Passagem dos ônibus urbanos do Rio vai subir para R$ 5 no domingo
A passagem de ônibus urbanos da cidade do Rio de Janeiro vai subir de R$ 4,70 para R$ 5 a partir do próximo domingo (4). O decreto foi publicado pelo prefeito Eduardo Paes no Diário Oficial do Município desta terça-feira (30).
O aumento de R$ 0,30 representa um reajuste de cerca de 6% na tarifa do transporte coletivo. O novo valor também vai incidir sobre outros meios de transporte, como os BRTs e VLTs, além das vans e os chamados “cabritinhos”.
O preço da passagem também será atualizado para passageiros que utilizam Bilhete Único Carioca. De acordo com o decreto, a revisão tarifária segue parâmetros previstos na legislação municipal e em acordos judiciais firmados entre a prefeitura, o Ministério Público e os consórcios que operam o sistema, que são: o Intersul, Transcarioca, Internorte e Santa Cruz.
Apesar de o usuário pagar R$ 5 pela tarifa, os consórcios serão remuneradas em R$ 6,60. O subsídio a ser pago pela prefeitura é calculado considerando a remuneração por quilômetro rodado dos ônibus no município do Rio de Janeiro.
TST diz que greve nos Correios não é abusiva, mas autoriza desconto
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou como não abusiva a greve dos trabalhadores dos Correios, que completou duas semanas, nesta terça-feira (30), e manteve a validade das cláusulas pré-existentes no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria do ano anterior (2024/2025), incluindo a determinação de reajuste de 5,10% sobre os salários, com base na inflação do período de um ano até a data-base. Os termos foram definidos pela ministra relatora do processo, Kátia Magalhães Arruda, que foi acompanhada pela maioria dos demais ministros da Seção Especializada de Dissídios Coletivos (SDC) da Corte trabalhista.
Apesar da declaração de legalidade do movimento paredista, trabalhadores que paralisaram as atividades terão as faltas descontadas nos salários, em valores que serão divididos em três parcelas mensais, sucessivas e iguais, apurados de forma individualizada em relação à cada empregado. A greve foi deflagrada o dia 16 de dezembro.
A decisão encerrou o julgamento do dissídio coletivo da categoria, pondo fim a uma campanha salarial cuja data-base (referência para os reajustes) estava fixada no 1º de agosto. Com o fim do julgamento, os trabalhadores devem retomar o trabalho normalmente nesta quarta-feira (31). Na semana passada, a relatora já havia determinado que 80% do efetivo dos Correios fosse mantido, dado o caráter essencial do serviço postal. A greve estava concentrada em nove estados: Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A mobilização dos trabalhadores dos Correios ocorre em meio a um momento delicado nas finanças da estatal, que acumula déficits bilionários. Ontem, a empresa anunciou um plano para fechar até 6 mil agências e demitir cerca de 15 mil empregados. A companhia, cujo capital é 100% público, estuda ainda um aporte de R$ 12 bilhões por meio de linhas de crédito abertas nos maiores bancos do país.
“O resultado reflete aquilo que nós vínhamos trabalhando, cobrando da empresa, e retratamos tudo isso aqui dentro do TST, que é a garantia dos nossos direitos, com a garantia da reposição salarial. Claro que não tivemos, na plenitude, tudo que esperávamos, mas foi um julgamento que retrata a expectativa da categoria. Passamos os últimos 16 dias dizendo que a categoria não é responsável por essa crise”, afirmou Emerson Marinho, secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), uma das lideranças à frente da negociação com a direção dos Correios.
Procurada pela Agência Brasil, a empresa não se manifestou sobre o julgamento do TST até o fechamento da reportagem.
A manutenção das cláusulas pré-existentes no acordo coletivo de trabalho anterior vai vigorar por um ano, na forma de uma sentença normativa do TST, até a data-base de 1º de agosto. Depois disso, no entanto, elas deixarão de valer e entidades sindicais e empresa deverão negociar do zero, a partir de 2026. Esse cenário pode favorecer a intenção da direção da empresa de flexibilizar contratos de trabalho, com redução de benefícios como forma de cortar ainda mais despesas.
Ano eleitoral não impede redução da jornada de trabalho, diz ministro
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (30) que o ano de 2026 pode ser propício para a aprovação, pelo Congresso Nacional, da redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala de trabalho 6×1, aquela em que o empregado trabalha seis dias consecutivos para um de descanso. Durante coletiva de imprensa para anunciar dados de empregos formais gerados em novembro, o ministro apontou que a mobilização social pode impulsionar o avanço do tema justamente em um ano eleitoral.
“A jornada de trabalho, até por ser um ano eleitoral, talvez até facilite [a aprovação], em vez de ser difícil. Vai depender muito de como as categorias, de como a classe [trabalhadora] se mobiliza”, analisou.
O ministro comparou o tema da redução da jornada com a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, que passou por unanimidade nas duas Casas, no segundo semestre deste ano.
“Ali [no Congresso] era hostil o debate de aprovar o Imposto de Renda do jeito que foi aprovado, com a parte de cima tendo que pagar a diferença. Passou pelo calor das ruas. Aquela unanimidade congressual, na Câmara e no Senado, foi uma unanimidade forçada”, observou.
Para Luiz Marinho, a economia brasileira “está madura há muito tempo” para suportar uma redução da jornada semanal máxima de trabalho.
“É plenamente possível fazer a redução da jornada máxima para 40 horas semanais e buscar um espaço de eliminar a [escala] 6×1 , que é a grande bandeira, em especial da nossa juventude”, insistiu.
O ministro destacou o fato de que as negociações coletivas entre sindicatos e empresas podem viabilizar um mecanismo para que nenhuma atividade econômica que tenha que funcionar sete dias por semana, por exemplo, seja prejudicada pelo fim da escala com apenas um dia de descanso.
“Não tem nenhuma lei que vai fazer enquadramento de grade de jornada propiciando que uma entidade, uma fábrica, uma atividade de saúde, qualquer atividade, trabalhe 24 horas por dia. As duas partes da mesa, trabalhadores e empregadores, sentam e seguramente vão compor da maneira mais serena possível. Portanto, ano eleitoral não vejo como impedimento que se avance nesse debate”, ponderou Marinho. Para ele, no entanto, é fundamental que não haja “fla-flu” eleitoral sobre o assunto e que se leve em consideração o quanto essas medidas poderiam ser benéficas para empresas, trabalhadores, economia e o ambiente de trabalho.
Discussões no Congresso
No momento, diferentes projetos de lei tramitam simultaneamente, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, sobre redução de jornada e fim da escala 6×1. No início deste mês, na Câmara,a subcomissão especial que analisa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovou a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mas rejeitou o fim da escala 6×1.
Já no Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi mais adiante e aprovou, também no início de dezembro, o fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6×1) e a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 36 horas semanais. Ambas as mudanças são sem redução salarial. O tema seguirá para o plenário do Senado no ano que vem.
Estoque da dívida pública federal chega a R$ 8,48 trilhões em novembro
O estoque da dívida pública federal aumentou 2,75% entre outubro e novembro, passando de R$ 8,25 trilhões para R$ 8,48 trilhões. Os valores constam do relatório mensal da dívida, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Tesouro Nacional.
Com informações sobre emissões, resgates, estoque, composição, Tesouro Direto da Dívida Pública Federal, o relatório apresenta detalhes das dívidas interna e externa de responsabilidade do Tesouro Nacional. .
Segundo o documento, o estoque da dívida imobiliária interna subiu 2,73%, passando de R$ 7,95 trilhões para R$ 8,16 trilhões. O resultado se deve à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 74,5 bilhões e a emissões líquidas no valor de R$ 142,44 bilhões.
O estoque da dívida externa apresentou alta de 3,24% entre outubro e novembro. Com isso, em novembro o estoque totalizou R$ 314,95 bilhões (US$ 59 bilhões). Deste total, R$ 264,81 bilhões (US$ 49,65 bilhões) são relativos à dívida mobiliária; e R$ 50,13 bilhões (US$ 9,40 bilhões) relativos à dívida contratual.
Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira
Após chegar novamente em terceiro lugar na Corrida Internacional de São Silvestre, repetindo feito do ano passado, a atleta brasileira Nubia de Oliveira afirmou que pretende vir mais forte no próximo ano e que seu objetivo ainda é ser campeã da prova.
“Meu sonho é me tornar campeã da São Silvestre e eu vou lutar por isso até o fim. Tenho 23 anos de idade. Eu acredito que tenho ainda um longo caminho para percorrer. Estou ganhando muita experiência até chegar no lugar mais alto do pódio”, disse Núbia, que já está em sua quarta participação na prova.
Nesta quarta-feira (31), Nubia melhorou o tempo do ano passando, fechando a corrida com 52 minutos e 42 segundos, a melhor atleta brasileira na prova. No ano passado, ela também chegou na terceira posição, mas com o tempo de 53 minutos e 24 segundos.
Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
“Esse resultado, eu tenho certeza que inspira e impulsiona mais mulheres a participar do esporte. Tenho certeza que sou referência para muitas mulheres. Fico muito feliz em estar no pódio e representar a força da mulher, da mulher nordestina. Estou muito feliz em estar mais uma vez participando e vendo o crescimento das mulheres na corrida de rua”, disse em entrevista coletiva à imprensa.
Há quase 20 anos, o Brasil não sobe ao topo do pódio da São Silvestre. A última brasileira a vencer a corrida foi Lucélia Peres, em 2006.
Na prova desta quarta-feira, a vencedora foi a atleta da Tanzânia Sisilia Ginoka Panga, que fez o tempo de 51 minutos e 08 segundos. Esta foi a primeira participação de Sisilia na São Silvestre e a primeira vitória de uma atleta da Tanzânia na São Silvestre. A vitória de Sisilia rompeu com uma sequência de vitórias de atletas quenianas, que vinha desde 2016.
Sisilia Ginoka, vencedora da categoria feminina. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Para conquistar o feito, a tanzaniana precisou ultrapassar a corredora queniana Cynthia Chemweno, que vinha liderando a prova nos minutos iniciais.
“A Cynthia é uma excelente corredora. Não foi fácil manter a calma para ir atrás dela. Mas fico orgulhosa em representar o meu país e espero que no ano que vem seja ainda melhor”, afirmou a atleta que, ao final da corrida, acabou precisando de atendimento médico. Segundo ela, isso foi resultado do calor.
Cynthia Chemweno chegou na segunda colocação, também repetindo a mesma posição do ano passado. Ela completou a prova com o tempo de 52 minutos e 31 segundos.
“A corrida foi muito feliz. Ao longo da prova, estava todo mundo vibrando muito. Apesar do calor e de estar muito úmido, fiquei bem feliz com o segundo lugar”, comemorou a queniana.
O quarto lugar foi da peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga, que chegou aos 53 minutos e 50 segundos. A quinta posição foi conquistada pela queniana Vivian Jeftanui Kiplagati, com 54 minutos e 12 segundos.
Masculino
No masculino, o melhor atleta brasileiro também chegou em terceiro lugar, posição conquistada por Fábio de Jesus Correia.
“A gente sempre tem que estar com esse pensamento de ser campeão, de ser vencedor em tudo que a gente faz. No entanto, tem quase 16 anos que um brasileiro não vence a prova [no masculino]. Mas vou treinar bastante para, quem sabe nos próximos anos, quebrar esse tabu”, disse o brasileiro.
A última vez que o Brasil conquistou a São Silvestre no masculino foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.
Muse Gizachew, vencedor da categoria masculina Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
“É uma prova de muitos altos e baixos e o calor foi difícil. Mas a chegada foi excelente”, comentou Muse Gisachew. “O que fiz foi manter o ritmo, fazendo uma chegada com propriedade e firmeza”, comemorou ele, que finalizou a prova com o tempo de 44 minutos e 28 segundos.
Questionado sobre o momento final da prova, o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong reconheceu que estabeleceu um ritmo forte e que isso lhe custou a vitória. “Fui muito forte nos quilômetros anteriores e, nos quilômetros finais não consegui manter o ritmo”, lamentou. “Os primeiros 10 quilômetros foram muito fortes. E isso teve um custo no final.”
Durante entrevista coletiva, Fábio celebrou sua posição na prova, mas reclamou que faltam locais para os treinos.
“Muitos pensam que [a maior necessidade] é a parte financeira. Mas eu acho que precisa de mais valorização [do atleta] e de espaço de treinamento. Peço aqui que as autoridades possam estar fazendo um bom papel. Precisamos abrir um espaço de segurança para treinar e de uma pista segura”, ressaltou.
O pódio da São Silvestre foi completado com os atletas quenianos William Kibor e Reuben Logonsiwa Poguisho.
Com ultrapassagem nos minutos finais, etíope vence a São Silvestre
Com uma arrancada nos minutos finais, o etíope Muse Gisachew ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong e venceu hoje (31) a centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre.
Kamosong vinha liderando a prova com folga, mas foi ultrapassado por Gisachew já próximo da linha de chegada, na Avenida Paulista. Kamosong terminou a corrida com o tempo de 44 minutos e 32 segundos, apenas quatro segundos a mais que o vencedor da prova, que fez o tempo de 44 minutos e 28 segundos.
Atleta brasileiro Fábio Jesus Correia comemora terceiro lugar da categoria masculina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O brasileiro Fábio de Jesus Correia foi o terceiro colocado, fazendo o tempo de 45 minutos e 06 segundos.
Na quarta posição chegou o queniano William Kibor, com o tempo de 45 minutos e 28 segundos. Já o também queniano Reuben Logonsiwa Poguisho fechou o pódio, na quinta posição, com 45 minutos e 46 segundos.
A última vez que o Brasil conquistou a São Silvestre no masculino foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.
A maior parte deste público é formada pelos corredores anônimos, pessoas que vem de diferentes partes do país e também de outras partes do mundo para se exercitar, se divertir ou até mesmo para cumprir uma promessa. Os motivos são variados, mas uma coisa eles têm em comum: eles encerram o ano com muita motivação e alegria e o difícil objetivo de conseguir completar a prova, enfrentando até mesmo o imenso calor que atinge a capital paulista na manhã desta quarta-feira.
Uma dessas corredoras é Iza Soares, 43 anos, do Rio de Janeiro, que veio participar da corrida vestida de brigadeiro, uma forma de homenagear o trecho mais famoso e difícil da Corrida de São Silvestre: a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.
“Vim fantasiada de brigadeiro porque é o momento mais emblemático da corrida. Só chega na [avenida] Paulista quem passa pela Brigadeiro. E ali, ao contrário do que as pessoas pensam, que é o medo, ali é a verdadeira festa, é a hora de jogar tudo para o alto e curtir”, disse ela à reportagem.
Esta é a segunda vez em que ela participa da corrida.
“A São Silvestre é a nossa tradição e simboliza tudo nesse último dia do ano: tudo que a gente correu, tudo que a gente viveu. E é um momento de celebrar tudo isso. É, sem dúvida, a corrida mais importante do Brasil”, ressaltou Iza. “Isso só vai acontecer de novo daqui a 100 anos. Então é imperdível, não tem como não estar aqui hoje”.
A jovem Laila de Andrade da Silva, 29 anos, também veio fantasiada para a sua primeira participação na São Silvestre. Correndo ao lado de um grupo de amigos, eles vieram para a prova vestidos de personagens da série televisiva Teletubbies. “O pessoal queria alguma coisa diferente. Eu pensei numa coisa que fosse fácil para todo mundo conseguir roupa e foi essa mesmo. Todo mundo topou”, explicou. “Estou com bastante expectativa porque esta é a centésima edição, então eu sei que tem um peso diferente, que é muito importante e eu espero que dê tudo certo e que a gente se divirta acima de tudo. Um trecho que preocupa mais é a [subida da] Brigadeiro porque todo mundo tem medo da mais temida, né? Mas a gente vai vencer com certeza e vai fazer a dancinha no final”, brincou.
Pessoas aguardam o início da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
As amigas Islaine Souza, 45 anos, e Thais Crespo, de Jacareí, interior paulista, fazem parte dessa estatística. Elas que vão participar pela primeira vez da São Silvestre, integram um grupo de 400 mulheres que costumam correr em Jacareí.
“Nós temos um grupo de mulheres corredoras em Jacareí, que tem cerca de 400 mulheres. Tem muitas delas aqui na corrida [de hoje] e a São Silvestre é um ícone para os corredores. Esse é um dia de celebração. A gente queria muito estar aqui hoje. A gente está na verdade aqui conquistando mais um marco na nossa carreira de corredoras”, brincou Islaine.
Para marcar esse dia, elas vieram fantasiadas de bailarinas. “Bailarinas pisca-pisca. A nossa saia brilha porque a gente quer aparecer na São Silvestre”, ressaltou Islaine. “Nossa ansiedade está a mil porque essa é a nossa primeira São Silvestre. Estamos aqui para celebrar o nosso momento, o nosso ano e tudo que a gente conquistou durante o ano. Isso aqui é uma celebração”, completou Thais.
Para elas, é muito importante ver mulheres correndo. “Para a gente é uma conquista muito grande porque eu acho que correr todo mundo acha legal, todo mundo acha bonito. Mas para nós, mulheres, que temos que cuidar da casa, do filho, do marido, do trabalho e dar conta de tanta coisa e ainda conseguir evoluir na corrida, fazer os treinos todos os dias, conseguir 1 km a mais, essa é uma conquista muito grande”, disse Islaine.
Ao contrário dessas duas amigas, que participam a São Silvestre pela primeira vez, Wantuil do Carmo Osório, 73 anos, chega à sua 25a participação na prova. Morador de Santo André, na Grande São Paulo, ele é uma das 5,5 mil pessoas com mais de 60 anos que integram a São Silvestre neste ano.
“Esse é um hobby. Comecei a correr já faz 25 anos. Corri a primeira, gostei e não parei mais. Aqui é festa, alegria total”, disse ele à reportagem da Agência Brasil. “É muito bacana a evolução [da prova]. A gente acha legal porque estamos motivando outras pessoas. Está sempre aumentando [o número de inscritos], então fico até emocionado”, disse ele.
Após participar de tantas provas, Wantuil não se preocupa com as dificuldades da prova. “Como eu já estou habituado, estou acostumado, então não tenho tanta dificuldade”, falou.
Atleta da Tanzânia vence São Silvestre e Nubia de Oliveira chega em 3º
Repetindo o resultado do ano passado, a atleta brasileira Nubia de Oliveira novamente alcançou o pódio da Corrida Internacional de São Silvestre, ficando na terceira colocação. Ela completou a prova com o tempo de 52 minutos e 42 segundos.
Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
A corrida foi vencida pela atleta da Tanzânia, Sisilia Ginoka Panga, que fez o tempo de 51 minutos e 09 segundos. Esta foi a primeira participação de Sisilia na São Silvestre, que liderou toda a prova, mantendo um ritmo forte e grande distância das demais atletas.
A queniana Cynthia Chemweno chegou na segunda colocação, também repetindo a mesma posição do ano passado. Ela completou a prova fazendo o tempo de 52 minutos e 30 segundos.
A corredora do Quênia Cynthia Chemweno, segundo lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O quarto lugar é da peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga. Já a quinta posição foi conquistada pela queniana Vivian Jeftanui Kiplagati.
Há quase 20 anos, o Brasil não sobe ao topo do pódio da São Silvestre . A última brasileira a vencer a corrida foi Lucélia Peres, em 2006.
Judô: medalhistas olímpicos do Brasil disputam prêmio de Ippon do Ano
O Brasil voltou a marcar presença de destaque no judô mundial. Os medalhistas olímpicos Rafaela Silva e Rafael Macedo estão entre os indicados ao Prêmio IJF de Judô, na categoria Ippon do Ano. A votação é aberta ao público e segue até o dia 15 de janeiro.
Rafaela foi indicada pelo ippon que garantiu sua vitória na primeira luta do Grand Slam de Astana, no Cazaquistão, aplicado contra a chinesa Han Liu. Já Rafael concorre com o golpe executado diante do holandês Mark Van Dijk, durante o Grand Slam de Tbilisi, na Geórgia. Os vencedores serão anunciados nos dias 7 e 8 de fevereiro de 2026, durante o Grand Slam de Paris.
Judô: medalhistas olímpicos do Brasil disputam prêmio de Ippon do Ano – destaque galeria
Medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, Rafaela passou por mudanças importantes em 2025. A judoca deixou a categoria até 57 kg e passou a competir no meio-médio, até 63 kg. Na temporada, conquistou três medalhas de bronze e encerrou o Campeonato Mundial na quinta colocação.
Rafael Macedo também teve um ano consistente no circuito internacional. Bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o judoca brasileiro somou, em 2025, um bronze e dois ouros em competições como o Pan-Americano e o Grand Prix de Lima, reforçando seu protagonismo entre os principais nomes da modalidade.
Trump diz não estar preocupado com ação militar da China em Taiwan
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nessa segunda-feira (29/12), que não está preocupado com os exercícios militares da China ao redor de Taiwan e disse manter um ótimo relacionamento com o presidente chinês, Xi Jinping.
Durante coletiva de imprensa realizada ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Trump foi questionado sobre as ações militares da China.
“Tenho um ótimo relacionamento com o presidente Xi, e não acredito que ele vá fazer isso (atacar Taiwan). Nada me preocupa”, afirmou Trump.
A China lançou foguetes ao redor de Taiwan pelo segundo dia de exercícios militares, em uma simulação de bloqueio de áreas estratégicas, com ataques a alvos no mar, na manhã desta terça-feira (30/12).
O Ministério da Defesa Nacional de Taiwan informou que detectou 130 aeronaves chinesas.
Segundo o governo de Taiwan, o braço armado da China, o Exército de Libertação Popular (ELP), está ao redor da ilha, com 14 embarcações da Marinha. Das 130 aeronaves detectadas, 90 cruzaram a linha mediana e entraram nas Zonas de Identificação de Defesa Aérea (Adiz) do norte, centro, sudoeste e leste de Taiwan.
As tensões entre China e Taiwan se intensificaram nas últimas semanas após um comentário feito pela primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, que afirmou que Tóquio reagirá militarmente caso a China avance sobre Taiwan, o que provocou uma prolongada discussão diplomática entre os dois países.
Venda de armas
A movimentação chinesa ocorre após os Estados Unidos aprovarem um pacote de venda de armas para Taiwan, avaliado em mais de US$ 11,1 bilhões, que reforça a capacidade de defesa da ilha. O acordo é considerado o maior já destinado ao território.
O pacote inclui obuseiros autopropulsados e equipamentos como sistemas de foguetes de artilharia de alta mobilidade, sistemas de mísseis guiados por fio com rastreamento óptico e lançados por tubo, além de software, aparelhos e serviços para rede de missão tática. A China se manifestou contra a venda.