas digitais.

Felca, nome artístico de Felipe Bressanim Pereira, é um youtuber e humorista digital que atua principalmente no YouTube e redes sociais, e em 6 de agosto de 2025 publicou o vídeo “Adultização”, no qual denuncia a exploração e sexualização de menores em conteúdos online, citando nominalmente o influenciador Hytalo Santos. A repercussão foi imediata: em quatro dias, o vídeo ultrapassou 20 milhões de visualizações, rendeu 1 milhão de novos inscritos ao canal, resultou na derrubada do perfil de Hytalo no Instagram e motivou Felca a abrir 233 processos contra perfis no X por difamação e associação infundada à pedofilia, movimento que, segundo ele, é necessário para expor abusos normalizados e cobrar mais responsabilidade das plataformas digitais.

Assista aqui o Video: Adultilização

Data 6 de ago. de 2025
Para qualquer denuncia anônima Ligue 100 de qualquer telefone fixo ou celular. ONGs: Childhood: https://www.childhood.org.br/quem-somos/
Instituto Liberta: https://liberta.org.br/
Aldeias Infantis SOS Brasil: https://www.aldeiasinfantis.org.br/
Instagram da Psicóloga entrevistada: https://www.instagram.com/anabeatriz_…
Email para envio de NF com valor de doação: [email protected]

Linha do tempo: trajetória e contexto

  1. Antes de tudo – começou em 2012 como streamer de games, migrou para humor e crítica social.
  2. Maio de 2023 – viralizou testando a base “We Pink” da Virgínia Fonseca, expondo falhas e gerando milhões de views.
  3. Setembro de 2023 – lives estilo “NPC” no TikTok renderam R$31 mil, doados integralmente para instituições como Instituto Ayrton Senna e Fundação Sara.
  4. 2025 – CPI das Bets – recusou contrato de R$50 milhões com casa de apostas, criticou influenciadores do setor e recebeu reconhecimento da Associação Brasileira de Psiquiatria como “Parceiro Nacional da Saúde Mental”.
  5. 6 de agosto de 2025 – vídeo “Adultização”: explosão viral e denúncia pesada.

Contexto social e digital

Num cenário saturado por polêmicas vazias, Felca rompeu a barreira do entretenimento para se tornar uma voz ativa na cobrança por ética digital. O vídeo “Adultização” não é só um produto de humor ácido; é um alerta sobre a urgência de regulamentar a presença e exposição de crianças nas redes.

Repercussão e impactos

  • Redes sociais: acendeu debate sobre moderação de conteúdo, responsabilidade de influenciadores e atuação das plataformas.
  • Mídia: coberturas destacaram a transformação de um humorista em ativista digital.
  • Sociedade civil: especialistas e ONGs reforçaram a necessidade de proteger a infância no ambiente online.
  • Esfera política: a pauta chegou a gabinetes, ampliando a pressão por regras mais rígidas.

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O que vem pela frente?

Felca afirmou que seguirá acompanhando os desdobramentos dos processos, cobrando atuação das plataformas e expondo práticas nocivas no ambiente digital. Há expectativa de que o caso gere pressão para novas leis e políticas públicas de proteção infantil online.

Conclusão

O caso Felca mostra que humor e ativismo podem coexistir quando existe compromisso com a verdade. Na era da desinformação e do entretenimento superficial, o influenciador optou por enfrentar polêmicas de frente, lembrando que a ética digital é uma pauta que não pode ser esquecida.


Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News
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