Dois dos principais suspeitos pela morte brutal do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, embarcaram para os Estados Unidos logo após o crime. A informação é apurada pela Polícia Civil de Santa Catarina, que investiga se a viagem foi articulada pelos pais para atrapalhar as investigações ou se ocorreu por coincidência.
Segundo a apuração, com os suspeitos fora do país, eles ficam tecnicamente inalcançáveis para oitivas imediatas, o que dificulta o avanço do inquérito. Enquanto isso, os jovens estariam em visita a parques turísticos, incluindo a Disney, longe do cerco policial no Brasil.
A Polícia Civil analisa documentos e cronogramas de viagem para verificar datas, passagens e possíveis tentativas de obstrução do processo. O caso ganhou grande repercussão local e mobilizou moradores, protetores de animais e entidades da causa animal, que cobram responsabilização.
Agora, as famílias dos suspeitos enfrentam uma decisão sensível: manter os filhos no exterior ou trazê-los de volta para prestar esclarecimentos às autoridades e encarar as consequências legais. A investigação segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas.
