terça-feira, 17 fevereiro, 2026
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Trabalho escravo: só 4% dos réus recebem penas sobre todos os crimes

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Trabalho escravo: só 4% dos réus recebem penas sobre todos os crimes


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Entre 2000 e 2025, de 4.321 pessoas que responderam por violar os direitos de trabalhadoras e trabalhadores, 1.578 foram absolvidas (37%) e apenas 191 (4%) foram condenadas por todos os crimes atribuídos a elas. Neste 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, um núcleo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), integrado por advogados e estudantes de direito, divulga levantamento mostrando a durabilidade da lógica escravista nas relações profissionais.Trabalho escravo: só 4% dos réus recebem penas sobre todos os crimes | Cidade AC News – Notícias do AcreTrabalho escravo: só 4% dos réus recebem penas sobre todos os crimes | Cidade AC News – Notícias do Acre

De acordo com a Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da instituição, também corresponderam a 4% (178) os réus com condenação parcial. Outra constatação foi relacionada ao tempo que as ações penais levam para conclusão – chegar ao estado de transitado em julgado – na Justiça Federal: 2.636 dias, o equivalente a mais de sete anos.

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No período, o total de vítimas é de 19.947 – a maioria, 3.936, do gênero masculino, contra 385 mulheres. 

Os dados, retirados do Jusbrasil, são públicos e revelam ainda a dificuldade que as vítimas têm para comprovar o crime. A clínica da UFMG observou uma exigência, presente em diversas decisões judiciais analisadas, de demonstrarem que os patrões os impediu de ir e vir livremente – na lei, isso é colocado como restrição direta da liberdade de locomoção.

Os integrantes da clínica pretendem disponibilizar os dados em um painel interativo, alimentado pelo Jusbrasil, com inteligência artificial. A ferramenta permitirá a visualização de indicadores como duração dos processos, decisões judiciais, regiões do país, tipos de provas e desfechos das ações.

Desalinhamento entre poderes

À frente da Clínica, o juiz federal Carlos Borlido Haddad culpa o Poder Judiciário pelos decepcionantes resultados das ações movidas.

“A legislação é magnífica. O problema é a aplicação”, resumiu Haddad, em entrevista à Agência Brasil. “A nossa atuação fica um pouco limitada diante do sistema.”

Uma década atrás, completa o coordenador, o tráfico de pessoas era visto, na maioria das vezes, junto com a exploração sexual das vítimas, perspectiva desmontada ao longo dos anos. Para Haddad, os atendimentos de quem chega à clínica são parecidos com os dos Estados Unidos e do México. 

A observação sobre a similaridade é pertinente pela história da equipe. A clínica integra uma rede internacional, com outras de mesma missão, como uma da Universidade de Michigan, inspiração para o Instituto Tecnológico Autónomo de México, na capital mexicana

Haddad entende que no tratamento inicial, os atendimentos não diferem entre si, mas sim nas etapas posteriores à comunicação dos fatos às equipes das clínicas. No caso dos Estados Unidos, exemplifica, o pragmatismo que lhe é característico agiliza a tramitação.  

O domínio do funcionamento da Justiça é fundamental nessa avaliação. Segundo Haddad, a clínica que coordena ajuda muito as vítimas, lidando com suas denúncias individualmente, esforço complementar ao do Ministério Público do Trabalho (MPT), sempre empenhado com foco nos interesses coletivos das ocorrências. 

Um episódio bastante repercutido, que não acabou em arquivamento, foi o da Volkswagen. Na fase de recurso após condenação da montadora, a ação civil pública de quatro funcionários submetidos ao trabalho escravo contemporâneo durante a ditadura derivou de uma denúncia do órgão. Nela, as vítimas pedem R$ 165 milhões por danos morais coletivos, retratação pública e a ativação de ferramentas como um protocolo aplicável a incidentes semelhantes, um canal de denúncias e a realização de ações de fiscalização.

Desumanização 

Haddad usa o exemplo de um homem idoso, explorado gravemente por várias gerações de sua própria família, em um caso que caracterizou trabalho escravo contemporâneo.

Olho

 “Ganhou uma indenização de R$ 350 mil. Ele, em uma simplicidade muito grande, porque queria um tênis, uma TV e uma ditadura. E o pior de tudo: não tinha com quem deixar esse dinheiro para ser gerido. As únicas pessoas que ele tinha eram os familiares, que foram condenados”, relata o advogado.

“É raro chegar alguém, bater na nossa porta e falar assim: sou escravo, me ajudem. Porque, em primeiro lugar, as pessoas não se enxergam nessa condição, na maioria das vezes. Tivemos um ou dois casos em que fomos procurados, de chegar uma pessoa e bater na nossa porta”, afirma.

Em um dos casos acompanhado pela clínica da UFMG, verifica-se a naturalização da violência, que é o trabalho análogo à escravidão de trabalhadores do Pará. Os trabalhadores viviam em alojamentos precários, sem instalações sanitárias adequadas e com acesso restrito à água potável, mas o réu foi considerado inocente. O pretexto foi que as condições oferecidas a eles refletiam a “rusticidade do trabalho rural” e os costumes locais. As autoridades de fiscalização se depararam com ocorrência semelhante no Maranhão.

O levantamento foi financiado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e contou com apoio da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam). 

Trabalho escravo contemporâneo

A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada – quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho – desenvolvida sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas. Casos em que o funcionário é vigiado constantemente, de forma ostensiva, pelo patrão também são considerados trabalho semelhante ao escravo.

De acordo com a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), a jornada exaustiva é todo expediente que, por circunstâncias de intensidade, frequência ou desgaste, cause prejuízos à saúde física ou mental do trabalhador, que, vulnerável, tem sua vontade anulada e sua dignidade atingida.

As condições degradantes de trabalho são aquelas em que o desprezo à dignidade da pessoa humana se instaura pela violação de direitos fundamentais do trabalhador, em especial os referentes à higiene, saúde, segurança, moradia, ao repouso, alimentação ou outros relacionados a direitos da personalidade.

Outra forma de escravidão contemporânea reconhecida no Brasil é a servidão por dívida, que ocorre quando o funcionário tem seu deslocamento restrito pelo empregador sob alegação de que deve pagar determinada quantia de dinheiro.

Como denunciar

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) desenvolve, desde 1997, a campanha De Olho Aberto para não Virar Escravo, que distribui vídeos explicativos e lembra os principais setores econômicos em que esse tipo de crime é praticado, como a agropecuária em geral. A criação de bovinos, por exemplo, responde por 17.040 casos (27,1%), enquanto o cultivo da cana-de-açúcar está ligado a 8.373 casos (13,3%), conforme dados da organização.

O principal canal para se fazer uma denúncia é o Sistema Ipê, do governo federal. As denúncias podem ser apresentadas de forma anônima, isto é, sem necessidade de o denunciante se identificar.

Outra possibilidade é o aplicativo Laudelina, desenvolvido pela Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos e a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad). A ferramenta pode ser baixada no celular ou acessada por computador, sendo que sua tecnologia permite que as usuárias consigam utilizá-la independentemente de uma conexão de internet de alta velocidade.

Governo brasileiro entrega pedido de extradição de Ramagem aos EUA

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Governo brasileiro entrega pedido de extradição de Ramagem aos EUA


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O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou nesta quarta-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) dos Estados Unidos.Governo brasileiro entrega pedido de extradição de Ramagem aos EUA | Cidade AC News – Notícias do AcreGoverno brasileiro entrega pedido de extradição de Ramagem aos EUA | Cidade AC News – Notícias do Acre

No ofício enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que solicitou a extradição, o ministério informou que o pedido foi entregue pela embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado no dia 30 de dezembro de 2025. Não há prazo para análise da extradição.

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Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão na ação penal da trama golpista. 

Em setembro do ano passado, ele fugiu do país para evitar o cumprimento da pena e está morando em Miami.

Durante a investigação sobre a trama golpista, ele foi proibido pelo STF de sair do país. Segundo a Polícia Federal, Ramagem fugiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido. 

No final do ano passado, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a cassação do mandato de Ramagem. A Constituição determina que a Casa declare a perda do mandato de parlamentar em função de condenação criminal.  

 

Caso Master: PF vai apurar suposta campanha contra o BC nas redes

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Caso Master: PF vai apurar suposta campanha contra o BC nas redes


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A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para apurar a existência de um ataque orquestrado ao Banco Central por meio das redes sociais, após a autoridade monetária ter liquidado o banco MasterCaso Master: PF vai apurar suposta campanha contra o BC nas redes | Cidade AC News – Notícias do AcreCaso Master: PF vai apurar suposta campanha contra o BC nas redes | Cidade AC News – Notícias do Acre

As suspeitas surgiram após denúncias de influenciadores digitais de direita, que disseram ter sido abordados com propostas financeiras para gravar vídeos com críticas ao BC.

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Um dos que vieram a público é Rony Gabriel, vereador de Erechim, no Rio Grande do Sul, pelo PL. Em entrevista ao jornal O Globo, neste mês, ele relatou ter sido procurado por executivos ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master. 

Segundo o relato, a ideia seria criticar a liquidação do Master e colocar em xeque a credibilidade do BC. 

Fraude financeira

O banco Master já é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), em inquérito sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, por suspeitas de fraude financeira em operações envolvendo a compra da instituição pelo BRB, banco do Distrito Federal. 

O negócio foi barrado pelo BC, sob a suspeita de que o banco público estaria adquirindo carteiras de crédito podres, ou seja, sem nenhum lastro em ativos reais.

Até o momento não há um número oficial para o rombo, com estimativas que vão de R$ 2,4 bilhões a R$ 4 bilhões. Os investigados, incluindo Vorcaro, já começaram a ser ouvidos pela PF

Com as denúncias sobre uma suposta campanha negativa contra o BC nas redes sociais, a PF produziu um relatório preliminar e o entregou a Toffoli. 

O ministro examinou postagens e outras informações antes de autorizar a abertura de um novo inquérito específico sobre a suposta campanha difamatória. 

Os investigadores devem agora apurar se houve ação paga e orquestrada, o que pode configurar crime contra as instituições. 

Moraes exclui receitas próprias do MPU de limites do arcabouço fiscal 

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Moraes exclui receitas próprias do MPU de limites do arcabouço fiscal 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar para excluir as receitas próprias do Ministério Público da União (MPU) do limite de gastos do arcabouço fiscal. Moraes exclui receitas próprias do MPU de limites do arcabouço fiscal  | Cidade AC News – Notícias do AcreMoraes exclui receitas próprias do MPU de limites do arcabouço fiscal  | Cidade AC News – Notícias do Acre

A medida havia sido pedida pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet e segue entendimento que já havia sido aplicado pelo Supremo no ano passado em relação às receitas próprias dos tribunais e outros órgãos do Judiciário, em ação movida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). 

Gonet apontou para a paridade de tratamento entre Judiciário e MPU, prevista na Constituição. Moraes concordou com o argumento, afirmando se tratar de “situação absolutamente análoga”. 

O ministro frisou que a legislação do arcabouço fiscal traz entre as possibilidades de exceção ao limite de gastos as eventuais receitas próprias de cada órgão, desde que o dinheiro seja aplicado na finalidade do próprio órgão. 

Moraes lembrou que os valores das receitas próprias do MPU “devem ser empregados para o custeio de suas despesas, observados os limites impostos pelas dotações orçamentárias disponíveis ou pelos créditos adicionais que venham a ser abertos para esse fim”. 

Pela decisão, o dinheiro proveniente de receitas próprias fica excluído já em 2026. A liminar abrange recursos “tanto oriundos de exercícios anteriores quanto os do presente exercício financeiro e, evidentemente, os futuros”, afirmou o ministro. 

O MPU arrecada recursos por meio de aluguéis, arrendamentos, multas, juros contratuais, indenizações por danos causados ao patrimônio público e tarifas de inscrição em concursos e processos seletivos.

 

Moraes nega encontro com ex-presidente do BRB na casa de Vorcaro 

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Moraes nega encontro com ex-presidente do BRB na casa de Vorcaro 


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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (27) ter participado de um encontro com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, no primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Moraes nega encontro com ex-presidente do BRB na casa de Vorcaro  | Cidade AC News – Notícias do AcreMoraes nega encontro com ex-presidente do BRB na casa de Vorcaro  | Cidade AC News – Notícias do Acre

Mais cedo, o suposto encontro foi noticiado pelo Portal Metrópoles e teria ocorrido em meio ao processo de tentativa de compra do Master pelo BRB.

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Em nota à imprensa, Moraes classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”.

“A matéria do Portal Metrópoles sobre uma suposta reunião do ministro Alexandre de Moraes, acompanhado por um assessor, com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, é falsa e mentirosa. Essa reunião não ocorreu e, lamentavelmente, segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal”, diz a nota.

O nome do ministro também foi envolvido em outros episódios envolvendo o banco. No final do ano passado, o jornal O Globo divulgou uma reportagem na qual afirmou que Moraes teria defendido a aprovação da operação de compra durante reuniões com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. As reuniões teriam ocorrido antes da decisão do BC que decretou a liquidação do Master por suspeitas de fraude.

Na ocasião, o ministro disse que as reuniões trataram exclusivamente da Lei Magnitsky, que foi aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra ele.

Antes da liquidação, o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestou serviços ao Master. Em dezembro do ano passado, a investigação sobre o Banco Master passou a tramitar no STF. 

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

Polícia Civil participa da renovação do termo de cooperação da FICCO no Acre

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Polícia Civil participa da renovação do termo de cooperação da FICCO no Acre

Na manhã desta quarta-feira, 28, a Polícia Civil do Acre (PCAC) participou, na sede da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da assinatura do termo de cooperação técnica entre as forças de segurança, garantindo a continuidade dos trabalhos da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) no estado.

Polícia Civil participa da renovação do termo de cooperação da FICCO no Acre | Cidade AC News – Notícias do Acre
Reunião na Sejusp reforça a atuação conjunta da Polícia Civil, PF, PM, Iapen e PRF. Foto: cedida

A FICCO é uma força-tarefa composta pela Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar, Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atuam de forma integrada, estratégica e coordenada no combate ao crime organizado, com foco na repressão qualificada e na troca de informações.

O acordo de cooperação é formalizado periodicamente junto à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e ao Ministério da Justiça, assegurando respaldo legal, administrativo e operacional para o desenvolvimento das ações conjuntas entre as instituições participantes.

A renovação do termo reforça o compromisso das forças de segurança com a integração institucional, a inteligência policial e a execução de operações coordenadas, consideradas fundamentais para ampliar a eficiência das investigações e das ações de repressão ao crime organizado no Acre.

Durante a assinatura, o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, dr. José Henrique Maciel, destacou a importância da FICCO para a segurança pública do estado. “A Força Integrada representa um modelo eficiente de atuação conjunta, no qual cada instituição contribui com sua expertise. Essa cooperação fortalece as investigações, amplia a capacidade de resposta das forças de segurança e garante ações mais efetivas no combate ao crime organizado”, afirmou.

Ação rápida da Polícia Civil liberta motorista refém e recupera produtos furtados em Cruzeiro do Sul

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Ação rápida da Polícia Civil liberta motorista refém e recupera produtos furtados em Cruzeiro do Sul

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Núcleo Especializado de Investigação de Crimes Patrimoniais (Nepatri), em Cruzeiro do Sul, realizou uma ação rápida na madrugada de terça-feira, 28, que resultou na libertação de um motorista de aplicativo mantido como refém, além da recuperação integral de diversos produtos furtados de um estabelecimento comercial no município.

Ação rápida da Polícia Civil liberta motorista refém e recupera produtos furtados em Cruzeiro do Sul | Cidade AC News – Notícias do Acre
Polícia Civil age em flagrante e frustra ação criminosa na madrugada desta terça-feira. Foto: cedida

Diante da situação flagrancial, um oficial investigador de polícia realizou intervenção imediata e tentou abordar os suspeitos. Ao perceberem a presença policial, os criminosos empreenderam fuga utilizando um veículo, dando início a um acompanhamento tático por parte da equipe, seguindo rigorosamente os protocolos operacionais para cessar a ação criminosa.

Durante a fuga, os suspeitos perderam o controle do veículo e colidiram contra um muro nas proximidades do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), na Avenida Boulevard Thaumaturgo. Ainda na tentativa de evasão, um dos criminosos, armado, efetuou um disparo de arma de fogo, ocasião em que o policial civil revidou a injusta agressão, agindo dentro dos limites da legalidade e da legítima defesa.

Ação rápida da Polícia Civil liberta motorista refém e recupera produtos furtados em Cruzeiro do Sul | Cidade AC News – Notícias do Acre
Atuação do Nepatri garante segurança da vítima e recuperação integral dos bens subtraídos. Foto: cedida

Apesar da resistência armada, os criminosos conseguiram fugir antes da chegada das demais equipes. No local, os policiais recuperaram todos os produtos subtraídos do estabelecimento comercial, bem como o veículo pertencente à vítima, além de confirmar a libertação do motorista de aplicativo, que foi localizado em segurança.

A ocorrência contou ainda com a apreensão das armas utilizadas no crime, incluindo arma de fogo, arma branca e outros instrumentos empregados na ação delituosa. A Polícia Militar foi acionada para prestar apoio, e todo o material foi encaminhado à Delegacia-Geral de Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis. O caso segue sob investigação para identificação e responsabilização dos envolvidos.

Polícia Civil do Acre realiza duas prisões em operações de combate a facções criminosas

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Polícia Civil do Acre realiza duas prisões em operações de combate a facções criminosas

A Polícia Civil do Acre (PCAC) realizou duas prisões importantes no início desta semana durante ações distintas de enfrentamento às organizações criminosas que atuam no estado. As prisões ocorreram no âmbito das operações “Cartório Central” e “Casa Maior”, ambas voltadas ao combate de crimes como extorsão, tráfico de drogas e arrecadação ilícita de recursos.

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Polícia Civil avança na investigação do fluxo financeiro de organizações criminosas. Foto: cedida

No primeiro caso, a PCAC, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), deu cumprimento a dois mandados de prisão que integram a megaoperação “Cartório Central”, deflagrada simultaneamente nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre e São Paulo. No Acre, os alvos foram localizados e presos em cumprimento às ordens judiciais expedidas no curso da investigação.

A operação “Cartório Central” tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que mantinha um sistema próprio de arrecadação e repasse financeiro, incluindo cobrança de dívidas ilícitas, comércio de drogas e imposição de regras internas aos integrantes. “Essas organizações criam estruturas paralelas para controlar territórios e movimentar grandes volumes de dinheiro ilícito, e nosso trabalho é justamente quebrar essa engrenagem financeira e operacional”, destacou o coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), Pedro Paulo Buzolin.

Já a segunda ação integra a operação “Casa Maior”, na qual a Polícia Civil com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) cumpriu um mandado de prisão e dois mandados de busca e apreensão, todos em Rio Branco. O preso é investigado por extorquir comerciantes do bairro Estação Experimental, exigindo pagamentos ilegais para permitir o funcionamento dos estabelecimentos.

Durante as buscas, os policiais apreenderam materiais com anotações financeiras e panfletos relacionados a empréstimos de dinheiro a juros. Segundo Buzolin, as investigações seguem em andamento. “Estamos aprofundando a análise do material apreendido para identificar o fluxo financeiro, outros envolvidos e ampliar a responsabilização criminal, com previsão de novas fases da operação”, concluiu.

Polícia Civil prende homem por receptação qualificada em Marechal Thaumaturgo

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Polícia Civil prende homem por receptação qualificada em Marechal Thaumaturgo

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Marechal Thaumaturgo com apoio da Delegacia do bairro Tucumã, que integra a 4ª Regional de Rio Branco, realizou na última terça-feira, 27, a prisão de um indivíduo acusado da prática do crime de receptação qualificada. A ação é resultado de um trabalho integrado de investigação e troca de informações entre equipes do interior e da capital.

Polícia Civil prende homem por receptação qualificada em Marechal Thaumaturgo | Cidade AC News – Notícias do Acre
Polícia Civil apreende 170 frascos de perfumes furtados e prende suspeito por receptação qualificada. Foto: cedida

De acordo com o delegado Marcílio Laurentino, a prisão ocorreu após policiais civis de Rio Branco repassarem informações de que produtos furtados de uma loja de perfumes na capital teriam sido levados para o município de Marechal Thaumaturgo. A partir disso, diligências foram iniciadas para localizar o material e identificar os envolvidos.

Com apoio de um policial militar, os investigadores conseguiram identificar e prender o suspeito em posse de aproximadamente 170 frascos de perfumes. Durante a abordagem, o autor informou que teria adquirido a mercadoria de um indivíduo do município de Cruzeiro do Sul pelo valor de R$ 4 mil, alegando não possuir nota fiscal e afirmando desconhecer a origem ilícita dos produtos.

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Suspeito com passagem por organização criminosa é preso em Marechal Thaumaturgo. Foto: cedida

“O conduzido já possui passagem pela polícia pelo crime de participação em organização criminosa e é monitorado pelo sistema de Justiça. Diante dos fatos, ele foi autuado em flagrante por receptação qualificada, uma vez que o crime ocorreu no exercício de atividade comercial, e permanecerá à disposição do Poder Judiciário”, informou Marcílio Laurentino.

Lula discursa na abertura do Fórum Econômico da AL e Caribe, no Panamá

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Lula discursa na abertura do Fórum Econômico da AL e Caribe, no Panamá


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, na manhã desta quarta-feira (28), do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, que ocorre na Cidade do Panamá.Lula discursa na abertura do Fórum Econômico da AL e Caribe, no Panamá | Cidade AC News – Notícias do AcreLula discursa na abertura do Fórum Econômico da AL e Caribe, no Panamá | Cidade AC News – Notícias do Acre

Lula será o segundo a discursar na abertura do evento, logo depois do presidente do país anfitrião, José Raúl Mulino.

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Entre os temas a serem abordados pelos líderes da região estão infraestrutura e desenvolvimento, inteligência artificial, comércio, energia, mineração e segurança alimentar. 

Está prevista ainda a visita a uma das eclusas do Canal do Panamá, onde os chefes de Estado farão a foto oficial do evento. 

Na agenda de Lula, também há a previsão de reuniões bilaterais e encontros com outros presidentes que também participam do evento. Equador, Guatemala, Bolívia, Chile e Jamaica já confirmaram presença.

Acordo bilateral

Com o presidente panamenho, Lula deve assinar um acordo de cooperação tratando de investimentos, expansão comercial e logística entre os países.

O Brasil é o 15º maior usuário do Canal do Panamá. Sete milhões de toneladas de produtos brasileiros exportados passam por lá.

O intercâmbio entre os dois países aumentou 78% no último ano, chegando a US$ 1,6 bilhão, com destaque para as exportações brasileiras de petróleo e derivados.

O Panamá também foi o primeiro país da América Central a se associar ao Mercosul.

A previsão é de que Lula retorne ao Brasil ainda hoje. O fórum continua até quinta-feira (29). Mais de 2,5 mil líderes políticos, empresários e acadêmicos participam do evento.

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