A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia), participou nessa quinta-feira (30) de uma pesquisa conduzida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que busca compreender como as cidades brasileiras têm lidado com eventos climáticos extremos, como enchentes, secas e deslizamentos.
Em entrevista concedida à FGV, a secretária municipal de meio ambiente, Flaviane Agustini Stedille, destacou que Rio Branco enfrenta desafios típicos de cidades amazônicas, com eventos extremos cada vez mais intensos, como cheias, estiagens severas e ondas de calor.
“Nos últimos anos, registramos a segunda maior cheia e a pior seca da história. Essa oscilação reforça a urgência de políticas públicas estruturadas e integradas”, afirmou a secretária.
Nesse contexto, o Diagnóstico Climático de 2025, elaborado em parceria com o WRI Brasil e o Instituto Itaúsa, apontou quatro principais ameaças para Rio Branco: alagamentos, inundações, deslizamentos de terra e ondas de calor.
“Nos últimos anos, registramos a segunda maior cheia e a pior seca da história”, afirmou Flaviane, a segunda da direita para a esquerda na imagem. (Foto: Secom)
Para enfrentar esses desafios, o município vem fortalecendo uma agenda integrada de mitigação e adaptação baseada em evidências técnicas. Entre os principais instrumentos estão:
Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima (PMAMC), com 58 ações distribuídas em seis eixos estratégicos;
Comitê Intersecretarial de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima (COIMAMC), criado pelo Decreto nº 501/2024, que articula todas as secretarias municipais;
2º Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), lançado em 2025, atualizando dados e subsidiando políticas públicas locais;
Diagnóstico de Áreas Críticas e Capacidade de Gestão Climática, que mapeia vulnerabilidades e apoia o planejamento urbano sustentável.
Segundo a chefe da Divisão de Gestão Ambiental e Mudanças Climáticas, Aline Martins, o município está consolidando um modelo de governança climática municipal baseado em ciência, tecnologia e participação social.
“O objetivo é reduzir desigualdades, fortalecer a infraestrutura verde e garantir qualidade de vida à população”, destacou Aline.
Segundo a chefe da Divisão de Gestão Ambiental e Mudanças Climáticas, o município está consolidando um modelo de governança climática municipal baseado em ciência, tecnologia e participação social.
Rio Branco também participa de programas nacionais e internacionais, como o Programa Cidades Verdes e Resilientes (PCVR), o Programa Cidades Modelo Verdes e Resilientes (PCMVR), o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM) e o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, o que tem ampliado o intercâmbio técnico e o acesso a ferramentas inovadoras, como a plataforma CityCatalyst.
Além disso, a Semeia vem fortalecendo ações de educação ambiental, arborização participativa e comunicação comunitária, com foco na justiça climática e na proteção de comunidades vulneráveis, reafirmando o compromisso da Prefeitura de Rio Branco com a sustentabilidade e o futuro climático da Amazônia.
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