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O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac) informou que não há risco de falta de combustíveis no estado. A manifestação foi feita após circularem, nesta semana, informações sobre um possível desabastecimento por causa de conflitos no Oriente Médio.
Segundo o sindicato, as bases das distribuidoras que funcionam em Rio Branco afirmaram que o fornecimento segue normal. De acordo com as empresas, o que está acontecendo é apenas um ajuste nos pedidos feitos por alguns postos para evitar compras em excesso e garantir o atendimento a todos.
Ainda conforme o Sindepac, as distribuidoras estão priorizando o carregamento para postos que têm contrato com bandeiras específicas. Já os chamados postos “bandeira branca”, que não possuem vínculo exclusivo com uma marca, estão tendo os pedidos limitados de forma temporária.
A entidade explicou que essa reorganização pode causar alguns atrasos nas entregas, principalmente quando os pedidos são feitos fora do prazo normal. Mesmo assim, o sindicato reforça que a situação não significa falta de combustível no estado.
O presidente do Sindepac, Delano Lima, pediu calma à população e ao setor. Segundo ele, neste momento não há indicativo de desabastecimento no Acre.
Entenda a situação
A tensão no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, tem causado impactos na economia mundial, principalmente no preço do petróleo. O valor do barril já passou de US$ 100 no mercado internacional, o que pode refletir no preço dos combustíveis no Brasil.
Reflexos da situação já chegam ao Acre
No Acre, o Sindepac informou que os revendedores já perceberam aumento no preço de compra dos combustíveis junto às distribuidoras. Segundo o sindicato, já ocorreram dois reajustes na gasolina e no diesel que, somados, representam aumento de cerca de 35 centavos por litro.
A entidade destacou que, oficialmente, ainda não houve anúncio de reajuste por parte da Petrobras.
Preços nas bombas podem subir
Com a chegada de novos estoques comprados pelas distribuidoras, a tendência é que os reajustes comecem a aparecer nos postos nos próximos dias.
O sindicato explica que os donos de postos são o último elo da cadeia de venda e não definem os preços. Os combustíveis já chegam com valores reajustados pelas distribuidoras.
Ainda não é possível saber qual será o efeito final para o consumidor no Acre, já que o preço nas bombas depende de fatores como transporte, frete, distribuidoras e custos de operação.





