Com dança e feijoada, estudantes da zona rural de Plácido de Castro concluem projeto sobre consciência negra
A Escola Antônia dos Reis Azevedo, na zona rural de Plácido de Castro, realizou na manhã desta quinta-feira, 20 de novembro, a culminância do projeto Consciência Negra. Durante cerca de 20 dias, alunos dos ensinos fundamental e médio participaram de estudos e práticas educativas que abordaram identidade e história afro-brasileira.
Estudantes da zona rural de Plácido de Castro apresentaram trabalhos construídos ao longo das últimas semanas. Foto: cedida
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/8b11e691-3009-407c-b1bd-e16ed42492d1-300×203.jpg6920e39c0e40a.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/8b11e691-3009-407c-b1bd-e16ed42492d1.jpg” class=”size-full wp-image-898574″ alt=”” width=”767″ height=”518″ sizes=”(max-width: 767px) 100vw, 767px”>Estudantes da zona rural de Plácido de Castro apresentaram trabalhos construídos ao longo das últimas semanas. Foto: cedida
O encerramento reuniu apresentações preparadas pelos próprios estudantes, com danças, jograis e momentos de reflexão conduzidos pela gestão da escola, sob coordenação da professora Rosa Azevedo. O Núcleo da SEE em Plácido de Castro acompanhou o processo e prestou apoio à equipe escolar.
Para o governo do Acre, a iniciativa reforça o papel da educação na formação de jovens comprometidos com respeito e pertencimento. “Quando a escola cria espaço para diálogo, os estudantes passam a entender melhor quem são e o que representam. Esse é um compromisso que estamos fortalecendo em toda a rede”, afirmou o secretário de Educação, Aberson Carvalho.
Alunos tiveram acesso à cultura afro-brasileira. Foto: cedida
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/d82b0774-16ce-49f5-97a6-502b5b37b7ef-300×170.jpg6920e39c93fbb.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/d82b0774-16ce-49f5-97a6-502b5b37b7ef.jpg” class=”size-full wp-image-898578″ alt=”” width=”1015″ height=”576″ sizes=”(max-width: 1015px) 100vw, 1015px”>Alunos tiveram acesso a conteúdos referente à cultura afro-brasileira durante o Mês da Consciência Negra. Foto: cedida
O chefe do Núcleo da SEE em Plácido de Castro, Erasmo Lessa, destacou a participação dos alunos. Segundo o gestor, “o projeto envolveu a comunidade escolar. A atividade mostrou que estudo também pode virar experiência concreta”.
Ao fim das apresentações, a escola ofereceu feijoada para todos os estudantes, encerrando o ciclo de atividades com um momento de convivência, reafirmando o compromisso do governo do Acre em desenvolver práticas educativas que valorizem diversidade e cidadania em todas as regionais do estado.
Programa de Aquisição de Alimentos já destinou mais de R$ 11 milhões à agricultura familiar e indígena do Acre
Sob a coordenação da Secretaria de Estado de Agricultura do Acre (Seagri), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) já destinou R$ 11,27 milhões em recursos no estado, para a compra e distribuição de alimentos, atendendo a uma ampla rede de produtores e entidades. A pasta atua como executora central do programa, que é financiado pelo governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), promovendo o apoio à agricultura familiar a preço justo e o combate à fome, por meio da doação de alimentos para quem mais precisa.
Para que o programa chegue aos produtores rurais e indígenas, a Seagri arca com todas as despesas. Entre os gastos da pasta estão: o custeio das equipes, alimentação dos indígenas, diárias, combustível para abastecer os carros e barcos que se deslocam para levar o projeto até os produtores. Além do alto investimento que a Seagri destina para a plena execução do programa, a pasta conta ainda com a parceria das prefeituras que custeiam suas equipes.
Foto: cedida
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/WhatsApp-Image-2025-11-20-at-17.44.35-1-300×169.jpeg6920e39f0c191.jpeg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/WhatsApp-Image-2025-11-20-at-17.44.35-1-1024×576.jpeg6920e39f2f48d.jpeg” class=”wp-image-898538 size-full” alt=”” width=”1280″ height=”720″ sizes=”(max-width: 1280px) 100vw, 1280px”>Seagri é responsável por toda a operação do programa nos 22 municípios do estado. Foto: cedida
“Esses valores investidos no PAA são a prova de que nossa agricultura familiar é forte e capaz. Conseguimos fazer o dinheiro chegar à ponta, beneficiando quase dois mil produtores, garantindo renda tanto para as famílias, lá nos ramais, quanto para as famílias das aldeias”, explica o secretário de Agricultura, José Luiz Tchê.
A Seagri é responsável por toda a operação do programa nos 22 municípios do estado. Atualmente estão em vigência duas propostas do PAA convencional e uma do PAA indígena. Segundo o responsável pelo programa na Seagri, Igor Honorato, o trabalho abrange desde a fase burocrática até a entrega dos alimentos.
“Temos escritórios locais que são a ponte direta com os fornecedores. E o programa tem duas vertentes, que são garantir a compra dos produtores da agricultura familiar a preço justo e fazer essa doação para as entidades da rede socioassistencial”, explica.
Desde 2023, os recursos já somam mais de R$ 10 milhões pagos diretamente na conta dos agricultores, sem a figura do atravessador, garantindo um preço justo. No total, o programa beneficia mais de 1.500 agricultores do estado, entre produtores familiares e indígenas.
Foto: cedida
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_8388-300×225.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_8388-1024×768.jpg” class=”wp-image-898550 size-full” alt=”” width=”2560″ height=”1920″ sizes=”(max-width: 2560px) 100vw, 2560px”>Ao todo, 1.170 mulheres rurais e indígenas estão ativas nas três propostas. Foto: cedida
Produtoras são maioria no PAA
A participação feminina é um destaque do PAA, com as produtoras rurais e indígenas representando a maioria em todas as propostas. Ao todo, 1.170 mulheres rurais e indígenas estão ativas nas três propostas, fortalecendo a segurança alimentar e a economia de suas comunidades.
Entre as ações realizadas pela Seagri estão a elaboração e submissão das propostas no sistema do MDS, a mobilização com as chamadas públicas e cadastro de produtores, além das visitas de campo às comunidades indígenas e o cadastramento das entidades da rede socioassistencial, de educação e de saúde que receberão os alimentos. A pasta também é responsável pelo controle de pagamentos, lançando as compras no sistema, emitindo a nota fiscal e a organizando o trâmite para que o MDS efetue o pagamento aos agricultores.
“A proposta do PAA Indígenas, com R$ 4,21 milhões, tem um papel crucial na garantia da soberania alimentar dos povos originários. O programa compra produtos da produção indígena local e os distribui diretamente nas escolas indígenas, garantindo uma alimentação de qualidade e com aquilo que eles têm costume de fazer no uso dos alimentos,” acrescenta Honorato.
A execução do PAA Indígena abrange sete territórios indígenas no Acre: Terra Indígena Mamoadate, localizada nos municípios de Assis Brasil e Sena Madureira; Terra Indígena Alto Rio Purus, em Manoel Urbano e Santa Rosa; Terra Indígena Kaxinawá, em Tarauacá; Terra Indígena Katukina-Kaxinawá, em Feijó; Terra Indígena Kaxinawá do Igarapé do Caucho, em Tarauacá; Terra Indígena Kaxinawá do Igarapé Humaitá, em Feijó; e Terra Indígena Kaxinawá-Ashaninka do Rio Breu, em Marechal Thaumaturgo.
“No PAA Indígena, fizemos um trabalho que vai além da compra de alimentos, pois levamos respeito e dignidade, garantindo que a produção local alimente as crianças nas próprias escolas da comunidade. Essa execução total dos recursos mostra o compromisso da nossa gestão, com o governador Gladson Camelí e o governo federal, em transformar a agricultura em uma ferramenta real de combate à fome e de valorização de quem produz, respeitando a cultura de cada povo acreano”, explica o secretário Tchê
Safra de tabaco deve ser quase 5% menor no sul do país em razão do clima
Com o clima mais úmido e as noites mais frias no sul do país, o tabaco não está se desenvolvendo como no ano anterior, o que indica uma safra menor neste ano. A estimativa de safra do tabaco Virgínia, que responde por 90,47% da produção dos três Estados da região Sul, é de 619.969 toneladas, uma redução de 4,35% em relação à safra passada.
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No caso do tabaco Burley, a produção prevista na safra 2025/26 é de 54.979 toneladas, uma queda de 7,80%. Para o tipo Comum, a estimativa inicial aponta 10.326 toneladas ou 14,47% a menos. Ao todo, a produção dos três tipos deve somar 685.274 toneladas ante as 719.891 da safra 2024/25,uma redução de 4,8%.
No caso do Virginia, o Rio Grande do Sul deve colher 248.103 toneladas, uma queda de 7,67%. Em Santa Catarina, a estimativa é de 202.002 toneladas, redução de 2,5%, e no Paraná a safra deve atingir 169.864 (-1,4%).
Os números foram divulgados nesta sexta-feira (21/11) pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). O presidente da entidade, Marcilio Dressler, ressalta que se trata de uma estimativa inicial, considerando a produtividade histórica da cultura, mas pode haver mudanças diante de situações adversas do clima. Também entra na conta das variações o fato de mais de 500 municípios produzirem tabaco no Sul.
A área plantada de tabaco ficou em 308.943 hectares, queda de 0,34%. A maior redução ocorreu em Santa Catarina, onde os três tipos ocupam nesta safra 193.033 hectares, queda de 1,25%.
O número de famílias produtoras de tabaco e a produtividade da cultura também estão em queda. Nos três Estados, 135.985 famílias plantam tabaco nesta safra, uma redução de 1,47%. A perda é maior em Santa Catarina, com 2,52%.
Os produtores gaúchos estão com a menor produtividade prevista até o momento: 2.146 kg/ha no Virgínia (- 7,22%), 1.938 kg/ha no Burley (- 13,56%) e 1.607 kg/ha no Comum (- 7,96%).
Expectativa frustrada
Nesta quinta-feira (20/11), o setor viu frustrada sua expectativa de o tabaco ser incluído na lista de exceções do tarifaço do presidente americano Donald Trump.
“Infelizmente, o tabaco não está contemplado nesta lista. Continuamos na expectativa de ter essa tarifa retirada porque temos volumes significativos para embarcar para os Estados Unidos”, disse o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing. No ano passado, 40 mil toneladas foram para os EUA.
O Brasil é o segundo maior produtor e o maior exportador de tabaco do mundo, com 455 mil toneladas no ano passado, à frente da Índia, que exportou cerca de 250 mil toneladas. União Europeia e Extremo Oriente são as regiões que mais recebem tabaco brasileiro, com 34% cada uma, seguidos pela África e Oriente Médio (15%), América do Norte (9%) e América Latina (8%).
Nesta semana, Thesing e outros representantes da cadeia, mesmo sem poder participar dos debates, estiveram em Genebra, na Suíça, para acompanhar a 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, que termina neste sábado.
Uma pesquisa recente revelou um cenário alarmante sobre a experiência das brasileiras ao circular pela cidade durante a noite em momentos de lazer. O levantamento mostra que a imensa maioria das mulheres — praticamente todas — já sofreu algum tipo de violência nesses deslocamentos, especialmente investidas de caráter sexual, como cantadas invasivas, assédio e importunação. Entre elas, uma parcela significativa enfrentou situações mais graves, incluindo estupro.
Os dados indicam que, para cerca de 10% das entrevistadas, sair para relaxar ou se divertir acabou resultando em violência extrema, como estupro — percentual que dobra quando se trata de mulheres da comunidade LGBTQIA+. Em outras palavras, atividades comuns como ir a bares, eventos culturais ou casas noturnas tornam-se, para muitas, experiências marcadas pelo medo e pela vulnerabilidade.
O estudo, desenvolvido pelo Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Locomotiva e com apoio da Uber, reforça que a sensação de insegurança relatada por 98% das brasileiras não é fruto de exagero. A combinação de machismo, racismo e LGBTfobia agrava a exposição à violência, especialmente entre mulheres negras e jovens. Entre olhares insistentes, abordagens indesejadas e agressões físicas, as mulheres pretas foram as mais atingidas em todos os tipos de violência mencionados.
Além do assédio, muitas também lidaram com crimes como assaltos, furtos e sequestros relâmpago — experiência vivida por 34% das entrevistadas. A discriminação por outros motivos que não a cor da pele atingiu quase um quarto das mulheres, mas esse número praticamente dobra entre aquelas que fazem parte da comunidade LGBTQIA+. A insegurança atinge especialmente quem se desloca a pé ou de ônibus, embora nenhum meio de transporte esteja totalmente livre de riscos.
Diante desse cenário, as mulheres têm adotado diversas estratégias para tentar se proteger: avisam alguém sobre seus trajetos, evitam ruas pouco movimentadas, buscam companhia para ir e voltar e, muitas vezes, mudam a forma de se vestir para se sentirem menos expostas. Mesmo com esses cuidados, boa parte delas já considerou desistir de sair à noite por medo, e muitas presenciaram ou viveram episódios de violência de gênero. Ainda assim, poucas procuram a polícia, e a maioria acaba recebendo apoio apenas de pessoas próximas ou de desconhecidos presentes no local.
Prefeitura de Rio Branco intensifica vacinação antirrábica e ultrapassa 80% de cobertura em cães e gatos
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, avança para a fase final da campanha de vacinação antirrábica de 2025. A estratégia adotada pelo Centro de Controle de Zoonoses, que combina pontos fixos e ações de busca ativa nos bairros, já ultrapassou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, com mais de 38 mil cães e gatos imunizados em toda a capital.
Durante a ação, agentes vão aplicar gratuitamente a vacina antirrábica em cães e gatos, além de orientar os moradores sobre a importância da imunização para o controle da raiva. (Foto: Yago Ayache/Secom)
A última busca ativa do ano será realizada neste sábado (22), no bairro Esperança III. Durante a ação, os agentes vão aplicar gratuitamente a vacina antirrábica em cães e gatos, além de orientar os moradores sobre a importância da imunização para o controle da raiva.
Estratégia já ultrapassou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, com mais de 38 mil cães e gatos imunizados em toda a capital. (Foto: Yago Ayache/Secom)
Além das ações itinerantes, o município mantém pontos fixos de vacinação:
Urap Roney Meireles – atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h.
Centro de Controle de Zoonoses – vacinação de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, para animais a partir de três meses de idade.
Com esse esforço conjunto, Rio Branco alcançou a cobertura mínima de 80%, índice recomendado pelo Ministério da Saúde. A raiva é uma doença viral grave e possui 100% de letalidade tanto em animais quanto em humanos, o que reforça a importância da vacinação como principal medida de prevenção.
Ação alcançou a cobertura mínima de 80%, índice recomendado pelo Ministério da Saúde. (Foto: Yago Ayache/Secom)
O médico-veterinário e gerente do Centro de Zoonoses, Herbert de Oliveira, comemorou os resultados obtidos e destacou a participação da comunidade.
“Estamos encerrando 2025 com um resultado muito positivo. A vacinação é fundamental por causa da alta letalidade da raiva. Pedimos que a população receba nossa equipe e vacine seus animais. A cada ano alcançamos a meta e isso nos motiva a continuar”, afirmou.
“Já são cerca de seis meses de campanha e estamos na reta final, mas é gratificante ver a meta sendo alcançada e sentir a aceitação da população”, disse Moabe. (Foto: Yago Ayache/Secom)
O agente de saúde do Controle de Zoonoses, Moabe de Sousa, também ressaltou a receptividade dos moradores durante as buscas ativas.
“Fico muito feliz porque as pessoas têm aberto as portas para nós. Já são cerca de seis meses de campanha e estamos na reta final, mas é gratificante ver a meta sendo alcançada e sentir a aceitação da população”, disse.
Moraes determina prisão de Ramagem após deputado ser visto em Miami
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta sexta-feira (21) a prisão do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A íntegra da decisão do ministro ainda não foi divulgada.
A medida foi determinada pelo ministro após o site PlatôBR informar, na última quarta-feira (19), que Ramagem está em Miami, nos Estados Unidos. Ele foi filmado pela equipe do site enquanto entrava em um condomínio na cidade norte-americana.
Diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro, Ramagem foi condenado na ação penal da trama golpista a 16 anos de prisão e recorre em liberdade.
Durante a investigação, Ramagem foi proibido pelo ministro Alexandre de Moraes de sair do país e teve que entregar todos os passaportes nacionais e estrangeiros.
Os detalhes da suposta fuga do deputado ainda não foram divulgados oficialmente.
A Câmara dos Deputados informou ontem (20) que não foi comunicada sobre o afastamento do parlamentar do território nacional nem autorizou nenhuma missão oficial dele no exterior.
A Casa também informou que o deputado apresentou atestados médicos que abrangem os períodos entre 9 de setembro e 8 de outubro e 13 de outubro e 12 de dezembro.
A defesa de Jair Bolsonaro pediu nesta sexta-feira (21) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar.
O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.
Na semana passada, a Primeira Turma da Corte rejeitou os chamados embargos de declaração do ex-presidente e de mais seis acusados para reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.
No próximo domingo (23), termina o prazo para a apresentação dos últimos recursos pelas defesas. Se os recursos forem rejeitados, as prisões serão executadas.
De acordo com a defesa, a ida de Bolsonaro para o presídio terá “graves consequências” e representa risco à vida do ex-presidente.
Os advogados apresentaram exames e disseram que Bolsonaro apresenta saúde debilitada e quadro diário de soluço gastroesofágico, falta de ar e faz uso de medicamentos com ação no sistema nervoso central.
Os problemas de saúde são decorrentes da facada desferida contra Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, segundo a defesa.
“São circunstâncias que, como se sabe, mostram-se absolutamente incompatíveis com o ambiente prisional comum”, completaram os advogados.
Não há prazo para Alexandre de Moraes decidir sobre o pedido de prisão domiciliar.