Botafogo aciona Lyon na Justiça por dívida superior a R$ 700 milhões

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O Botafogo informou, na manhã deste sábado (4/4), que protocolou, na última sexta-feira (3/4), ação na Justiça contra o clube francês Lyon por dívidas superiores a R$ 745 milhões. Segundo informativo da equipe carioca, no final de 2022, o Glorioso realizou aportes financeiros sucessivos à equipe, totalizando o valor cobrado.

Estes aportes foram realizados pois, na época, a Eagle Football adquiriu o time da França em situação de insolvência, com todos os bancos exigindo pagamento da dívida, e sob a ameaça de sanções pesadas do DNCG no primeiro dia de controle da empresa.

Como a equipe brasileira fazia parte do grupo, que tinha um modelo colaborativo de gestão financeira e de atletas, foram feitos os empréstimos. Ainda em nota, o Botafogo comunicou que esperava o reembolso do valor investido.

Porém, em meio aos conflitos internos entre sócios do Grupo Eagle, a nova presidente do Lyon rompeu unilateralmente o acordo de colaboração.

Com isso, apesar de ter se beneficiado dos recursos, o time da França se recusou a efetuar o pagamento da dívida aos clubes do grupo, sendo R$745 milhões ao Botafogo e outros 12 milhões de euros ao RWDM Brussels, da Bélgica.

Por fim, o clube informou que realiza esse movimento de forma irreversível, e afirmou que a SAF adotará todas as medidas legais cabíveis para recuperar integralmente os valores devidos.

Confira o comunicado na íntegra:

Botafogo aciona Olympique Lyonnais na Justiça e cobra dívida superior a R$ 745 milhões.

O Botafogo protocolou, na última sexta-feira (3), ações contra o Olympique Lyonnais na Justiça, em razão de dívidas que ultrapassam R$ 745 milhões. O objetivo é assegurar o retorno dos valores devidos, fundamentais para o fortalecimento do projeto esportivo Alvinegro, e resguardar o patrimônio do Clube.

Como é de conhecimento público desde a incorporação da SAF, em 2022, o Botafogo passou a integrar o Grupo Eagle, rede multiclubes liderada por John Textor. Como estratégia competitiva foi adotado por todos os clubes do grupo um modelo colaborativo de gestão financeira e de atletas. Esse modelo contribuiu para conquistas históricas do Botafogo, como a CONMEBOL Libertadores e o Campeonato Brasileiro de 2024. Para o Olympique Lyonnais, essa colaboração também teve um impacto histórico no primeiro ano sob o comando de John Textor, tirando o clube da zona de rebaixamento e queda iminente, e o classificando para a Liga Europa em apenas uma janela de transferência.

Eagle Football adquiriu o Olympique Lyonnais em situação de insolvência no final de 2022, com todos os bancos exigindo pagamento da dívida, e sob a ameaça de sanções pesadas do DNCG no primeiro dia de controle da Eagle.

Por esse contexto, o Botafogo realizou aportes financeiros sucessivos, totalizando mais de R$ 745 milhões, a título de empréstimos, com a clara expectativa de reembolso em condições previamente estabelecidas. Posteriormente, em meio a conflitos internos entre sócios do Grupo Eagle, a nova presidente do Olympique Lyonnais rompeu unilateralmente o acordo de colaboração. Apesar de ter se beneficiado dos recursos recebidos, o clube francês deixou de cumprir as obrigações assumidas, recusando-se a efetuar o pagamento da dívida aos clubes do Grupo Eagle de R$745 milhões ao Botafogo, e outros €12 milhões ao RWDM Brussels. A inadimplência gerou impactos diretos na operação do Botafogo, comprometendo o planejamento financeiro e afetando a capacidade de renovação e contratação de atletas. Como consequência, o Clube foi, inclusive, alvo da aplicação de um Transferban pela FIFA no final de 2025.

A partir de agora, o Botafogo realiza esse movimento de forma irreversível: A SAF adotará todas as medidas legais cabíveis para recuperar integralmente os valores devidos pelo Olympique Lyonnais e assegurar a continuidade e a solidez de seu projeto esportivo.

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