Decreto do presidente Trump afeta comércio de castanha e madeira no Acre

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O Acre será atingido de forma mais marginal e com pouca força econômica pelo decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs sobretaxa de 50% nas exportações brasileiras.

A castanha-do-Brasil e a madeira beneficiadas serão os produtos acreanos mais impactados, com essa decisão do governo de Donald Trump. As exportações da castanha movimentaram maisde US$ 9,6 milhões no ano passado.

Em 2023, o setor madeireiro beneficiou 172.486 metros cúbicos, enquanto no ano anterior contabilizou com 409.619m³. A comercialização das toras de madeiras registrou uma receita de R$ 43,4 milhões. “O volume de madeira hoje exportado para o EUA é pequeno, acho que não vai influenciar muita coisa não”, observou o presidente do Sindicato das Indústrias de Madeiras do Estado do Acre (SINDUSMAD), Thiago Barlati.

Nos seis primeiros meses deste ano, as exportações ficaram assim distribuídas: soja (34,9%), carne bovina (24,7%), castanha (15,6%), carne suína (14,3%) e madeira (3,8%). Em maio, a soja respondeu por 30,1% das exportações, seguida da carne bovina, com 27,4%; carne suína, com 20,4%; a castanha, com 11% e madeira, com 7,6%.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos e Matadouros do Acre (Sindcarnes), Murilo Leite manifestou preocupação com risco de aumento da oferta da carne bovina no mercado interno, devido à taxação Americano aos produtos brasileiros.

Antecipou que nenhum frigorífico no estado exporta para o mercado americano, mas para a China, e Malásia, Emirados Árabes, Espanha e Peru. “Se os exportadores não encontrarem novos mercados para a carne brasileira, podemos ter um excesso de oferta no decorrer do ano que impactará diretamente no preço final do produto”, lamentou o empresário.

O Acre exportou mais de US$25 milhões em toda sua balança no primeiro trimestre deste ano, segundo balanço do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e de Serviços (MDIC). Com destaque para os seguintes produtos: Carne bovina, castanha, soja e carne suína.

O economista Rubicleis Gomes da Silva, professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), destacou que essa taxação do presidente Donald Trump não terá muito impacto na economia acreana, porque o Acre exporta muito pouco para os Estados Unidos da América (EUA). O grosso do comércio internacional, segundo ele, é com o Peru, com Bolívia, inclusive com os países asiáticos.” O estado mais prejudicado é São Paulo, que exporta cerca de 50% do que é taxado pelo mercado americano “, finalizou o economista.

A Tribuna

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