quinta-feira, 5 fevereiro, 2026

Acre ultrapassa mil casos de estupro em 2025; oito em cada dez vítimas são vulneráveis

Somente no acumulado de 2025, ou seja, de janeiro a novembro, o Acre contabilizou 1.038 casos de estupros, um número 8,58% maior que o registrado no mesmo período de 2024, quando 956 pessoas foram abusadas sexualmente. Os dados são do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre (MPAC).

A evolução mensal mostra que a violência sexual se manteve em patamar elevado ao longo de todo o ano de 2025, com destaque para julho, mês mais crítico, quando foram registrados 125 casos. Outros períodos também apresentaram números expressivos, como agosto (112) e outubro (106). Em novembro, houve uma redução para 82 ocorrências, número inferior ao do mês anterior, mas ainda considerado alto. Veja a variação mensal:

  • Janeiro – 86 casos;
  • Fevereiro – 90 casos;
  • Março –  77 casos;
  • Abril – 92 casos;
  • Maio – 91 casos;
  • Junho – 103 casos;
  • Julho – 125 casos (o mês com o maior número de registros);
  • Agosto – 112 casos;
  • Setembro –  74 casos;
  • Outubro – 106 casos;
  • Novembro – 82 casos

Análise por município

Dos 1.038 casos de estupro registrados no estado ao longo do ano, 387 ocorreram em Rio Branco, o equivalente a 37,28% de todas as notificações, concentrando mais de um terço dos crimes.

Na sequência, Cruzeiro do Sul surge como o segundo município com maior volume de registros, somando 179 casos (17,24%), percentual que, junto com o da capital, representa mais da metade das ocorrências em todo o estado. Tarauacá ocupa a terceira posição, com 67 registros (6,45%), reforçando o peso do interior nos dados da violência sexual.

Outros municípios também apresentam números significativos no acumulado do ano, como Sena Madureira, com 50 casos (4,82%), Feijó, com 35 (3,37%), e Bujari e Epitaciolândia, ambos com 27 registros (2,60%) cada. Já cidades de menor porte, como Santa Rosa do Purus e Porto Walter, aparecem com os menores quantitativos, 6 (0,58%) e 8 casos (0,77%), respectivamente.

Um dado preocupante é o levantamento dos perfis das vítimas. Dos 1.038 registros, 836 (80,54%) eram de estupros de vulnerável; já 202, estupros contra vítimas acima dessa classificação.

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