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Inflação da comida em casa cai 0,2% em novembro, sexto recuo seguido

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Inflação da comida em casa cai 0,2% em novembro, sexto recuo seguido


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O preço dos alimentos consumidos em casa recuou 0,2% em novembro. Esse resultado é a sexta queda mensal seguida apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.Inflação da comida em casa cai 0,2% em novembro, sexto recuo seguido | Cidade AC News – Notícias do AcreInflação da comida em casa cai 0,2% em novembro, sexto recuo seguido | Cidade AC News – Notícias do Acre

O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação como um todo fechou novembro em 0,18%, fazendo o IPCA voltar para o limite da meta do governo.

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Inflação da alimentação no domicílio nos últimos 6 meses
Junho -0,43%
Julho -0,69%
Agosto -0,83%
Setembro -0,41%
Outubro -0,16%
Novembro -0,20%

Com os dados de novembro, a inflação da alimentação no domicílio chega a 1,29% no ano e a 2,48% no acumulado de 12 meses – menor patamar desde fevereiro de 2024, quando marcava 1,76%. Em novembro de 2024, a inflação anual da comida em casa chegou a 8,41%.

Confira os itens que mais recuaram em dezembro:

  • Tubérculos, raízes e legumes: -2,77%
  • Leites e derivados: -2,27%
  • Cereais, leguminosas e oleaginosas: -2,22%
  • Bebidas e infusões: -0,45%
  • Aves e ovos: -0,39%

Outros destaques de baixa no mês são os subitens:

  • Tomate: -10,38%
  • Leite longa vida: -4,98%
  • Arroz: -2,86%
  • Café moído: -1,36%

Alimentos e bebidas

Os dados de novembro mostram também que a alimentação fora do domicílio subiu 0,46% no mês e soma 7,60% em 12 meses.

Juntos, a alimentação no domicílio e a fora do domicílio formam o grupo alimentos e bebidas, que caiu 0,01% em novembro, sendo a quinta queda nos últimos seis meses – de junho a novembro, só não caiu em outubro.

Em 12 meses, o grupo atinge 3,88%. Ao longo do ano, os alimentos foram um dos grandes vilões da inflação, com os preços empurrado para cima por questões ligadas a questões climáticas e quebra de safra.

Em abril de 2025, a

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Copa do Brasil: Depay decide e Corinthians derrota Cruzeiro por 1 a 0

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Copa do Brasil: Depay decide e Corinthians derrota Cruzeiro por 1 a 0


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Com um gol do atacante holandês Memphis Depay, o Corinthians se superou e derrotou o Cruzeiro por 1 a 0 no confronto de ida das semifinais da Copa do Brasil. Graças ao triunfo, alcançado na noite desta quarta-feira (10) no estádio do Mineirão, o Timão chega à partida de volta com uma boa vantagem.Copa do Brasil: Depay decide e Corinthians derrota Cruzeiro por 1 a 0 | Cidade AC News – Notícias do AcreCopa do Brasil: Depay decide e Corinthians derrota Cruzeiro por 1 a 0 | Cidade AC News – Notícias do Acre

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No próximo domingo (14), a partir das 18h (horário de Brasília) em Itaquera, a equipe do Parque São Jorge garante a vaga na decisão da competição mesmo com um empate. Já a Raposa precisa vencer por dois de diferença para garantir a classificação no tempo regulamentar, já em caso de triunfo por diferença de apenas um gol a vaga será decidida nas penalidades máximas.

Timão copeiro

A equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior ativou o modo copeiro e entrou no gramado do Mineirão em ritmo acelerado, assumindo o comando das ações. E a primeira boa oportunidade do confronto foi criada justamente pelo Corinthians, quando Memphis Depay cobrou escanteio fechado e obrigou Cássio a fazer uma difícil defesa aos cinco minutos.

Já o Cruzeiro teve a sua primeira boa oportunidade aos dez minutos, quando Matheus Pereira acertou chute forte da entrada da área que parou na defesa de Hugo Souza.

O Timão passou a apostas nas jogadas pela ponta direita, em especial com André Carrillo. E o gol da vitória surgiu justamente desta forma. Aos 21 minutos o peruano levantou a bola na área, Yuri Alberto escorou de cabeça para o meio da área, onde Memphis Depay teve que finalizar duas vezes para colocar a bola no fundo da rede.

A partir daí o jogo ficou muito picotado, com jogadores do Timão e da Raposa catimbando muito e criando pouco até a chegada do intervalo.

Após a pausa para o descanso, o Cruzeiro passou a pressionar mais, diante de um Corinthians que recuou e deixou a equipe mineira com a posse de bola. Porém, a equipe do técnico português Leonardo Jardim pouco conseguiu criar. As melhores oportunidades foram em jogadas pelos flancos, em tentativas de levantar a bola na área.

O jogador mais lúcido da Raposa foi o meio-campista Matheus Pereira, que, nas suas melhores jogadas, não conseguiu superar o goleiro Hugo Souza.

Arrascaeta brilha e Flamengo avança à semi da Copa Intercontinental

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Arrascaeta brilha e Flamengo avança à semi da Copa Intercontinental


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O Flamengo levou a melhor no difícil Derby das Américas contra o mexicano Cruz Azul e selou a classificação à semifinal da Copa Intercontinental. Em tarde inspirada nesta quarta-feira (10), o atacante uruguaio Giorgian de Arrascaeta marcou os gols da vitória do Rubro-Negro carioca, por 2 a 1, no Estádio Ahmad bin Ali, na cidade de Al Rayan (Catar). Além da vaga na semi, o triunfo garantiu ao Flamengo o troféu Derby das Américas (campeão da Libertadores X vencedor da Champions da Concacaf).Arrascaeta brilha e Flamengo avança à semi da Copa Intercontinental | Cidade AC News – Notícias do AcreArrascaeta brilha e Flamengo avança à semi da Copa Intercontinental | Cidade AC News – Notícias do Acre

O time brasileiro volta a campo no próximo sábado (13), às 14h (horário de Brasília), contra o egípcio Piramyds. Quem ganhar, decidirá o  título com o francês Paris Saint-Germain (PSG) no dia 17 de dezembro (uma quarta-feira).

No primeiro tempo, o Cruz Azul levou perigo ao goleiro rubro-negro aos 12 minutos. Pela esquerda, Rotondi recebeu passe de Rodrígues e acertou uma bomba que passou rente à trave direita de Rossi. Dois minutos depois, o zagueiro Piovi errou na saída de bola, na frente do camisa 10 Arrascaeta, que aproveitou a bobeira, driblou o defensor e chutou para o fundo da rede, inaugurando o placar para o Flamengo.

Apesar de desvantagem, o Cruz Azul seguiu com mais posse de bola e marcação adiantada. Aos 18 minutos, os mexicanos quase empataram com o lateral-esquerdo Rotondi, que desferiu um torpedo da meia-lua, mas passou por fora, rente à trave de Rossi. De tanto insistir, os mexicanos arrancaram o empate aos 43 minutos.Rotondi disparou pela esquerda e chegou a ser interceptado por Eric Pulgar, mas o volante rubro-negro deixou a bola escapar. Na tentativa de afastar a bola, Carrascal chutou mal e ela sobrou para Jorge Sánches marcar um golaço da entrada da área.

Na volta do intervalo, o técnico Felipe Luís substituiu Samuel Lino no ataque pelo equatoriano Plata, e orientou Bruno Henrique a atuar mais pela esquerda. A alteração surtiu efeito logo aos três minutos: Arrascaeta rolou para Bruno Henrique, que invadiu a grande área e chutou certeiro, mas o goleiro Gudiño defendeu em dois tempos. Aos 21 minutos, Cebolinha deixou o banco dos reservas e entrou em campo no lugar de Carrascal. Além de mais veloz e ofensivo, o Rubro-negro também passou a marcar forte na saída de bola do adversário mexicano.

Aos 24 minutos, Arrascaeta dá um passe açucarado para Plata, que quase ampliou para o Flamengo com um lindo chute cruzado de canhota. A bola triscou o travessão do goleiro Gudiño. Dois minutos depois, o uruguaio camisa 10 recebeu passe de Cebolinha, invadiu a área e tocou para Bruno Henrique. A zaga mexicana afastou mal, e a bola foi parar nos pés do camisa 10 que acertou um gol de cobertura. Foi o segundo dele na partida. Na frente do placar, o Rubro-Negro seguiu pressionando para ampliar ainda mais o placar, mas o jogo terminou mesmo em 2 a 1, com o Flamengo classificado à semifinal contra o Piramys (Egito).

Brasil é eliminado por anfitriã Alemanha no Mundial de Handebol

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Brasil é eliminado por anfitriã Alemanha no Mundial de Handebol


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A seleção brasileira adiou o sonho do bicampeonato no Mundial de handebol feminino. A equipe Amarelinha foi eliminada nas quartas de final nesta terça-feira (9), após derrota para a Alemanha, dona da casa, por 30 a 23, na Arena Westfalenhalle, na cidade de Dortmund.  Brasil é eliminado por anfitriã Alemanha no Mundial de Handebol | Cidade AC News – Notícias do AcreBrasil é eliminado por anfitriã Alemanha no Mundial de Handebol | Cidade AC News – Notícias do Acre

Incentivadas pelos 10.522 torcedores que lotaram a Arena Westfalenhalle, as alemães sobraram na etapa inicial com vantagem de 17 a 11. Na volta do intervalo, as brasileiras reagiram e diminuíram a vantagem para 22 a 25, quando restavam 11 minutos do fim da partida. Sob pressão, as alemães retomaram o domínio com ataque veloz –balançaram a rede três vezes em menos de três minutos – e ótimas defesas da goleira Filter, selando a vitória e a classificação às semifinais.

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“Não jogamos tão mal, mas não foi o suficiente para hoje. Estou orgulhosa da nossa equipe, mas a Alemanha jogou melhor. A gente acreditou até o fim. Nos aproximamos no placar e acreditamos que seria possível, mas elas também não desistiram”, analisou Bruna de Paula, maior pontuadora das Leoas.(apelido da seleção) com seis gols.

Do lado alemão, quem sobressaiu foi Antje Döll, que também balançou a rede seis vezes. Primeira classificada às semifinais do Mundial, a Alemanha aguarda o término das demais partidas na quarta (10) para conhecer o próximo adversário. Desde 2007 a Alemanha não avançava às semifinais da competição. As partidas de semifinais ocorrerão em Rottendam, na Holanda, coanfitriã do Mundial.

A seleção termina a competição entre as oito melhores equipes, assim como ocorreu na Olimpíada de Paris. A Amarelinha concluiu a primeira fase do Mundial com 100% de aproveitamento (vitórias sobre Cuba, República Tcheca e Suécia) , Na etapa seguinte (Main Round) somou duas vitórias (Coreia do Sul e Angola) e uma derrota (Noruega).  O primeiro e único título mundial feminino do Brasil foi conquistado há 12 anos na Sérvia.

Arrascaeta é o craque do Prêmio Brasileirão 2025

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Arrascaeta é o craque do Prêmio Brasileirão 2025


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A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) realizou na noite desta segunda-feira (8) a cerimônia do Prêmio Brasileirão 2025. E o meio-campista uruguaio Giorgian de Arrascaeta, do Flamengo, foi escolhido como o craque da competição entre os homens. Já na disputa feminina o destaque foi a meia-atacante Gabi Zanotti, do Corinthians.Arrascaeta é o craque do Prêmio Brasileirão 2025 | Cidade AC News – Notícias do AcreArrascaeta é o craque do Prêmio Brasileirão 2025 | Cidade AC News – Notícias do Acre

Domínio do Flamengo

Arrascaeta teve um ano especial pelo Rubro-Negro da Gávea. Na campanha que garantiu ao Flamengo o eneacampeonato do Brasileiro, o uruguaio colaborou com 18 gols (garantindo a vice-artilharia, o artilheiro da competição foi Kaio Jorge, que assinalou 21 gols pelo Cruzeiro) e com 14 assistências.

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Na festa promovida pela CBF também foi anunciada a seleção do Brasileiro masculino, que foi dominada por atletas do campeão Flamengo e do 3º colocado Cruzeiro: Rossi (Flamengo); Paulo Henrique (Vasco), Léo Pereira (Flamengo), Fabrício Bruno (Cruzeiro) e Reinaldo (Mirassol); Jorginho (Flamengo), Lucas Romero (Cruzeiro), Arrascaeta (Flamengo) e Matheus Pereira (Cruzeiro); Kaio Jorge (Cruzeiro) e Vitor Roque (Palmeiras).

Outros dois destaques da competição masculina foram Rafael Guanaes, escolhido como melhor técnico da competição após ajudar o Mirassol a alcançar um histórico quarto lugar da classificação. Já o atacante Rayan, que marcou 14 gols defendendo o Vasco, foi escolhido a revelação do Brasileirão.

Brabas do Timão brilham no feminino

Já no Brasileiro Feminino a craque foi Gabi Zanotti. A experiente meia-atacante foi peça importante numa temporada que culminou com o heptacampeonato do Corinthians na Série A1 da competição.

A seleção do Brasileiro Feminino é formada por: Nicole (Corinthians); Isabela (Cruzeiro), Isa Haas (Cruzeiro), Mariza (Corinthians) e Gisseli (Cruzeiro); Brena (Palmeiras), Lorena Bedoya (Cruzeiro), Gabi Zanotti (Corinthians) e Duda Sampaio (Corinthians); Amanda Gutierres (Palmeiras) e Letícia (Cruzeiro). O posto de melhor técnico da competição é de Jonas Urias, do Cruzeiro, enquanto a atacante Jhonson, do Corinthians, é a revelação.

Emenda de Eduardo Velloso para mestrado da UFAC fortalece formação de professores e transforma Educação em Xapuri

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Assessoria
Foto: Assessoria

Mestrado muda rotinas, amplia horizontes e traz impacto direto na educação do Acre

A chegada de um mestrado profissional a Xapuri começou como uma demanda antiga e, para muitos educadores, parecia distante. No fim de 2024, a Universidade Federal do Acre abriu 25 vagas do mestrado em Educação com foco nos professores das redes municipal, estadual e federal no município. O que transformou o cenário foi a emenda de R$ 1 milhão destinada pelo deputado federal Eduardo Velloso, garantindo a execução do curso, sua continuidade e a logística necessária para que o programa de pós-graduação funcionasse de fato no interior.

A iniciativa deixou de ser apenas uma oferta acadêmica. Tornou-se uma possibilidade real de ascensão profissional, de qualificação aplicada ao cotidiano das escolas e de fortalecimento das políticas educacionais em uma cidade com forte identidade histórica, mas ainda marcada por desigualdades no acesso à formação.

O mestrado, dividido em duas linhas de pesquisa, une educação, legislação, direitos e práticas pedagógicas. E pela primeira vez permite que educadores de Xapuri estudem em nível de pós-graduação stricto sensu sem precisar se deslocar semanalmente para a capital.

É essa mudança concreta que aparece no depoimento de Fernanda Abreu, professora e ex-secretária municipal de Educação. “Eu me lembro que eu estava à frente da Secretaria Municipal de Educação quando a professora Elisângela nos encaminhou um link para votação da disponibilidade de um curso de mestrado em educação no município de Xapuri. Poucos acreditaram. As pessoas ficaram até com dúvida de votar. Hoje nós somos 25 alunos mestrandos. É impactante, é importantíssimo para o nosso município”, relata.

Para ela, o impacto vai além da formação individual. “Nós vamos ter muitas pesquisas que vão contribuir com o nosso município, com as redes como um todo. Vão sair dados e pesquisas maravilhosas que vão contribuir no contexto do estado do Acre, do Alto Acre e do município de Xapuri”, afirma.

Paula Souza, professora da rede estadual, reforça a dimensão da oportunidade. “Primeiro que é uma oportunidade única, ímpar, porque nós que somos do interior é um pouco mais difícil para nós nos localizarmos na capital. Essa forma de interiorização foi muito ímpar para a gente, porque é uma oportunidade sem igual. Impactou muito tanto na nossa vida profissional individual como na educação como um todo para o município”, destaca.

A turma é formada por profissionais de diferentes áreas e níveis de ensino. São educadores que atuam do ensino infantil ao ensino médio, passando pela formação de outros professores, todos buscando aperfeiçoar o trabalho em sala de aula e compreender de maneira mais profunda temas como políticas públicas, avaliação, práticas inclusivas e desenvolvimento de projetos pedagógicos.

Para muitos, o mestrado representa também uma virada pessoal. Foi o que relatou Antônio Maria, professor da rede estadual com mais de duas décadas na educação e atual coordenador de ensino na Escola Rural Esperança do Povo. “Eu fui aluno da UFAC, concluindo em 2005. No ano seguinte eu fiz uma inscrição para o mestrado, só que era em Rio Branco. Acabei não passando. O tempo passou, eu também não me inscrevi mais em outro momento. Foi muito impactante, a gente tem a possibilidade e, estando dentro do mestrado, a gente sabe da dimensão que é, o impacto que esse programa vai causar nas nossas vidas enquanto profissionais. A gente passa a ter uma outra leitura de como tudo acontece”, reflete.

Ele destaca ainda o ganho prático da interiorização. “Não tem comparação. A gente fazer um curso aqui ou ter que se deslocar para Rio Branco. A gente só quer agradecer a oportunidade de poder estar fazendo aqui em Xapuri, na nossa cidade, sem ter que se deslocar com a nossa família”, completa.

Josires Ângelo, professor de matemática e servidor à disposição da Secretaria Municipal de Educação na área de planejamento, programas e projetos, avalia o impacto em duas dimensões. “A gente tem duas análises bem distintas a serem feitas, uma análise macro e uma análise mais micro. Na análise macro, nós temos que imaginar quais serão os benefícios que como profissional com o título de mestre vai impactar na minha docência cotidiana. É claro que uma habilitação com o título de mestrado vai trazer uma importância para o cotidiano pedagógico, porque você tem uma habilidade maior, você tem um conhecimento maior, você tem um empoderamento para pesquisar os fatos que podem elevar a qualidade educacional”, analisa.

Sobre o aspecto pessoal, Josires é direto. “Quanto a uma questão mais micro, que é a questão pessoal, é claro que isso traz benefícios significativos. Primeiro porque não é toda pessoa que consegue, que tem essa oportunidade de cursar um mestrado de uma universidade federal sem ter custos adicionais e dentro do seu próprio município, onde você não tem custo sequer com transporte, você não tem custos com material. Seria totalmente inviável para muitos dos 25 colegas ter que se deslocar de Xapuri para Rio Branco”, pontua.

Ronete Pavão, técnica de ensino educacional do IFAC Campus Xapuri, reforçou o impacto institucional. “A vinda desse mestrado para o município, a partir dessa emenda do Dr. Eduardo Velloso, é de fundamental importância. Primeiro por qualificar os profissionais da área de educação da rede municipal, da rede estadual e da rede federal. Ao longo dos próximos dez anos, podemos ter uma ampliação nesse campo educacional”, projeta.

Ela segue: “São 25 mestrandos contemplados com essa emenda parlamentar, a partir dessa parceria com a Universidade Federal do Acre, que é uma instituição de grande importância pro estado do Acre. São 25 pesquisas diferentes no campo da educação. O programa se divide em duas linhas: a linha 1, que é Estado e Educação em Políticas Educacionais, e a linha 2, que é Formação de Professores, Educação e Linguagens”, detalha.

Para Velloso, o resultado é exatamente o que motiva o mandato. “Investir em formação é investir na base de tudo. Quando você fortalece o professor, fortalece toda a comunidade escolar. Esses profissionais conhecem a realidade de Xapuri e vão aplicar no dia a dia o que estão aprendendo. Esse é o tipo de política pública que transforma vidas”.

O deputado afirma que direcionou a emenda com o objetivo de descentralizar oportunidades. “A universidade precisa chegar onde as pessoas estão. Trazer um mestrado para o interior é fortalecer o Acre como um todo”, destaca.

O programa também deve gerar impacto institucional. As pesquisas desenvolvidas pelos alunos vão subsidiar diagnósticos educacionais, análises de políticas públicas e propostas de intervenção, contribuindo para a gestão municipal e para o debate sobre ensino na região.

Paula Souza detalha sua linha de pesquisa. “Eu sou participante da linha 1, que é de políticas públicas, e eu particularmente vou falar sobre a falta de oferta de vagas na educação infantil que corresponde a creches e pré-escolas. Nosso município tem essa deficiência de vagas em creche. Nós temos 18 a 19 mil habitantes e nós temos só uma creche para essa demanda tão enorme. Eu vou com foco para saber onde estão essas verbas, para onde foram, por que não tem, o que é que precisa mais para que façamos mais creches no nosso município”, explica.

Ela prossegue: “O meu trabalho vai para a secretaria de educação municipal e depois o prefeito, para que venham essas verbas e aumente mais essa oferta de vagas. Particularmente, o meu trabalho vai impactar nessa área da educação infantil. E assim como meus outros colegas vão impactar na formação de professores, em outras áreas de política de financiamento. São 25 áreas diferentes que nós vamos focar dentro do município de Xapuri, da região do Alto Acre e consequentemente do estado como todo”, resume.

Antônio Maria traz a perspectiva de quem atua no campo. “Eu sou egresso da rede pública, sempre estudei na rede pública, sou filho de seringueiro, de seringueira, e eu tive a oportunidade de vencer na vida. É muito ligado à questão da educação. A educação realmente transforma”, declara.

Ele segue: “Nós temos escolas aqui já na divisa, quase na divisa de Sena Madureira. Tem colegas que sai daqui da cidade e passa um mês na sua comunidade, lá na escola, para poder retornar. Nós temos alguns mestrandos que inclusive têm origem dentro das reservas extrativistas. São seringueiros, seringueiras que saíram dos seus seringais, que saíram da zona rural e estão hoje fazendo mestrado, um nível que são pouquíssimas pessoas no Brasil que conseguem chegar a essa etapa”, destaca.

Josires reforça a dimensão transformadora das pesquisas. “Se nós imaginarmos que são 25 mestrandos e esses 25 mestrandos, nós temos uma diversidade significativa de origens e de atuações profissionais. Nós temos mestrandos que trabalham na rede federal de educação, nós temos mestrandos que trabalham na rede estadual, na rede municipal. Se nós imaginarmos que eles estão se qualificando para a pesquisa, isso significa que a atuação vai ser diretamente na educação. E aí é claro que alcançaremos índices maiores de qualidade na educação”, projeta.

Ele detalha as duas linhas de pesquisa. “O primeiro é justamente na área de legislação educacional, onde teremos profissionais aptos a pesquisar os instrumentos legais, a pesquisar quais são as temáticas que sistematizam os sistemas de ensino. São pessoas que estarão preparadas para discutir a legislação educacional e a proposição de novas legislações, seja no âmbito do município, do estado, a nível federal. A segunda linha de formação é justamente na formação de professores, onde os profissionais habilitados vão estar aptos a discutir a formação base do professor, seja a formação inicial quanto a formação continuada”, explica.

Ronete Pavão ressalta a possibilidade de expansão do modelo. “Esse projeto é uma porta que pode abrir essa oportunidade certamente para outros municípios, a partir dessas emendas parlamentares, a partir de pessoas como o Dr. Eduardo Velloso, que pensa a educação, que valoriza a educação. A gente costuma dizer que uma população bem formada e qualificada vai minimizar uma série de outros problemas, os problemas ambientais, os problemas sociais, tudo isso pode ser ao longo do tempo melhorado”, avalia.

Sobre a perspectiva pessoal, ela complementa: “Eu, que vim de uma formação, fui professora de zona rural, hoje estou numa instituição como essa, de uma grandiosidade imensa, fazer o mestrado pela Universidade Federal do Acre no meu município. Eu não tive, não tenho dificuldade de ter que me deslocar. Enquanto mulher, a gente é mãe, a gente é profissional. Isso é uma grande oportunidade de poder levar para as outras educadoras dos outros municípios do nosso grande estado do Acre”, reflete.

Já Paula reforça o apelo pela continuidade. “O deputado Eduardo Velloso teve uma sensibilidade muito grande enquanto questão de educação, porque isso impacta positivamente não só o município de Xapuri, mas como todo o estado. Foi de um benefício muito grande para nós que não podemos ter essa locomoção. Ele levou essa pós-graduação até a nossa porta. Nós temos essa vontade de que ele pegue e invista não só no município de Xapuri, mas em todos os outros municípios. Tem essa sensibilidade de levar o programa de mestrado para outros municípios, fazer essa interiorização”, defende.

Em Xapuri, a sensação é de que a cidade passa a ocupar outro lugar no mapa educacional do Acre. Um passo simbólico e concreto que dialoga com a trajetória histórica do município e com o desejo de modernização defendido pelas redes de ensino.

O mestrado, que caminha para seu segundo ano em pleno funcionamento, segue com aulas presenciais, atividades orientadas e produção de trabalhos que serão, ao final, aplicados na prática pedagógica. Para os alunos, o curso já provoca mudanças perceptíveis na sala de aula, na postura profissional e até na motivação dos colegas que não conseguiram vaga nesta primeira turma.

Como reconhece Fernanda Abreu: “Fazer parte desse projeto, de ter sido contemplada, estar hoje aqui, para mim é gratificante, é muito bom. Estou muito feliz. Já temos feito muitas discussões, já temos elaborado vários artigos, documentos que já estão em fase de publicação. Vai contribuir muito com o ensino no estado e de fato no nosso município de Xapuri”.

A emenda de R$ 1 milhão destinada por Velloso permitiu que a UFAC estruturasse um projeto robusto, com corpo docente especializado e acompanhamento direto aos estudantes. A previsão é que a experiência de Xapuri sirva de modelo para levar formações semelhantes a outros municípios acreanos.

Para grande parte dos 25 mestrandos, é a primeira vez que um curso de pós-graduação stricto sensu chega tão perto e transforma a rotina de trabalho. Para o município, é um investimento mais do que estratégico, é fundamental. Para o Acre, uma política que pode redefinir a formação de professores no interior.

E como resume Eduardo Velloso, “um ensino forte se constrói fortalecendo quem ensina”.

Após terceira queda consecutiva, faturamento industrial cai 2,7% em outubro, diz CNI

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Após terceira queda consecutiva, faturamento industrial cai 2,7% em outubro, diz CNI

Saldo positivo acumulado no ano em relação a 2024 passou de 4,6%, em julho, para 1,2%, em outubro; mercado de trabalho da indústria também teve desempenho ruim

O faturamento da indústria encolheu 2,7% em outubro, chegando ao terceiro mês consecutivo de queda, mostram os Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta terça-feira (9). A sequência negativa do indicador nos últimos meses prejudicou o saldo positivo em relação ao ano passado. Até julho, o faturamento acumulava alta de 4,6% em relação a 2024. Agora, nos dez primeiros meses de 2025, o crescimento acumulado é de apenas 1,2% frente ao mesmo período do ano passado.

Indicadores Industriais – Outubro 2025.pdf(508,3 KB)

“Nos últimos meses, a indústria vem sentindo queda mais intensa na demanda por seus produtos. Naturalmente, esse recuo se reflete no faturamento do setor”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Confira o comentário completo do economista:

Emprego, massa salarial e rendimento médio dos trabalhadores caem

O desempenho do mercado de trabalho industrial também foi negativo em outubro. O emprego caiu 0,3%. Ainda assim, no acumulado de janeiro a outubro de 2025, os postos de trabalho cresceram 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Pela quarta vez consecutiva, a massa salarial e o rendimento médio dos trabalhadores caíram. A massa salarial caiu 0,5% em outubro. Com isso, o indicador acumula queda de 2,4% nos dez primeiros meses de 2025 ante o mesmo período do ano passado. Já o rendimento médio dos trabalhadores recuou 0,3%, fazendo o saldo negativo em relação a 2024 subir para 4,2%.

Horas trabalhadas e UCI sobem

Por outro lado, o número de horas trabalhadas na produção mostrou leve aumento de 0,4% em outubro. Trata-se da segunda alta seguida do indicador, que acumula crescimento de 1,1% nos dez primeiros meses do ano em relação aos dez primeiros meses de 2024.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) subiu de 78,3% para 78,4%. Apesar disso, a UCI média até outubro deste ano é 0,9 ponto percentual menor do que a observada em igual período de 2024.

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COP30: CNI convoca indústria a contribuir com consulta pública sobre descarbonização

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COP30: CNI convoca indústria a contribuir com consulta pública sobre descarbonização

Confederação Nacional da Indústria representa o setor produtivo na assinatura da carta de engajamento com o MDIC e os setores que utilizam muita energia em seus processos

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) participa, nesta segunda-feira (17), do evento de lançamento da consulta pública da Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial (ENDI). A iniciativa é conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante a COP30, em Belém (PA).

Parceira técnica na elaboração da estratégia, a CNI representará o setor produtivo na assinatura da carta de engajamento com o MDIC e os setores energointensivos (que utilizam muita energia em seus processos), convocando a indústria a contribuir para a consolidação de uma política industrial moderna, competitiva e alinhada às metas climáticas do país.

A consulta pública ficará disponível na Plataforma Brasil Participativo de 17 de novembro de 2025 a 17 de janeiro de 2026.

Compromisso conjunto na COP30: assinatura da Carta de Engajamento

O evento de apresentação da ENDI (Elementos para uma Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial) será realizado, às 11h15, no Pavilhão Brasil, na Zona Verde, auditório Jandaíra, e contará com a presença do vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

Um dos momentos centrais será a assinatura da carta de engajamento pela CNI, pelo MDIC e pelos setores energointensivos da indústria. O documento reafirma o compromisso com o desenvolvimento sustentável, o avanço da inovação tecnológica e a construção de uma economia industrial de baixo carbono. A CNI será representada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e vice-presidente da CNI, Alex Carvalho, que destaca a importância da iniciativa.

“A CNI tem trabalhado para que a transição energética avance com competitividade. A consulta pública sobre a ENDI é uma oportunidade de alinhar os esforços dos setores energointensivos às metas industriais de longo prazo e com rotas tecnológicas que já estão em curso”, afirma.

Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, reforça que o engajamento dos setores intensivos em energia é decisivo para o sucesso da agenda. “Setores energointensivos têm um papel fundamental na descarbonização. A carta de engajamento reforça que indústria e governo estão construindo juntos soluções que unem inovação, segurança energética e criação de empregos”, avalia.

O ato consolida a cooperação entre governo federal e setor produtivo, reforçando a disposição da indústria em contribuir para a redução da intensidade de carbono na produção e para o fortalecimento de uma base industrial inovadora, competitiva e socialmente responsável, condição essencial para que o Brasil alcance as metas climáticas até 2050.

ENDI e os quatro pilares

A Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial propõe transformar a descarbonização em motor de competitividade e desenvolvimento econômico sustentável. A ENDI contempla setores estratégicos, como siderurgia, cimento, químico, papel e celulose, alumínio e vidro, e articula ações voltadas à inovação, eficiência e criação de mercados de produtos de baixo carbono.

A estratégia está estruturada em quatro pilares interligados:

  1. Pesquisa, desenvolvimento, inovação (PD&I) e capacitação profissional

Incentivo à criação de soluções tecnológicas nacionais e à formação de mão de obra qualificada.

  1. Insumos descarbonizantes

Substituição progressiva de insumos e energéticos fósseis por alternativas mais sustentáveis, como biocombustíveis, hidrogênio de baixa emissão, biomassa e materiais reciclados.

  1. Estímulo à demanda por produtos de baixo carbono

Consolidação de mercados por meio de certificações, rotulagens e políticas de compras públicas sustentáveis, ampliando a competitividade da indústria brasileira.

  1. Financiamento e incentivos

Estruturação de instrumentos de crédito, incentivos fiscais e mecanismos de defesa comercial para garantir as condições necessárias à transição industrial.

CNI na COP30

A participação da CNI na COP30 conta com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI).

Institucionalmente, a iniciativa é apoiada pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), First Abu Dhabi Bank (FAB), Sistema FIEPA, Instituto Amazônia+21, U.S. Chamber of Commerce e International Organisation of Employers (OIE).

A realização das atividades da indústria na COP30 recebe o patrocínio de Schneider Electric, JBS, Anfavea, Carbon Measures, CPFL Energia, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Latam Airlines, MBRF, Pepsico, Suzano, Syngenta, Acelen Renováveis, Aegea, Albras Alumínio Brasileiro S.A., Ambev, Braskem, Hydro, Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Itaúsa e Vale.

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CNI elenca 24 ações para destravar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático

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CNI elenca 24 ações para destravar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático

Estudo aponta avanços, desafios e oportunidades na arquitetura financeira global, no papel dos bancos multilaterais, na atração de capital privado e em políticas públicas nacionais

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), lançado nesta quinta-feira (13), elenca 24 ações para viabilizar a nova meta global de financiamento climático (NCQG). O compromisso, aprovado na COP29 em Baku (Azerbaijão), prevê mobilizar US$ 300 bilhões por ano até 2035, com possibilidade de chegar a US$ 1,3 trilhão por ano a partir de fontes públicas, privadas, bilaterais e multilaterais.

O levantamento Nova arquitetura do financiamento climático: mobilização de recursos para a mitigação e adaptação defende a reforma da arquitetura financeira internacional, com instrumentos mais atrativos, acessíveis e de menor custo de capital. Também recomenda o fortalecimento de políticas públicas e mecanismos nacionais, como a Política Nacional sobre Mudança do Clima, o Plano Clima e o programa Eco Invest Brasil.

“Para alcançar escala e impacto no financiamento climático, é preciso repensar o sistema financeiro internacional e fortalecer mecanismos que atraiam o setor privado. A CNI acredita que o fortalecimento do financiamento climático é condição essencial para a implementação efetiva das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), para a transição em direção a uma economia de baixo carbono e para a promoção de um desenvolvimento resiliente e inclusivo”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Embora os aportes globais venham crescendo, o estudo mostra desigualdades no acesso aos recursos. Em 2021-2022, o financiamento climático global atingiu uma média anual de US$ 1,3 trilhão – aumento de 63% em relação ao biênio anterior. No entanto, a maioria dos fluxos (89%) foi destinada à mitigação, com apenas 11% voltados à adaptação. Além disso, países menos desenvolvidos e pequenos estados insulares receberam, respectivamente, apenas 2,6% e 1% do total mobilizado.

Entre os principais entraves estão o alto custo do capital, a volatilidade cambial, o espaço fiscal limitado e a ausência de incentivos concretos para projetos climáticos, especialmente nos países em desenvolvimento.

Para enfrentar esses desafios e promover maior equidade na distribuição dos recursos, a CNI estruturou 24 ações, organizadas em 11 temas prioritários. As medidas vão desde o aprimoramento de políticas climáticas nacionais até a criação de arranjos inovadores de garantia e incentivo à participação privada.

Veja documento completo:

Estudo de financiamento.pdf(7,4 MB)

Construindo caminhos

O estudo foi apresentado no painel “Construindo caminhos: a indústria e a nova arquitetura do financiamento climático”, realizado pela CNI no Pavilhão do Governo do Brasil.

Moderado por Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, o debate reuniu Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroícone; Cristina Fróes de Borja Reis, secretária Extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda (MF); João Francisco Paiva, diretor do Departamento de Descarbonização e Finanças Verdes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Marco Antonio Ramos Caminha, consultor em Relações Institucionais do Departamento de Desenvolvimento Sustentável e do Departamento de Agronegócio da FIESP; e José Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também participaram.

Brasil: cenário promissor para captar recursos

Além de propor ações estratégicas, o estudo destaca oportunidades para o Brasil no novo cenário global. Neste ano, o Fundo Clima conta com orçamento recorde de R$ 21,2 bilhões, representando uma janela importante para financiar projetos nacionais.

No cenário internacional, o país já acessa recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), com alocação de US$ 79,83 milhões no atual ciclo, e do Fundo Verde para o Clima (GCF), que soma US$ 12,8 bilhões mobilizados globalmente.

Outra possibilidade é o fundo Alterra, lançado na COP28, em Dubai, com aporte inicial de US$ 30 bilhões. O Alterra prioriza projetos de inovação tecnológica e soluções sustentáveis voltadas à transição para uma economia de baixo carbono, com foco em startups e iniciativas escaláveis em áreas como transição energética, descarbonização industrial, economia circular e tecnologias limpas, especialmente em países emergentes como o Brasil.

Para a CNI, o sucesso da nova meta global dependerá da criação de ambientes regulatórios favoráveis, de instrumentos financeiros eficazes e, sobretudo, de incentivos concretos à mobilização do setor privado. “É esse o caminho que permitirá transformar metas ambiciosas em ações reais de impacto global”, aponta Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.

CNI na COP30

A participação da CNI na COP30 conta com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI).

Institucionalmente, a iniciativa é apoiada pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), First Abu Dhabi Bank (FAB), Sistema FIEPA, Instituto Amazônia+21, U.S. Chamber of Commerce e International Organisation of Employers (OIE).

A realização das atividades da indústria na COP30 recebe o patrocínio de Schneider Electric, JBS, Anfavea, Carbon Measures, CPFL Energia, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Latam Airlines, MBRF, Pepsico, Suzano, Syngenta, Acelen Renováveis, Aegea, Albras Alumínio Brasileiro S.A., Ambev, Braskem, Hydro, Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Itaúsa e Vale.

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Confiança da indústria melhora, mas empresários seguem pessimistas há quase 1 ano

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Confiança da indústria melhora, mas empresários seguem pessimistas há quase 1 ano

Empresários têm avaliação menos negativa sobre condições atuais. Além disso, mudaram de humor quanto às expectativas para os próximos meses

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) cresceu 1,1 ponto em novembro, chegando aos 48,3 pontos, revela levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (13). Trata-se da terceira alta consecutiva do indicador, ajudando a recuperar parte das perdas registradas ao longo do ano. Confira a pesquisa na íntegra:

ICEI – Novembro 2025.pdf(500,5 KB)

Segundo Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, ainda é cedo para projetar a retomada da confiança empresarial. “Isso passa pela resolução ou diminuição de vários problemas relatados pelos empresários, como a alta carga tributária, os juros elevados, a demanda interna insuficiente e a falta de mão de obra qualificada”, avalia.

Apesar do recorte recente positivo, o ICEI completou 11 meses consecutivos abaixo dos 50 pontos, sinalizando que os empresários estão pessimistas desde janeiro.

Todos os componentes do ICEI aumentaram em novembro

A falta de confiança perdeu força em novembro devido à avaliação menos negativa dos empresários sobre as condições correntes e à mudança de humor quanto às expectativas para os próximos meses.

O índice de condições atuais subiu 1,1 ponto, passando de 43,2 pontos em outubro para 44,3 pontos em novembro. Como está abaixo dos 50 pontos, indica que, para os empresários, o momento da economia e das empresas é pior do que há seis meses. Contudo, a percepção negativa diminuiu.

Perspectivas voltam a mostrar otimismo após 4 meses

Já o índice de expectativas cresceu 1,3 ponto, de 49,1 pontos para 50,4 pontos. O indicador estava abaixo dos 50 pontos desde julho. Ao cruzar a linha, o indicador aponta que os industriais passaram de um estado de falta de confiança para um estado de confiança em relação às perspectivas para os próximos seis meses. Enquanto as expectativas para as empresas se tornaram menos negativas, as projeções para os próprios negócios ficaram mais positivas.

Sobre o ICEI

O ICEI é uma pesquisa mensal da CNI que mede a confiança dos empresários da indústria. Para esta edição, foram consultadas 1.151 empresas: 459 de pequeno porte; 415 de médio porte; e 277 de grande porte, entre os dias 3 e 7 de novembro de 2025.

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