quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Copom eleva Selic a 14,75% em reunião e sinaliza pausa no ciclo de altas

Banco Central do Brasil

Pressionado pela inflação persistente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, nesta quarta-feira, 7 de maio de 2025, um novo aumento na taxa básica de juros, a Selic. A decisão elevou a taxa de 14,25% para 14,75% ao ano, marcando o maior patamar desde 2006. A alta de 0,5 ponto percentual, conforme esperado pelo mercado financeiro, reflete a tentativa de conter a escalada de preços, especialmente em alimentos e energia. A reunião, conduzida sob a presidência de Gabriel Galípolo, sinalizou que este pode ser o último ajuste no atual ciclo de aperto monetário.

O aumento da Selic ocorre em um cenário de desafios econômicos globais e domésticos. A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula 5,53% em 2025, segundo o boletim Focus, acima do teto da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Fatores como a alta do dólar e os preços de commodities têm pressionado os custos no Brasil. A decisão do Copom busca equilibrar o controle inflacionário com a desaceleração econômica global, que já mostra sinais de impacto no país.

A reunião do Copom, realizada a cada 45 dias, seguiu o padrão de dois dias de debates. No primeiro, analistas apresentaram dados sobre o cenário econômico global e doméstico, incluindo a dinâmica do mercado financeiro. No segundo dia, os diretores definiram a nova taxa, com base em projeções que apontam para uma inflação persistente nos próximos meses. A seguir, alguns pontos discutidos na reunião:

  • Alta nos preços de alimentos devido a questões climáticas e logísticas.
  • Impacto do dólar elevado sobre bens importados.
  • Expectativas de inflação acima da meta para os próximos seis meses.
  • Sinais de moderação no crescimento econômico global.

O comunicado oficial do Banco Central destacou a necessidade de uma política monetária contracionista, mas sugeriu maior cautela em ajustes futuros. A perspectiva de uma pausa no ciclo de altas gerou debates entre analistas, que agora aguardam os próximos passos do Copom.

Pressões inflacionárias em foco

A decisão de elevar a Selic reflete a preocupação com a inflação, que segue desafiando as metas estabelecidas. Em 2024, o IPCA já havia fechado acima do esperado, com 4,84%, segundo o boletim Focus. Para 2025, a projeção de 5,53% indica que os preços continuarão pressionados, especialmente por fatores como a alta de combustíveis e alimentos. A seca prolongada em regiões agrícolas do país contribuiu para a elevação dos custos de produtos como grãos e carne, impactando diretamente o bolso do consumidor.

Além disso, o cenário internacional tem desempenhado um papel crucial. A incerteza sobre a política monetária nos Estados Unidos, com o Federal Reserve mantendo juros elevados, fortalece o dólar e encarece produtos importados no Brasil. O Copom destacou que a conjuntura global exige maior vigilância, já que choques externos podem agravar a inflação doméstica. A alta da Selic, portanto, visa conter a demanda aquecida e estabilizar as expectativas do mercado.

O aumento da taxa básica de juros também reflete a resposta do Banco Central a ruídos fiscais domésticos. O pacote fiscal anunciado pelo governo no final de 2024, embora destinado a equilibrar as contas públicas, gerou críticas por incluir medidas como a isenção de Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. Analistas apontaram que a renúncia fiscal pode comprometer a credibilidade do ajuste, pressionando ainda mais os juros. O Copom, em seu comunicado, reforçou a importância de uma política fiscal consistente para ancorar as expectativas inflacionárias.

Reações do mercado financeiro

A elevação da Selic para 14,75% estava amplamente precificada pelo mercado, conforme indicado pelo boletim Focus. Instituições financeiras como Itaú, BTG Pactual e Goldman Sachs já projetavam um ajuste de 0,5 ponto percentual, embora algumas casas, como a XP, tivessem considerado a possibilidade de uma alta menor, de 0,25 ponto. A decisão unânime do Copom, com todos os nove diretores votando pelo aumento, foi interpretada como um sinal de coesão na nova diretoria, liderada por Gabriel Galípolo.

No pregão desta quarta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) operou com volatilidade, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário de juros altos. O dólar, que vinha em trajetória de alta, fechou o dia com leve recuo, cotado a R$ 5,85, segundo dados do mercado. Analistas atribuíram a estabilização da moeda à sinalização do Banco Central de que o ciclo de altas pode estar próximo do fim.

Para o setor produtivo, no entanto, a nova taxa representa um desafio. Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestaram preocupação com o encarecimento do crédito, que pode limitar investimentos e contratações. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) destacou que a Selic em 14,75% eleva os custos de financiamento, impactando especialmente pequenas e médias empresas.

Os efeitos da alta dos juros também se fazem sentir no mercado de crédito ao consumidor. Bancos já sinalizam ajustes nas taxas de empréstimos pessoais e financiamentos, o que pode reduzir o consumo em setores como varejo e automotivo. A seguir, alguns impactos esperados:

  • Aumento das taxas de juros para empréstimos pessoais e cartões de crédito.
  • Redução na procura por financiamentos imobiliários e de veículos.
  • Crescimento da poupança, incentivada por rendimentos mais altos.
  • Pressão sobre o varejo, com possível queda nas vendas a prazo.

Histórico recente da Selic

A trajetória da Selic nos últimos anos reflete a tentativa do Banco Central de equilibrar inflação e crescimento econômico. Entre junho e agosto de 2024, a taxa permaneceu em 10,5% ao ano, o menor nível desde fevereiro de 2022. A partir de setembro do mesmo ano, o Copom iniciou um ciclo de altas, com ajustes de 0,25 ponto, 0,5 ponto e três aumentos consecutivos de 1 ponto percentual. A decisão desta quarta-feira marca a sexta elevação consecutiva, consolidando uma política monetária mais restritiva.

O ciclo de aperto começou em resposta à aceleração da inflação, que ganhou força no segundo semestre de 2024. Na época, a alta do dólar e os impactos da seca sobre a produção agrícola foram os principais gatilhos. O Copom, ainda sob a presidência de Roberto Campos Neto, adotou uma postura cautelosa, com aumentos graduais que culminaram na taxa de 12,25% ao final de 2024. A transição para a gestão de Gabriel Galípolo, em janeiro de 2025, trouxe maior ênfase no combate à inflação, com ajustes mais robustos.

Na reunião de dezembro de 2024, o Copom já havia sinalizado a intenção de manter altas de 1 ponto percentual em janeiro e março de 2025. A redução do ritmo para 0,5 ponto na reunião atual reflete sinais de moderação no crescimento econômico, conforme apontado na ata mais recente. O Banco Central destacou que a desaceleração global, combinada com a queda na demanda doméstica, pode aliviar as pressões inflacionárias no médio prazo.

Setores mais afetados

A alta da Selic impacta diferentes setores da economia, com efeitos que variam conforme a dependência de crédito. O setor imobiliário, por exemplo, enfrenta um cenário de maior cautela. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostram que o volume de financiamentos imobiliários caiu 8% no primeiro trimestre de 2025, refletindo o encarecimento do crédito. Construtoras já revisam planos de lançamentos, priorizando projetos voltados para o público de alta renda.

No varejo, a expectativa é de uma desaceleração nas vendas, especialmente em bens duráveis, como eletrodomésticos e móveis. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta uma queda de 3% no volume de vendas a prazo no segundo trimestre de 2025. A alta dos juros também pressiona as margens de lucro das empresas, que enfrentam dificuldades para repassar os custos aos consumidores.

O agronegócio, embora menos dependente de crédito bancário, sente os efeitos indiretos da alta da Selic. O aumento dos custos de insumos importados, como fertilizantes e defensivos agrícolas, reflete a valorização do dólar. Produtores rurais, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sul, relatam dificuldades para manter a rentabilidade, diante da alta nos preços de combustíveis e energia. A seguir, os principais desafios para o setor:

  • Elevação dos custos de produção devido à alta de insumos.
  • Redução dos investimentos em tecnologia e infraestrutura.
  • Impacto da seca na produtividade de culturas como soja e milho.
  • Pressão sobre os preços finais, com reflexos no mercado interno.

Expectativas para o futuro

O comunicado do Copom desta quarta-feira trouxe uma mudança sutil na linguagem, sugerindo que o ciclo de altas pode estar próximo de uma pausa. A expressão “parcimônia” utilizada na ata da reunião de março foi reforçada, indicando que o Banco Central monitora de perto os sinais de desaceleração econômica. Analistas interpretaram a redução do ritmo de alta, de 1 ponto para 0,5 ponto, como um indicativo de que a Selic pode se estabilizar em 14,75% nas próximas reuniões.

O boletim Focus, publicado na segunda-feira, 5 de maio, trouxe uma leve redução na projeção de inflação para 2025, de 5,65% para 5,53%. Apesar disso, a estimativa segue acima do teto da meta, o que mantém a pressão sobre o Banco Central. Instituições financeiras como o Santander e o Bradesco apontam que a inflação deve permanecer acima de 5% pelos próximos seis meses, com uma possível convergência para o intervalo de tolerância apenas em 2026.

Para o consumidor, a alta da Selic significa um aumento no custo de vida. Empréstimos pessoais, que já acumulam taxas médias de 93,83% ao ano, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), devem ficar ainda mais caros. O financiamento de veículos, outro segmento sensível aos juros, registra queda de 5% na procura, conforme dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A poupança, por outro lado, ganha atratividade, com rendimentos mais robustos em um cenário de juros altos.

Mudanças na política monetária

A condução da política monetária sob Gabriel Galípolo tem sido marcada por uma postura mais agressiva contra a inflação. Desde que assumiu a presidência do Banco Central, em janeiro de 2025, Galípolo implementou ajustes que totalizam 2,5 pontos percentuais na Selic. A nova diretoria, composta por três indicados do governo Lula, trouxe maior ênfase na comunicação com o mercado, buscando reduzir a volatilidade nas expectativas.

A reunião desta quarta-feira foi a terceira sob o comando de Galípolo, que enfrenta o desafio de equilibrar o controle inflacionário com as pressões por crescimento econômico. O governo, que tem defendido medidas de estímulo ao consumo, como o aumento do salário mínimo e programas sociais, vê na alta da Selic um obstáculo à retomada. Apesar disso, o Copom mantém a independência, priorizando a meta de inflação de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

O sistema de meta contínua, implementado em 2025, exige que o Banco Central avalie a inflação acumulada em 12 meses a cada mês. Em abril, o IPCA acumulado desde maio de 2024 estava em 5,66%, segundo projeções do mercado. A persistência da inflação acima do teto da meta reforça a necessidade de uma política monetária restritiva, mas a desaceleração econômica global pode abrir espaço para ajustes menos intensos no futuro.

Impactos no mercado de trabalho

O aumento da Selic também traz reflexos para o mercado de trabalho, que vinha apresentando sinais de aquecimento. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o Brasil criou 1,2 milhão de vagas formais em 2024, com destaque para os setores de serviços e comércio. No entanto, a alta dos juros pode frear a geração de empregos, especialmente em setores intensivos em crédito, como a construção civil.

Empresas de pequeno e médio porte, que dependem de financiamentos para expandir operações, enfrentam dificuldades crescentes. A Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas (Conampe) estima que 30% das pequenas empresas podem reduzir contratações no segundo semestre de 2025, devido ao encarecimento do crédito. Setores como o de tecnologia, que vinham atraindo investimentos, também relatam maior cautela entre investidores, diante do cenário de juros altos.

Por outro lado, o mercado de trabalho formal ainda mantém resiliência, impulsionado pelo aumento da renda média. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o rendimento médio real cresceu 2,8% em 2024, o que sustenta o consumo. A alta da Selic, no entanto, pode limitar esse crescimento, ao encarecer o crédito e reduzir a confiança do consumidor. A seguir, alguns efeitos esperados no mercado de trabalho:

  • Redução nas contratações em setores sensíveis a juros, como construção e varejo.
  • Aumento da seletividade na concessão de crédito para pequenas empresas.
  • Crescimento mais lento da renda média, devido à desaceleração econômica.
  • Maior atratividade de investimentos em renda fixa, como títulos públicos.

Cenário global e incertezas

O aumento da Selic não pode ser analisado isoladamente, já que o cenário global exerce forte influência sobre as decisões do Copom. A política monetária restritiva adotada por bancos centrais de economias desenvolvidas, como o Federal Reserve e o Banco Central Europeu, eleva a pressão sobre os juros no Brasil. A valorização do dólar, que atingiu R$ 5,90 em abril de 2025, reflete a busca por ativos seguros em meio às incertezas globais.

A guerra na Ucrânia e as tensões comerciais entre Estados Unidos e China continuam a impactar os preços de commodities, como petróleo e grãos. No Brasil, o custo da energia, que representa uma parcela significativa do IPCA, subiu 6,2% em 2024, segundo o IBGE. A alta dos combustíveis, por sua vez, pressiona os custos de transporte e logística, com reflexos em toda a cadeia produtiva.

O Copom destacou que a conjuntura externa exige maior cautela, já que choques de oferta podem manter a inflação elevada por mais tempo. A possibilidade de uma recessão global, embora menos provável, também está no radar do Banco Central. Países como Alemanha e Reino Unido já registram crescimento próximo de zero, o que pode reduzir a demanda por exportações brasileiras, como minério de ferro e soja.

Medidas complementares do Banco Central

Além da alta da Selic, o Banco Central tem adotado outras medidas para controlar a inflação. A supervisão do mercado de crédito foi intensificada, com foco na redução da inadimplência. Dados do BC mostram que a taxa de inadimplência em empréstimos pessoais atingiu 3,8% em março de 2025, o maior nível em dois anos. A instituição também ampliou a comunicação com o mercado, publicando relatórios detalhados sobre as projeções econômicas.

A nova diretoria do BC, composta por nomes como Carolina de Assis Barros e Diogo Guillen, trouxe maior diversidade de perspectivas ao Copom. A nomeação de Galípolo, que já atuava como diretor de Política Monetária, foi bem recebida pelo mercado, que viu na transição uma continuidade na luta contra a inflação. As reuniões do Copom, agora mais transparentes, incluem apresentações técnicas detalhadas, que ajudam a ancorar as expectativas dos investidores.

O Banco Central também monitora o impacto das políticas fiscais do governo. O pacote anunciado em dezembro de 2024, que previa cortes de gastos e aumento de arrecadação, ainda enfrenta resistências no Congresso. A aprovação parcial do projeto, com veto a medidas como a isenção de Imposto de Renda, gerou volatilidade no mercado financeiro. O Copom reiterou que a consolidação fiscal é essencial para reduzir a pressão sobre os juros no longo prazo.

Cronologia das decisões recentes

A evolução da Selic nos últimos meses reflete a resposta do Banco Central a um cenário econômico complexo. A seguir, um resumo das decisões mais recentes do Copom:

  • Setembro de 2024: Alta de 0,25 ponto, para 10,75% ao ano.
  • Novembro de 2024: Alta de 0,5 ponto, para 11,25% ao ano.
  • Dezembro de 2024: Alta de 1 ponto, para 12,25% ao ano.
  • Janeiro de 2025: Alta de 1 ponto, para 13,25% ao ano.
  • Março de 2025: Alta de 1 ponto, para 14,25% ao ano.

Cada ajuste foi acompanhado de comunicados que destacaram a necessidade de uma política monetária contracionista. A redução do ritmo de alta na reunião de maio reflete a percepção de que a inflação, embora persistente, pode começar a ceder diante da desaceleração econômica. O Copom também sinalizou que monitorará os dados econômicos de perto, com foco em indicadores como o IPCA e o crescimento do PIB.

Desafios para o consumidor

A alta da Selic impacta diretamente o dia a dia do consumidor, que enfrenta um aumento no custo de vida. O preço dos alimentos, que subiu 7,1% em 2024, segundo o IBGE, continua a pressionar o orçamento das famílias. Produtos como carne, arroz e óleo de soja registraram altas expressivas, refletindo a combinação de seca e aumento dos custos de produção. O setor de energia, por sua vez, enfrenta reajustes nas tarifas, com impacto direto nas contas de luz.

O crédito ao consumidor, que vinha sustentando o consumo em 2024, agora enfrenta taxas mais elevadas. Dados da Anefac mostram que os juros médios de cartões de crédito atingiram 120% ao ano em abril de 2025, o maior patamar em cinco anos. A redução na procura por bens duráveis, como eletrodomésticos, já é perceptível, com o varejo projetando um segundo semestre mais fraco.

Para as famílias de baixa renda, o impacto é ainda mais significativo. Programas sociais, como o Bolsa Família, tiveram reajustes em 2025, mas a alta dos preços consome grande parte do benefício. Entidades como o Dieese estimam que o custo da cesta básica subiu 6,5% no primeiro trimestre de 2025, pressionando o poder de compra. A poupança, embora mais atrativa, não é uma opção viável para grande parte da população, que depende da renda mensal para despesas básicas.

Mais Lidas

Vale do Juruá registra mais de 250 prisões por mandados judiciais em 2025, aponta Ministério

Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam...

Mais de 800 pessoas desapareceram no Acre nos últimos 2 anos; 145 eram crianças ou adolescentes

O Acre registrou praticamente o mesmo número de pessoas...

Prefeito de Milão chama ICE de “milícia que mata” após anúncio de envio aos Jogos de Inverno

A confirmação de que os Estados Unidos vão enviar...

Virginia abre o jogo e revela se Vini Jr. estará na Sapucaí no dia do desfile da Grande Rio

*]:pointer-events-auto scroll-mt-" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-WEB:c6d4c4b9-7d98-4396-9edb-c559f0b2f1d5-8" data-testid="conversation-turn-18" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant"> Faltando pouco...

Ele tem demanda! Harry Styles anuncia shows extras em SP após esgotar dois Morumbis

Após a rápida venda dos ingressos para as duas...

Últimas Notícias

Categorias populares

  • https://wms5.webradios.com.br:18904/8904
  • - ao vivo