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Acre sedia oficina sobre gestão territorial e ambiental de terras indígenas

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Acre sedia oficina sobre gestão territorial e ambiental de terras indígenas

A Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) tem sido tema da 3ª Oficina de Governança Regional realizada no Centro de Formação Indígena, em Rio Branco. O evento é realizado pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi) com parceria da Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI/Acre), Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), dentre outras organizações indígenas. O encontro teve início na última quarta-feira, 29,e segue até sexta-feira, 31.

Acre sedia oficina sobre gestão territorial e ambiental de terras indígenas | Cidade AC News – Notícias do Acre
PNGATI é uma política pública que cria espaço e traz oportunidades para que povos indígenas e o Estado dialoguem em torno de um objetivo comum e se unam para combater as dificuldades e desafios que os povos indígenas brasileiros enfrentam atualmente. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A PNGATI é uma política pública que cria espaço e traz oportunidades para que povos indígenas e o Estado dialoguem em torno de um objetivo comum e se unam para combater as dificuldades e desafios que os povos indígenas brasileiros enfrentam atualmente.

Vera Olinda, coordenadora Executiva da CPI/Acre, ressaltou que a PNGATI é bastante estratégica, porque tão importante quanto demarcar os territórios é fazer a gestão territorial e ambiental.

“No seminário estão lideranças, professores, agentes agroflorestais, caciques, parceiros indigenistas de outras instituições do Acre. Das 36 terras existentes no estado, representantes de 33 estão aqui na oficina para discutir a implementação com compromissos que possam ser efetivados, que não fiquem só no papel, que sejam efetivados e que se definam financiamentos, porque nenhuma política pública se implementa e se sustenta sem financiamento”, destacou.

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Vera Olinda, coordenadora Executiva da CPI/Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A coordenadora destaca, ainda, que as ações estratégicas da PNGATI precisam ser incluídas formalmente nos orçamentos dos estados.

“Essa parceria que o MPI coloca é importante reunir estados, municípios, governo federal e sociedade civil para dar conta da política e para dar conta da efetivação da política. Essas oficinas vão servir para capacitar esses índigenas para fazer esses projetos. A implementação da PNGATI está sendo realizada com a escuta. Escuta e pactuação são princípios do trabalho com os povos indígenas. Porque nenhum agente externo tem legitimidade e autorização para chegar nos territórios dizendo o que precisa ser feito. Quem define e quem recomenda são as próprias lideranças”, explicou Olinda.

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Ceiça Pitaguary, secretária Nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena do Ministério dos Povos Indígenas Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com Ceiça Pitaguary, secretária Nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena do Ministério dos Povos Indígenas, a PNGATI estáprevista em um decreto de 2013, e traz toda uma contextualização dos sete eixos, da visão que os povos indígenas têm da gestão dos seus territórios.

“O Ministério dos Povos Indígenas é novo, e sua principal ação é de articulação, atuando na política de articular os outros ministérios, articular também a criação de secretarias de Povos Indígenas nos estados. Importante ressaltar que aqui no estado do Acre já existia essa secretaria, então a gente está descendo para os estados com uma política muito importante para os territórios indígenas, que é a PNGATI. E com essa política e com essa visão de gestão de territórios indígenas, a partir do olhar, a partir da vivência dos povos indígenas, podemos auxiliar na manutenção das florestas em pé, podemos auxiliar também na produção de alimentos, tão importante hoje na discussão que nós temos sobre mudanças climáticas”, ressaltou Pitaguary.

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Francisca Arara, gestora da Sepi. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Francisca Arara, gestora da Sepi, destacou que o Acre já tem implementado a Política de Gestão Territorial e Ambiental em que estão os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) visto que, das 36 terras indígenas 29 já tem os seus PGTAs, outras estão em fase de elaboração e de implementação. Outro avanço destacado é que atualmente, há mais de 1.600 famílias indígenas cadastradas no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

“Além dos PGTAs, dentro dessas 36 terras nós temos a categoria dos agentes agroflorestais, que recebem também o incentivo de uma bolsa pelo Estado. Então nós temos o governo federal através do MPI, que está chegando aqui no Acre, diferentemente de outros estados, para a gente já mostrar as ações, o que que nós estamos fazendo dentro dos sete eixos da PNGAT. Nós temos esses planos elaborados, planos para serem atualizados, planos para serem publicados. Nós estamos apoiando os termos de fomento”, disse.

“Quando você fala de implementação, é você colocar recurso para a segurança alimentar, para os festivais, para a formação, para a inclusão de gênero, para a vigilância, para a questão de água de qualidade. Então isso é implementação, porque é você apoiar a vida daqueles povos que estão ali naqueles territórios que são carentes de políticas públicas. O Acre já faz isso, ele já tem essa expertise. E a gente também quer apontar os desafios, porque a gente sabe que as demandas são grandes, o dinheiro é pouco, então a gente precisa captar recursos, seja do governo federal, seja internacional, seja do próprio Estado, que o Estado já faz isso, para que a gente venha apoiar esses povos que estão ali morando na floresta, vivendo na floresta, mas com dignidade”, destacou a secretária.

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Maria Júlia Yawanawa Kanamani, da terra indígena Rio Gregório, no município de Tarauacá. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Maria Júlia Yawanawa Kanamani, da terra indígena Rio Gregório, no município de Tarauacá, falou sobre a importância da oficina para sua população.

“Essa oficina é uma oficina muito importante, porque existem várias realidades diferentes dentro dos nossos territórios. Existem os territórios em ameaça, existem os territórios que não estão sendo ameaçados, mas que precisam de políticas públicas. Existem aquelas comunidades que já estão fazendo muito através das suas associações, através de suas parcerias, mas existem aquelas que não recebem nenhum tipo de apoio. É um momento de aprendizagem, de compartilhar, de saber a realidade do outro e juntos a gente pensar que rumo nós vamos tomar para que as políticas públicas possam beneficiar a todos, de forma que aquelas que não estão em áreas de ameaça, mas que possam desenvolver os seus projetos, como por exemplo a preservação do seu território”, comentou Kanamani.

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Yruanhu e Ukada, índios de recente contato. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Participaram também da oficina Yruanhu e Ukada, indígenas de recente contato, também conhecidos como índios isolados, pertencentes aos povos Yura que possuem língua própria, mas que por ter semelhança com a linguagem de outra aldeia, foi possível estabelecer comunicação por meio de um intérprete.

“Eles foram convidados pela Funai, por meio da Frente de Proteção que atua com o povo Yura. Contaram que estão felizes em participar, aprendendo e interagindo com os demais povos durante a oficina”, traduziu o intérprete.

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Produtores artesanais premiados participam do Mesa SP a convite do Sebrae

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Produtores artesanais premiados participam do Mesa SP a convite do Sebrae

Um baque financeiro em 2017 levou o casal Leomar Melo Martins e Marisa Alexandre Martins, de Santana do Itararé (PR), a investir na confecção de queijos artesanais. Alguns anos depois, o Maná Paraná, receita exclusiva desenvolvida por Marisa, levou o Prêmio CNA Artesanal 2025, na categoria ‘queijos’. “A premiação teve repercussão enorme no Estado, deu visibilidade ao nosso queijo”, conta Melo.

Leomar, técnico agrícola, e Marisa, farmacêutica, se valeram do conhecimento em suas áreas de especialização e em cursos específicos para saltarem de produtores de leite a fabricantes de queijos premiados. O casal atribui o reconhecimento ao nível da matéria-prima utilizada. “A qualidade do leite representa 85% de um queijo nobre”, disse Melo, que buscou o Sebrae para desenvolver o negócio e contou com a ajuda de um consultor da instituição ao longo de dois anos para orientá-lo na precificação e estruturação do Sítio Aliança.

Como parte da premiação, o casal, junto com outros classificados no concurso, foi convidado pelo Sebrae a participar do Mesa SP, evento gastronômico na capital paulista que, ao longo de três dias (de 30 de outubro a 1º de novembro), vai reunir chefs de cozinha renomados, profissionais da área, proprietários de restaurantes e empórios, além do público interessado para aulas, palestras, degustação e divulgação de tendências no setor de alimentos e bebidas.

“Estamos fazendo muitos contatos”, celebrava o casal no espaço que exaltava o programa ‘Do Brasil à Mesa – Produtos de Origem’, parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar e o Sebrae.

Produtores artesanais premiados participam do Mesa SP a convite do Sebrae | Cidade AC News – Notícias do Acre
Jane Blandina (agachada, de casaco preto) e os produtores classificados no Prêmio CNA Artesanal 2025 | Foto: Tulio Vidal

“Essa é uma experiência incrível para esses pequenos produtores. Eles estão tendo a oportunidade de ampliar a visão do mercado, se comparar com eventuais concorrentes e prospectar novas possibilidades de negócio”, destacou Jane Blandina, analista de Competitividade do Sebrae Nacional.

Para a fabricante de geleias, antepastos e molhos, Glenda Frade, idealizadora da marca Do Rancho, de Formiga (MG), também participante do evento, a concorrência realmente é grande, mas há espaço para produtos de qualidade e sabor diferenciado, como é o caso da sua geleia de abacaxi com pimenta, que levou o primeiro lugar no concurso da CNA, na categoria ‘geleias’. Entusiasta dos cursos de empreendedorismo do Sebrae, Glenda estava animada com a oportunidade de apresentar seus itens gourmet para revendedores e chefes de cozinha.

“O Sebrae e o Senar realmente ajudam os pequenos produtores”, ressaltou Rodrigo de Castro, zootecnista e mestre queijeiro. Proprietário da Vacananet, no município de Cidade Ocidental (GO), nos arredores de Brasília, ele participa pela primeira vez do evento, graças à classificação do seu queijo Minas Padrão na premiação da CNA. Com o apoio do Sebrae, há 25 anos ele atua no ramo e conta com 10 tipos de queijo no cardápio que, em breve, poderão ser adquiridos via e-commerce próprio.

Produtores artesanais premiados participam do Mesa SP a convite do Sebrae | Cidade AC News – Notícias do Acre
Marcelo Somacal e os queijos com toques inusitados | Foto: Tulio Vidal

Mercado de nicho

Produtos artesanais, porém, demandam nichos de mercado. “É difícil competirmos no preço”, explicava Marcelo Somacal, da queijaria de mesmo nome, com sede em Farroupilha (RS), e que há 18 anos se destaca produzindo queijos autorais em combinações surpreendentes como azeite de oliva e limão siciliano, além de ricota temperada, com preços a partir de R$ 50.

Para alcançar esses nichos, a participação em feiras e eventos temáticos, como o Mesa SP, é uma oportunidade e tanto. Ciente disso, Marcos Antônio Paraná, da Clamar, marca de conservas doces e salgadas de Jundiaí (SP) espera, com o convite do Sebrae, inserir um de seus itens mais elogiados, o tomate seco, no mercado gastronômico.

Para ele, que já participou de várias feiras desde a criação da empresa por sua mulher, em 1996, o importante ao empreender, seja em que ramo for, é não desistir, apesar dos altos e baixos inerentes a um negócio. “É que nem casamento, são muitos os percalços”, definiu bem-humorado.

Pará concentra startups da bioeconomia – e pode se tornar vitrine da Amazônia na COP 30

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Pará concentra startups da bioeconomia – e pode se tornar vitrine da Amazônia na COP 30

Com a aproximação da COP 30, que será sediada em Belém no próximo mês, o Pará desponta como um dos estados mais estratégicos para posicionar o Brasil como referência em inovação sustentável. Dados do Observatório Sebrae Startups mostram que o estado abriga 423 startups, com destaque para os segmentos de impacto socioambiental e alimentos e bebidas — áreas diretamente ligadas aos principais eixos de debate da conferência.

Juntas, essas startups representam mais de 27% do ecossistema local e atuam com soluções que integram biodiversidade, conhecimento tradicional e tecnologia para gerar valor econômico com base sustentável.

Estamos falando de negócios que não apenas promovem desenvolvimento local, mas que podem escalar nacional ou mesmo globalmente, tornando-se exemplos vivos de bioeconomia aplicada.

Philippe Figueiredo, analista do Sebrae Nacional

O modelo B2B é predominante entre as startups paraenses (34%), seguido por B2C (28,4%) e B2B2C (27,4%), mostrando uma diversidade de atuações voltadas tanto para grandes cadeias produtivas quanto para o consumidor final. O principal modelo de receita é o de vendas diretas (51,3%), mas há crescimento de startups com atuação em marketplaces e modelos SaaS (Software como Serviço).

Pará concentra startups da bioeconomia – e pode se tornar vitrine da Amazônia na COP 30 | Cidade AC News – Notícias do Acre
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em termos de maturidade, 30,7% das startups estão em fase de ideação e 27,2% em tração — o que revela um ecossistema em formação, mas já com empresas dando passos rumo à consolidação. Para o Sebrae, esse cenário reforça a necessidade de políticas públicas direcionadas e de estímulo ao empreendedorismo inovador.

O Brasil tem a chance histórica de mostrar ao mundo um novo modelo de desenvolvimento que nasce na floresta e se conecta com as grandes agendas globais.

Philippe Figueiredo, analista do Sebrae Nacional

A expectativa é que a COP 30 funcione como uma vitrine, oferecendo visibilidade a negócios locais e ampliando o interesse de investidores nacionais e internacionais por soluções desenvolvidas na Amazônia. O Pará conta com infraestrutura de apoio em expansão: segundo o Relatório Amazônia Legal 2025, divulgado pelo Sebrae Startups, há pelo menos 39 iniciativas do Sebrae voltadas à inovação na região, além de parques tecnológicos, incubadoras e centros de inovação em operação.

Para o Sebrae Startups, a missão vai além do mapeamento. “Nosso papel é dar suporte técnico, ampliar o acesso a capital e garantir que essas startups estejam preparadas para os holofotes internacionais no momento da a COP”, conclui Philippe Figueiredo.

Pequenos negócios são destaque em premiação de fornecedores da Petrobras

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Pequenos negócios são destaque em premiação de fornecedores da Petrobras

Entre grandes fornecedores e empresas multinacionais, os pequenos negócios também tiveram seu lugar de destaque no Prêmio Melhores Fornecedores Petrobras, ao serem reconhecidos pela primeira vez dentro da recém criada categoria Pequena Empresa. Realizado nesta quinta (30) no Rio de Janeiro (RJ), a Petrobras premiou as empresas parceiras que se destacaram pela excelência na entrega de produtos e serviços, geração de valor e desempenho, além de ações de sustentabilidade (ASG) e inovação.

A empresa baiana Chescoved, de recuperação e proteção contra corrosões em equipamentos industriais, foi a vencedora da categoria Pequena Empresa. A intensidade e continuidade dos atendimentos permitiram o aprimoramento contínuo da empresa para atuação na cadeia de fornecimento da Petrobras. Mais de 900 pequenos negócios estavam elegíveis ao prêmio, em todo o Brasil.

A categoria exclusiva às micro e pequenas empresas é também o reconhecimento de uma longa relação de parceria entre a Petrobras e o Sebrae. “Ao dar visibilidade a esses empreendimentos, o prêmio valoriza o esforço de inovação, sustentabilidade e eficiência que esses negócios vêm desenvolvendo, muitas vezes em condições desafiadoras. Essa iniciativa reforça o compromisso das instituições parceiras com um desenvolvimento econômico mais inclusivo e equilibrado”, avalia Juliana Borges, analista de Competitividade do Sebrae Nacional.

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Foto: Divulgação

Projeto Fortalecer

Durante o evento, também ganhou destaque o Projeto Fortalecer, uma parceria entre o Sebrae e a Petrobras que busca desenvolver micro e pequenas empresas no Vale do Paraíba. O projeto é voltado para potenciais fornecedores cujos proprietários pertençam a grupos sub-representados: mulheres, pessoas pretas e pardas, pessoas com deficiência e pessoas idosas.

O objetivo é fortalecer os pequenos negócios e contribuir para a construção de uma cadeia de suprimentos com mais diversidade para alcançar os empreendedores das cidades paulistas de Caçapava, Jacareí, São José dos Campos e Taubaté. O projeto de desenvolvimento inclui capacitações em gestão financeira e de pessoas e liderança; planejamento estratégico; orientação para cadastro no canal de fornecedor da Petrobras e consultoria em gestão.

“Essa parceria é estratégica, ela conecta os dois mundos, quando empregados geram transformação real, a força de investimento em tecnologia da Petrobras e a capilaridade e capacidade de mobilização do Sebrae. Juntos, por meio dessa parceria, nós conseguimos criar oportunidades concretas para que pequenos negócios se tornem fornecedores competitivos, inovadores e mais sustentáveis”, avalia o gestor estadual do Setor Industrial do Sebrae SP, José Batista Neto.

Marketing de afiliados: saiba como funciona e como ele pode beneficiar seu pequeno negócio

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Marketing de afiliados: saiba como funciona e como ele pode beneficiar seu pequeno negócio

Que tal utilizar as redes sociais para vender produtos e ganhar uma comissão? É isto que propõe o marketing de afiliados, mercado que tem crescido, em média, 10% ao ano. A projeção é de que até 2030 este modelo de remuneração passe de US$ 40 bilhões em todo o mundo. Por conta da forte presença no e-commerce, a iniciativa não exige estoque ou logística para começar a vender – um bom modelo de negócio para quem não tem investimento para empreender.

“Diferentemente de abrir uma loja física, o afiliado não precisa de estoque, não tem custo fixo alto e só ganha se vender. É risco baixíssimo. Você pode começar hoje, com o celular na mão, sem precisar gastar muito. E tem muita gente que começou como renda extra e hoje vive só disso. O afiliado virou um jeito rápido e acessível de entrar no digital”, explica o gestor de Mercado Digital do Sebrae, William Almeida.

O gestor do Sebrae ressalta que não existe receita mágica: é preciso aprender sobre marketing digital e escolher bem o produto que deseja vender. “Vender o que você confia é metade do caminho. Além disso, comece pequeno, com seu círculo próximo, indique no grupo de WhatsApp, poste no Facebook e Instagram. O segredo é testar, ver o que dá retorno e ajustar”, orientou

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Mercado

Raymara Milhomem é sócia da InfluBrasília, uma empresa de marketing do Distrito Federal especializada na contratação de influenciadores. Mesmo não sendo o modelo de negócio aplicado nas contratações, a empresária conta que a demanda do marketing de afiliados tem crescido nos últimos anos.

“Temos uma demanda grande de empresas que investem em influenciadores digitais para impulsionar o marketing de afiliados, links, postagens em colaboração e comissionamentos. Embora não seja nosso foco, é uma vertente que acompanha de perto o universo digital e, inclusive, pode se conectar de forma complementar às ações de influência que desenvolvemos”, explica. “Para o empreendedor, investir em marketing de afiliados pode ser estratégico porque amplia o alcance da marca sem necessariamente aumentar os custos fixos de mídia”, completa.

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Como funciona?

Uma empresa (o produtor) paga a um parceiro (o afiliado) uma comissão a cada venda ou cliente que este traz para a marca. O afiliado divulga produtos ou serviços de outras pessoas ou empresas através dos seus próprios canais, como blogs ou redes sociais. Esta é uma forma de publicidade para o produtor, ampliando o alcance da sua marca, e uma fonte de rendimento para o afiliado, que não precisa criar o produto nem se preocupar com a logística.

Como o Sebrae pode apoiar?

O Sebrae tem construído parcerias com os grandes marketplaces do e-commerce, como Amazon, Mercado Livre e Shopee, para democratizar o acesso e inserir mais pequenos negócios no mercado digital. Para quem deseja se aprofundar mais em relação ao comércio eletrônico, há uma página exclusiva com conteúdos, cursos gratuitos e orientações sobre o tema.

Prefeitura de Rio Branco reforça apoio ao produtor rural durante VI Congresso Internacional de Pecuária Leiteira da Amazônia Ocidental

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Prefeitura de Rio Branco reforça apoio ao produtor rural durante VI Congresso Internacional de Pecuária Leiteira da Amazônia Ocidental

A Prefeitura de Rio Branco esteve presente, na manhã desta quinta-feira (30), na abertura do VI Congresso Internacional de Pecuária Leiteira da Amazônia Ocidental, realizado no auditório do Sebrae/AC, reafirmando seu compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar e o incentivo à produção de leite no município.

Durante o evento, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom destacou o trabalho desenvolvido pela gestão municipal em prol dos produtores rurais e lembrou a experiência iniciada ainda em 1993, quando implantou, em Acrelândia, uma associação de pecuaristas que hoje reúne mais de 400 cooperados.

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“O leite garante a renda mensal e o café possibilita o crescimento da propriedade”, destacou o prefeito. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Eu sempre entendi que café com leite é a saída para a agricultura familiar. O leite garante a renda mensal e o café possibilita o crescimento da propriedade. Estamos implementando em Rio Branco o mesmo projeto que deu certo em Acrelândia, com assistência técnica, abertura de ramais, fornecimento de calcário, apoio na colheita e incentivo à mecanização”, afirmou o prefeito.

O secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano, ressaltou que o objetivo da gestão é assegurar que o homem do campo permaneça produzindo, com condições adequadas e suporte técnico.

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“Estamos avançando na melhoria genética do rebanho, nas inseminações e no manejo de pastagens”, disse Eracides. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Hoje já temos 52 produtores cadastrados na bacia leiteira. Com o apoio da prefeitura, estamos avançando na melhoria genética do rebanho, nas inseminações e no manejo de pastagens. A produção de leite garante boa renda, mesmo em pequenas áreas, e mantém o produtor no campo”, destacou.

A produtora rural Maria Ducarmo Oliveira é um dos exemplos dos resultados do programa de incentivo. Ela comemora os avanços obtidos com o apoio do município.

“Graças a Deus, temos recebido muito apoio. Conseguimos calcário, melhoramos o solo e agora vamos iniciar o plantio do café. Também fizemos inseminação das vacas, tudo com o acompanhamento técnico da prefeitura. O produtor rural precisa desse incentivo para crescer”, contou.

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“O produtor rural precisa desse incentivo para crescer”, contou Maria. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O médico veterinário e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Francisco Lopes Dantas, elogiou a parceria entre a Prefeitura e a universidade, destacando os benefícios do aprimoramento genético.

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“É essencial lembrar que genética e nutrição devem caminhar juntas para gerar bons resultados”, explicou Francisco. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“A atividade leiteira é uma das mais rentáveis para o pequeno produtor. A parceria entre a Prefeitura e a Ufac tem garantido assistência técnica e inseminação artificial, o primeiro passo para o melhoramento genético, mas é essencial lembrar que genética e nutrição devem caminhar juntas para gerar bons resultados”, explicou.

O Congresso, que reuniu acadêmicos, veterinários e especialistas do Acre, Peru e Bolívia, contou ainda com o apoio do Sebrae, Embrapa e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac).

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Prefeito de Rio Branco acompanha lançamento da primeira aeronave não tripulada do Estado

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Prefeito de Rio Branco acompanha lançamento da primeira aeronave não tripulada do Estado

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Prefeitura de Rio Branco busca modelo de Santa Catarina para dar destino ecológico ao lixo

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Prefeitura de Rio Branco busca modelo de Santa Catarina para dar destino ecológico ao lixo

A Prefeitura de Rio Branco deu um passo importante rumo a um novo modelo de gestão de resíduos sólidos. Nesta quinta-feira (30), o prefeito Tião Bocalom recebeu o coordenador executivo do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (CIMVI), Fernando Tomaselli, de Santa Catarina. A visita marca o início de uma parceria que promete transformar o lixo da capital acreana em produtos úteis e sustentáveis.

O convênio firmado com o CIMVI permitirá que Rio Branco adote tecnologias já aplicadas com sucesso em Santa Catarina — referência nacional em gestão ecológica de resíduos. A proposta é transformar o lixo em materiais reaproveitáveis, como tijolos, bancos e estacas ecológicas, reduzindo o volume de descarte em aterros sanitários e gerando oportunidades econômicas.

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“Nós criamos um consórcio para discutir soluções para a destinação final do lixo e encontramos uma alternativa que gera renda e sustentabilidade”, afirmou o prefeito. (Foto: Val Fernandes/Secom)

O prefeito Tião Bocalom destacou a relevância da parceria e o impacto positivo que o novo modelo trará para o meio ambiente e para a economia local.

“Nós criamos um consórcio para discutir soluções para a destinação final do lixo e encontramos uma alternativa que gera renda e sustentabilidade. Esses tijolinhos e até o banco em que estamos sentados foram feitos 100% de lixo. Essa é a verdadeira proposta de desenvolvimento sustentável”, afirmou o prefeito.

De acordo com Fernando Tomaselli, o trabalho está sendo desenvolvido de forma técnica e estratégica, com apoio do Senai. A análise dos resíduos da cidade revelou que cerca de 50% do lixo é composto por matéria orgânica, que pode ser transformada em energia e biometano por meio da biodigestão, abastecendo inclusive veículos municipais.

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“O trabalho está sendo desenvolvido de forma técnica e estratégica, com apoio do Senai”, disse Tomaselli. (Foto: Val Fernandes/Secom)

“Também há a possibilidade de compostagem para uso na jardinagem pública. A parte reciclável representa 25% e pode fortalecer cooperativas locais. Enquanto a média nacional de recuperação é de 4%, o modelo do CIMVI já alcança 28%, com potencial para crescer ainda mais”, explicou Tomaselli.

O prefeito destacou que a tecnologia poderá ser aplicada também na zona rural, com a fabricação de estacas feitas de lixo reaproveitado, que têm durabilidade superior à da madeira comum.

“Essas estacas podem durar até 50 anos. É uma alternativa que traz ganhos ambientais e econômicos. Em vez de lixo, teremos um material resistente e ecológico para uso nas propriedades rurais”, ressaltou Bocalom.

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“O banco em que estamos sentados foi feito 100% de lixo. Essa é a verdadeira proposta de desenvolvimento sustentável”, explicou o prefeito. (Foto: Val Fernandes/Secom)

Para Tomaselli, a iniciativa de Rio Branco representa um marco no avanço da gestão de resíduos no país.

“É transformar o que antes era um passivo — que gerava custos — em um ativo com valor agregado. O primeiro passo está sendo dado aqui em Rio Branco, e parabenizamos o prefeito pela visão e iniciativa”, concluiu.

 

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Prefeito de Rio Branco acompanha lançamento da primeira aeronave não tripulada do Estado

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Prefeito de Rio Branco acompanha lançamento da primeira aeronave não tripulada do Estado

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, acompanhou nesta quinta-feira (30), o voo inaugural do primeiro veículo aéreo não tripulado (VANT) modelo Harpia, adquirido pelo Governo do Estado do Acre, para missões de monitoramento e vigilância. O equipamento, pioneiro entre as forças de segurança estaduais do país, representa um avanço importante na integração entre tecnologia e gestão pública.

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O equipamento, pioneiro entre as forças de segurança estaduais do país, representa um avanço importante na integração entre tecnologia e gestão pública. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O voo de demonstração ocorreu em um ramal do bairro Amapá, com sobrevoo na Cidade do Povo, no segundo distrito de Rio Branco. Durante a apresentação, o VANT demonstrou sua capacidade de capturar imagens detalhadas de veículos e residências a uma altitude de 400 metros.

O investimento total no projeto foi de R$ 6.727.000, sendo o recurso proveniente de emenda parlamentar. Um segundo avião idêntico será entregue em breve e ficará na base de Cruzeiro do Sul, ampliando a cobertura aérea para todo o território acreano.

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“O novo equipamento será utilizado por diversas secretarias estaduais, permitindo o acesso a imagens em tempo real para diferentes finalidades”, disse Américo. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

De acordo com o secretário de Segurança do Estado, José Américo Gaia, o novo equipamento será utilizado por diversas secretarias estaduais, permitindo o acesso a imagens em tempo real para diferentes finalidades.

“Esse equipamento é de uso do Estado. Todas as pastas poderão utilizá-lo para obter imagens em tempo real. Para a segurança pública, ele será essencial no mapeamento das fronteiras e dos problemas urbanos, permitindo que as forças de segurança atendam às ocorrências com mais qualidade e agilidade”, destacou o secretário Américo Gaia.

Apoio à regularização fundiária

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“A tecnologia também será uma aliada estratégica na gestão territorial dos municípios acreanos, especialmente nas ações de georreferenciamento e regularização fundiária”, explicou o prefeito. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O prefeito Tião Bocalom ressaltou que a utilização do VANT Harpia não se limita ao campo da segurança pública. Segundo ele, a tecnologia também será uma aliada estratégica na gestão territorial dos municípios acreanos, especialmente nas ações de georreferenciamento e regularização fundiária.

“Esse instrumento não vem apenas para cuidar da segurança pública. Os nossos municípios precisam muito fazer o georreferenciamento de suas áreas para poder emitir os títulos de propriedade das famílias. Esse equipamento vai ajudar tanto na segurança quanto na reorganização urbana e na emissão de títulos de propriedade”, afirmou o prefeito de Rio Branco.

Inovação a serviço do Acre

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Drone Harpia possui autonomia de até 12 horas, velocidade de 100 km/h e pode atingir até 5 mil metros de altitude. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Com o uso de tecnologia de ponta e operação local, o VANT Harpia coloca o Acre entre os estados pioneiros na aplicação de aeronaves não tripuladas em ações governamentais. A iniciativa reforça o compromisso do poder público com a inovação, a eficiência e a melhoria dos serviços prestados à população.

O drone Harpia possui autonomia de até 12 horas, velocidade de 100 km/h e pode atingir até 5 mil metros de altitude, com alcance de até 1.200 km. Equipado com câmeras eletro-ópticas e infravermelhas de alta resolução, além de possibilidade de acoplar sensores adicionais como radar SAR e sistemas de inteligência de sinais, o equipamento eleva a capacidade de monitoramento aéreo do estado a um novo patamar.

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Secretaria de Educação é destaque em atendimento educacional por meio dos programas APD e Classe Hospitalares.

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“Trabalhamos habilidades funcionais, comunicação, dicção, coordenação motora e autonomia. Cauã evoluiu muito, não apenas cognitivamente, mas também emocionalmente.
“Trabalhamos habilidades funcionais, comunicação, dicção, coordenação motora e autonomia. Cauã evoluiu muito, não apenas cognitivamente, mas também emocionalmente", declarou a professora/Foto: Arquivo pessoal

A política da SEE que leva a escola até onde o aluno estiver

No Acre, a educação ultrapassa os muros das escolas públicas, municipais e privadas. Com a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) à frente, programas como o Atendimento Pedagógico Domiciliar (APD) e as Classes Hospitalares asseguram que crianças e adolescentes em tratamento de saúde não percam o direito de estudar e de se desenvolver integralmente.

O APD foi criado para atender estudantes que, por razões médicas, não conseguem frequentar a escola. O serviço é realizado diretamente na residência do aluno, garantindo acompanhamento individualizado, respeitando o ritmo e as necessidades específicas de cada estudante. Já as Classes Hospitalares, localizadas dentro de hospitais e unidades de internação, oferecem atividades educativas adaptadas, lúdicas e pedagógicas, mantendo o vínculo escolar mesmo durante períodos prolongados de internação.

A política da SEE demonstra um compromisso claro com educação inclusiva e direitos humanos. Mais do que transmitir conteúdo acadêmico, o programa promove dignidade, autoestima e desenvolvimento integral, elementos essenciais para crianças que enfrentam desafios de saúde.

Atualmente, mais de 115 estudantes recebem atendimento domiciliar, em Rio branco. enquanto as Classes Hospitalares realizam mais de 90 atendimentos mensais, com o apoio de professores especializados, preparados para adaptar currículos e metodologias a cada necessidade.

Professora, Clarice e Camila.
Professora, Clarice e Camila./Foto cedida

Segundo Maria Clarice Oliveira do Nascimento, assessora pedagógica do Departamento de Educação Especial, garante que o compromisso é com o estudante:

“Nosso compromisso é garantir que nenhum estudante perca o direito à educação. Quando ele não pode ir até a escola, levamos a escola até ele. É uma educação que se adapta à realidade de cada aluno, respeitando suas condições de saúde e promovendo aprendizado de forma humanizada”, afirmou Clarice.

Como funcionam o APD e as classes hospitalares

O Atendimento Pedagógico Domiciliar atende estudantes matriculados na rede escolar que estão temporariamente ou permanentemente impossibilitados de frequentar a escola devido a problemas de saúde, mediante comprovação médica. A professora visita a residência do aluno, oferecendo atividades que seguem o currículo da escola, ajustadas de acordo com a condição de cada criança, com estratégias pedagógicas personalizadas que promovem o aprendizado dentro das limitações impostas pela saúde.

Por outro lado, o Atendimento Hospitalar ocorre dentro das unidades de saúde, abrangendo hospitais e unidades de atenção integral. Em Rio Branco, existem Três Classes Hospitalares: no Hospital da Criança, pioneiro desde 1990, no Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac), e no Hospital do Câncer (Unacon). Nessas unidades, os professores seguem o currículo escolar e, quando necessário, aplicam atividades diversificadas, como contação de histórias, música, jogos educativos e projetos lúdicos, sempre respeitando o ritmo e a condição de cada aluno.

Prof. Nazinha,prof. Júlio e prof. Clarice.
Prof. Nazinha,prof. Júlio e prof. Clarice./ Foto cedida

Maria Clarice detalha o que acontece quando uma criança precisa utilizar o programa:

“Quando a criança chega ao hospital, a professora já realiza uma entrevista com a família e inicia o atendimento. Muitos pais confundem a sala com a brinquedoteca, mas hoje reconhecem que se trata de um verdadeiro ambiente escolar, com atividades pedagógicas e acompanhamento contínuo. É um espaço de aprendizado e cuidado simultaneamente”, esclareceu a assessora.

A colaboração entre Classes Hospitalares e Brinquedoteca é estratégica. Enquanto a sala de aula mantém o foco no currículo, a brinquedoteca oferece atividades lúdicas, recreativas e de socialização. Clarice explica sobre a parceria que acontece no Hospital da Criança:

“As professoras da classe e as equipes da brinquedoteca trabalham juntas, promovendo festas, projetos e atividades recreativas, mas sempre garantindo que a criança aprenda e mantenha o vínculo com a escola”, afirmou Clarice.

O impacto humano das Classes Hospitalares

Aqui é muito legal e divertido. Aprendi bastante, e não perdi o foco nos estudos.
“Aqui é muito legal e divertido. Aprendi bastante, e não perdi o foco nos estudos.” declara Camila/Foto: Cedida

Camila Rebeca dos Santos Rodrigues de Almeida, de 9 anos, moradora do município de Sena Madureira, enfrenta com força e entusiasmo o tratamento de saúde que inclui a retirada da bolsa de colostomia. Camila também é atendida pela Classe Hospitalar durante seu tratamento médico. Apesar de sua jovem idade, Camila demonstra vontade pelo aprendizado, participando de atividades que incluem histórias em quadrinhos, pesquisas científicas e trabalhos sobre saúde, como projetos sobre o Aedes aegypti, que combinam diversão e aprendizado.

Camila compartilhou sua experiência enfatizando que tem aprendido muito:

“Aqui é muito legal e divertido. Aprendi bastante, e não perdi o foco nos estudos. Estou fazendo um trabalho que vale mil reais e me ajuda a pensar nos meus sonhos”, afirmou Camila.

Ela também revela que sonha em ser modelo, mostrando que a educação vai além do currículo escolar: fortalece autoestima, incentiva sonhos e contribui para a construção da identidade.

O caso de Camila evidencia que a Classe hospitalar não se limita ao ensino acadêmico; trata-se de uma abordagem holística, promovendo desenvolvimento cognitivo, emocional e social, mesmo durante períodos de internação prolongada.

Cauã Soares recebe dedicação, individualização e evolução em seu aprendizado

Enquanto Camila é atendida pela classe hospitalar, outro exemplo de transformação educacional no Acre é Cauã Soares, estudante que recebe Atendimento Pedagógico Domiciliar (APD) há seis anos. Cauã convive com encefalopatia crônica não evolutiva, popularmente conhecida como paralisia cerebral, que o impede de frequentar a escola presencialmente.

“Trabalhamos habilidades funcionais, comunicação, dicção, coordenação motora e autonomia. Cauã evoluiu muito, não apenas cognitivamente, mas também emocionalmente.
“Trabalhamos habilidades funcionais, comunicação, dicção, coordenação motora e autonomia. Cauã evoluiu muito, não apenas cognitivamente, mas também emocionalmente”, declarou a professora/Foto: Arquivo pessoal

Seu aprendizado é conduzido pela professora Nazaré Arruda, mais conhecida como Nazinha, que desenvolve atividades individualizadas, adaptadas e funcionais, utilizando alta e baixa tecnologia. O Plano de Ensino Individualizado (PEI) garante que cada aula seja pensada de acordo com as necessidades, habilidades e potencialidades de Cauã, integrando o acompanhamento da escola, a orientação da equipe pedagógica e a participação ativa da família.

A professora Nazinha explica como realiza seu trabalho:

“Trabalhamos habilidades funcionais, comunicação, dicção, coordenação motora e autonomia. Cauã evoluiu muito, não apenas cognitivamente, mas também emocionalmente. Hoje ele sorri, participa das aulas e mantém o vínculo com a escola, mesmo dentro de casa. Cada avanço é celebrado, porque sabemos que cada passo representa mais independência e qualidade de vida para ele.”

A mãe de Cauã, Francisca Adriana, reforça a importância do APD:

“É impossível descrever o quanto o APD mudou a vida do meu filho. Ele desenvolve habilidades, mantém autoestima e participa da vida escolar. A dedicação da professora é impressionante, ela adapta materiais, cria estratégias e garante que Cauã aprenda dentro das suas capacidades.”

As aulas são realizadas no chão, junto ao colchão em que Cauã permanece por questões de segurança e conforto. Tarjetas com velcro, sequências didáticas e atividades funcionais são algumas das ferramentas utilizadas para estimular o aprendizado e promover a autonomia, mostrando que a educação pode ser totalmente adaptada às limitações físicas e cognitivas do aluno.

35 anos das classes hospitalares: tradição e compromisso

O Hospital da Criança, pioneiro no Acre, celebra 35 anos de atendimento hospitalar pedagógico no próximo dia 25 de novembro.
O Hospital da Criança, pioneiro no Acre, celebra 35 anos de atendimento hospitalar pedagógico no próximo dia 25 de novembro./Foto: Luy Mídia/Seop

O Hospital da Criança, pioneiro no Acre, celebra 35 anos de atendimento hospitalar pedagógico no próximo dia 25 de novembro. A unidade é referência em educação inclusiva, garantindo que crianças internadas não percam o direito de estudar e se desenvolver.

Clarice destaca a relevância histórica e social:

“Apesar de 35 anos de história, muitas pessoas ainda desconhecem a existência dessa classe. A educação hospitalar não é visível para todos, mas é essencial para manter o vínculo escolar e o desenvolvimento integral das crianças.”

As outras unidades hospitalares seguem o mesmo modelo, atendendo estudantes de diferentes idades e condições de saúde, reafirmando o compromisso do Acre com uma educação inclusiva, equitativa e humanizada.

ENAEHD e SINAEHD: debate nacional e internacional

Secretaria de Educação é destaque em atendimento educacional por meio dos programas APD e Classe Hospitalares. | Cidade AC News – Notícias do Acre
O encontro reuniu gestores, educadores, pesquisadores e especialistas para debater políticas públicas, metodologias pedagógicas, experiências inovadoras e estratégias de ensino inclusivo. /Foto: Pedro Devani/Secom

Entre os dias 21 e 23 de outubro, o Acre sediou o 13º Encontro Nacional de Atendimento Escolar Hospitalar e Domiciliar (ENAEHD) e o 3º Simpósio Internacional (SINAEHD). Os eventos ocorreram no Teatro da Universidade Federal do Acre (Ufac), com transmissão online para profissionais de todo o Brasil e do exterior, consolidando o estado como referência em políticas de educação hospitalar e domiciliar.

O encontro reuniu gestores, educadores, pesquisadores e especialistas para debater políticas públicas, metodologias pedagógicas, experiências inovadoras e estratégias de ensino inclusivo. A programação incluiu mesas-redondas, palestras e debates que fortalecem o intercâmbio de práticas educacionais e consolidam o Acre como exemplo de compromisso com a educação de estudantes em situação de vulnerabilidade.

O simpósio também permitiu a troca de experiências entre profissionais, contribuindo para a formação contínua dos professores, o aprimoramento das metodologias pedagógicas e a disseminação de boas práticas em outros estados e países.

O olhar da gestão

O secretário de Educação e Cultura, Abson Carvalho, reforça que os programas refletem um compromisso com a educação universal, inclusiva e de qualidade:

“Não é o aluno que deve correr atrás da escola. É a escola que deve encontrar o aluno onde ele estiver, seja no hospital, em casa ou em regiões de difícil acesso. A educação existe mesmo na floresta, onde há desafios de infraestrutura. Estamos garantindo o direito à educação em qualquer lugar.”

Carvalho também enaltece o governador Gladson Cameli

“É importante reconhecer o apoio do governador, que sempre esteve comprometido com a educação inclusiva e garantiu condições para que programas como o APD e as classes hospitalares funcionem de forma permanente. Sem essa visão e investimento, seria impossível alcançar os resultados que vemos hoje.”

O secretário relembra a atuação dos professores durante a pandemia:

“Mesmo com escolas fechadas, os educadores levaram atividades para as casas, garantindo que os alunos continuassem aprendendo. Isso mostra a resiliência e a capacidade de reinvenção do docente, que mantém acesa a chama da educação em qualquer situação.”

Segundo Carvalho, o APD e as Classes Hospitalares não apenas asseguram a aprendizagem, mas também promovem autonomia, autoestima e desenvolvimento emocional, essenciais para a formação integral dos estudantes.

Metodologias pedagógicas: inovação e adaptação

O trabalho das professoras envolve planejamento detalhado e constante adaptação das atividades. No APD, cada aula é pensada individualmente, considerando tempo de atenção, condição de saúde, habilidades cognitivas e emocionais do aluno.

No hospital, as aulas incorporam tecnologias educacionais, contação de histórias, música, jogos e atividades artísticas, garantindo aprendizado significativo mesmo em ambientes desafiadores. Essa combinação entre ensino formal e atividades lúdicas é fundamental para estimular a criatividade, a concentração e a motivação dos estudantes.

Cauan trabalhando coordenação motora fina.
Cauan trabalhando coordenação motora fina./FotoProfessora Nazinha

As professoras, muitas vezes, atuam em situações complexas, ajustando o currículo escolar às limitações físicas ou cognitivas, promovendo ensino funcional, que prepara o aluno para habilidades práticas e autonomia no dia a dia, sem deixar de lado os conteúdos acadêmicos essenciais.

Depoimentos e experiências: o valor humano do programa

O APD e as classes hospitalares impactam diretamente a vida das famílias. Para Francisca Adriana, mãe de Cauã:

“O APD garante ao meu filho não apenas aprendizado, mas dignidade, autoestima e participação na sociedade. A professora Nazinha é sensível, dedicada e competente. Ela adapta materiais, cria estratégias e faz tudo para que Cauã aprenda dentro das suas possibilidades. É mais do que educação, é cuidado e inclusão.”

Para Camila, atendida pela classe hospitalar:

“Aqui é divertido e educativo. Aprendi bastante e não perdi o foco nos estudos. Eu quero ser modelo e sei que estudar me ajuda a alcançar meus sonhos.”

Esses depoimentos evidenciam que o programa vai além do ensino tradicional, promovendo transformação social, inclusão e valorização da criança como sujeito de direitos.

Educação, dignidade e inclusão

Camila e Cauã
O Atendimento Pedagógico Hospitalar e Domiciliar no Acre é um modelo exemplar de educação inclusiva e humanizada./Foto: Cedida

O Atendimento Pedagógico Domiciliar e Hospitalar no Acre é um modelo exemplar de educação inclusiva e humanizada, que garante a continuidade do aprendizado, respeita as particularidades de cada aluno e fortalece o direito à educação e à dignidade humana.

As histórias de Camila Rebeca e Cauã Soares, somadas ao trabalho de Nazinha e Clarice, demonstram que o programa não se limita à transmissão de conhecimento, mas promove autoestima, vínculo escolar, desenvolvimento integral e sonhos.

O Acre mostra que é possível levar a escola até onde o aluno estiver, mesmo em situações de vulnerabilidade ou limitações físicas e de saúde. Este modelo educacional representa inclusão, cuidado, equidade e transformação social, inspirando políticas e práticas educacionais em todo o Brasil e internacionalmente.

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