domingo, 1 fevereiro, 2026
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Venezuela retoma acesso ao X depois de bloqueio imposto por Maduro

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Venezuela retoma acesso ao X depois de bloqueio imposto por Maduro

A Venezuela voltou a ter acesso à rede social X na noite de terça-feira (13), após mais de um ano de bloqueio imposto pelo então presidente Nicolás Maduro. A suspensão havia sido determinada em agosto de 2024, logo após a controversa reeleição de Maduro, marcada por denúncias de fraude eleitoral.

Usuários de operadoras como a Digitel já conseguiam acessar a plataforma normalmente, enquanto em outras companhias, como Movistar e a estatal Cantv, o acesso ainda era parcial. Durante o período de bloqueio, o uso da rede social no país só era possível por meio de VPN.

Autoridades do chavismo anunciaram a retomada do uso da plataforma, entre elas a presidente interina Delcy Rodríguez. O desbloqueio ocorre após a captura de Maduro em 3 de janeiro, durante ataques das forças dos Estados Unidos que deixaram mais de 100 mortos, segundo números oficiais.

Erosão compromete cabeceira de ponte e comunidade pode ficar isolada na zona rural de Sena Madureira

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Erosão compromete cabeceira de ponte e comunidade pode ficar isolada na zona rural de Sena Madureira

Um vídeo enviado a nossa redação, mostra uma erosão na cabeceira da ponte do Igarapé Madalena, localizado no ramal do km 34 da BR-364, entre Sena Madureira e Manoel Urbano. O problema ameaça deixar os moradores da região totalmente isolados.

Nas imagens, um morador cobra providências urgentes por parte da prefeitura, visto que a comunidade necessita do acesso para escoar produção, comercializar gado, e se descolocar a cidade, principalmente em casos relacionados à saúde. Segundo o morador, a prefeitura já realizou ao menos 5 aterros na localidade, mas de acordo com ele, o serviço não foi realizado com qualidade, e o problema persiste.

Vale destacar que a erosão representa um sério risco à segurança da população e ao desenvolvimento das comunidades. Provocada principalmente pelas chuvas intensas, pelo escoamento inadequado da água e pela falta de manutenção, a erosão vai desgastando o solo ao redor das cabeceiras das pontes, comprometendo sua estabilidade e funcionalidade.

Com o avanço do problema, surgem buracos, desníveis e afundamentos que dificultam a passagem de veículos, motocicletas, pedestres e até de animais. Em casos mais graves, a erosão pode levar ao isolamento de comunidades inteiras, impedindo o acesso a serviços essenciais como saúde, educação e transporte de produtos agrícolas, o que afeta diretamente a economia local.

Diante disso, é fundamental que haja ações preventivas e corretivas, como a drenagem adequada das águas pluviais, o reforço do solo, a recuperação das estradas vicinais e a manutenção periódica das pontes e seus acessos. Investir na prevenção da erosão é garantir segurança, mobilidade e qualidade de vida para quem vive e depende da zona rural.

Governo Trump congela vistos de residência para o Brasil e outras 74 nações

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Governo Trump congela vistos de residência para o Brasil e outras 74 nações

Os planos de quem sonha em morar legalmente nos Estados Unidos sofreram um duro golpe nesta quarta-feira (14/1) e estão dando o que falar nas redes sociais. O Departamento de Estado americano anunciou a suspensão indefinida do processamento de vistos de imigrante, aqueles destinados a quem busca residência permanente (Green Card), para cidadãos de 75 países.

O Brasil foi incluído na lista de restrições, ao lado de nações como Rússia, Irã e Colômbia. É fundamental esclarecer os detalhes: a medida, que entra em vigor no dia 21 de janeiro de 2026, não afeta vistos de não imigrantes. Ou seja, quem possui ou está solicitando vistos de turismo (B2), negócios (B1) ou estudante (F-1) não sofrerá impacto direto.

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Reprodução: YouTube/ABC News
Donald Trump, presidente dos EUAReprodução: YouTube/ABC News
Foto: Reprodução/ABC
Donald TrumpFoto: Reprodução/ABC
Foto/Fox
Trump anuncia que EUA vão assumir administração da VenezuelaFoto/Fox

A decisão reflete a política “America First” (América Primeiro) de Donald Trump e, em comunicado na rede social X, antigo Twitter, o Departamento de Estado alegou que a suspensão visa proteger a economia local. O argumento é que imigrantes dessas nacionalidades estariam utilizando benefícios sociais financiados pelos contribuintes americanos em taxas consideradas “inaceitáveis”.

O congelamento funcionará como uma pausa técnica para que Washington revise seus critérios de triagem. O objetivo declarado é garantir que os futuros residentes tenham autonomia financeira e não se tornem um “encargo público” para o sistema de seguridade social dos EUA.

Embora a lista oficial completa ainda não tenha sido publicada nos canais do governo, um memorando interno obtido pela Fox News antecipou que, além do Brasil, países como Afeganistão, Iraque, Haiti, Somália e Venezuela também foram alvo da decisão. O documento vazado traz ainda um detalhe que gerou controvérsia imediata:

A administração Trump estaria considerando barrar a entrada de pessoas idosas ou com sobrepeso, sob a premissa de que esses grupos poderiam gerar custos elevados ao sistema de saúde americano no futuro.

“BBB26” terá primeira festa somente na sexta-feira (16/1)

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“BBB26” terá primeira festa somente na sexta-feira (16/1)

O “BBB26” começou a todo vapor, com direito até a uma prova de resistência para o primeiro líder, mas a festança, no entanto, vai ficar para depois. A primeira festa do Big Brother Brasil não será nesta quarta-feira (14/1), como de costume, e sim, apenas na próxima sexta-feira (16/1).

A decisão foi tomada pela produção por não saber até quando a prova de liderança irá durar. Já que a resistência teve início na noite de terça-feira (13/1), e, após 16 horas de duração, seis participantes ainda seguem na disputa pela primeira coroação da edição. São eles: Sarah Andrade, Marciele, Edilson, Breno, Alberto Cowboy e Jonas Sulzbach.

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Prêmio histórico! BBB26 vai pagar mais de R$5 milhões ao grande vencedor. Reprodução: Globo
Prêmio histórico! BBB26 vai pagar mais de R$5 milhões ao grande vencedor. Reprodução: Globo
Reprodução TikTok
Quarto Branco do “BBB26”Reprodução TikTok
Reprodução / X
Henri Castelli no BBB26Reprodução / X
Casa de Vidro: Conheça os pipocas escolhidos para entrar no BBB26. Reprodução: TV Globo
Casa de Vidro: Conheça os pipocas escolhidos para entrar no BBB26. Reprodução: TV Globo

As festas do reality show da Globo costumam acontecer nas quartas e sextas-feiras, sendo uma em celebração ao líder da semana e uma que, normalmente, recebe algumas atração musical. Durante o anúncio da dinâmica desta semana, Tadeu, o apresentador, mostrou as atividades que os brothers participariam, “Big Fone” na quinta-feira, “Na Mira do Líder”, na sexta e “Prova do Anjo”, no sábado.

Além da Prova do Líder, o Quarto Branco” completou 40 horas de duração com oito participantes na tentativas de conseguir as duas últimas vagas da casa.

Caso Henri Castelli: saiba o que fazer e o que evitar ao presenciar uma crise convulsiva

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Caso Henri Castelli: saiba o que fazer e o que evitar ao presenciar uma crise convulsiva

Após o episódio envolvendo o ator Henri Castelli no “BBB26”, que reacendeu o debate sobre crises convulsivas, uma dúvida comum voltou à tona: como agir corretamente ao presenciar uma pessoa convulsionando? Para esclarecer o tema e orientar o público, o portal LeoDias conversou com o neurologista Dr. Sergio Jordy, que explicou quais atitudes podem ajudar, e quais devem ser evitadas, em uma situação de emergência.

Segundo o especialista, o primeiro passo é manter a calma e garantir a segurança da pessoa que está em crise. “Primeiramente no momento da crise o paciente deve ser colocado de lado e afastado de objetos e moveis para que não se machuque durante a crise, que geralmente dura poucos minutos, afrouxe as roupas do paciente e ao mesmo tempo chame o socorro. Não se deve colocar os dedos na boca ou língua”, orienta.

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Henri Castelli no BBB26Reprodução / X
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Henri Castelli durante a prova do líderReprodução / X
Reprodução Instagram Henri Castelli
Henri CastelliReprodução Instagram Henri Castelli
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Henri Castelli convulsiona durante prova do líderReprodução / X
Divulgação/BBB26
Henri Castelli foi anunciado no “BBB26” nesta segunda-feira (12/1).Divulgação/BBB26
Reprodução / Instagram
Imagens da fratura no rosto de Henri CastelliReprodução / Instagram
Reprodução / Globo e Instagram
Henri CastelliReprodução / Globo e Instagram

Colocar a pessoa de lado é fundamental para evitar engasgos, principalmente com saliva ou secreções. Dr. Sergio Jordy reforça que uma das práticas mais comuns, e perigosas, é tentar abrir a boca do paciente ou segurar a língua. Essas ações podem causar ferimentos tanto em quem presta ajuda quanto na própria vítima da crise.

Enquanto o atendimento médico não chega, alguns cuidados simples podem fazer diferença. “Sim além de se possível apoiar a cabeça do paciente em algo macio casaco ou bolsa”, explica o neurologista. A medida ajuda a reduzir o risco de traumatismos durante os movimentos involuntários.

Apesar do impacto visual e do susto que a cena costuma causar, o médico destaca que, na maioria dos casos, a convulsão não deixa sequelas permanentes. “Na maioria das vezes a crise não causa danos permanentes exceto se a crise for prolongada e/ou for secundária a uma lesão cerebral como AVC, tumor ou meningite por exemplo sendo que o paciente terá as sequelas relativas a doença de base ou complicações da crise como aspiração de secreções, quedas e traumas secundárias à crise pode ocorrer mais raramente. A SUDEP, que é a morte súbita sem causa identificável, é rara e não costuma acontece em quem não tem o diagnóstico de epilepsia”.

Os riscos aumentam, no entanto, em situações específicas. “Os riscos são maiores em causar danos permanentes quando ocorrem crises prolongadas acima de 5 minutos, crises repetidas sem tempo para recuperação, traumas decorrentes da crise”, alerta o especialista.

Diante desses cenários, a recomendação médica é clara: toda crise convulsiva deve ser avaliada por profissionais de saúde, especialmente quando dura mais de alguns minutos, ocorre pela primeira vez ou vem acompanhada de quedas e batidas. A informação correta e a atitude adequada podem ser decisivas para preservar a vida e evitar complicações.

Confira instalações “luxuosas” da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

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Confira instalações “luxuosas” da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

A Seleção Brasileira já sabe onde vai concentrar sua preparação para a Copa do Mundo. Atendendo a um pedido da CBF, a FIFA confirmou que o Brasil utilizará o Centro de Treinamento Columbia Park, em Morristown, com hospedagem no hotel The Ridge, localizado em Basking Ridge. As duas cidades ficam no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos.

O Columbia Park integra a estrutura do RB New York e oferece campos de treinamento, academia completa, vestiários e áreas administrativas. O complexo foi desenvolvido dentro de critérios voltados ao futebol de alto rendimento, com atenção a acessibilidade e práticas sustentáveis exigidas em competições internacionais.

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Divulgação/FIFA
New York Red Bulls Training Complex, local onde a Seleção Brasileia vai treinar na Copa do Mundo 2026 / CBFDivulgação/FIFA
Divulgação/CBF
New York Red Bulls Training Complex, local onde a Seleção Brasileia vai treinar na Copa do Mundo 2026 / CBFDivulgação/CBF
Reprodução/X
New York Red Bulls Training Complex, local onde a Seleção Brasileia vai treinar na Copa do Mundo 2026 / CBFReprodução/X
Reprodução/X
New York Red Bulls Training Complex, local onde a Seleção Brasileia vai treinar na Copa do Mundo 2026 / CBFReprodução/X

O local passa por um processo de ampliação e modernização, com melhorias em equipamentos e instalações. A expectativa é que todas as obras estejam finalizadas antes do início da preparação da Seleção para o torneio, garantindo um ambiente atualizado e adequado às necessidades do elenco e da comissão técnica.

Para a hospedagem, a CBF priorizou fatores como segurança, privacidade e facilidade de deslocamento. O hotel The Ridge ficará reservado exclusivamente para a delegação brasileira durante a Copa do Mundo, o que permite controle total da rotina, além de maior tranquilidade fora de campo.

A definição da base ocorreu após visitas técnicas do Departamento de Seleções da CBF a diversas cidades norte-americanas, entre elas Orlando, Seattle, Portland, Dallas, Boston, Los Angeles, Nova York e Nova Jersey. Ao fim das avaliações, o Columbia Park recebeu a melhor pontuação nos critérios estabelecidos.

“Desde a confirmação da vaga, tivemos o cuidado de buscar um local que entregasse tudo o que a Seleção precisa em uma competição desse porte”, afirmou Rodrigo Caetano, coordenador geral das seleções masculinas.

No sorteio realizado em dezembro, o Brasil caiu no Grupo C, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti. As partidas da fase inicial acontecem em Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami.

Segundo a CBF, a escolha também levou em conta a qualidade dos gramados, a logística de deslocamento e o menor impacto do fuso horário. O trajeto entre o hotel e o centro de treinamento leva cerca de 15 minutos, enquanto o acesso ao estádio da estreia da Seleção, em Nova York, não ultrapassa meia hora.

Alerta K-pop! Blackpink anuncia comeback com novo mini-álbum para fevereiro

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Alerta K-pop! Blackpink anuncia comeback com novo mini-álbum para fevereiro

Atenção, blinks: o Blackpink anunciou oficialmente seu retorno. Nesta quarta-feira (14/1), o grupo de K-pop revelou a data e os primeiros detalhes do comeback com as quatro integrantes. Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa lançarão o terceiro mini-álbum da carreira, intitulado Deadline”, no dia 27 de fevereiro. O projeto já ganhou um primeiro teaser, divulgado junto com o anúncio oficial.

O single “Jump”, lançado no ano passado, deve integrar a lista de faixas do novo trabalho. “Deadline” marca o primeiro grande lançamento do Blackpink desde o álbum Born Pink, de 2022.

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Crédito: YG Entertainment/Divulgação
Novo álbum do Blackpink será lançado em 27 de fevereiroCrédito: YG Entertainment/Divulgação
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Novo álbum do Blackpink será lançado em 27 de fevereiroCrédito: YG Entertainment/Divulgação
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Novo álbum do Blackpink será lançado em 27 de fevereiroCrédito: YG Entertainment/Divulgação
Crédito: Instagram@blackpinkofficial
Novo álbum do Blackpink será lançado em 27 de fevereiroCrédito: Instagram@blackpinkofficial
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Novo álbum do Blackpink será lançado em 27 de fevereiroCrédito: Instagram@blackpinkofficial

Em entrevista recente, Jennie comentou sobre a experiência de voltar aos palcos após um hiato de três anos do grupo. “Obviamente, nenhuma de nós estava com medo, mas não sabíamos o que esperar ao voltar ao grupo e estar em turnê depois de três anos”, afirmou.

Ela também destacou como as carreiras solo das integrantes influenciaram esse retorno. “Nada realmente mudou, mas também, todas nós lançamos álbuns solo. Então, poder trazer músicas diferentes para nossos shows e assistir às performances umas das outras de uma nova perspectiva foi algo novo para nós, o que tornou tudo mais divertido”, destacou.

Entre 2024 e 2025, Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa lançaram projetos individuais. O Blackpink voltou a se apresentar em julho de 2025, e a sensação, segundo Jennie, foi especial.

“No geral, estar de volta ao palco com todas nós juntas foi como estar em casa. Quando você não volta para casa por um ano por causa do trabalho ou qualquer outra coisa, e volta, e ainda se sente em casa… É aquele tipo de sensação em que você não precisa esperar nada. Seu corpo sabe que você está em casa”, contou a artista.

Viva Maria explica como se proteger do verão

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Viva Maria explica como se proteger do verão

Olá, gente querida desse nosso programa que de olho na previsão do tempo para a capital brasileira mais quente deste verão se solidariza principalmente com as pessoas que tem que enfrentar com o sol na cabeça um calorão assustador!
“Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos
Capital do sangue quente do Brasil
Capital do sangue quente
Do melhor e do pior do Brasil
Capital do sangue quente do Brasil
Capital do sangue quente
Do melhor e do pior do Brasil”Viva Maria explica como se proteger do verão | Cidade AC News – Notícias do AcreViva Maria explica como se proteger do verão | Cidade AC News – Notícias do Acre

Pois é, se nos idos de 1992 Fernanda Abreu já se inspirava nas altas temperaturas do verão no Rio de Janeiro pra fazer musica imagina hoje o que ela está pensando desse “ purgatório da beleza e do caos?

O fato é que apesar de algumas rápidas pancadas de chuva o ar continua abafado e a sensação térmica beirando o insuportável . mas vamos saber da nossa amiga jornalista e escritora Sonia Hirsch como é que ela está  sobrevivendo a esse Rio pra lá de 40 graus ?

9:18

Estudo aponta mais 365 mil pessoas em situação de rua no Brasil

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Estudo aponta mais 365 mil pessoas em situação de rua no Brasil

O número de pessoas que vivem em situação de rua continua crescendo no país. Em dezembro de 2024 havia 327.925 pessoas vivendo nas ruas do Brasil. No final do ano passado esse número chegava a 365.822 pessoas. Os dados são de levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/Polos-UFMG), divulgado nesta quarta-feira (13).Estudo aponta mais 365 mil pessoas em situação de rua no Brasil | Cidade AC News – Notícias do AcreEstudo aponta mais 365 mil pessoas em situação de rua no Brasil | Cidade AC News – Notícias do Acre

O levantamento foi feito com base nos dados do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), que reúne os beneficiários de políticas sociais, como o Bolsa Família, e serve como indicativo das populações em vulnerabilidade para quantificar os repasses do governo federal aos municípios.

De 2020 a 2021, quando teve início a pandemia da covid-19, o número de pessoas em situação de rua havia caído, passando de 194.824 para 158.191 pessoas. Mas em 2022, voltou a subir e vem crescendo de forma contínua desde então.

A maioria dessa população que vive nas ruas se encontra na Região Sudeste do país, somando 222.311 de pessoas, o que representa 61% do total no país. Em seguida aparece a Região Nordeste, com uma população de 54.801 pessoas em situação de rua.

Só no estado de São Paulo estão concentradas 150.958 pessoas em situação de rua, seguida pelos estados do Rio de Janeiro (33.656) e Minas Gerais (33.139). O Amapá é o estado com o menor número de pessoas nessa condição, somando 292.

Para os pesquisadores do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, quatro situações podem explicar esse aumento:

  • o fortalecimento do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) como principal registro da população em situação de rua e de acesso às políticas públicas sociais do país; 
  • a ausência ou insuficiência de políticas públicas estruturantes voltadas para essa população, tais como moradia, trabalho e educação; 
  • a precarização das condições de vida principalmente após a pandemia; e 
  • as emergências climáticas e deslocamentos forçados na América Latina.

Em entrevista à Agência Brasil, Robson César Correia de Mendonça, do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, disse que apesar das políticas públicas que fizeram a insegurança alimentar grave diminuir no país LINK 3, ainda há muita gente passando fome no país.

“Acho que está crescendo o número de pessoas em situação de rua em todo o Brasil e em São Paulo por uma série de fatores. Mesmo com a questão da queda acentuada das pessoas em alta vulnerabilidade social, ou seja, de combate à fome, ainda existe muita fome no Brasil. Existem pessoas que não conseguem se alimentar porque tem que pagar o aluguel ou porque tem que comprar remédio”, avalia.

Ele mesmo disse que tem dificuldades para pagar por todos os remédios que precisa tomar por seus problemas de saúde. “Se eu tivesse que comprar o que eu tenho que comprar para as doenças que eu tenho, eu precisaria receber dez salários desses para poder comprá-los. Só a máscara que eu preciso usar custa R$ 6 mil. Tem outros remédios que custam entre R$ 700 ou R$ 800. Como é que uma pessoa vai conseguir pagar aluguel, água, luz, alimentação e medicamentos com um ou dois salários mínimos? Ela não tem condições”, ressaltou.

Na opinião de Mendonça, outro fator que tem contribuído para esse aumento é o avanço tecnológico, que tem trazido ainda mais dificuldades para quem busca um emprego. “As pessoas não passam por uma reciclagem para se aperfeiçoarem na questão do trabalho”.

Para ele, a solução para esse problema passa pela capacitação, pelo enfrentamento ao preconceito contra essas pessoas e também por políticas voltadas à moradia e ao emprego. 

“É preciso tratar de uma maneira para que não se veja a população de rua como um ser de outro planeta, mas como um cidadão desempregado, que precisa de uma chance para reingressar ao mercado de trabalho. Quando o Brasil tomar conhecimento e quando o governo se conscientizar de que ele não tem que tratar a população em situação de rua criando guetos, mas tratar como cidadão desempregado, criando capacitação e, principalmente, sensibilizando os empresários para que deem empregos para essas pessoas, aí sim isso começa a mudar”, defendeu. 

“O problema não está na população de rua, mas no governo que não encara a temática da população em situação de rua como tem que ser encarada, com seriedade, com dignidade e respeito”, acrescentou.

Programas

A Secretaria de Desenvolvimento Social do estado de São Paulo informou que “tem trabalhado de forma integrada com os municípios para a redução da população de rua em todo o estado”. 

Segundo a secretaria, a pasta já repassou R$ 633 milhões para as prefeituras paulistas desde o início desta gestão, sendo que R$ 145,6 milhões desse valor seriam exclusivos para ações voltadas à população em situação de rua. 

Além disso, informa a pasta, foram ampliados os serviços que são ofertados para essa população, tais como a criação de 24 novas unidades do Bom Prato, programa que oferece alimentação de qualidade a um custo acessível. Outro programa que foi ampliado foi o Serviço de Acolhimento Terapêutico Residencial e que permite, segundo a secretaria, “a conquista da autonomia, com renda e moradia às pessoas em situação de rua afetadas pelo uso de substâncias psicoativas”. 

Procurado, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ainda não se pronunciou sobre o levantamento. A Agência Brasil está aberta à manifestações.

Campanha busca valorizar cultura negra e combater racismo no carnaval

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Campanha busca valorizar cultura negra e combater racismo no carnaval


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O Ministério da Igualdade Racial (MIR) lançou nessa segunda-feira (12), no Rio de Janeiro, uma nova campanha que visa destacar a contribuição da cultura negra para o carnaval e combater a discriminação e violências. Com adesivos e leques, a ideia é lembrar que ofender uma pessoa com base na cor de pele é um ato de injúria racial, assim como advertir que fantasias estereotipadas, como a de “nega maluca” e a de indígena”, não combinam com a folia.Campanha busca valorizar cultura negra e combater racismo no carnaval | Cidade AC News – Notícias do AcreCampanha busca valorizar cultura negra e combater racismo no carnaval | Cidade AC News – Notícias do Acre

“Não cabem mais fantasias depreciativas sobre a cultura negra, religiões afro, personagens negras, muito menos mulheres negras. Isso não dá mais”, disse à Agência Brasil o secretário de Combate ao Racismo do ministério, Tiago Santana. “Não é esse tipo de cultura de carnaval que o brasileiro quer”, completou. A campanha, segundo ele, é para enfrentar as agressões diretas, as injúrias, mas sem deixar de lembrar que temas e a estética negra, como o cabelo, não são “peça de chacota”.

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Em 2026, o MIR pretende ampliar a campanha que circulou em mídias digitais em 2025. Com o mesmo nome, “Sem racismo o carnaval brilha mais”, a ação terá como palco o carnaval de rua, bailes, blocos, desfiles de escolas de samba e a própria Sapucaí, no Rio de Janeiro. Ações também estão programadas na Bahia e nos 30 municípios que aderiram ao Programa Juventude Negra Viva.

O material educativo será divulgado entre o próximo sábado (17) e os últimos dias de festa, com a função também de incentivar as vítimas a registrarem as denúncias por meio do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ou da Ouvidoria do Ministério da igualdade Racial, pelo e-mail[email protected]. Os dois órgãos podem dar suporte e ajudar a formalizar as denúncias em órgãos oficiais, como as delegacias de polícia.

Segundo o secretário, a orientação do governo é combater o racismo. “A prática, o ato de você denunciar, de criar condições para que [a discriminação] não aconteça e, uma vez acontecendo, criar medidas para que haja algum tipo de punição é o pilar fundamental de sustentação da Política Nacional de Igualdade Racial”, explicou.

Como o principal diferencial desta edição, na cidade do Rio, está a parceria com a Liga RJ, entidade que organiza os desfiles das escolas de samba do grupo de acesso, a chamada Série Ouro. A entidade prometeu distribuir o material em ensaios técnicos e apresentações na Sapucaí. No dia 13 de fevereiro, quando começa a competição, o ministério desfilará com uma faixa, distribuindo as peças, ao lado de ativistas, lideranças e pessoas ligadas às escolas de samba. “Sinalizaremos para aqueles eventuais racistas que eles não são invisíveis e que faremos pressão para que, caso cometam algum ato criminoso, prestem contas e sejam punidos”, frisou Santana.

Com a medida, o secretário da pasta pretende também dar visibilidade à construção do carnaval pelas pessoas negras, que fundaram as primeiras escolas. “Acontece hoje um processo de embranquecimento, de apagamento da presença negra no carnaval. Então, quando a gente combate o racismo, também enfrentamos essa desestruturação interna”, destacou. Nos últimos anos, o fato de boa parte do corpo de jurados dos desfile das escolas cariocas ser branca levantou o debate sobre essa questão.

A ministra Anielle Franco disse, em nota, que a festa é um momento de diversão, mas também de respeito. “Lançamos essa campanha para cuidar e respeitar as mãos negras de quem faz acontecer e também se diverte no maior espetáculo da terra”, ressaltou. “O carnaval é cultura, arte, resistência e resiliência”, completou, sobre a campanha deste ano, que ampliou a presença no país.

A pasta espera que outras instituições adiram ao esforço e façam circular o material, tanto nos eventos de carnaval, quanto na mídia e nas redes sociais, ampliando o alcance da mensagem.

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