Acre pode enfrentar uma das secas mais severas dos últimos anos e governo prepara ações

O governo do Acre intensifica planejamento para minimizar impactos de uma possível seca nos próximos meses. Na manhã desta quinta-feira, 3, o Rio Acre marcou 1,99 m, em Rio Branco, conforme medição da Defesa Civil Municipal.

Desde fevereiro, o Gabinete de Crise vem se antecipando diante da possibilidade de uma estiagem mais severa no período que compreende ao verão amazônico, de julho a novembro, com menos incidência de chuvas.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista, o nível do Rio Acre está dentro da média esperada para o período e as projeções climáticas de chuvas previstas para o restante do ano seguem um padrão considerado normal. No entanto, o governo não descarta um cenário mais crítico e, por isso, tem reforçado a estrutura das secretarias e órgãos com atuação direta em emergências climáticas.

“O Gabinete de Crise, que é coordenado pela Defesa Civil Estadual, juntamente com a Casa Civil, vem se organizando e dialogando com todas as demais instituições com essa finalidade: reduzir os efeitos de uma seca severa sobre a população do estado do Acre”, afirmou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista.

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No período de estiagem os principais mananciais de água do estado ficam com o nível de água crítico, comprometendo o abastecimento de água e demais insumos, principalmente nos municípios isolados, tendo em vista que não é possível a navegação nos rios e igarapés com embarcações de grande porte.

Em Rio Branco, o abastecimento de água é de competência da Prefeitura da cidade, já nos 21 municípios do interior, é de responsabilidade do governo estadual, por meio do Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre). De acordo com o diretor de Operações da autarquia, Alan Ferraz, prevendo a estiagem, foram feitas intervenções em Assis Brasil, Epitaciolândia, Xapuri, Acrelândia, Tarauacá e Cruzeiro do Sul.

“Fizemos a limpeza nos tanques e o reforço nas barragens para armazenar mais água, já nos municípios isolados foi feito um estoque de produtos químicos para tratar a água até meados de novembro”, explicou.

Coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista, monitora a situação da crise hídrica. Foto: Pedro Devani/Secom

Prevenção e combate às queimadas

Como parte das ações de enfrentamento ao período de estiagem, o governo do Acre entregou equipamentos de combate a incêndios ao Corpo de Bombeiros Militar do Acre, nesta terça-feira, 2, durante solenidade pelo Dia Nacional do Bombeiro, em Cruzeiro do Sul.

De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Charles Santos, os investimentos do governo são de extrema importância para o trabalho preventivo. “A preparação antecipada e os investimentos em estrutura e equipamentos são fundamentais para que possamos dar uma resposta mais eficiente à população”, disse o comandante.

Operação Contenção Verde

Com ações de enfrentamento ao desmatamento e queimadas ilegais, o governo do Acre, lançou em fevereiro de 2025, a Operação Contenção Verde que visa combater, de forma integrada e contínua, crimes ambientais em Feijó, Tarauacá e Acrelândia, municípios que, segundo dados do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), possuem maior vulnerabilidade.

Sob a coordenação da Casa Civil, a operação integra o trabalho de órgãos como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), a Polícia Militar (PMAC), o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), a Defesa Civil do Estado, a Polícia Civil (PCAC), o Corpo de Bombeiros Militar (CBMAC), o Grupamento Especial de Fronteira (Gefron), a Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

No último dia 18 de junho, o governo do Acre, por meio do Gabinete de Crise Seca e Estiagem e do Grupo Operacional de Comando e Controle (Gocc), em Rio Branco, a 3ª Reunião Técnica de Enfrentamento ao Período de Seca de 2025, quando foram debatidos com a sociedade civil e especialistas prognósticos relacionados aos possíveis impactos climáticos no Acre para os próximos meses.

Informações Agência de Notícias do Acre

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