Em coletiva realizada nesta quinta-feira (12/2), o delegado Alexandre Bento afirmou que a Polícia Civil concluiu que houve responsabilidade direta dos proprietários da academia C4 Gym na morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, e nas demais intoxicações registradas.
“Chegamos a conclusão de que houve, por parte dos proprietários da empresa, um descaso deliberado de forma gananciosa para que o resultado ocorresse, por isso eles foram indiciados na noite de ontem por homicídio com dolo eventual”, declarou o delegado.
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Segundo o delegado, os empresários prestaram depoimento na delegacia no fim da tarde de quarta-feira (11/2), após chegarem sem aviso prévio formalizado no inquérito, e que o pouco que declararam em depoimento, foi no intuito de incriminar o funcionário Severino, que exercia a função sob orientações de um dos proprietários da academia, sem qualquer qualificação técnica para manuseio dos produtos químicos.
“Que fique claro que os proprietários apareceram aqui sem o agendamento prévio, havia uma comunicação, uma conversa com o advogado manifestando o interesse de apresentá-los, mas a delegacia solicitou que isso fosse feito de forma formal, documentada no inquérito policial, o que não houve, então a delegacia não esperava essas pessoas na tarde de ontem, contudo, como elas se faziam presentes nessa delegacia, nós já aproveitamos para colher os depoimentos dessas pessoas que disseram muito pouco sobre os fatos e o pouco que disseram foi para tentar incriminar o colaborador Severino”, declarou.
Para a Polícia Civil, no entanto, os elementos colhidos até o momento indicam que os proprietários tinham conhecimento sobre os procedimentos adotados e assumiram o risco ao manter a rotina de manutenção da forma como vinha sendo realizada.
Além da morte de Juliana, o marido dela, Vinicius, segue internado em estado grave na UTI. Um adolescente de 14 anos também permanece hospitalizado, respirando com auxílio de aparelhos. Outras vítimas apresentaram sintomas de intoxicação.
A investigação aponta que o excesso de cloro em ambiente fechado pode ter provocado a liberação de gases tóxicos, levando ao quadro de envenenamento coletivo. O inquérito continua em andamento, e a Justiça ainda deve analisar o pedido de prisão dos proprietários.















