Projeto que pode reduzir pena de Bolsonaro é aprovado pelo Senado; saiba próximos passos
O projeto que reduz as penas dos condenados pelos atos do dia 8 de janeiro de 2023, a PL da dosimetria (PL 2.162/2023), foi aprovado pelo Senado na última quarta-feira (17/12) em uma votação de 48 a favor e 25 contrários, além de uma abstenção. A PL foi criada pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RS), e é relatada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC). O próximo passo é a matéria seguir para a sanção da Presidência da República.
O projeto foi alvo de muito debate na sessão plenária e aprovado mais cedo pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Um dos assuntos mais polêmicos era a possibilidade de a redução de penas beneficiar condenados por outros crimes violentos, como os envolvidos em organizações criminosas e crimes contra a administração pública.
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A sessão foi presidida pelo senador Davi AlcolumbreReprodução Carlos Moura/Agência Senado
O relator aceitou uma emenda do senador Sergio Moro (União-PR) para limitar a redução de penas apenas aos envolvidos nos atos golpistas. Apesar da reclamação de alguns políticos, a mudança foi considerada uma emenda de redação e não de mérito (o que faria o projeto voltar para a Câmara dos Deputados).
Segundo Esperidião, desde que o projeto estava nas mãos dos deputados, a PL busca “corrigir distorções”, focando nas condenações dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Para ele, o texto é o primeiro passo para uma futura anistia e que “traz um alento, sem acirrar os ânimos”:
“Há um consenso de que a mão [nos julgamentos] foi muito pesada. A narrativa de se tratar de ‘blindagem ampla’ ou qualquer outra expressão que o valha não é verdadeira”.
O que o PL diz na prática?
Na prática, o PL diminui a pena final dos condenados por vários enquadramentos dentro do mesmo ato do dia 8 de janeiro, desde processos julgados ou pendentes sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022 e 2023. O caso que mais repercutiu foi o do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 27 anos, por esse e outros crimes.
Há contraposições a respeito do tempo de pena que o político deveria cumprir se a matéria se tornar lei. Segundo o relator da matéria na Câmara, o deputado Paulinho da Força (SD-SP), a pena dele poderia ser diminuída de sete anos para cerca de mais de dois em regime fechado.
O texto ainda inclui regra de redução de pena para situações em que o delito for cometido em contexto de multidão. Aqui, quem não tiver financiado ou estado à frente de ações poderá receber um redutor de um a dois terços. A medida diferencia quem atuou sem protagonismo de figuras organizadoras ou financiadoras desses atos.
Desta forma, o projeto causa uma alteração na Lei de Execução Penal para prever quando o condenado poderá cumprir um regime mais brando. Com a modificação, os 16% (ou 1/6) da pena em regime fechado vão valer para crimes com ou sem os critérios de violência ou grave ameaça. Além do mais, os reincidentes terão que cumprir 20% da pena. Com a lei atual, os réus primários têm que pagar 25% da pena em regime fechado, e aqueles que já cometeram crime, 30%.
Remição
De acordo com o projeto, condenados em prisão domiciliar poderão considerar o trabalho como forma de diminuir a pena a ser cumprida. Atualmente, apenas o estudo pode diminuir a pena na modalidade domiciliar.
Percentuais propostos no PL para progressão de pena:
Regra geral: cumprimento de 1/6 da pena;
Crime violento primário: cumprimento de 25% da pena;
Violento reincidente: cumprimento de 30% da pena;
Reincidente não violento: cumprimento de 20% da pena;
Hediondo primário: cumprimento de 40% da pena;
Hediondo com morte: cumprimento de 50% da pena;
Milícia/organização criminosa: cumprimento de 50% da pena;
Hediondo reincidente: cumprimento de 60% da pena;
Hediondo reincidente com morte: cumprimento de 70% da pena;
Yoná espalha fake news em “A Fazenda” e envolve Marcello Novaes em boato de mutirão
O ator Marcello Novaes, de 63 anos, é ex-namorado da finalista de “A Fazenda”, Saory Cardoso, e acabou sendo vítima de uma “Fake News” dentro do reality. Isso porque a ex-peoa Yoná Souza participou da festa de “encerramento” do programa, e decidiu espalhar informações falsas para os finalistas.
Segundo Yoná, o ator Marcello Novaes estaria puxando mutirão para a ex, Saory, que é uma das finalistas do programa ao lado de Duda Wendling, Dudu Camargo e Fabiano Moraes.
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Marcello Novaes e Saory CardosoReprodução Instagram Marcello Novaes e TV Record/ montagem
Pediu para voltar! Saory revela que Marcello Novaes tentou reatar e buscou despedida antes do realityPediu para voltar! Saory revela que Marcello Novaes tentou reatar e buscou despedida antes do reality. (Reprodução: Instagram/RecordPlus)
Marcello Novaes ganha homenagem de SaoryReprodução/Instagram @saorycardoso
Marcello Novaes e Saory Cardoso quando namoravamReprodução: Instagram
A loira desconfiada, foi confirmar a informação com Fernando Sampaio, outro ex-participante, que afirmou que não chegou a ver nenhum tipo de manifestação.
“Achei que você ia chamar o Marcello (Novaes) para conversar. Você não tem contato, WhatsApp?”, questionou Saory. “Tenho, tenho”, respondeu Fernando. “Manda um beijo pra ele. Diga: ‘Ela mandou um beijo’”, disse.
Diferente da história contada por Yoná, Novaes não publicou nada referente ao reality show e a ex-namorada nas redes sociais, apesar de ter sido pauta de assuntos dentro do programa.
Agenda lotada: veja o cronograma intenso de Virginia para o fim de ano entre Espanha e Brasil
O fim de ano de Virginia promete ser tudo, menos parado! O portal LeoDias descobriu com exclusividade que a influenciadora deve viver um verdadeiro vai e vem entre Brasil e Espanha. Entre viagem a Madri, festa de jogador em São Paulo, Natal no Rio de Janeiro e uma passadinha pelo Nordeste, a apresentadora deve aproveitar bastante ao lado dos filhos, amigos e também do namorado, Vini Jr.
A influenciadora digital embarcou nesta semana para Madri, na Espanha, para reencontrar Vini Jr. De acordo com informações exclusivas do portal LeoDias, Virginia deve permanecer no país europeu até depois do jogo do Real Madrid dia 20, e retornar ao Brasil no dia 21 de dezembro. Por aqui, ela também encontra uma agenda lotada de compromissos, e desta vez não são apenas profissionais.
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Virginia Fonseca e Zé Felipe anunciaram fim do casamento em maio de 2025Crédito: Reprodução Instagram @virginia
Virginia Fonseca e Zé Felipe anunciaram fim do casamento em maio de 2025Crédito: Reprodução Instagram @virginia
Van Campos/AgNews
Virginia Fonseca posa ao lado dos filhos no segundo dia do “Teleton”Reprodução: Instagram @virginia
Virginia Fonseca e Vini Jr.Foto: Reprodução/Instagram @virginia @vinijr
Virginia Fonseca e Vini Jr.Foto: Reprodução/Instagram @virginia
Assim que chegar a São Paulo, Virginia já segue direto para um compromisso social. No próprio dia 21, ela deve marcar presença na festa de Rodrygo Goes, em uma mansão no Morumbi. O evento, que antecede o aniversário do jogador, celebrado oficialmente em 9 de janeiro, deve ser mais discreto, sem grandes extravagâncias. Mas os convidados, em sua maioria jogadores, chegarão ao local em aviões fretados.
Após a passagem por São Paulo, Virginia segue para o Rio de Janeiro, onde pretende passar o Natal ao lado do namorado, Vini Jr. Neste momento, os filhos Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo estarão com o pai, Zé Felipe. Depois de alguns dias na Cidade Maravilhosa, a influenciadora ainda deve passar um período no Nordeste, onde é aguardada em uma festa de pré-Réveillon.
A agenda internacional, no entanto, não para por aí. No dia 29 de dezembro, a Rainha da Grande Rio retorna a Madri, desta vez levando as crianças para a capital espanhola, onde passará a virada. Como o Real Madrid já tem jogo marcado para o dia 4 de janeiro, a permanência na Espanha não deve se estender por muitos dias, reforçando o cronograma intenso da influenciadora neste fim de ano.
A capital da Bélgica foi tomada por tratores, fumaça e tensão nesta quinta-feira (18/12). Conforme informações da imprensa internacional, agricultores de vários países europeus ocuparam ruas próximas ao Parlamento Europeu para protestar contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul e contra mudanças na política agrícola do bloco.
A mobilização coincidiu com a reunião dos chefes de Estado e de governo dos 27 países da UE, considerada decisiva para o futuro do tratado negociado há mais de duas décadas. O pacto prevê a redução gradual de tarifas entre a Europa e os países do Mercosul, como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e pode ser formalizado nos próximos dias.
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Protesto em Bruxelas terminou em pneus queimados, vias bloqueadas e choque com a polícia localReprodução: X/@KieraDiss
Protesto em Bruxelas terminou em pneus queimados, vias bloqueadas e choque com a polícia localReprodução: X/@KieraDiss
Protesto em Bruxelas terminou em pneus queimados, vias bloqueadas e choque com a polícia localReprodução: X
Protesto em Bruxelas terminou em pneus queimados, vias bloqueadas e choque com a polícia localReprodução: X
Protesto em Bruxelas terminou em pneus queimados, vias bloqueadas e choque com a polícia localReprodução: X
O clima do protesto rapidamente se deteriorou. Imagens na internet mostram manifestantes incendiando pneus, arremessando batatas, pedras e outros objetos contra a polícia e causando danos a prédios da região da Praça de Luxemburgo. As forças de segurança reagiram com gás lacrimogêneo e canhões de água. Pelo menos uma pessoa ficou ferida, segundo autoridades locais.
Em um dos episódios mais tensos, um trator avançou em direção a uma linha de policiais de choque, sem deixar feridos. Jornalistas que cobriam o ato também foram alvo de hostilidade. A polícia de Bruxelas afirmou ter autorizado a presença de apenas 50 tratores, mas contabilizou mais de mil veículos agrícolas e cerca de 7 mil manifestantes.
Os agricultores afirmam que o acordo ameaça diretamente setores sensíveis da produção europeia, como carne bovina, aves, açúcar e soja. Eles alegam que produtores sul-americanos não estão sujeitos às mesmas exigências ambientais e sociais impostas pela União Europeia, o que, segundo os sindicatos, cria concorrência desleal.
O descontentamento também é alimentado por crises sanitárias recentes, como o surto de dermatose nodular contagiosa na França, que levou ao abate preventivo de rebanhos e ampliou a tensão entre produtores e autoridades.
No campo político, o acordo enfrenta resistência. França e Itália já indicaram oposição à assinatura imediata. O presidente francês, Emmanuel Macron, defende o adiamento da decisão e a inclusão de salvaguardas mais robustas para proteger os agricultores. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, classificou a assinatura como “prematura” sem garantias adicionais.
Enquanto países como Alemanha e Espanha apoiam o pacto, a divisão interna torna o desfecho incerto. Para ser aprovado, o acordo precisa do apoio de pelo menos dois terços dos Estados-membros, que representam 65% da população da UE. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê o tratado como um ganho estratégico e diplomático, mas já sinalizou que pode desistir da assinatura caso o impasse se prolongue, em reunião ministerial recente.
Virginia Fonseca samba para Vini Jr. com música viral e vídeo bomba na web
Virginia Fonseca já chegou à casa de Vinicius Jr., em Madri, e publicou uma cena onde aparece se divertindo com o amado em sua conta nas redes sociais. A rainha de bateria da Grande Rio para o Carnaval 2026 sambou na frente do atleta enquanto ele estava deitado no sofá, participando de uma trend.
“Eu mostrando para o meu namorado o que eu aprendi enquanto ele trabalhava”, escreveu a influenciadora, que estava ouvindo a música “Alô Virgínia”, do grupo Chocolate. Inclusive, um dos passos que aparecem nos vídeos virais da música envolve o mesmo movimento que a apresentadora fez em um de seus primeiros ensaios na escola de samba.
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Virginia Fonseca e Vini JrReprodução / Instagram: @virginia
Nos comentários, o jogador do Real Madrid surpreendeu e se divertiu com a publicação da namorada. “Você já colocou essa música 100x hoje hahaha”, escreveu Vini Jr. Em poucos minutos, a publicação de Virginia Fonseca atingiu milhões de visualizações em sua página no Instagram.
Quatro trabalhadores escravizados durante a ditadura civil-militar, nas décadas de 1970 e 1980, em uma propriedade da Volkswagen do Brasil, no Pará, acionaram a Justiça para reivindicar reparação pela condição desumana a que foram submetidos. Cada um pede R$ 1 milhão por danos morais e R$ 1 milhão por danos existenciais, valores definidos com base no porte econômico da marca, pelo tamanho dos prejuízos causados às vítimas e pelo que representam socialmente.
As ações individuais tramitam na Vara do Trabalho de Redenção, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), com prioridade reconhecida pelo Poder Judiciário em virtude da idade avançada das vítimas e da gravidade do caso.
Os processos sucedem uma ação civil pública, isto é, coletiva, em que o Ministério Público do Trabalho (MPT) pede R$ 165 milhões por danos morais coletivos, retratação pública e a ativação de ferramentas como um protocolo aplicável a incidentes semelhantes, um canal de denúncias e a realização de ações de fiscalização. Nessa ação pública, a companhia foi condenada em agosto deste ano, mas entrou com recurso.
O local onde foram submetidos ao regime de trabalho análogo à escravidão foi a Fazenda Vale do Rio Cristalino, em Santana do Araguaia (PA), pertencente à Companhia Vale do Rio Cristalino Agropecuária Comércio e Indústria (CVRC), uma subsidiária da Volkswagen. Conforme destaca o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, “a propriedade em questão, com cerca de 140 mil hectares – quase o tamanho da cidade de São Paulo –, recebeu incentivos fiscais e recursos públicos para a criação de gado à época – tornando-se um dos maiores polos do setor –, acentuando a responsabilidade institucional da empresa.”
A pasta enviou representantes ao município paraense de Redenção, em meados de maio deste ano, para participar de uma mobilização organizada por movimentos sociais, sindicatos, universidades e parlamentares.
O caso chegou a parlamentares e às autoridades competentes pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que documentou as violações e até hoje acompanha o andamento dos processos judiciais. Como ocorre geralmente, os trabalhadores foram atraídos pela companhia por intermediários, chamados popularmente de “gatos”, que fazem a ponte entre quem escraviza e as vítimas escravizadas, com promessas de trabalho digno.
De acordo com a CPT e o Coletivo Veredas, de advocacia popular e defesa dos direitos humanos, a proposta apresentada aos trabalhadores aliciados foi a de receber uma boa remuneração para derrubarem árvores de vegetação nativa, formação de pastagens e serviços de construção civil. A Fazenda Volkswagen, como ficou conhecida, funcionou de 1974 a 1986.
O advogado José Vargas, do Veredas, assinala que a subjugação protagonizada pela fabricante de automóveis revela “a face empresarial da ditadura” e que a montadora, no processo aberto pelo MPT, buscou convencer a Justiça de que o cerceamento imposto por ela aos trabalhadores era prática corrente naquele período e, portanto, não foi errado nem ilegal.
“Houve uma tentativa de naturalizar a servidão por dívida”, ressaltou, em entrevista à Agência Brasil.
“O advogado defende que é um caso que vai além da divida trabalhista, se tratando de uma “dívida histórica.”
Além de ter “explorado a mão de obra a qualquer custo e ampliado a desigualdade, em vez de reduzi-la”, a Volkswagen, acrescenta Vargas, fermentou na comunidade das vítimas a antipatia dos demais por elas, já que o governo golpista e aliados adotavam a vertente desenvolvimentista e as vítimas passaram a ser vistas como pedras no caminho de quem queria prosperar com a montadora, por denunciar a violação de seus direitos. “É inconteste que a empresa lucrou em cima da exploração”, diz.
O integrante do Coletivo Veredas frisa, ainda, o que chamou de “lado mesquinho da montadora”, quando recorre da decisão de milhões de reais do processo do MPT, enquanto seu faturamento é de cifras significativamente maiores, na casa dos bilhões.
Esperteza e sorte
Um dos trabalhadores que ingressaram com a ação, Isaías* foi recrutado para trabalho escravo contemporâneo com quatro amigos, tão jovens quanto ele. Todos eram adolescentes e conheciam seu aliciado e confiavam nele e, por isso, não duvidaram de nada quando o homem os abordou oferecendo uma oportunidade de fazer dinheiro no Pará.
Como o “gato”, os garotos moravam no Mato Grosso e largaram os estudos para levar o plano adiante e completá-lo rapidamente, em um mês. Hoje com 60 anos de idade, Isaías fez até a 8ª série do ensino fundamental.
Eles acreditavam ter sido “contratados” para trabalhar um lote apenas, mas não viram retorno financeiro conforme o tempo previsto, tampouco no segundo mês, permanecendo lá por cerca três meses, sob coação, instalados em barracas precárias, sem poder fazer a higiene pessoal nem preparar alimentos adequadamente.
Já começavam devendo, a começar pelo valor gasto com o deslocamento até a fazenda, conta que aumentava à medida que os dias viravam, com alimentos e outros itens que consumiam. Escaparam inventando um prazo para se apresentar para o alistamento militar obrigatório, mesmo sem ter idade para isso, mentira em que os homens que os vigiavam caíram.
Uma tática irônica, de provocar temor nos jagunços com um pretexto envolvendo as Forças Armadas, em plena ditadura. “Eles ficaram, acho, com medo [de serem punidos por atrapalhar sua entrada no serviço militar] e aí nos liberaram.”
Foram autorizados a deixar a fazenda, mas sem um tostão, razão por que tiveram que pegar caronas do Pará ao Mato Grosso, em caminhões. O esquema de solidariedade garantiu a chegada ao estado de origem, e o trecho restante, até a cidade natal, foi feito com passagens cobertas pela CPT. “Eram muitos pistoleiros. Todos armados. Não tinha ninguém sem arma, não”, conta a vítima, esclarecendo o motivo pelo qual nunca cogitaram fugir.
“Foi muito difícil. Nossa sorte foi que saímos com vida”, resume.
Defesa
Procurada pela reportagem, a Volkswagen do Brasil afirmou “que seguirá em busca de segurança jurídica no Judiciário Brasileiro”.
“Com um legado de 72 anos, a empresa defende consistentemente os princípios da dignidade humana e cumpre rigorosamente todas as leis e regulamentos trabalhistas aplicáveis. A Volkswagen reafirma seu compromisso inabalável com a responsabilidade social, que está intrinsecamente ligada à sua conduta como pessoa jurídica e empregadora.”
Trabalho escravo contemporâneo
A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada – quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho -, desenvolvida sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas.
Também é passível de denúncia qualquer caso em que o funcionário seja vigiado constantemente, de forma ostensiva, pelo patrão.
De acordo com a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), jornada exaustiva é todo expediente que, por circunstâncias de intensidade, frequência ou desgaste, cause prejuízos à saúde física ou mental do trabalhador, que, vulnerável, tem sua vontade anulada e sua dignidade atingida.
Já as condições degradantes de trabalho são aquelas em que o desprezo à dignidade da pessoa humana se instaura pela violação de direitos fundamentais do trabalhador, em especial os referentes a higiene, saúde, segurança, moradia, repouso, alimentação ou outros relacionados a direitos da personalidade.
Outra forma de escravidão contemporânea reconhecida no Brasil é a servidão por dívida, que ocorre quando o funcionário tem seu deslocamento restrito pelo empregador sob alegação de que deve liquidar determinada quantia de dinheiro.
Como denunciar
O principal canal para se fazer uma denúncia é o Sistema Ipê. As denúncias podem ser apresentadas de modo anônimo, isto é, sem que o denunciante se identifique, caso prefira.
*A real identidade do entrevistado foi trocado, a fim de preservá-lo.
Moraes dá mais tempo para PF entregar perícia no general Heleno
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou nesta quinta-feira (18) o pedido da Polícia Federal (PF) para ampliar o prazo para entrega da perícia médica do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a decisão, o laudo médico poderá ser enviado à Corte até o dia 26 de dezembro. O prazo inicial dado pelo ministro terminou nesta quarta-feira (17).
Condenado a 21 anos de prisão na ação penal da trama golpista, Heleno está preso desde 25 de novembro, quando iniciou o cumprimento da pena. Ele está custodiado em uma sala do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.
A perícia médica foi determinada por Moraes após a defesa de Heleno solicitar que o militar cumpra prisão domiciliar humanitária. Segundo os advogados, o general tem 78 anos de idade e graves problemas de saúde.
A controvérsia sobre o estado de saúde do general começou após a defesa negar que Heleno apresente diagnóstico de Alzheimer desde 2018, quando integrava o governo de Jair Bolsonaro. Segundo a defesa, o diagnóstico foi feito no início de 2025.
O general teria dito que começou a apresentar o problema cognitivo em 2018. O relato ocorreu durante o exame de corpo de delito antes de iniciar o cumprimento da pena.
Caberá ao ministro autorizar ou não a prisão domiciliar. Não há prazo para decisão.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta quinta-feira (18) à Procuradoria-Geral da República (PGR) o laudo no qual peritos da Polícia Federal (PF) confirmaram que o ex-presidente Jair Bolsonaro usou um ferro de solda para violar a tornozeleira eletrônica durante o período em que esteve em prisão domiciliar.
Pela decisão, a PGR terá prazo de cinco dias para se manifestar. Em seguida, o mesmo prazo deverá ser seguido pelos advogados de Bolsonaro.
Os peritos confirmaram que há sinais de violação do equipamento, que apresentou danos significativos na capa plástica da tornozeleira, e que um ferro de solda foi usado pelo ex-presidente.
No dia 22 de novembro, Bolsonaro foi preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília após confessar que usou a ferramenta para tentar romper o equipamento. Inicialmente sua prisão se deu de forma preventiva, devido ao risco de fuga demonstrado pelo dano à tornezeleira.
Três dias depois, entretanto, o STF determinou a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão do ex-presidente, apontado como líder da tentativa de golpe que buscava reverter o resultado da eleição de 2022 para mantê-lo no poder.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu garantir que mulheres vítimas de violência doméstica podem receber benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) se precisaram de afastamento do trabalho.
A Corte publicou nesta terça-feira (16) a decisão final na qual foram validadas as regras da Lei Maria da Penha que asseguram os benefícios.
A lei definiu que a Justiça deve assegurar à mulher em situação de violência doméstica a manutenção do vínculo empregatício por seis meses enquanto se recupera dos danos causados pelos agressores.
Por unanimidade, os ministros reconheceram que a mulher em situação de violência tem direito a um benefício previdenciário ou assistencial, conforme o vínculo com a seguridade social.
Segurada do INSS
No caso de mulheres que são seguradas do Regime Geral de Previdência Social, como empregada, contribuinte individual, facultativa ou segurada especial, o STF entendeu que os primeiros 15 dias de remuneração pelo afastamento será de responsabilidade do empregador. O período restante fica sob a responsabilidade do INSS.
Para quem não tem relação de emprego, mas contribui para o INSS, o benefício deverá ser pago integralmente pelo órgão.
Não segurada – O STF entendeu que as mulheres que não são seguradas do INSS deverão receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nesse caso, a Justiça deverá comprovar que a mulher não tem outros meios para manter a renda.
Conforme a decisão, a requisição do benefício deverá ser feita pelo juiz criminal responsável pela análise das medidas protetivas, que já também estão previstas na Lei Maria da Penha.
A Corte também definiu a competência da Justiça Federal para julgar ações regressivas para cobrar dos agressores os gastos do INSS com o pagamento dos benefícios.
Acusados de tentar explodir bomba em aeroporto se tornam réus no STF
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (17) tornar réus três acusados pela tentativa de explosão de um caminhão-tanque nos arredores do aeroporto de Brasília no dia 24 de dezembro de 2022.
O colegiado formou placar de 4 votos a zero para abrir uma ação penal contra os acusados George Washington de Oliveira Sousa, Alan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza.
Eles vão responder pelos crimes de associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo.
Os três acusados já foram condenados pela Justiça do Distrito Federal e estão presos.
Em maio de 2023, a Justiça apenou o empresário George Washington a nove anos e quatro meses de prisão. Alan Diego foi condenado a cinco anos e quatro meses. As condutas envolvem os crimes de explosão, causar incêndio e posse arma de fogo sem autorização.
A Agência Brasil busca contato com a defesa dos acusados. O espaço está aberto para manifestação.