quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Banco do Brasil na corda bamba com inadimplência recorde no agronegócio

Eliton Muniz – Caboco das Manchetes

Maior financiador do setor rural enfrenta calote histórico em 2025, com 20 mil produtores em atraso. Clima adverso, juros altos e insumos caros formam a tempestade perfeita no campo.

“Fachada do Banco do Brasil, instituição que enfrenta inadimplência recorde no crédito rural.”
“Fachada do Banco do Brasil, instituição que enfrenta inadimplência recorde no crédito rural.”

Crise no coração do crédito rural

O Banco do Brasil, maior agente financiador do agronegócio, enfrenta em 2025 o que já é considerado o maior índice de inadimplência da sua história no setor. A taxa de calote chegou a 3,49% no segundo trimestre, contra 1,32% no mesmo período de 2024, segundo dados da própria instituição.

O número chama atenção: 20 mil produtores rurais deixaram de honrar suas dívidas, muitos deles com histórico de bom pagador até o fim de 2023.

As causas do calote

Especialistas apontam três fatores combinados:

  • Clima adverso: secas prolongadas em regiões produtoras e excesso de chuvas em outras áreas.
  • Juros elevados: a política monetária freou investimentos e encareceu o crédito.
  • Insumos inflacionados: fertilizantes e defensivos continuam com preços em patamares altos, corroendo margens.

O resultado é um setor que já responde por mais de 25% do PIB brasileiro operando sob forte estresse financeiro.

Impactos para o Banco do Brasil

A crise derrubou a rentabilidade do banco no segmento rural e acendeu alerta em Brasília. O CEO do BB admitiu publicamente que o impacto só deve ser amenizado no 4º trimestre, caso as condições climáticas e os preços das commodities melhorem.

Enquanto isso, há risco de efeito cascata: cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e até transportadoras sentem o baque da inadimplência crescente.

O que está em jogo

O cenário reforça a fragilidade do modelo atual de financiamento rural, ainda muito dependente de safras volumosas e do crédito subsidiado. Sem uma política robusta de seguro agrícola e de diversificação de riscos, tanto produtores quanto instituições financeiras ficam expostos à volatilidade do mercado.

Analistas ouvidos por veículos de economia alertam: se a inadimplência continuar subindo, pode respingar no próprio PIB agropecuário e comprometer a balança comercial em 2026.

Conclusão

O episódio mostra que o agronegócio brasileiro, apesar de ser tratado como “motor” da economia, não é blindado contra crises climáticas e financeiras. O Banco do Brasil está no epicentro da turbulência: se os produtores não pagam, o banco não roda; e se o banco trava, o campo paralisa.

O caso da inadimplência recorde é um sinal de alerta: o agro brasileiro não é eterno campeão invicto — também sangra quando o clima vira e o crédito aperta.


✍️ Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News
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