terça-feira, 17 fevereiro, 2026
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Vazamento de estruturas da Vale em Congonhas não afetou moradias

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Vazamento de estruturas da Vale em Congonhas não afetou moradias

O tamanho do dano ambiental causado pelo vazamento de estruturas da mineradora Vale, na região da cidade de Congonhas, em Minas Gerais, ainda precisa de mais análises para ser realmente mensurado. A afirmação é do secretário municipal e Meio Ambiente, João Lobo.Vazamento de estruturas da Vale em Congonhas não afetou moradias | Cidade AC News – Notícias do AcreVazamento de estruturas da Vale em Congonhas não afetou moradias | Cidade AC News – Notícias do Acre

Segundo ele, o impacto dos vazamentos que ocorreram no último fim de semana foi restrito ao meio ambiente. Nos rios, é possível observar alteração na cor da água e assoreamento.

“Os impactos eles estão realmente mais na esfera ambiental, que a gente vai estar falando aqui de assoreamento, a gente vai estar falando de turbidez da água elevada, a gente vai estar falando de talvez a presença de alguns metais que a gente vai ter que fazer análises químicas, a gente ainda não conhece, mas o que a gente percebe é que as características físico-químicas do rio que estão alteradas”.

De acordo com a prefeitura, foram 300 mil metros cúbicos de lama no primeiro vazamento, na mina da Fábrica. O segundo, na mina Viga, ainda precisa ser medido, mas parece ser maior, afirma o secretário.

“Já no segundo, nós ainda não temos nenhum dado de qual foi o volume real. Visualmente, ele parece um impacto maior, porque ele conseguiu fazer um represamento de um córrego. Então ele está acumulando material e visivelmente ele parece mais pesado”.

Lama atingiu rio

Um dos rios atingidos pela lama foi o Maranhão, que é afluente do Paraopeba, contaminado pela tragédia de Brumadinho, há 7 anos. A situação atual é monitorada, devido ao risco de a lama do rio Maranhão alcançar o Paraopeba.

O professor de engenharia sanitária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marcelo Libânio, explica que as chuvas podem fazer com que o possível impacto seja menor. 

“Sempre tem impacto ambiental, de aumentar a concentração de sólidos. Vai depender da magnitude dessa concentração, da vazão afluente dessa lama em relação à vazão do curso d’água. Então, por esse prisma, o impacto tende a ser um pouco menor porque nós estamos em período chuvoso. O mês de janeiro foi pródigo, aqui na região metropolitana de Belo Horizonte, quase todos os mananciais sociais estão muito próximos da média histórica, alguns até passaram”.

De acordo com a prefeitura de Congonhas, nenhum morador foi prejudicado pelos vazamentos, nem o abastecimento da cidade foi afetado.

2:13

Nível do rio São Francisco ultrapassa cota de alerta

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Nível do rio São Francisco ultrapassa cota de alerta

O rio São Francisco, que corta Minas Gerais e boa parte da região Nordeste, está com o nível acima da cota de alerta e em processo de subida em algumas cidades mineiras e da Bahia.Nível do rio São Francisco ultrapassa cota de alerta | Cidade AC News – Notícias do AcreNível do rio São Francisco ultrapassa cota de alerta | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os dados são do mais recente boletim do Sistema de Alerta Hidrológico da bacia, divulgado na manhã desta quinta-feira (29).

No município de Pedras de Maria da Cruz, em Minas, o nível atual do rio passou dos sete metros e meio, quase dois metros acima da cota de inundação. Na cidade mineira de São Francisco e nos municípios baianos de Carinhanha e Bom Jesus da Lapa, as águas já subiram acima das margens, causando alagamentos em algumas áreas.

Cerca de 150 mil pessoas vivem nessas quatro cidades.

Com a cheia do rio São Francisco e dos afluentes que cortam a região, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais considera “moderada” a possibilidade de enxurradas nas cidades, entupimento de córregos e alagamentos em áreas rebaixadas com problemas de drenagem.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, em mais da metade das estações de monitoramento ao longo do rio São Francisco, a previsão é que o nível das águas se mantenha abaixo da cota de alerta, sem probabilidade próxima de inundação.

O período de chuvas na região da bacia do rio São Francisco começou em novembro e deve durar até, pelo menos, o mês de março.

1:27

Atividade urbana concentrou maioria do trabalho escravo em 2025

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Atividade urbana concentrou maioria do trabalho escravo em 2025


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O balanço do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) das operações em 2025 apontam que 2.772 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho análogo à escravidão. Pela primeira vez, a maior parte dos trabalhadores, 68%, exerciam atividade nos centros das cidades.Atividade urbana concentrou maioria do trabalho escravo em 2025 | Cidade AC News – Notícias do AcreAtividade urbana concentrou maioria do trabalho escravo em 2025 | Cidade AC News – Notícias do Acre

“O trabalho escravo contemporâneo não está restrito a uma atividade econômica específica. Embora tradicionalmente haja mais resgates no meio rural, em 2025 o número de trabalhadores resgatados no meio urbano foi maior”, explica a coordenadora-geral de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravidão e do Tráfico de Pessoas, Shakti Borela.

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O setor da construção civil foi onde houve o maior número de resgate, com 601 casos em obras de alvenaria e outros 186 em construções de edifícios e prédios. Outras atividades que também registraram muitos resgates foram a administração pública com 304 casos, o cultivo de café, com 184, e a extração e britamento de pedras e outros materiais para construção, com beneficiamento associado, com 126 resgates.

De acordo com o MTE, a maior parte dos trabalhadores resgatados têm idade na faixa etária de 30 a 39 anos, são homens e com baixa escolaridade. Entre os resgatados, 83% se autodeclaram negros (pretos ou pardos).

Para a diretora do Departamento de Fiscalização do Trabalho, Dercylete Loureiro, esse perfil revela trajetórias marcadas por vulnerabilidades históricas, que expõem essa parte da população a condições análogas à escravidão por décadas.

Os estados que mais registraram resgate foram Mato Grosso, com 607; Bahia, 482; Minas Gerais, 393, e São Paulo, com 276 trabalhadoras e trabalhadores resgatados.

Confira a reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre a predominância do trabalho escravo na população negra 

Direitos

Após as operações, todos os trabalhadores puderam acessar o direito legal ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas no valor de um salário mínimo e foram encaminhados aos serviços públicos, como os de assistência social. De acordo com o Ministério do Trabalho, foi garantido o pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias às vítimas.

Ao todo foram realizadas pelos auditores-fiscais 1.594 ações de combate ao trabalho análogo à escravidão em 2025, que além dos resgates também assegurou direitos trabalhistas a mais de mais de 48 mil trabalhadores e trabalhadoras.

Denúncias

Para denunciar violações de direitos dos trabalhadores não é necessário se identificar, qualquer pessoa pode acessar de forma anônima pela internet, pelo telefone 158 ou pelo Disque 100.

Luto e fome: viúva tenta se reerguer após operação mais letal do Rio

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Luto e fome: viúva tenta se reerguer após operação mais letal do Rio


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A mulher fotografada enquanto fechava os olhos do cadáver do marido em meio a uma fila de corpos tem um nome: Fernanda da Silva Martins.Luto e fome: viúva tenta se reerguer após operação mais letal do Rio | Cidade AC News – Notícias do AcreLuto e fome: viúva tenta se reerguer após operação mais letal do Rio | Cidade AC News – Notícias do Acre

A imagem do repórter fotográfico da Agência Brasil Tomaz Silva com o pranto da viúva, de 35 anos, rodou o mundo e foi republicada em jornais e sites do país e do exterior para retratar a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro

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Deflagrada pelo governo do estado do Rio para cumprir mandados e coibir a facção criminosa Comando Vermelho, a Operação Contenção deixou 122 mortos entre 28 e 29 de outubro de 2025, incluindo cinco policiais. 

O confronto teve reflexos em toda a cidade se estendeu madrugada adentro na Serra da Misericórdia, região desabitada entre os complexos do Alemão e da Penha, onde familiares de mortos e ativistas de direitos humanos denunciam ter havido sinais de execução.

Já autoridades policiais alegaram, na época, que os mortos eram criminosos que reagiram e atentaram contra a vida de seus agentes. Para o governador Cláudio Castro, a incursão foi um sucesso.

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Depois da ação, moradores do Complexo da Penha retiraram cerca de 80 corpos de pessoas mortas de uma área de mata e os enfileiraram em uma rua na Vila Cruzeiro, onde permaneceram por horas, diante de vizinhos e familiares, até que fossem encaminhados ao Instituto Médico-Legal, no centro da cidade.

>> Sob facções e operações, população de favelas vive traumas e adoece

Por respeito à condição de Fernanda, no momento da foto, a Agência Brasil preferiu evitar abordar parentes das vítimas, seguindo a política editorial da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Passados três meses, a reportagem a reencontrou na comunidade do Complexo do Alemão onde mora com dois dos quatro filhos, de 11 e 8 anos. 

A imagem dela feita pela Agência Brasil retrata seu maior momento de luto, afirma. Apesar das condições em que foi fotografada, ela disse que “sua dor ganhou importância” com a repercussão. 

“Ali, sentiram a minha dor. Muita gente [me] crucificou, mas outras me ligaram, se comoveram. A foto foi de um sentimento muito real”, avaliou.


Rio de Janeiro (RJ), 15/01/2026 – Fernanda da Silva Martins posa para fotografia durante entrevista à Agência Brasil, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Fernanda da Silva Martins durante entrevista à Agência Brasil, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

“Não importa se acharam que eu era mãe dele. Eu perdi o amor da minha vida, pai dos meus filhos, o homem que me deu esperança”.

Ao relembrar o momento, ela se entristece com o estado do corpo do qual se despediu. Ela conta que seu marido era membro da facção, mas o cadáver tinha sinais que iam além do que era esperado em uma troca de tiros.

“Ele não morreu [só] de tiro. Ele levou facada no braço e teve o pescoço quebrado. O tiro de misericórdia deram depois, nas costas”, revelou. “Mas eu não recorri a nada nem a ninguém, não tenho apoio.”

Depressão e fome

Desde que perdeu o companheiro com quem estava há 14 anos, Fernanda conta que o primeiro desafio diário é sempre acordar. Fernanda sofre com depressão e síndrome do pânico e chegou a ficar internada após uma tentativa de suicídio desde que ficou viúva. 

“Eu saí do tamanho (manequim) 44 para o 36. Eu passo dias sem comer, choro, desmaio, tem sido difícil”, disse.

São seus dois filhos mais novos, Anna Clara, de 11 anos, e Ivan, de 8, que a mantêm de pé, desabafa. A filha mais velha, de 18 anos, mora com a avó, e segundo mais velho, de 15, com o pai.

“Hoje, [juro] por Deus, levantei pela força da misericórdia. O menino não tinha o que comer. Ele me acordou: ‘mamãe, tô com fome’. Tem dois dias que não durmo, vivo à base de remédios”.

O pouco que a família tem vem do Bolsa Família, mas, com duas crianças em casa, a comida acaba rápido.

“Meu marido, antes, pagava tudo. Agora, a gente vive mais de miojo, porque eu não tenho mesmo”.

Para buscar o sustento da família, Fernanda conta que pesa o fato de ela terer apenas sete anos de estudo, com ensino fundamental incompleto, e nunca ter trabalhado de carteira assinada. 

“Mas eu já trabalhei. Eu olhava uma senhora idosa, trabalhei em lanchonete, trabalhei de diarista com minha mãe. Trabalhei no carnaval, vendendo cerveja. Este ano que não vou, não consigo ainda encarar o mundo, sabe?”, justifica. “Eu também tive quatro filhos e cuidava sempre deles”.

Sem a merenda para os filhos durante as férias escolares, o dinheiro encurtou ainda mais e uma das soluções foi mandar Clara para a casa da avó paterna, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. 

O menino que ficou, Ivan, toma banho de barril para aliviar a sensação da última onda de calor na cidade e implora para ir à praia. 

“Ele pergunta: ‘mãe, quanto é a passagem para eu ir?’ Eu respondo: ‘é caro, são quatro passagens, eu não tenho condição'”.

 


Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil

Dezenas de corpos na Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção. Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil

Relacionamento

Quando começou a se relacionar com Leonardo Fernandes da Rocha, morto na operação, ela conta que não sabia que ele integrava o grupo criminoso. Com o tempo, a família passou a depender dessa renda.

“Eu trabalhava na padaria e ganhava um salário. Mas tudo era meu. Do portão para dentro, era tudo ele. Botava comida em casa, pagava as contas, tratava bem meus filhos mais velhos. Não faltava nada. Internet, comida, gás, roupas, era tudo ele, eu gastava comigo”.

A época mais difícil que passaram foi a do diagnóstico de câncer de Ivan, na época, com 3 anos. Fernanda conta que, juntos, ela e Leonardo tentaram traçar planos para ele, fora do crime, mas não conseguiram outra forma de garantir renda suficiente para a sobrevivência e o tratamento. 

“Meu marido queria ter saído dessa vida. Ele vendeu moto, vendeu o fuzil, queria vender a nossa casa para pagar o tratamento do Ivan, mas não dava. O médico falou assim para ele: o senhor pode vender até a sua alma, mas não vai dar [para custear o tratamento]. Então, ele foi ficando [no tráfico], e eu fui relevando [o tráfico e as traições]. Eu orava”, lamentou.

Depois de muita espera e até ações judiciais, ela conta que o caso finalmente foi encaminhado para o Instituto Nacional de Câncer (Inca), e uma cirurgia salvou a vida do filho.

“Meu filho ficou meses internado. O Leonardo [o pai], apesar de dar os pulos dele, de me chamar de maluca, de doida, de surtada, porque eu ia atrás dele, ele me apoiava, pagava os remédios e, no dia da operação, chegou [ao hospital] em dez minutos”, lembrou. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 22/12/2025 - Retrospectiva 2025 - Foto feita em 28/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contensçao.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil

Mulher chora diante de dezenas de corpos na Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, após Operação Contenção. Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil

Apoio dos pais

Fernanda recebeu a reportagem na laje da casa dos pais. Com pés de maracujá, uma bananeira e perfumado por ervas, como manjericão e hortelã, o espaço é o mais fresco da casa, mantido pelo pai de Fernanda, Jocimar, um vendedor de 55 anos.

“Aqui não tem passarinho, mas toda hora vem uma borboleta”, brinca ela, enquanto procura se proteger do sol a pino.

A casa dos pais dela é uma das mais simples da rua, conta. “A nossa casa é a mais pobre da rua porque, por muito tempo, meu pai foi dependente químico”

“Não parava nada aqui dentro. Tudo ele vendia. Pegava crediário nas Casas Bahia e vendia móvel, televisão, telha… A minha [primeira] filha ia fazer um festão de um aninho. Aí, ele vendeu a roupa dela todinha, uma roupinha jeans e uma sandalinha gladiadora. Depois, eu creio, por causa dessa história, da minha filha, ele se arrependeu e parou”.  

O episódio já tem quase 20 anos, e Fernanda há tempos perdoou. É o pai e a mãe dela, Sônia, uma diarista de 59 anos, que a socorrem quando falta comida na mesa. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 15/01/2026 – O aposentado, Jocimar Martins e sua filha, Fernanda da Silva martins posam para fotografia durante entrevista à Agência Brasil, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O aposentado, Jocimar Martins e sua filha, Fernanda da Silva Martins, durante entrevista à Agência Brasil, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

“Se não fosse pela minha família, eu não estaria mais aqui. E eles ajudam como podem”.

Sobre o futuro, Fernanda sonha em sair do Alemão.

“Queria dar uma vida melhor para os meus filhos. Não é que aqui seja ruim, mas queria que meus filhos avançassem, tivessem um futuro que eu não tive”, disse. 

Ela também gostaria de montar um pequeno salão, “fazer manicure e pedicure”. 

“Já fiz curso de cílios, sobrancelhas, tenho diploma, só falta botar em ação”. Hoje, a preocupação é viver um dia após o outro e colocar comida na mesa enquanto duram as férias.

Treinos em grupo na praia devolvem liberdade a pessoas trans no Rio

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Treinos em grupo na praia devolvem liberdade a pessoas trans no Rio


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De dentro do mar, na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, a vista pode ser para o Pão de Açúcar, para o Cristo Redentor ou para dentro de si mesma. Treinos em grupo na praia devolvem liberdade a pessoas trans no Rio | Cidade AC News – Notícias do AcreTreinos em grupo na praia devolvem liberdade a pessoas trans no Rio | Cidade AC News – Notícias do Acre

“Quando a gente está no mundo, o mundo engole a gente com as microviolências cotidianas. A gente não tem espaço ou tempo para pensar em nós, em quem nós somos”, afirma a estudante de história Maya Alves, de 22 anos.

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“Então, quando a gente vai para o mar, ali, em contato com a natureza, esse resgate é feito”, explicou ela, que, de aluna assídua, acabou se tornando a vice-presidenta do Projeto Aquatrans.

O Aquatrans oferece aulas de natação em águas abertas para pessoas trans, travestis e não-binárias a preços populares. O projeto surgiu em 2024, pelas mãos do educador físico Marcelo Silva, homem trans, para criar um ambiente seguro para esse público fazer atividade física ao ar livre e também com a intenção de ressignificar espaços da cidade. 

Atualmente, participam cerca de 120 pessoas, em três níveis: iniciante, intermediário e avançado. Com bom humor, o grupo apelidou as turmas de anêmonas, água-vivas e golfinhos. Em 2026, novas turmas, aos finais de semana, estão com inscrições abertas para quem quiser desfrutar da prática em coletivo.

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Por terem corpos considerados diferentes do padrão, muitas pessoas não se sentem bem com roupas de banho ou curtas. Há relatos de olhares de desprezo, gestos de discriminação e agressões contra esse grupo. Maya conta que, para uma pessoa trans, a experiência de ir a praia muda com a transição de gênero.

“Antes da transição, a praia era um território comum para muitos de nós. Depois, esse lugar se torna hostil”, explica a vice-presidenta do projeto.

Tudo isso se torna mais díficil para quem passa pela disforia, que é um desconforto ou angústia causados pela incompatibilidade entre o gênero e o corpo ao nascer, uma das causas de sofrimento psíquico de muitas pessoas trans.

 


Rio de janeiro (RJ), 22/01/2026 - Vice-presidenta do Aquatrans Maya Alves começou como aluna. Foto: Aquatrans/Divulgação

Alunos do projeto Aquatrans na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, por Aquatrans/Divulgação

Transmaromba

Em uma cidade de clima quente, como o Rio de Janeiro, sem poder usar roupas mais abertas ou tirar a blusa, homens trans que usam tape ou binder (faixas para comprimir e esconder o peito) acabam evitando a prática de atividade física em espaços públicos.

Esse é o caso de muitos garotos trans que chegam ao Transmaromba. Bem perto do Aquatrans, um grupo se reúne para fazer musculação em uma academia improvisada com estrutura rústica. Ao ar livre, entre um supino e outro com vista para a paisagem, eles revezam os equipamentos de cimento e ferro, da mesma forma que compartilham conquistas e desafios.

“Queremos empoderar trans masculinos por meio da atividade física e promoção de saúde mental”, explicou Kayodê Andrade, um dos idealizadores do Transmaromba, em vídeo publicado na rede social da iniciativa. Ele disse que a partir da criação de espaços seguros para pessoas trans, o projeto busca construir uma comunidade inclusiva e acolhedora.

Pessoas com identidade de gênero diferente do sexo ao nascer há anos lutam por saúde, segurança e respeito, mas nem sempre têm acesso por causa do preconceito. Por isso, para esses grupos, treinar junto, significa acolhimento e bem-estar. 

A avaliação é do pesquisador e educador físico Leonardo Peçanha, doutorando em saúde coletiva pelo Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz) e integrante do Serviço Identidade Transdiversidade da Policlínica Piquet Carneiro, prestado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

“No caso do Aquatrans, os homens trans, por exemplo, juntos, se sentem confortáveis para tirar a camisa. Mesmo quem ainda não fez ou não quer fazer uma mastectomia (cirurgia para retirada do peito)”, destacou o pesquisador, que também é um homem trans.

“Ir à praia, para uma pessoa trans, é uma coisa muito delicada pela exposição”, reforçou. Em coletivo, disse, “há uma inversão, e as pessoas se sentem protegidas e confortáveis”. 

Segurança na coletividade


Rio de janeiro (RJ), 22/01/2026 - Vice-presidenta do Aquatrans Maya Alves começou como aluna. Foto: Aquatrans/Divulgação

Alunos do projeto Aquatrans se reúnem na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Foto: Aquatrans/Divulgação

A certeza de estar em um espaço seguro, na avaliação de Peçanha, é o diferencial desses projetos.

“Além de todos os benefícios da atividade física, há uma certeza de que ninguém vai ser impedido de entrar em certos ambientes [como banheiros] e, se algo acontecer, a pessoa estará perto de outra que vai ajudá-la”, destacou.

Ele denuncia que são comuns em academias a dificuldade de acesso a banheiros e vestiários e o desrespeito ao nome social.

Há outro componente que também atrai o grupo: a presença de profissionais de educação física capacitados e atentos.

“Se o educador físico não estiver atualizado com as demandas dessa comunidade, ele pode passar um treino desconfortável ou que não levará em conta a construção do corpo como essa pessoa quer”.

Por outro lado, se estiver, proporciona ao aluno alcançar uma aparência “mais masculina ou feminina”, como quiser.

A possibilidade de estar entre iguais e expandir o ciclo de amizades, incluindo, confraternizações pós-treino, traz de volta pessoas que abandonaram a prática de se exercitar, mas que queriam voltar, caso do Gael Dantas, vendedor, de 30 anos. Ele lutava taekwondo quando era mais jovem, e hoje é aluno do Aquatrans.

“Ali, é um local de acolhimento e com corpos e vivências como a minha, onde posso relaxar e ser quem eu sou sem estar em vigilância”, conta. “É incrível nadar no mar, uma sensação de liberdade sem fim”.

Assim, os dois projetos que têm como fundo a Praia do Flamengo desenvolvem mais do que força e injetam autoconfiança. “Os impactos são diretos na minha saúde, vejo até que estou com condicionamento físico melhor”, contou Átila Lino, sushiman, de 29 anos.

Benefícios para o corpo e a mente

Esse ganho de autoestima pode ser determinante também no momento da transição, quando há um aumento da ansiedade em função do medo de julgamentos, reforça o psiquiatra Daniel Mori.

“O período da transição é muito importante, é nesse período que acaba aumentando a ansiedade, o medo de julgamento, há um estresse crônico, mudanças de humor. Então, a gente considera que a atividade física pode ser um pilar e estabilidade entre tantas instabilidades”.

Além disso, o médico, que é coordenador do Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), destaca a necessidade de a atividade física ser parte da rotina dessa população.

“Ajuda a ter uma rotina, melhora o sono e traz regulação emocional”, pontua.

Mori concordou também que um treino bem conduzido trabalha o corpo para que ele possa ser “habitado”, com menos sofrimento.

“As atividades em grupo mostram para as pessoas trans e não-binárias que elas não estão a sós. O isolamento, outro fator de sofrimento psíquico”, frisa.

Pela sua importância no Processo Transexualizador, Peçanha defende que a Educação Física integre o programa em saúde para população trans do Sistema Único de Saúde (SUS). Para passar a valer, o programa precisa de aval do Ministério da Saúde e sua publicação é uma das principais reivindicações da população trans no país.

Maya, do Aquatrans, analisa que, apesar dos corpos serem diferentes, assim como as vivências, após um dia de aula, a sensação é a única: “é a de que o corpo relaxou, o corpo está à vontade, está livre, com vontade de viver, e assim deve permanecer”.

 


Rio de janeiro (RJ), 22/01/2026 - Aquatrans reúne alunos trans e travestis em escolinha de natação. Foto: Thales Araújo/Aquatrans

Aquatrans reúne alunos trans e travestis em escolinha de natação. Foto: Thales Araújo/Aquatrans

Dino nega pedido para suspender a renovação automática da CNH

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Dino nega pedido para suspender a renovação automática da CNH


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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (29) negar pedido de suspensão da nova regra que permite a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas que não foram multados nos últimos doze meses.Dino nega pedido para suspender a renovação automática da CNH | Cidade AC News – Notícias do AcreDino nega pedido para suspender a renovação automática da CNH | Cidade AC News – Notícias do Acre

Na decisão, Dino aponta que a Associação Brasileira de Psicologia do Tráfego (Abrapsit), entidade que recorreu ao STF, não tem legitimidade jurídica para questionar a Medida Provisória 1.327 de 2025, que passou a prever a medida. 

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A associação criticou a adoção do cadastro de bons condutores para dispensar motoristas da realização de exames de aptidão física e mental para renovação do documento. 

O ministro também decidiu não analisar a ação direta de inconstitucionalidade protocolada pela entidade. 

“Admitir-se a legitimação extraordinária da Abrapsit significa atribuir-lhe a representação em juízo de interesses de uma comunidade muito mais ampla do que a dos seus associados, fazendo instaurar um processo coletivo em que a maioria dos membros do grupo, categoria ou classe estariam sendo, potencialmente, representados por quem defende interesses não coincidentes ou até contrários aos seus”, decidiu Dino.

A renovação automática da CNH para bons condutores entrou em vigor no início deste mês. Segundo o Ministério dos Transportes, a medida já beneficiou 323.459 motoristas. Cerca de R$ 226 milhões foram economizados pelos condutores. O montante inclui os valores que seriam pagos em exames e taxas.

 

Toffoli: decisão sobre instância do caso Master sairá após inquérito

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Toffoli: decisão sobre instância do caso Master sairá após inquérito


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O gabinete do ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta quinta-feira (29) uma nota em que busca esclarecer detalhes sobre as investigações.Toffoli: decisão sobre instância do caso Master sairá após inquérito | Cidade AC News – Notícias do AcreToffoli: decisão sobre instância do caso Master sairá após inquérito | Cidade AC News – Notícias do Acre

Em um de seus principais pontos, o texto afirma que o eventual envio do caso para a primeira instância da Justiça Federal somente será decidido após a Polícia Federal concluir a apuração. 

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“Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal.” 

A competência do Supremo para conduzir as investigações é um dos pontos controversos em torno do processo.

O caso chegou à Corte após a PF ter encontrado uma menção ao nome de um deputado federal entre documentos apreendidos, mas que até o momento não resultaram em suspeita de ilícito. 

Segundo a nota, o texto divulgado “esclarece principais andamentos” do inquérito sobre o Master, que apura irregularidades e possíveis fraudes nas negociações de compra do banco pelo BRB, instituição financeira pública do Distrito Federal (DF). 

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Sigilo máximo

Outro ponto que causou polêmica foi o fato de Toffoli ter declarado sigilo máximo sobre o caso, medida que foi determinada dias depois de ele ter viajado em um jatinho particular no qual também estaria o advogado de um dos diretores investigados do Master. 

O comunicado destaca que o sigilo “já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau”, e que foi mantido “a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações”. 

“Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento”, acrescenta a nota. 

Pressão

O ministro tem sido alvo de pressões cada vez maiores para deixar a relatoria do caso. Em especial, após decisões que foram consideradas incomuns, como a determinação de que materiais apreendidos fossem enviados ao Supremo, em Brasília, mesmo antes de serem periciados pela PF. 

Também foram publicadas reportagens sobre um fundo ligado ao Master que teria adquirido a participação de familiares de Toffoli, incluindo dois irmãos, em um resort no Paraná. O ministro ainda não se manifestou sobre o episódio.

A decisão sobre a permanência do caso Master no Supremo depende, em um primeiro momento, da decisão do próprio ministro Dias Toffoli. 

Leia abaixo a íntegra do comunicado divulgado pelo gabinete do ministro:

Nota do Gabinete do Ministro Dias Toffoli

Gabinete esclarece principais andamentos do caso Master no STF

1.⁠ ⁠O Ministro Dias Toffoli foi escolhido, por sorteio, para ser o relator da operação Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal em 28 de novembro de 2025;

2.⁠ ⁠No dia 3 de dezembro de 2025, após o exame preliminar dos autos, houve a determinação, em caráter liminar, para que o processo fosse remetido ao Supremo Tribunal Federal, mantidas e validadas todas as medidas cautelares já deferidas, bem como o sigilo que já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau, a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações;

3.⁠ ⁠Da análise preliminar dos documentos, o Ministro relator verificou, em 15 de dezembro de 2025, a absoluta necessidade da realização de diligências urgentes, não só para o sucesso das investigações, mas também como medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam, determinando, no prazo inicial de trinta dias, a oitiva dos principais investigados para esclarecer, em detalhes e com apresentação dos respectivos documentos, as denúncias em apuração;

4.⁠ ⁠Na mesma oportunidade, houve a determinação de oitiva dos dirigentes do Banco Central do Brasil sobre questões de sua atribuição envolvendo as atividades do Banco Master e de possíveis desdobramentos envolvendo outras instituições financeiras;

5.⁠ ⁠As oitivas dos presidentes dos bancos envolvidos no caso e do diretor do Banco Central responsável pela fiscalização das instituições ocorreram no dia 30 de dezembro de 2025, inclusive com a acareação, que se mostrou necessária, entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa;

6.⁠ ⁠Após o exame do material contido nos autos e com parecer favorável do Procurador-Geral da República, foi julgada parcialmente procedente a reclamação, para reconhecer a competência da Suprema Corte a fim de supervisionar as investigações que envolvem a operação Compliance Zero, decisão contra a qual não foi apresentado recurso;

7.⁠ ⁠No curso do processo, todos os pedidos de reconhecimento de nulidades formulados pelas defesas dos investigados, inclusive por violação de prerrogativa de foro, foram rejeitados, assim como foi indeferido um pedido de composição amigável entre as partes apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro;

8.⁠ ⁠Aberto o inquérito policial correspondente, que corre em sigilo em razão de diligências ainda em andamento, foram ouvidos alguns investigados pela autoridade policial entre os dias 26 e 27 de janeiro de 2026. A autoridade policial pediu a prorrogação do prazo para a conclusão das investigações por mais sessenta dias, o que foi deferido;

9.⁠ ⁠Paralelamente à operação Compliance Zero, outras operações foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal, dentre as quais, uma realizada na cidade do Rio de Janeiro, que foi prontamente devolvida à primeira instância, e outra efetivada em São Paulo por determinação da Suprema Corte, trazida ao Supremo Tribunal Federal por iniciativa direta da Procuradoria-Geral da República;

10.⁠ ⁠Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento;

11.⁠ ⁠Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal.

 

PGR dá aval a escolas cívico-militares paulistas, mas não a pagamentos

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PGR dá aval a escolas cívico-militares paulistas, mas não a pagamentos


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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) favorável ao programa de escolas cívico-militares do estado de São Paulo, afirmando ser irregular somente o pagamento de extra previsto aos policiais militares que atuem nas instituições de ensino.PGR dá aval a escolas cívico-militares paulistas, mas não a pagamentos | Cidade AC News – Notícias do AcrePGR dá aval a escolas cívico-militares paulistas, mas não a pagamentos | Cidade AC News – Notícias do Acre

Para Gonet, o artigo da lei que cria uma nova compensação financeira aos policiais que atuem como monitores ou na gestão das escolas é inconstitucional, por não ter indicado fonte de custeio para o gasto criado nem apresentado estimativas de impacto financeiro. 

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Pela legislação, policiais inativos podem ganhar até R$ 6 mil de compensação pelo trabalho de monitoria em tempo integral, valor que pode ser maior para funções de gestão. 

Em relação às escolas cívico-militares em si, Gonet repetiu a opinião que já havia dado em relação a programas de outros estados, como do Paraná, e afirmou que a legislação paulista não viola a Constituição ou as leis ao prever a atuação da Polícia Militar dentro das escolas estaduais e municipais de São Paulo. 

“Do cotejo das normas impugnadas, infere-se não ter o legislador paulista instituído regras sobre currículos, conteúdos programáticos, metodologia de ensino ou modo de exercício das atividades docentes, que caracterize invasão do campo constitucionalmente afeto à União, relativo à edição de leis sobre diretrizes e bases da educação nacional”, escreveu o procurador-geral.

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Gonet observou ainda que a legislação prevê que o programa somente será adotado pelas instituições de ensino após consulta à comunidade escolar, não havendo uma imposição por parte do Estado. 

A manifestação foi enviada ao Supremo na última terça-feira (27), no âmbito de uma ação aberta pelo PSOL em maio de 2024. O processo tramita sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. 

O parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) diverge do da Advocacia-Geral da União (AGU), que se manifestou contrária à constitucionalidade do programa de escolas cívico-militares em São Paulo.

Para a AGU, a legislação paulista invade a competência exclusiva da União para legislar sobre educação, pois institui “modelo educacional que extrapola os parâmetros definidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”. O órgão também argumenta que a atividades de militares em unidades da educação básica é incompatível com a finalidade das instituições militares.

Não há prazo definido para que o tema vá a julgamento pelo plenário do Supremo.

Haddad: STF encontrará caminhos para lidar com impactos do caso Master

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Haddad: STF encontrará caminhos para lidar com impactos do caso Master


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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse hoje que acredita que o Supremo Tribunal Federal vai encontrar caminhos para lidar com o impacto que o caso Master causou na imagem da Corte. O ministro falou em entrevista ao portal Metrópoles nesta quinta-feira (29).Haddad: STF encontrará caminhos para lidar com impactos do caso Master | Cidade AC News – Notícias do AcreHaddad: STF encontrará caminhos para lidar com impactos do caso Master | Cidade AC News – Notícias do Acre

“O presidente Fachin está com o melhor ânimo para dar uma resposta a isso da maneira adequada e vai encontrar o caminho junto aos seus pares de fazer. E isso vale não só para o Supremo, isso tem que valer para todas as instituições. Se você está com um problema institucional, você tem que ter os mecanismos internos de saneamento. E você não pode temer sanear, porque é nesse gesto que você recupera a credibilidade institucional”, disse o ministro. 

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Segundo o ministro, o almoço entre ele, o presidente Lula e o ministro Dias Toffoli, que é o relator do caso Master no STF, foi sobre esse tema. O presidente defendeu que é preciso dar uma resposta à sociedade, afirmou Hadadd. De acordo com Haddad, o presidente Lula destacou que o Brasil tem uma oportunidade de fazer o trabalho de combate ao crime e à corrupção “pelo andar de cima”.

“É uma oportunidade que nós temos de dar uma resposta para a sociedade E por isso que eu insisto: quando você, diante de um problema, responde da maneira adequada, você fortalece as instituições”, defendeu. 

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Além do caso Master, o ministro falou na entrevista sobre outros assuntos. Entre eles, defendeu mudanças na Constituição para fazer integração em nível nacional para combater o crime organizado. Sobre o comunicado do Banco Central, que indicou a possibilidade de corte dos juros em março, o ministro disse que a redução vai ajudar na dívida pública, que subiu 18% no ano passado.

“O anúncio de que vai começar a cortar juro vai fazer essa trajetória se acomodar em um patamar razoável. Porque,  na verdade, pagando 10% de juro real, não tem superávit primário compatível com a estabilização da dívida”, pontuou. 

Haddad afirmou que vai sair do cargo em fevereiro e que o substituto vai ser definido pelo presidente Lula. O número 2 da Fazenda, Dario Durigan, é o principal cotado.

Polícia Civil prende condenado por estupro de vulnerável em Xapuri

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Polícia Civil prende condenado por estupro de vulnerável em Xapuri

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da equipe de oficiais investigadores da Delegacia-Geral de Xapuri, cumpriu na manhã desta quinta-feira, 29, um mandado de prisão contra C. P. da S., condenado pelo crime de estupro de vulnerável. A prisão ocorreu no bairro Braga Sobrinho, no município de Xapuri.

Polícia Civil prende condenado por estupro de vulnerável em Xapuri | Cidade AC News – Notícias do Acre
Polícia Civil prende homem condenado por crime de violência sexual contra criança na zona rural de Xapuri. Foto: cedida

De acordo com a Polícia Civil, o condenado foi localizado em sua residência, que também funciona como um comércio de mercadorias do gênero alimentício. No local, os investigadores deram cumprimento ao mandado de prisão expedido pela Justiça.

Após a captura, o homem foi conduzido à Unidade Policial e, em seguida, encaminhado ao hospital do município para a realização do exame de corpo de delito. Posteriormente, ele retornou à Delegacia-Geral de Xapuri, onde permanece recolhido e à disposição da Justiça, aguardando os procedimentos legais.

O crime ocorreu em 2021, no seringal Nazaré, zona rural de Xapuri. Na ocasião, C. P. da S. teria cometido o estupro contra uma criança de 10 anos de idade. Após a conclusão do processo judicial, o réu foi condenado a uma pena de 11 anos e 8 meses de prisão.

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