quinta-feira, 12 fevereiro, 2026

Bolsonaro volta a Copacabana, tenta focar anistia e deixa protestos contra Lula em 2º plano

ITALO NOGUEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu focar a mobilização para a manifestação a ser realizada neste domingo (16) em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, no apoio ao projeto da anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro.

 

O objetivo é mostrar adesão popular ao projeto, cuja articulação vem avançando dentro do Câmara dos Deputados, com apoio do centrão, incluindo partidos como Republicanos, PSD, União Brasil e PP. O movimento mira também atacar a acusação contra ele próprio feita PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre a trama golpista após sua derrotada na eleição presidencial de 2022.

Ataques ao presidente Lula não estão, por óbvio, vetados. Mas o tema prioritário do ex-presidente na manifestação é o projeto, pressionando deputados e tentando atrair parlamentares com relação equidistante ao governo e à oposição para forçar a sua votação no plenário.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), firmou compromisso com o PL de votar o projeto caso haja intenção da maioria da Casa de fazê-lo. O compromisso fez parte do acordo que o elegeu no início do ano.

O ex-presidente tem dito esperar um milhão de pessoas em Copacabana. Aliados consideram o número exagerado e não detalham a expectativa de público. A Prefeitura do Rio de Janeiro ainda não divulgou o esquema de bloqueio de ruas para o evento.

Um grupo de bolsonaristas chegou a tentar incluir como mote do ato, convocado há um mês, o impeachment do presidente. Ao oficializar o chamamento, no entanto, Bolsonaro recalibrou a convocação para “fora Lula 2026” e “anistia já”.

Nas últimas semanas, o ex-mandatário passou a ligar a manifestação apenas à defesa dos presos em razão dos atos golpistas -a quem chama de reféns. Críticas ao petistas ficaram de fora das últimas convocações.

A mobilização começou dias antes de Bolsonaro ser alvo de denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) sob acusação de envolvimento numa tentativa de golpe após as eleições presidenciais de 2022.

Agora, o ex-presidente tenta demonstrar força política diante das acusações.
A anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro tem como objetivo final criar clima político para reverter, no futuro, a inelegibilidade do próprio Bolsonaro.

Ele foi condenado pela Justiça Eleitoral em dois processos e está impedido de concorrer até 2030. Apesar disso, insiste em se apresentar como candidato ao Palácio do Planalto em 2026, apostando numa reversão jurídica de seus processos, ainda que sem qualquer perspectiva para a mudança.

Um dos motivos da inelegibilidade foi a realização de uma agenda de campanha no mesmo local deste domingo. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) considerou que houve abuso de poder na realização do ato na mesma hora e local das celebrações oficiais do Bicentenário da Independência em Copacabana em 7 de setembro de 2022.

Bolsonaro retornou a Copacabana em abril do ano passado, quando convocou outra manifestação com o mote da defesa da liberdade de expressão. O alvo era o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), objeto de questionamentos em razão das determinações para retirada de conteúdo das redes sociais, divulgados por uma Comissão da Câmara dos Deputados dos Estado Unidos.

Moraes e os demais ministros não devem ser alvo nos discursos do ex-presidente. Bolsonaristas, porém, não se comprometem com as falas do pastor Silas Malafaia, que mais uma vez financia o evento.

Além dos dois, está previsto discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, e da vereadora de Fortaleza (CE) Priscila Costa (PL), vice-presidente do PL Mulher. Ela vai falar em substituição à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que se recupera de uma cirurgia e ainda não está liberada para atividades externas com multidões como a esperada em Copacabana.

Bolsonaro conta com a presença dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

Outra provável ausência é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que vem mantendo relação dúbia com o ex-presidente, embora se movimente para obter seu apoio em 2026 caso viabilize sua candidatura à Presidência.
Bolsonaro já convocou novo ato para o dia 6 de abril para a avenida Paulista com a mesma pauta.

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