ALEAC cobra transparência de Socorro Neri sobre contratos emergenciais da Zeladoria

Cidade AC News – Adm. Eliton Muniz
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Deputados estaduais do Acre intensificaram as críticas à prefeita Socorro Neri (PP) após a divulgação de uma série de contratos emergenciais firmados pela Secretaria Municipal de Zeladoria sem licitação, somando mais de R$ 5 milhões. Parlamentares cobram explicações imediatas e prometem acionar o Tribunal de Contas.

A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (ALEAC) mergulhou de cabeça na política municipal de Rio Branco nesta quinta-feira (17), ao abrir uma frente de questionamento contra a gestão da prefeita Socorro Neri. O motivo? A série de contratos emergenciais firmados pela Secretaria Municipal de Zeladoria, totalizando mais de R$ 5 milhões, sem processo licitatório regular.

Segundo levantamento apresentado em plenário pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), entre janeiro e junho de 2025, a Prefeitura assinou pelo menos 14 contratos emergenciais para serviços como coleta de lixo, tapa-buracos e manutenção de praças. A maioria foi direcionada a empresas com histórico recente de criação e capital social limitado.

“O que se vê aqui é uma farra contratual travestida de emergência. O povo merece uma explicação. O Tribunal de Contas precisa intervir com urgência”, declarou Magalhães, que protocolou requerimento para realização de audiência pública sobre o tema.

A bancada de oposição engrossou o coro. O deputado Roberto Duarte (Republicanos) disse que “a capital do Acre vive uma rotina de improviso administrativo, sem planejamento, e com indícios graves de direcionamento.”

A prefeita Socorro Neri, que já enfrenta desgaste com aliados na Câmara Municipal, agora vê a pressão subir na esfera estadual. A gestora defendeu-se por meio de nota, afirmando que os contratos obedeceram “critérios técnicos de urgência” e que “todos os processos estão à disposição dos órgãos de controle.”

Nos bastidores do Palácio Rio Branco, o clima é de preocupação. Interlocutores próximos à prefeita admitem que a exposição dos contratos foi mais um desgaste desnecessário e que “faltou estratégia de comunicação para justificar as contratações”.

Já na ALEAC, há quem defenda uma CPI específica para investigar os contratos da Zeladoria. “Se for para limpar mesmo, tem que passar o rodo. E não é só na praça, é na gestão”, ironizou um deputado da base de governo.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) foi acionado e deve emitir parecer técnico preliminar nos próximos dias. A Controladoria-Geral do Município também iniciou uma apuração interna. Enquanto isso, a Zeladoria segue operando com contratos temporários que, somados, já ultrapassam o orçamento de várias secretarias maiores.

A oposição agora mira em 2026. O desgaste atual pode comprometer o projeto político da base da prefeita, inclusive em articulações futuras com aliados do PP no estado.

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Eliton Muniz – Caboco das Manchetes
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