STF arquiva investigação contra Bolsonaro por falsificação de registros de vacinação

Ministro Alexandre de Moraes acolhe parecer da PGR e determina arquivamento de inquérito sobre suposta falsificação de registros de vacinação por Jair Bolsonaro.​

Redação - Cidade AC News - Eliton Muniz

Em uma decisão proferida recentemente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do inquérito que investigava o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta falsificação de registros de vacinação contra a COVID-19. A decisão veio após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu pela ausência de elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal.

A investigação teve início após alegações de que Bolsonaro teria falsificado seus registros de vacinação contra a COVID-19. A Polícia Federal chegou a acusá-lo formalmente, alegando que um ex-assessor, Mauro Cid, teria obtido registros de vacinação fraudulentos para Bolsonaro e sua filha, Laura, a pedido do então presidente.

Posicionamento da PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu não acusar Bolsonaro de fraude, argumentando que não poderia apresentar acusações baseadas apenas nas declarações de um acordo de delação premiada com um ex-assessor presidencial. A legislação brasileira exige que as acusações penais sejam apresentadas com evidências autônomas e independentes, além das informações dos acordos de delação.

Decisão do Ministro Alexandre de Moraes

Ao acolher o parecer da PGR, o ministro Alexandre de Moraes enfatizou que, sem provas adicionais que corroborem as alegações, não há justa causa para o prosseguimento da ação penal. Ele destacou a importância de respeitar o princípio da legalidade e a necessidade de evidências concretas para embasar qualquer acusação criminal.

Repercussão e Análise

A decisão gerou diversas reações no cenário político e jurídico. Aliados de Bolsonaro consideram o arquivamento uma vitória e uma prova de sua inocência. Por outro lado, opositores criticam a decisão, argumentando que poderia desencorajar investigações futuras sobre possíveis irregularidades cometidas por figuras públicas.

O arquivamento do inquérito contra Jair Bolsonaro por suposta falsificação de registros de vacinação reflete a complexidade e os desafios do sistema jurídico brasileiro em lidar com casos envolvendo figuras políticas de alto escalão. A decisão ressalta a necessidade de provas concretas e independentes para a continuidade de ações penais, reforçando os princípios fundamentais do direito penal.

Mais Lidas

Expoacre soma 254 mil visitas, mas maioria dos rio-branquenses dizia não pretender ir

A Expoacre 2026 acumulou 254 mil entradas nos seis primeiros dias, enquanto pesquisa Fecomércio/DataControl mostra que 56,5% dos entrevistados em Rio Branco disseram que não pretendiam visitar a feira. Os números medem fenômenos diferentes e ajudam a explicar alcance, frequência e adesão ao maior evento do Acre.

PF investiga fraude no Seguro-Defeso no Acre e apura participação de agentes públicos

A Polícia Federal deflagrou a Operação Maré de Apate para investigar suspeitas de emissão e utilização irregular de registros de pescador artesanal no Acre. Seis mandados foram cumpridos em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A apuração também alcança a possível participação de agentes públicos e particulares e busca dimensionar eventual prejuízo aos cofres públicos.

Expoacre 2026: veja os principais fatos que marcaram as últimas 24 horas no maior evento do Acre

A Expoacre 2026 segue concentrando a agenda econômica, política e institucional do Acre. Confira os principais acontecimentos das últimas 24 horas e os impactos do maior evento do estado.

Marilza Brás e Cadmiel Bomfim: dois nomes ligados à Assembleia de Deus na disputa pela Aleac

Marilza Brás e Cadmiel Bomfim pretendem disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PL. Enquanto Cadmiel recebeu o apoio da direção da Assembleia de Deus em Rio Branco, Marilza apresenta currículo técnico, formação acadêmica e ligação com a mesma tradição religiosa. A disputa revela os limites do chamado “candidato da igreja” e reforça que a decisão eleitoral pertence ao cidadão.

Tião Viana e Peixes da Amazônia: após arremate de R$ 13,151 milhões, falta explicar qual é o papel atual

Tião Viana afirmou no Papo Informal que continua ajudando no “resgate” da Peixes da Amazônia. A antiga empresa está falida, enquanto os ativos do complexo foram arrematados pela OZ Earth. A declaração não esclarece se a atuação do ex-governador terminou na busca de investidores ou continua na estruturação da nova operação.

Últimas Notícias

Categorias populares