quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Pesquisa revela que 49% desaprovam gestão Lula, enquanto 35% esperam melhora até o fim

Presidente Lula

A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (4) mostra que a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 29% entre os eleitores brasileiros. O levantamento, realizado entre os dias 1º e 3 de abril, ouviu 3.054 pessoas com 16 anos ou mais em 172 municípios do país, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Apesar do crescimento em relação aos 24% registrados em fevereiro, o índice ainda reflete um cenário de polarização, já que 38% dos entrevistados reprovam a gestão, enquanto 32% a consideram regular. Apenas 1% não soube ou preferiu não responder. Esse resultado posiciona o atual mandato de Lula como o segundo pior em aprovação entre seus três períodos no poder, superando apenas os números de fevereiro.

Comparado ao levantamento anterior, realizado há dois meses, a reprovação caiu de 41% para 38%, indicando uma leve melhora na percepção pública. A estabilidade na avaliação “regular”, que se manteve em 32%, sugere que uma parcela significativa da população ainda não formou uma opinião definitiva sobre o desempenho do governo. Entre os fatores apontados para esse cenário, especialistas destacam o impacto da economia, com inflação persistente e aumento do custo de vida afetando a popularidade do presidente. A pesquisa também revelou que 49% dos entrevistados desaprovam a gestão de Lula, contra 48% que a aprovam, enquanto 3% permanecem indecisos.

A expectativa para o futuro do governo também foi abordada no levantamento. Dos entrevistados, 35% acreditam que o desempenho será “ótimo ou bom” até o final do mandato, mesmo percentual dos que preveem um cenário “ruim ou péssimo”. Outros 28% esperam uma gestão regular. Esses números refletem uma divisão clara na sociedade brasileira, influenciada por questões como políticas sociais, resultados econômicos e a condução de crises recentes.

Perfil dos eleitores e suas percepções

O desempenho do governo varia significativamente conforme o perfil dos entrevistados. Entre os homens, 27% classificam a gestão como “ótima ou boa”, enquanto 42% a veem como “ruim ou péssima”. Já entre as mulheres, a aprovação sobe para 30%, e a reprovação cai para 34%, com 34% considerando o governo regular. Essa diferença de gênero pode estar ligada a políticas sociais que impactam mais diretamente o público feminino, como programas de transferência de renda.

Por critério étnico-racial, os pretos são o grupo com maior aprovação, com 34% avaliando o governo positivamente, seguidos por 37% que o veem como regular e 28% que o reprovam. Entre os pardos, 28% aprovam, 34% consideram regular e 37% desaprovam. Já os brancos registram 29% de aprovação e 42% de reprovação, com 28% na faixa intermediária. Esses dados sugerem que as políticas inclusivas do governo têm maior ressonância entre grupos historicamente marginalizados.

  • Aprovação por região: 38% no Nordeste, 26% no Sul, 25% no Sudeste e no Centro-Oeste/Norte.
  • Reprovação por religião: 49% entre evangélicos, contra 34% entre católicos.
  • Renda e percepção: 51% de reprovação entre quem ganha acima de 10 salários mínimos, contra 36% entre os de até 2 salários.

Fatores econômicos em destaque

A economia segue como um dos principais desafios para o governo Lula. Indicadores recentes mostram que a inflação acumulada em 12 meses continua pressionando o bolso dos brasileiros, especialmente nas classes mais baixas. O preço dos alimentos, que subiu acima da média geral, tem sido um ponto de crítica recorrente. Apesar disso, medidas como a ampliação do Bolsa Família e o reajuste do salário mínimo em 2024 trouxeram alívio para parte da população, o que pode explicar o leve aumento na aprovação.

Outro aspecto levantado é o desemprego, que, embora tenha diminuído em relação ao início do mandato, ainda afeta cerca de 8% da força de trabalho. Regiões como o Nordeste, tradicionalmente uma base de apoio do PT, mostram maior otimismo, com 38% de aprovação, enquanto o Sul registra 46% de reprovação, refletindo diferenças regionais históricas na política brasileira.

A percepção sobre a condução da política econômica também varia entre os grupos de renda. Entre os que ganham até 2 salários mínimos, 30% aprovam o governo, enquanto entre os que recebem acima de 10 salários, a reprovação chega a 51%. Essa disparidade evidencia como os efeitos das políticas públicas são sentidos de forma desigual.

Variações regionais e religiosas

As diferenças regionais são um ponto central na análise dos dados. O Nordeste se destaca como a região com maior aprovação, com 38% dos entrevistados avaliando o governo como “ótimo ou bom”. Em contrapartida, o Sul apresenta o maior índice de rejeição, com 46% classificando a gestão como “ruim ou péssima”. No Sudeste, a aprovação fica em 25%, enquanto no Centro-Oeste e Norte, o percentual é idêntico, mas com 41% de reprovação.

No recorte religioso, os católicos mostram maior apoio, com 34% de aprovação, contra apenas 19% entre os evangélicos, que registram 49% de reprovação. Esse contraste reflete a polarização ideológica que tem marcado o cenário político nos últimos anos, com os evangélicos sendo um grupo de forte influência em pautas conservadoras.

A pesquisa também detalha as expectativas por região. No Nordeste, 42% acreditam em um futuro “ótimo ou bom”, enquanto no Sul, 40% preveem um desempenho “ruim ou péssimo”. Esses números mostram como a base eleitoral de Lula continua mais sólida em algumas áreas, enquanto outras permanecem desafiadoras.

Expectativas para o futuro do mandato

Olhando adiante, os brasileiros estão divididos sobre o que esperar do governo até o fim do mandato, em 2026. A pesquisa indica que 35% dos entrevistados acreditam em uma gestão “ótima ou boa”, enquanto o mesmo percentual prevê um cenário “ruim ou péssimo”. Os 28% restantes apostam em uma administração regular, sem grandes avanços ou retrocessos.

Entre os otimistas, estão os que destacam avanços em áreas como educação e saúde, com a ampliação de programas sociais e investimentos em infraestrutura. Já os pessimistas apontam a lentidão na retomada econômica e a dificuldade em controlar a inflação como barreiras para uma melhora significativa.

  • Expectativa por gênero: 37% dos homens esperam um governo “ótimo ou bom”, contra 33% das mulheres.
  • Por renda: 40% dos que ganham até 2 salários mínimos são otimistas, contra 25% dos que recebem acima de 10 salários.
  • Por região: 42% no Nordeste têm visão positiva, contra 30% no Sudeste.

Cronograma da percepção pública

A trajetória da aprovação de Lula neste terceiro mandato tem sido marcada por altos e baixos. Confira os principais momentos:

  • Janeiro de 2023: Início do governo com aprovação próxima de 40%, impulsionada pela posse e promessas de campanha.
  • Fevereiro de 2024: Queda para 24%, reflexo de crises econômicas e críticas à gestão.
  • Abril de 2025: Recuperação parcial para 29%, com ajustes em políticas sociais e leve melhora nos indicadores.

Essa evolução sugere que o governo enfrenta um cenário volátil, onde cada decisão pode alterar significativamente a percepção pública. A próxima pesquisa, prevista para o segundo semestre, será crucial para avaliar se essa tendência de leve melhora se consolidará.

Impacto das políticas sociais

As políticas sociais continuam sendo um dos pilares da gestão Lula. O Bolsa Família, que atualmente atende mais de 21 milhões de famílias, teve seu valor médio ajustado para R$ 670 em 2024, o que beneficiou especialmente as camadas mais pobres. No entanto, o aumento do custo de vida tem reduzido o impacto percebido por muitos beneficiários.

Na educação, o aumento de vagas em universidades públicas e a retomada de programas como o FIES são vistos como positivos por parte dos eleitores. Ainda assim, a lentidão na entrega de resultados concretos em áreas como saúde e segurança pública mantém a reprovação elevada em alguns grupos.

A desigualdade de renda também influencia a percepção. Entre os que ganham até 2 salários mínimos, 34% veem o governo como regular, enquanto entre os mais ricos, a rejeição predomina. Isso reforça a ideia de que as políticas atuais têm maior alcance entre os mais vulneráveis.

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