A investigação sobre a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após um episódio de intoxicação na piscina da academia C4 Gym, na Zona Leste de São Paulo, ganhou um desdobramento ainda mais grave. Em coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (12/2), o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, no bairro Parque São Lucas, zona Leste de São Paulo, revelou que uma criança de apenas 5 anos também foi vítima dos efeitos dos produtos químicos utilizados na manutenção da piscina do estabelecimento.
Segundo a autoridade policial, durante as investigações descobriu o caso de uma crinaça de 5 anos, que apresentou uma agravamento de seu quadro respiratório após passar a frequentar a piscina do local para prática de natação, por orientação médica, provocado pelos químicos utilizados na água.
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“Ficou claro que o uso excessivo de cloro foi o responsável pela morte da Juliana, pelas intoxicações e internação do esposo de Juliana, Vinicius, que está na UTI em estado grave, do adolescente Gabriel que com apenas 14 anos também permanece internado na UTI, respirando com auxílio de aparelhos”, relatou o delegado.
De acordo com a polícia, a menina havia sido matriculada justamente por orientação médica, para auxiliar no tratamento de questões respiratórias. Em vez de melhora, o quadro clínico se agravou ao longo do tempo.
“E nós temos um histórico mais triste, que é uma criança, a Maria Eduarda, que ela tem apenas 5 anos, e ela há algum tempo, desde que iniciou a prática de natação, que ela vem apresentando uma piora no seu quadro do sistema respiratório e os médicos não conseguiam entender o que estava acontecendo de errado e com a divulgação desses casos, o médico identificou o problema e emitiu um laudo apontando essa intoxicação por cloro como sendo o problema que estava envenenando a criança de 5 anos, que se matriculou na academia por recomendação médica para melhorar os seus problemas de saúde”, contou.
Ambiente considerado insuportável
O delegado também detalhou as dificuldades enfrentadas pelas equipes no primeiro acesso ao imóvel para perícia, no último domingo.
“Precisamos contar com o auxílio do corpo de bombeiros para acessar o local. Ainda no domingo o local apresentava um excessivo odor de cloro, tornando insuportável a presença no estabelecimento, tanto que para o trabalho a perita do Instituto de Criminalística teve que usar máscara de oxigênio e ser auxiliada pelos integrantes do Corpo de Bombeiros para fazer o trabalho pericial no local”, disse o delegado.
A constatação do forte odor reforçou, segundo a polícia, a hipótese de que houve manuseio inadequado e excessivo de produtos químicos na piscina, em ambiente fechado.
As investigações seguem para apurar todas as circunstâncias do caso, que já resultou no indiciamento dos três proprietários da academia por homicídio com dolo eventual.





















