quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Quanto rende R$ 1 milhão com Selic a 14,75%? Veja CDB, LCI e Tesouro IPCA+

Dinheiro

A elevação da taxa Selic para 14,75% ao ano, prevista para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 7 de maio de 2025, marca o maior patamar desde 2006. Esse aumento de 0,50 ponto percentual reforça a atratividade de investimentos em renda fixa, como CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro IPCA+. Com o CDI, índice próximo à Selic, oscilando entre 14,55% e 14,65%, as aplicações atreladas a ele prometem retornos robustos. Investidores que aplicam R$ 1 milhão podem esperar ganhos significativos, dependendo da modalidade escolhida.

O cenário de juros altos favorece quem busca segurança e rentabilidade previsível. Cada tipo de aplicação apresenta vantagens específicas, como isenção de impostos ou proteção contra a inflação. Para orientar a escolha, listamos as principais opções disponíveis:

  • CDB: Rentabilidade atrelada ao CDI, com imposto de renda regressivo.
  • LCI e LCA: Isentas de IR, ideais para prazos curtos.
  • Tesouro IPCA+: Combina correção pela inflação com taxa fixa.
  • Poupança: Isenta de IR, mas com retorno limitado.

As simulações a seguir detalham quanto R$ 1 milhão pode render em cada uma dessas aplicações, considerando prazos de um e dois anos.

Rentabilidade em alta

Com a Selic a 14,75%, investir R$ 1 milhão em um CDB que paga 100% do CDI gera R$ 1.120.862,50 líquidos após um ano, já descontado o imposto de renda. Em dois anos, o montante alcança R$ 1.267.292,91, beneficiado pela alíquota reduzida de IR. LCIs e LCAs, com rentabilidade de 85% do CDI e isenção fiscal, transformam R$ 1 milhão em R$ 1.124.525,00 em 12 meses e R$ 1.264.556,48 em 24 meses.

O Tesouro IPCA+, corrigido pela inflação mais uma taxa real de 6,50% ao ano, rende R$ 1.092.398,10 líquidos em um ano, considerando a taxa de custódia de 0,20% da B3 e o IR. Em dois anos, o valor sobe para R$ 1.201.197,48. A poupança, apesar da isenção de IR, entrega o menor retorno: R$ 1.083.701,15 em um ano e R$ 1.174.408,19 em dois anos, com base em 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) de 0,1712%.

Mecanismo dos cálculos

Os retornos variam conforme as regras de cada aplicação. Para CDBs, o imposto de renda segue uma tabela regressiva: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. Assim, o CDB a 100% do CDI tem alíquota de 20% em um ano e 17,5% em dois anos, o que explica seu desempenho superior em prazos longos.

LCIs e LCAs, por serem isentas de IR, oferecem retorno líquido maior em períodos curtos. A rentabilidade de 85% do CDI reflete a equivalência com um CDB a 100% do CDI após impostos. O Tesouro IPCA+ combina a variação do IPCA com uma taxa fixa, mas desconta IR e a taxa de custódia. A poupança, com sua fórmula de 0,5% ao mês mais TR, não acompanha a rentabilidade das demais opções.

  • CDB: IR regressivo favorece prazos mais longos.
  • LCI/LCA: Isenção de IR maximiza ganhos em até um ano.
  • Tesouro IPCA+: Proteção contra inflação, com IR e taxa de custódia.
  • Poupança: Fórmula fixa limita competitividade.

Proteção dos investimentos

A segurança é um fator crucial ao investir R$ 1 milhão. CDBs, LCIs, LCAs e poupança contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira. Para valores elevados, como R$ 1 milhão, o FGC não cobre a totalidade, o que exige diversificação entre bancos sólidos.

O Tesouro Direto, garantido pelo Tesouro Nacional, apresenta risco soberano, considerado mínimo no Brasil. Sua confiabilidade atrai investidores que buscam proteção sem depender de instituições privadas.

  • FGC: Limite de R$ 250 mil por CPF e instituição.
  • Tesouro Nacional: Respaldo governamental reduz risco de calote.
  • Diversificação: Essencial para mitigar riscos em grandes investimentos.

Fatores que afetam os ganhos

A Selic é o principal driver da renda fixa, definindo o CDI e influenciando a TR. Com a taxa a 14,75%, o CDI deve ficar próximo de 14,60%, segundo projeções de mercado. A inflação impacta diretamente o Tesouro IPCA+, enquanto a TR, usada na poupança, permanece baixa em cenários de juros altos.

O prazo do investimento também é determinante. Prazos mais longos reduzem o IR em CDBs e Tesouro IPCA+, enquanto LCIs e LCAs são mais vantajosas em períodos curtos devido à isenção fiscal. Taxas administrativas, comuns em alguns CDBs, podem reduzir a rentabilidade, exigindo atenção ao escolher a aplicação.

Dinheiro
Dinheiro – Foto: Ilton Rogerio de Souza/Shutterstock.com

Comparando CDB, LCI e LCA

CDBs são versáteis, com opções de liquidez diária ou prazos fixos, e rentabilidade atrelada ao CDI. LCIs e LCAs, voltadas ao setor imobiliário e agronegócio, respectivamente, oferecem isenção de IR, mas geralmente têm prazos de carência. A escolha depende do horizonte de investimento e da necessidade de liquidez.

  • CDB: Flexibilidade e retorno elevado em longo prazo.
  • LCI: Isenção de IR e foco no setor imobiliário.
  • LCA: Similar à LCI, com recursos para o agronegócio.
  • Liquidez: CDBs podem oferecer resgate diário, ao contrário de LCIs/LCAs.

Para R$ 1 milhão, LCIs e LCAs superam o CDB em um ano, mas o CDB ganha em dois anos devido à redução do IR.

Papel do Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ combina segurança e proteção contra a inflação. Com uma taxa real de 6,50% ao ano, o título é ideal para quem busca ganhos reais em cenários de inflação elevada. O retorno líquido de R$ 1.092.398,10 em um ano e R$ 1.201.197,48 em dois anos reflete o desconto de IR e custódia.

A recompra diária pelo Tesouro Nacional garante liquidez, mas vendas antecipadas podem gerar perdas se as taxas de mercado subirem. Investidores conservadores valorizam a garantia governamental e a previsibilidade do título.

Limitações da poupança

A poupança, apesar de acessível e isenta de IR, rende apenas 6,17% ao ano com a Selic a 14,75%. Para R$ 1 milhão, o retorno de R$ 1.083.701,15 em um ano é significativamente inferior ao de outras opções. Sua fórmula só muda se a Selic cair abaixo de 8,5%, cenário improvável em 2025.

  • Vantagens: Simplicidade, liquidez e cobertura do FGC.
  • Desvantagens: Baixa rentabilidade em comparação com CDBs e LCIs.
  • Uso: Indicada para reservas de emergência, não para grandes investimentos.

Cenário macroeconômico

A alta da Selic para 14,75% responde à inflação persistente, que ultrapassa a meta do Banco Central. O IPCA acumulado em 12 meses, segundo o IBGE, pressiona o Copom a manter uma política monetária restritiva. Fatores como o câmbio e incertezas fiscais também influenciam a decisão.

A renda fixa, nesse contexto, consolida-se como uma opção segura. Investidores institucionais e pessoas físicas aumentam a alocação em CDBs, LCIs e Tesouro IPCA+, aproveitando os juros elevados. Projeções do Boletim Focus indicam que a Selic pode permanecer alta em 2025, sustentando a atratividade dessas aplicações.

Planejamento para R$ 1 milhão

Investir R$ 1 milhão exige estratégias que combinem retorno, segurança e liquidez. Diversificar entre CDBs, LCIs e Tesouro IPCA+ é uma prática comum para mitigar riscos. Bancos menores podem oferecer CDBs com rentabilidades acima de 100% do CDI, mas exigem análise rigorosa de sua solidez financeira.

  • Alocação: Divida o capital entre instituições e tipos de aplicação.
  • Prazos: Combine prazos curtos e longos para flexibilidade.
  • Monitoramento: Acompanhe indicadores econômicos e saúde dos emissores.
  • Impostos: Priorize LCIs e LCAs para prazos curtos e CDBs para longos.

Trajetória dos juros

O ciclo de alta da Selic começou em 2021, com a taxa em 2%. Desde então, o Banco Central elevou os juros para conter a inflação, que atingiu dois dígitos em 2022. A taxa de 14,75%, se confirmada, iguala o pico de 2006. O Copom deve manter a cautela em 2025, ajustando a política monetária conforme o IPCA e o câmbio.

A renda fixa permanece como um porto seguro em momentos de volatilidade. As simulações para R$ 1 milhão mostram o potencial de ganho, mas investidores devem acompanhar as decisões do Copom para ajustar suas estratégias.

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