Gracie Abrams estreará no cinema como protagonista com diretora de “Babygirl”
A diretora Halina Reijn, a mesma de “Babygirl”, voltará a trabalhar com a A24 em um novo projeto. Desta vez, ela assina o roteiro e a direção de “Please”, filme que marcará a estreia da cantora Gracie Abrams como atriz. A filha de JJ Abrams, cabeça da nova trilogia de “Star Wars”, será a protagonista da produção. Os detalhes da trama, no entanto, ainda não foram divulgados.
O longa será produzido por David Hinojosa, colaborador frequente de Reijn, ao lado da própria diretora, por meio da produtora Man Up, com a A24 também responsável pela produção e pelo financiamento. Zach Nutman entra como produtor executivo.
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Halina Reijn no set de “Babygirl”Crédito: Reprodução/Instagram
Gracie Abrams estará em filme dirigido por Halina Reijn, de “Babygirl”Crédito: Divulgação
Gracie Abrams estará em filme dirigido por Halina Reijn, de “Babygirl”Crédito: Reprodução/Instagram
Gracie Abrams estará em filme dirigido por Halina Reijn, de “Babygirl”Crédito: Reprodução/Instagram
Os dois trabalhos mais recentes de Reijn para o estúdio, “Babygirl” e “Bodies Bodies Bodies”, ganharam destaque por elencos de peso e forte repercussão. O primeiro é um thriller erótico estrelado por Nicole Kidman e Harris Dickinson, enquanto o segundo aposta em um terror satírico com elenco jovem. A A24 também lançou “Instinct”, filme de estreia da cineasta, que começou a carreira como atriz e dramaturga na Holanda.
Gracie Abrams ganhou projeção na música com o EP “Minor” (2020) e com “This Is What It Feels Like” (2021). Em 2023, foi indicada ao Grammy de Artista Revelação com seu álbum de estreia, “Good Riddance”. Desde então, além de uma turnê própria, ela abriu shows de Taylor Swift.
Em junho de 2024, a artista lançou o segundo álbum, “The Secret of Us”, que alcançou o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido, Austrália e Holanda, além de estrear em segundo lugar na Billboard 200, nos Estados Unidos. Recentemente, ela encerrou sua primeira turnê solo em arenas na América do Norte, a “The Secret of Us Deluxe Tour”.
CNI entra com ação no STF contra dispositivos da lei que reduz incentivos fiscais
Instituição ajuizou nesta quarta-feira (14) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com pedido de liminar, contestando aspectos da Lei Complementar nº 224/2025
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) questiona dispositivos da Lei Complementar nº 224/2025, que reduz incentivos e benefícios fiscais às empresas, em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada nesta quarta-feira (14/01) no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na ação, a instituição pede a suspensão dos efeitos e a inconstitucionalidade da expressão “considerando-se como condição onerosa exclusivamente investimento previsto em projeto aprovado pelo Poder Executivo federal até o dia 31 de dezembro de 2025”. A CNI avalia que a medida viola o direito adquirido a benefícios fiscais a prazo certo e sujeito a condições que não prevejam prévia aprovação pelo poder Executivo ou cujas condições não sejam classificadas como investimentos. Isso traz insegurança jurídica, pois altera as regras do jogo para investimentos já planejados ou em execução.
A CNI argumenta que, embora o texto aprovado procure respeitar a chamada condição onerosa, regra que impede o cancelamento do benefício concedido antes do fim do prazo previamente determinado, foi criada uma delimitação legal que prejudica os contribuintes e alguns setores em especial. A nova lei diz que vai respeitar isso, mas impôs uma trava: só vale como condição onerosa o investimento que já tiver o projeto aprovado pelo Governo Federal até 31 de dezembro de 2025.
Na avaliação da CNI, a imposição dessa data limite incorre em quebra de confiança, já que mudar a regra agora fere o direito adquirido e o princípio da não-surpresa (o governo não pode pegar o contribuinte de surpresa com novos custos). Isso significa que investimentos de longo prazo foram planejados com base em incentivos que agora são reduzidos antes do prazo originalmente previsto, o que abala a confiança do investidor.
“Não respeitar os benefícios e incentivos fiscais sujeitos a prazo e condições que não dependam de ‘deferimento’ prévio do poder Executivo ou cuja condição não corresponda a investimento viola a garantia constitucional do direito adquirido. Essa violação decorre tanto do texto do inciso IV, § 8.º, art. 4.º da LC 224/2025 quanto do contexto do mencionado § 8.º, que permite a compreensão de que sua lista de 13 incisos é taxativa e não exemplificativa, impossibilitando que casos não compreendidos no limite textual do seu inciso IV possam ser respeitados”, aponta a CNI no documento.
Prejuízo a projetos de inovação e de desenvolvimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste
Sancionada no final de dezembro, a LC nº 224/2025 aplica um corte linear de 10% sobre uma vasta gama de incentivos e benefícios fiscais federais. Para a indústria, esse fator de redução implica na majoração da carga efetiva, já que benefícios de IPI, PIS/Cofins e Imposto de Importação foram diretamente atingidos, impacta o fluxo de caixa e afeta a concorrência internacional, pois a redução de incentivos em setores estratégicos desprotege a produção nacional frente a produtos importados que não sofrem essa “reoneração silenciosa”.
A medida prejudica incentivos fiscais voltados à inovação, expondo uma contradição do governo federal que, há dois anos, lançou a Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial que tem na inovação um de seus pilares. Afeta, ainda, projetos voltados ao desenvolvimento econômico das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, iniciativas fundamentais para diminuição das desigualdades regionais no país. É importante lembrar que inúmeras empresas não estariam em regiões menos desenvolvidas sem esses incentivos.
Com o aumento da tributação e redução dos incentivos fiscais, o setor produtivo vai pagar, mais uma vez, pelo ajuste das contas públicas. O Executivo deveria atuar para conter o crescimento dos gastos, mas essa não é a sinalização para 2026, quando as despesas federais devem ter crescimento real de 4,6%, projeta a CNI.
Começa nesta quinta-feira (15), em todo o estado do Amazonas, o período de Defeso Florestal. Até o dia 15 de maio, estão suspensas as atividades de corte, arraste e transporte de madeira em Planos de Manejo Florestal Sustentável.
O objetivo é reduzir impactos ambientais, preservar o solo e proteger a vegetação em um período de maior sensibilidade ecológica. A restrição ocorre anualmente durante o período chuvoso na região amazônica. A portaria é do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), e foi publicada no Diário Oficial do estado.
Segundo a Gerência de Controle Florestal do instituto, aproximadamente 60 Planos de Manejo Florestal Sustentável serão impactados pela suspensão. Os municípios com maior concentração de planos são Novo Aripuanã, Canutama, Itapiranga, Manicoré e Lábrea.
Fiscalização
O Plano de Manejo Florestal Sustentável é o documento técnico básico que apresenta as diretrizes e procedimentos para administração da floresta de acordo com os princípios do manejo florestal sustentável.
As ações de fiscalização permanecem intensificadas durante o período de defeso para coibir práticas irregulares, combater o desmatamento ilegal e assegurar a conservação da fauna e da flora amazônicas.
Denúncias de descumprimento do Defeso Florestal podem ser feitas pelo WhatsApp do IPAAM.
Calor excessivo aumenta atendimentos por mal-estar e taquicardia
Dor de cabeça, tontura, náusea, respiração rápida, taquicardia… esses são alguns dos sintomas relatados por pacientes que buscam atendimento devido ao calor excessivo.
O cardiologista Daniel Kopiler alerta para os maiores riscos, especialmente para quem tem alguma doença prévia.
O médico reforça a importância da hidratação.
Além de ingerir mais líquido, a indicação é comer alimentos mais leves, com alto teor de água, como frutas e verduras, evitar exposição ao Sol entre dez da manhã e quatro da tarde, e usar roupas leves e claras.
Maranhão: buscas por crianças têm reforço de bombeiros do Ceará e Pará
As buscas por duas crianças desaparecidas em um quilombo na zona rural da cidade de Bacabal, no Maranhão, a cerca de 250 quilômetros (km) de São Luís, entraram no 12º dia, nesta quinta-feira (15). Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desapareceram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos. Uma terceira criança, Anderson Kauan, de 8 anos, que estava com os dois, foi encontrada, no último dia 7, por carroceiros no povoado Santa Rosa, vizinho ao quilombo onde eles desapareceram.
Além da área de buscas, de cerca de 54 quilômetros quadrados – marcada por mata de vegetação fechada, terreno irregular, com poucas trilhas, difícil acesso, açudes, o Rio Mearim e vários lagos –, mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão iniciaram a varredura no Lago Limpo, local por onde as crianças teriam passado. Esta semana, sete bombeiros e dois cães farejadores foram enviados pelo estado do Pará para apoio nas buscas. O Ceará também enviou um efetivo de cinco bombeiros e quatro cães farejadores.
Ao todo, cerca de 500 pessoas entre profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, das forças de segurança do estado como Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, Exército, quilombolas e voluntários participam da ação para localizar as crianças. Um aplicativo de geolocalização é usado para mapear as rotas percorridas pelas equipes.
O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes, órgão da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bacabal desde domingo (11) aprofundando as investigações. Entre as pessoas ouvidas está Anderson Kauan, que estava com Ágatha e Allan no dia do desaparecimento. Anderson disse ter deixado os dois no local enquanto buscava ajuda. Ao ser encontrado, Anderson estava debilitado e sem roupas. Exames atestaram que ele não foi abusado sexualmente.
Profissionais do instituto responsáveis por perícias psicológicas e sociais também ouviram familiares das crianças na tentativa de auxiliar nas buscas.
Defensorias acionam Justiça por medidas para enfrentar calor no Rio
A Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) acionaram a Justiça do Rio de Janeiro pedindo que o município do Rio tome medidas para que a população em situação de vulnerabilidade, principalmente a população em situação de rua, não sofra tanto os efeitos do calor excessivo.
“[A população em situação de rua], que depende umbilicalmente de bicas públicas e da solidariedade de comércios locais, encontra-se hoje totalmente desassistida. Comércios fecharam ou racionam água; bicas públicas secaram”, diz o pedido.
Diante da situação, DPU e DPRJ pedem que sejam tomadas uma série de medidas como em locais com maior circulação de pessoas em situação de rua:
Distribuição de insumos como água, protetor solar
Disponibilização de bebedouros e banheiros
Instalação de pontos de resfriamento ou refrigeração
Além disso, pedem ainda que sejam determinadas pausas para hidratação e refrescamento dos profissionais e agente públicos em atividades externas, especialmente aqueles ligados ao Consultório na Rua e Assistência Social. O pedido é que as medidas durem enquanto pendurar o Enfrentamento ao Calor Extremo.
Deve ser ainda proibida a remoção forçada de pessoas em situação de rua sem a devida garantia de acolhimento adequado.
DPU e DPRJ solicitam que o município do Rio de Janeiro seja condenado a pagar R$ 1 milhão em “indenização por danos morais coletivos, em razão da grave violação aos direitos fundamentais e à dignidade da pessoa humana decorrente da inércia estatal perante a catástrofe climática”, como diz o pedido. Esse dinheiro deve ser revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
Este não é o único pedido feito à Justiça. A DPU, a DPRJ e o Ministério Público Federal (MPF) já haviam solicitado à Justiça Federal uma liminar contra o município do Rio pela omissão em medidas voltadas à população em situação de rua na capital fluminense. Ainda não houve decisão judicial.
Os órgãos pedem que a Justiça determine que seja criado, em 30 dias, o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento (Ciamp-Rua) Municipal. Trata-se de um órgão colegiado que reúne governo e sociedade civil para criar, monitorar e avaliar políticas públicas voltadas à inclusão social e garantia de direitos das pessoas em situação de rua.
Além disso, solicitam que o Executivo elabore, em 60 dias, um plano de ação detalhado para cumprir as determinações da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental no Supremo (ADPF) 976, decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre outras medidas, a ADPF determina que estados e municípios efetivem medidas que garantam a segurança pessoal e dos bens das pessoas em situação de rua dentro dos abrigos institucionais existentes, inclusive com apoio para seus animais. Além disso, devem proibir o recolhimento forçado de bens e pertences, a remoção e o transporte compulsório de pessoas em situação de rua e o emprego de técnicas de arquitetura hostil contra essa população.
Os autores também pedem que o município pactue com a União, em até 30 dias, a execução de todas as ações previstas no Plano Ruas Visíveis, garantindo que não se abra mão de recursos federais destinados a essas políticas públicas.
Descumprimentos
De acordo com os órgãos, a situação no Rio de Janeiro é preocupante. Atualmente, a rede municipal dispõe de apenas 2.688 vagas de acolhimento para uma população estimada em mais de 7 mil pessoas.
A manifestação cita dados de uma auditoria do Tribunal de Contas do Município (TCM/RJ), que revelou que 75% das novas vagas de acolhimento previstas no Plano Plurianual 2022-2025 não foram implementadas. Além disso, houve um corte orçamentário de 61% em 2023 para ações de acolhimento, restando apenas R$ 553 mil de uma previsão inicial já considerada insuficiente pelo órgão de contas.
Outro ponto crítico abordado é a insuficiência da estrutura de atendimento. O Rio de Janeiro conta com 14 Centros de Referência de Assistência Social (Creas), quando o parâmetro técnico para a população atual exigiria 34 unidades. A petição também menciona a existência de apenas dois Centros Pop em funcionamento e uma única Central de Recepção 24h, localizada na Ilha do Governador, cuja localização isolada dificulta o acesso voluntário da população de rua.
“O município do Rio de Janeiro há mais de 30 anos não amplia a sua rede de assistência social”, diz o defensor regional de direitos humanos do Rio de Janeiro (DRDH/RJ), Thales Arcoverde Treiger, que assina ambas as manifestações.
Sobre as medidas para enfrentar o calor, ele diz: “Qual é o protocolo para o calor? O que o município tá fazendo com relação ao calor? Está oferecendo água? Não está? Como está o aumento, por exemplo, da rede para que as pessoas tomem banho? Não tem isso”.
Posicionamento do município
A Procuradoria do Município do Rio (PGM) informou, em nota, que não foi intimada do pedido realizado pelo Ministério Público Federal e pelas Defensorias Públicas da União e do Estado do Rio.
“Vale ressaltar que o Município já estava em tratativas com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para atualizar o TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] referente à população em situação de rua, vigente há mais de 10 anos. A Procuradoria do Município do Rio de Janeiro antecipa que, uma vez intimada, se manifestará nos autos”, diz a nota.
A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) informa ainda que, em 2025, foram criadas 510 novas vagas para atendimento à população em situação de rua. No primeiro trimestre de 2026, outras 75 vagas serão abertas. Sobre os Creas, em 2025, a SMAS implantou o Prontuário Eletrônico nas 13 unidades e modernizou o atendimento para garantir o histórico de atendimento dos usuários na base de dados da secretaria.
Diz ainda que, com a digitalização, foi iniciado um estudo para avaliar a necessidade de novas unidades. Neste mês, também entrou em funcionamento a Central Única de Regulação de Vagas para Adultos, Pessoas Idosas e Famílias, “que organiza, em sistema único e com atualização diária, a distribuição das vagas de acolhimento no município, com mais transparência e agilidade”, diz.
Sobre o calor, a SMAS destaca que “todas as unidades da rede seguem em funcionamento para atender a população em situação de rua. Além disso, as equipes de abordagem atuam 24 horas nas ruas, realizando busca ativa e oferecendo acolhimento”, afirma.
“Tendo em vista o êxito da operação realizada no dia de hoje, o material probatório colhido deve ser apreciado pelo titular da ação penal para a adequada formação da opinião ministerial sobre a materialidade e autoria dos delitos em apuração”, ordenou o ministro do STF.
Ainda na decisão, Toffoli determinou que os aparelhos apreendidos sejam mantidos desconectados de redes de telefonia e de internet, para garantir a integridade até o periciamento.
Confira as informações no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
A nova fase da operação deflagrada nesta quarta incluiu a prisão temporária de Fabiano Campos Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados.
Além da prisão de Zettel, foram alvo de mandados de busca o empresário Nelson Tanure, gestor de fundos ligados ao Master, e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos.
Segundo as investigações, eles são suspeitos de desvios de recursos do sistema financeiro para abastecer o patrimônio pessoal. Diversos carros e outros itens de luxo também foram apreendidos, bem como mais de R$ 90 mil em espécie.
A operação tem como objetivo interromper a atuação da suposta organização criminosa, além de recuperar ativos.
Preso em novembro pela PF, enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, Daniel Vorcaro teve a prisão relaxada e está em prisão domiciliar.
No despacho em que determina o envio das provas à PGR, o ministro Dias Toffoli afirma que a investigação atual no STF possui um escopo mais amplo do que os inquéritos anteriores apontaram, “na medida em que, em tese, teria revelado que fundos eram operados para a gestão fraudulenta, o desvio de valores e o branqueamento de capitais pelo Banco Master em um quadro de suposto aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização”.
Ainda segundo o ministro, a análise das provas pela PGR permitirá que o órgão “tenha uma visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções por ele, em tese, identificados até o presente momento”.
Instituto de Identificação do Acre consolida avanço histórico na emissão da Carteira de Identidade Nacional
O Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo, vinculado à Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC), apresentou o Relatório Final de Resultados referente ao período de 1º de janeiro a 17 de dezembro de 2025, evidenciando um desempenho institucional expressivo na emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), em conformidade com o Decreto Federal nº 10.977/2022 e demais normativos que regem a Política Nacional de Identificação Civil.
Durante o período avaliado, foram 85.446 Carteiras de Identidade Nacional impressas, número que reforça a eficiência operacional do sistema acreano. Desde a implantação da CIN no estado, o total acumulado ultrapassa 300 mil documentos emitidos, alcançando aproximadamente 33% da população do Acre.
Postos de identificação ativos asseguram acesso equitativo à CIN em todos os municípios do Acre. Foto: arquivo/ PCAC
O desempenho é resultado de um modelo de gestão planejado, que respeita o princípio da economicidade previsto no Decreto Federal nº 10.977/2022, o qual estabelece que os documentos de identidade antigos permanecem válidos até 1º de março de 2032, permitindo que a substituição pela CIN ocorra de forma gradual, organizada e compatível com a capacidade operacional dos institutos estaduais.
Desde agosto de 2022, o Acre alcançou um marco nacional ao se tornar o primeiro estado brasileiro a realizar a emissão integral da nova Carteira de Identidade Nacional em 100% do seu território, garantindo atendimento em todos os municípios, inclusive em regiões de difícil acesso, comunidades ribeirinhas e áreas de fronteira.
Instituto de Identificação do Acre supera 85 mil Carteiras de Identidade Nacional impressas em 2025. Foto: arquivo/ PCAC
Atualmente, o estado conta com postos de identificação ativos nos municípios de Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Jordão, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Mâncio Lima, Plácido de Castro, Porto Walter, Rio Branco, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri, assegurando acesso equitativo ao serviço de identificação civil, independentemente da localização geográfica do cidadão.
Para o diretor do Instituto de Identificação, Junior Cesar da Silva, os resultados refletem um trabalho técnico, comprometido e alinhado às diretrizes nacionais. “O Acre construiu um modelo eficiente e responsável de emissão da Carteira de Identidade Nacional, respeitando a capacidade operacional do Estado e garantindo acesso a toda a população. Alcançar mais de 300 mil documentos emitidos, com cobertura em todos os municípios, inclusive nas regiões mais remotas, demonstra o comprometimento da equipe e a seriedade com que tratamos a identificação civil como um direito fundamental”, destacou.
Ações domiciliares garantem atendimento humanizado a pessoas com mobilidade reduzida em Rio Branco. Foto: arquivo/ PCAC
Nos municípios que dispõem de Organizações em Centros de Atendimento (OCA), a triagem, o agendamento e a distribuição de senhas são operacionalizados pela Secretaria de Estado de Administração (Sead), modelo de gestão integrada que contribui para a organização do atendimento, redução de filas e maior eficiência operacional, permitindo que o Instituto concentre seus esforços na atividade-fim de identificação civil.
Com foco na ampliação do acesso e na inclusão social, o Governo do Estado, por meio da Polícia Civil e do Instituto de Identificação, executou ao longo do ano 100 ações itinerantes, em parceria com órgãos como Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça do Acre, INCRA, além de programas estaduais e municipais no âmbito do “Juntos pelo Acre”.
Acre ultrapassa a marca de 300 mil CINs emitidas desde a implantação do novo documento. Foto: arquivo/ PCAC
Em Rio Branco, foram realizados 185 atendimentos domiciliares, voltados a pessoas com comorbidades, mobilidade reduzida ou impedimentos de deslocamento, assegurando dignidade, inclusão social e acesso a direitos fundamentais, como benefícios sociais e previdenciários.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou o papel social da instituição na promoção da cidadania. “A identificação civil é uma porta de entrada para o exercício pleno da cidadania. A Polícia Civil do Acre tem orgulho de integrar essa política pública, levando dignidade, inclusão e acesso a direitos a todos os acreanos, inclusive aqueles que vivem em áreas de difícil acesso. Esses resultados consolidam o Acre como referência nacional em identificação civil”, afirmou.
A eficiência, organização e celeridade do sistema acreano também têm atraído cidadãos de outros estados, que buscam atendimento no Acre diante da garantia de entrega da CIN em até 30 dias corridos, reconhecimento que reforça a qualidade do serviço prestado e evidencia a necessidade contínua de fortalecimento estrutural, tecnológico e de pessoal para manutenção do padrão de excelência.
Saiba quais países tiveram visto de imigração para os EUA suspenso
Os Estados Unidos suspenderão, a partir do dia 21 de janeiro, a emissão de visto de imigrante para cidadãos de 75 países – entre eles, o Brasil. A medida foi anunciada em comunicado emitido na quarta-feira (14) pelo Departamento de Estado dos EUA. Vistos de turismo continuarão sendo emitidos.
Além do Brasil, integram a lista países como Rússia, Irã, Iraque, Colômbia, Uruguai, Cuba, Haiti, Iêmen. Diversos países do continente africano e asiático também foram incluídos.
Já a Argentina, país cujo presidente Javier Milei compartilha de posicionamentos ideológicos similares ao de Trump, não foi incluída na lista.
De acordo com o comunicado, a medida decorre de uma “revisão completa” que vem sendo feitas nas políticas, regulamentos e diretrizes estadunidenses “para garantir que imigrantes desses países de alto risco não utilizem benefícios de programas de assistência social nos Estados Unidos ou se tornem um encargo público”.
A nota lembra que o presidente Donald Trump “tem deixado claro que imigrantes devem ser financeiramente autossuficientes e não representar um fardo financeiro para os americanos”.
Veja quais são os países que terão a emissão de visto de imigrantes suspensa:
Trump e Delcy Rodríguez relatam conversa “produtiva” por telefone
Nesta quarta-feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se falaram por telefone e divulgaram breves relatos sobre a conversa em suas redes sociais.
Delcy assumiu a presidência interinamente no início deste mês, após o Exército norte-americano capturar o presidente Nicolás Maduro e levá-lo para os Estados Unidos. Os dois líderes descreveram a conversa como positiva.
A presidente informou que a conversa foi “longa, produtiva e cordial” e que se desenrolou a partir de um marco de respeito mútuo.
“Abordamos uma agenda de trabalho bilateral em benefício de nossos povos, bem como de assuntos pendentes na relação entre nossos governos”, afirmou Delcy.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que os dois discutiram temas como petróleo, minerais, comércio e segurança e disse que os Estados Unidos estão ajudando o país latino-americano a “se recuperar””.
“Essa parceria entre os Estados Unidos e a Venezuela será espetacular para todos. A Venezuela, em breve, será grande e próspera novamente, talvez mais do que nunca”, disse o presidente norte-americano.
Invasão
A ligação aponta para uma mudança nas relações entre os dois países. No dia 3, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cília Flores foram levados por militares estadunidenses, sob ordem do governo de Donald Trump, e estão presos em Nova York.
Em pronunciamento à nação após a captura de Maduro, Delcy Rodríguez criticou a ação e disse que a Venezuela não voltaria a ser colônia. Mas, na última semana, o governo venezuelano anunciou que retomaria a agenda de conversas diplomáticas com os Estados Unidos.