segunda-feira, 16 março, 2026

Crimes virtuais preocupam escolas acreanas: DeepFakes sexuais e cyberbullying estão entre os maiores desafios

Marilson Maia

Os crimes virtuais vêm se tornando uma preocupação crescente dentro das escolas acreanas. Entre os mais recentes e graves está o DeepFake sexual, uma prática que utiliza inteligência artificial para criar vídeos falsos de teor íntimo, muitas vezes envolvendo adolescentes, com o objetivo de humilhar ou chantagear as vítimas. Além disso, o cyberbullying continua sendo um problema recorrente, afetando a convivência escolar e a saúde emocional dos estudantes.

A Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) tem desenvolvido um programa de conscientização digital voltado às escolas públicas, coordenado pelo Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE). A coordenadora do núcleo, Yasmim Lemkull, explica que o projeto utiliza estratégias inovadoras, como games educativos baseados em histórias em quadrinhos e palestras interativas, para orientar os alunos sobre os riscos e cuidados no ambiente digital.

“Nosso objetivo é que os alunos aprendam de forma leve e participativa, entendendo que a tecnologia pode ser uma aliada, mas também exige responsabilidade e empatia”, destaca Yasmim.

Uma das escolas que já recebeu as atividades é a Escola Maria Vicente Gomes, onde o trabalho vem sendo bem recebido pela comunidade escolar. O coordenador pedagógico, Elias Alves, reconhece que há casos de bullying entre os alunos, mas ressalta que, até o momento, não foram registrados episódios de DeepFake sexual.

Crimes virtuais preocupam escolas acreanas: DeepFakes sexuais e cyberbullying estão entre os maiores desafios
Crimes virtuais preocupam escolas acreanas: DeepFakes sexuais e cyberbullying estão entre os maiores desafios

“A escola tem atuado com diálogo, palestras e apoio psicológico para coibir o bullying e promover o respeito nas redes. Essas ações fazem diferença”, afirma Elias.

A estudante Fernanda Tavares, do 8º ano, também participou das atividades e conta que aprendeu a identificar e denunciar práticas de cyberbullying.

“A gente usa muito o celular e as redes, e agora entendemos melhor o que é crime e como se proteger. As palestras e os jogos ajudaram muito”, disse a aluna.

Para o professor e especialista em proteção de dados, Madson Rocha, os crimes de DeepFake sexuais ainda não têm registros oficiais no Acre, mas o alerta deve ser constante.

“Esses casos vêm crescendo em várias partes do país. O ideal é que o estado mantenha campanhas educativas e políticas de prevenção nas escolas para evitar que isso aconteça aqui”, alerta.

Com o avanço da tecnologia, educar para o uso ético e consciente da internet é um desafio que envolve toda a comunidade escolar — professores, alunos e famílias — na construção de um ambiente digital mais seguro e responsável.

Mais Lidas

Comitiva da União Europeia visita iniciativas de produção sustentável e extrativismo no Acre

Como parte da programação da missão técnica da União...

Brasileiros dominam o tapete vermelho do Oscar 2026

Hoje definitivamente é dia de festa para o...

Palmeiras vence Mirassol e pressiona São Paulo na liderança no Brasileirão

O Palmeiras venceu o Mirassol por 1...

Morador de Mâncio Lima com câncer em fase terminal pede ajuda após benefício ser negado pelo INSS

Uma situação delicada tem mobilizado moradores de Mâncio...

Comando Policial estreia na TV Norte SBT Acre

A partir do dia 16 de março, a...

Últimas Notícias

Categorias populares

[lbg_audio8_html5_shoutcast settings_id='1']