Focos de queimada dobram em julho e Acre aciona plano de emergência ambiental para evitar colapso no ar 

Cidade AC News – Adm. Eliton Muniz
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Com um salto preocupante nos focos de calor registrados nos últimos dias, o governo do Acre anunciou nesta segunda-feira (21) o acionamento do Plano Estadual de Contingencia para Incêndios Florestais. Somente na ultima semana, os satélites do Inpe identificaram 1.345 focos ativos no estado o dobro do registrado no mesmo período de 2023.

A situação mais critica se concentra no Baixo Acre, especialmente nos municípios de Sena Madureira, Acrelândia e Capixaba. A combinação de estiagem severa, ventos fortes e praticas irregulares de queima de pastagem elevou o risco de incêndios descontrolados, pressionando a capacidade de resposta das brigadas estaduais.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), o plano emergencial prevê o reforço
das equipes do Corpo de Bombeiros, contratação de brigadistas temporários, ativação de aceiros em áreas de risco e campanhas educativas em zonas rurais. Além disso, será instalado um comitê de crise permanente com monitoramento por imagens de satélite em tempo real.

A medida vem após alertas da Fiocruz e do Ministério da Saúde sobre o agravamento das doenças respiratórias em crianças e idosos durante o pico da fumaça. Dados do Hospital da Criança de Rio Branco mostram que os atendimentos por crises asmáticas aumentaram 38% entre junho e julho.

Em entrevista a imprensa, o secretario da Sema, Raphael Bastos, afirmou que o estado precisa agir com firmeza. ‘Não se trata apenas de proteger a floresta, mas a saúde publica e a economia rural. O custo da omissão e altíssimo’, declarou. Além da resposta emergencial, a Sema também pediu reforço da Forca Nacional Ambiental para atuação conjunta nas regiões de fronteira, onde há registros de queimas ilegais oriundas de propriedades próximas ao Peru e Bolívia.

A Policia Federal já apura denuncias de uso criminoso do fogo como método de grilagem. A situação coloca o Acre em alerta máximo e reacende o debate sobre a eficácia das politicas ambientais do estado. ONGs como o Instituto de Pesquisas da Amazônia Ocidental (IPAMO) criticam a demora do governo em antecipar ações preventivas, apontando que o mesmo cenário de colapso se repete anualmente.

Para os moradores da zona rural, o ar irrespirável já virou rotina. Em comunidades
como Campinas e Ramal da Pigarreia, os relatos de crianças tossindo e idosos com falta de ar são diários. ‘Tem dia que a gente acorda e não vê nem o quintal. A fumaça entra pela janela, e a gente nem sai de casa’, contou Dona Raimunda, 63 anos, moradora da zona leste de Rio Branco.

Com a previsão de chuvas só para o fim de agosto, a única saída e endurecer a fiscalização, acelerar a resposta e convocar a sociedade para o combate. O Acre respira fumaça e o tempo esta contra nos.

 

Eliton Muniz – Caboco das Manchetes
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