quinta-feira, 2 abril, 2026

Nota pública sobre procedimento de desapropriação amigável

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), informa que recebeu, na noite desta terça-feira 1º, decisão cautelar do...
Eliton Muniz

Análise da Semana com Eliton Muniz

Leitura estratégica do cenário político e econômico do Acre.

“Nos últimos dias, a política do Acre não foi marcada por decisões — foi marcada por movimentos que simulam decisão, enquanto o que realmente define o jogo segue sendo ajustado fora do alcance do debate público.”

Frase da Semana

Quando tudo vira urgente, o que realmente importa desaparece Nos últimos dias, o Acre não viveu uma crise — viveu uma distorção. Movimentações políticas rotineiras passaram a ser tratadas como eventos críticos, deslocando o foco do que de fato altera a estrutura do Estado. Declarações, articulações e reposicionamentos foram elevados ao status de urgência, criando um ambiente onde percepção substitui realidade. Esse padrão não é novo. Ele se repete sempre que o debate público perde hierarquia. Quando tudo ganha peso de crise, a capacidade de distinguir o que é estrutural do que é apenas tático desaparece. E é nesse ponto que o jogo muda: não porque algo relevante aconteceu, mas porque a leitura coletiva foi desorganizada. O agente aqui não é um único ator. É a combinação entre interesses políticos, amplificação de narrativas e uma dinâmica de comunicação que recompensa o barulho em detrimento da precisão. O resultado é previsível: a sociedade reage ao ruído, enquanto os movimentos realmente decisivos passam sem o devido escrutínio.

- Eliton Muniz

Publicado em 01/04/2026

O Palácio Rio Branco inicia os preparativos para a cerimônia de transmissão de cargo

Publicado em 01/04/2026 Foto: Reprodução Por Redação A área em frente ao Palácio Rio Branco começou a ser organizada nesta quarta-feira...
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Eliton Muniz

Diretor e Editor

Eliton Lobato Muniz é comunicador e analista de contexto, editor do Cidade AC News e criador do canal O Ton da Conversa.

Disastro italiano

Nesta repescagem de data Fifa a qual indicou as últimas seleções que estarão presentes na Copa do Mundo de 2026, não sei qual das derrotas de uma seleção me doeu mais. Se dos nossos vizinhos bolivianos para o Iraque ou dos nossos imigrantes italianos para a seleção da Bósnia Herzegovina. Mas, aos poucos, após uma boa reflexão, alguns cafezinhos e almôndegas com macarrão, eu cheguei à conclusão de que a derrota dos italianos era um pouco mais dolorida, isso justificado pelo seu histórico riquíssimo na competição, pois a Azzurra é tetracampeã do torneio.

Lembro-me que quando criança e adolescente fui fiel colecionador de álbuns de Copa do Mundo e ainda um daqueles telespectadores assíduos das partidas do torneio. Neste período, a Itália, também chamada de Azurra, era uma potência futebolística. Quem não lembra dos badalados Dino Zoff, Gaetano Scirea, Paolo Rossi, Marco Tardelli, entre outros astros da equipe italiana que perderam a decisão do 3º lugar da Copa da Argentina para o Brasil por 2 a 1, em 24 de junho de 1978. Dirceu e Nelinho marcaram os gols da vitória brasileira, enquanto Franco Causio descontou para os italianos.

Nessa minha viagem à memória das copas, eu resolvi escolher como derrota mais dolorosa da seleção brasileira, uma justamente ocorrida diante da Azurra por 3 a 2, no estádio Sarriá, na Espanha, em 1982. Foi um dia triste, choroso e “cinzento” para o torcedor brasileiro por aquele revés imposto pelo time italiano que ficou famoso pela segurança do goleiro Dino Zoff, a qualidade defensiva liderada por Gaetano Scirea e ainda os gols decisivos do saudoso carrasco brasileiro Paolo Rossi, artilheiro com 6 gols e ainda campeão mundial daquele ano.

E se viajarmos na história observamos que os italianos conquistaram, além da Copa do Mundo de 1982, outras três edições do torneio: 1934, 1938 e 2006. A Azurra ainda colecionou dois vice-campeonatos mundiais em derrotas para o Brasil nas copas de 1970 e 1994. Ou seja: uma seleção de muitas histórias e feitos dentro do futebol mundial que convive com a decadência.

Digno ainda de registro é que essa eliminação da seleção italiana para a Bósnia e Herzegovina durante a repescagem europeia, trouxe um dado jamais visto na história do futebol mundial: essa será a primeira vez na história que uma seleção campeã mundial irá ficar de fora de três Copas do Mundo consecutivas.

Bem, mas o que todo mundo está querendo saber ou descobrir são os reais motivos dessa decadência do futebol italiano neste período de pouco mais de uma década. Então, após a leitura de algumas matérias produzidas por especialistas resolvi enumerar alguns motivos para explicar mais esse fracasso italiano. Veja os principais: escândalo esportivo, más administrações (a Série A italiana enfrenta dívidas bilionárias, com clubes dependendo excessivamente da venda de jogadores para sobreviver), excesso de estrangeiros, dificuldade na formação de jogadores, estádios obsoletos e outras questões.

E, depois disso tudo, fico aqui pensando como que um dia o futebol italiano foi a liga mais poderosa do mundo (a “NBA do futebol” nos anos 90). O país durante muitos anos foi muito competitivo, tanto que coleciona 12 títulos da Champions League: Milan é o maior vencedor com 7 títulos, mas não leva uma taça para casa desde 2007: (1962–63, 1968–69, 1988–89, 1989–90, 1993–94, 2002–03, 2006–07); Internazionale: 3 títulos (1963–64, 1964–65, 2009–10) e Juventus: 2 títulos (1984–85, 1995–96). A Espanha lidera o número de conquistas de troféus da Champions League (20), a Inglaterra aparece em segundo posição (15) e a Itália é a terceira (12).

O certo é que o calcio italiano, que já foi um dos maiores do planeta, vive um verdadeiro disastro.

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