Um grupo de 69 parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta à FIFA questionando os custos relacionados à organização da próxima Copa do Mundo FIFA de 2026. No documento, os congressistas pedem que a entidade reveja a política de preços dos ingressos e reavalie práticas comerciais adotadas no torneio, apontando preocupações com o impacto para torcedores e cidades que receberão partidas.
O texto foi encaminhado ao presidente da entidade, Gianni Infantino, e destaca críticas ao sistema de precificação dinâmica utilizado para a venda de bilhetes. Na avaliação dos parlamentares, o modelo adotado pela organização e as limitações impostas a acordos comerciais locais “criaram desafios intransponíveis para os torcedores e as cidades-sede”.
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Donald TrumpReprodução / CBS

Presidente da FIFA, Gianni Infantino, com Donald Trump, presidente dos EUA.Reprodução/@gianni_infantino

Trump e Infantino na cerimôniaReprodução/Globo
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Entre os pontos levantados no documento, os deputados mencionam a oferta limitada de ingressos em categorias consideradas mais acessíveis. “Entendemos que, em resposta à oposição internacional generalizada aos preços extremamente elevados dos ingressos para a Copa do Mundo, a Fifa disponibilizou um número limitado para as federações nacionais de futebol para distribuição independente a aproximadamente US$ 60 cada”, destacam na carta.
Na sequência, o texto ressalta que essa iniciativa representa uma parcela reduzida do total disponível para o público. “No entanto, esses ingressos representam apenas 1-2% do total de ingressos disponíveis para a Copa do Mundo de 2026, e apenas algumas centenas estarão disponíveis por jogo”, afirma a carta assinada pela deputada Sydney Kamlager-Dove, da Califórnia, e endossada por outros parlamentares.
Os congressistas também citam estimativas de valores praticados nas plataformas oficiais de venda e revenda. No documento, eles afirmam: “Além dessa pequena parcela de ingressos acessíveis, a grande maioria dos torcedores que viajam de todo o mundo só terá acesso a preços substancialmente inflacionados por meio de um sistema de loteria limitado e plataformas de revenda”. Em outro trecho, acrescentam que “os preços atuais indicam que os ingressos mais baratos para a fase de grupos custam em média mais de US$ 200, enquanto os ingressos mais baratos para a final ultrapassam US$ 4 mil”.
Na avaliação apresentada pelos parlamentares, a política de comercialização adotada pela entidade máxima do futebol contrasta com a missão institucional da organização. Segundo o documento, a atual estratégia “contrasta fortemente com a missão central da Fifa de promover a divulgação e o desenvolvimento acessível e inclusivo do futebol em todo o mundo”.




