quinta-feira, 2 abril, 2026

Salas de aula e biblioteca do presídio de Tarauacá passam por reforma e adequação

Com o objetivo de garantir um ambiente mais adequado para a educação, o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) realizou a reforma das salas de...
Eliton Muniz

Análise da Semana com Eliton Muniz

Leitura estratégica do cenário político e econômico do Acre.

“Nos últimos dias, a política do Acre não foi marcada por decisões — foi marcada por movimentos que simulam decisão, enquanto o que realmente define o jogo segue sendo ajustado fora do alcance do debate público.”

Frase da Semana

Quando tudo vira urgente, o que realmente importa desaparece Nos últimos dias, o Acre não viveu uma crise — viveu uma distorção. Movimentações políticas rotineiras passaram a ser tratadas como eventos críticos, deslocando o foco do que de fato altera a estrutura do Estado. Declarações, articulações e reposicionamentos foram elevados ao status de urgência, criando um ambiente onde percepção substitui realidade. Esse padrão não é novo. Ele se repete sempre que o debate público perde hierarquia. Quando tudo ganha peso de crise, a capacidade de distinguir o que é estrutural do que é apenas tático desaparece. E é nesse ponto que o jogo muda: não porque algo relevante aconteceu, mas porque a leitura coletiva foi desorganizada. O agente aqui não é um único ator. É a combinação entre interesses políticos, amplificação de narrativas e uma dinâmica de comunicação que recompensa o barulho em detrimento da precisão. O resultado é previsível: a sociedade reage ao ruído, enquanto os movimentos realmente decisivos passam sem o devido escrutínio.

- Eliton Muniz

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Eliton Muniz

Diretor e Editor

Eliton Lobato Muniz é comunicador e analista de contexto, editor do Cidade AC News e criador do canal O Ton da Conversa.

Deputada Antonia Sales cobra união política e acusa abandono da BR-364 no Acre

 A deputada estadual Antonia Sales (MDB) fez um duro pronunciamento na sessão desta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), ao criticar a situação da BR-364, principal rodovia que liga o Vale do Juruá à capital, Rio Branco. A parlamentar cobrou maior atuação da bancada federal e afirmou que o abandono da estrada tem isolado municípios, agravado o sofrimento da população e comprometido o desenvolvimento econômico da região.

Durante o discurso, a emedebista relatou que utilizou o período de recesso parlamentar para visitar municípios do interior e ouvir diretamente a população. Segundo ela, os relatos são recorrentes e alarmantes: viagens que chegam a durar entre 16 e 18 horas, ônibus e veículos quebrados no percurso e dificuldades constantes para o transporte de pacientes e mercadorias. “Quem usa essa estrada sente na pele o sofrimento do povo”, afirmou.

A deputada destacou que a precariedade da BR-364 afeta diretamente setores produtivos do interior, como o cultivo de café no Juruá. De acordo com Antonia, muitas empresas têm evitado transportar produtos pela rodovia devido ao risco de danos aos veículos e ao alto custo logístico, o que acaba encarecendo a produção e desestimulando investimentos. “Tem trecho que está intrafegável. As empresas não querem expor seus caminhões”, disse.

Antônia Sales também criticou a adoção de medidas paliativas, como operações de tapa-buracos feitas com material inadequado, que não resistem ao período chuvoso. Para ela, esse tipo de intervenção apenas mascara o problema. A parlamentar defendeu a execução de obras estruturantes, com técnicas adequadas, e afirmou que o discurso de manutenção não pode continuar substituindo investimentos definitivos.

Em tom político, a deputada cobrou responsabilidade da bancada federal acreana, formada por deputados federais e senadores, e afirmou que são eles que têm acesso direto aos ministérios e ao governo federal. De acordo com ela, a falta de pressão política contribui para a lentidão das soluções. “Se a bancada federal transitasse por essa estrada com frequência, a realidade já seria outra”, afirmou.

A parlamentar defendeu ainda uma atuação mais firme junto ao Ministério dos Transportes, ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e ao governo federal, incluindo audiências com o presidente da República. Ela reconheceu ações realizadas em governos anteriores, mas ressaltou que o momento exige prioridade política e compromisso contínuo.

Ao encerrar o discurso, Antonia Sales alertou para o risco de isolamento permanente das regiões do Juruá e do Tarauacá-Envira caso a BR-364 continue sem uma solução definitiva. Para ela, garantir o direito de ir e vir da população não é apenas uma questão de infraestrutura, mas de dignidade. “Não podemos aceitar que o povo continue sofrendo enquanto decisões são adiadas”, concluiu.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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