quarta-feira, 1 abril, 2026

Vice-governadora Mailza se reúne com secretários e presidentes de autarquias para transição de gestão

A vice-governadora Mailza Assis se reuniu, nesta quarta-feira, 1º, com secretários estaduais e presidentes de autarquias para dar início ao processo de transição de...
Eliton Muniz

Análise da Semana com Eliton Muniz

Leitura estratégica do cenário político e econômico do Acre.

“Nos últimos dias, a política do Acre não foi marcada por decisões — foi marcada por movimentos que simulam decisão, enquanto o que realmente define o jogo segue sendo ajustado fora do alcance do debate público.”

Frase da Semana

Quando tudo vira urgente, o que realmente importa desaparece Nos últimos dias, o Acre não viveu uma crise — viveu uma distorção. Movimentações políticas rotineiras passaram a ser tratadas como eventos críticos, deslocando o foco do que de fato altera a estrutura do Estado. Declarações, articulações e reposicionamentos foram elevados ao status de urgência, criando um ambiente onde percepção substitui realidade. Esse padrão não é novo. Ele se repete sempre que o debate público perde hierarquia. Quando tudo ganha peso de crise, a capacidade de distinguir o que é estrutural do que é apenas tático desaparece. E é nesse ponto que o jogo muda: não porque algo relevante aconteceu, mas porque a leitura coletiva foi desorganizada. O agente aqui não é um único ator. É a combinação entre interesses políticos, amplificação de narrativas e uma dinâmica de comunicação que recompensa o barulho em detrimento da precisão. O resultado é previsível: a sociedade reage ao ruído, enquanto os movimentos realmente decisivos passam sem o devido escrutínio.

- Eliton Muniz

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Eliton Muniz

Diretor e Editor

Eliton Lobato Muniz é comunicador e analista de contexto, editor do Cidade AC News e criador do canal O Ton da Conversa.

Pavilhão do Acre na Bienal destaca cultura e cotidiano das mulheres seringueiras

O Pavilhão do Acre na Bienal de Arquitetura Brasileira apresenta uma proposta que vai além da estética e propõe uma reflexão sobre o modo de vida na região Norte. Intitulado “Casa Empate Mulheres Seringueiras”, o espaço foi idealizado pela arquiteta Marlúcia Cândida com colaboração do designer Marcelo Rosenbaum.

O projeto, com cerca de 113 metros quadrados, busca retratar como é viver, criar e pertencer ao Acre, trazendo elementos do cotidiano das comunidades tradicionais. A proposta também homenageia as mulheres seringueiras que participaram dos chamados “empates”, movimentos históricos de resistência na Amazônia nas décadas de 1970 e 1980.

Além disso, o espaço reúne peças artesanais que traduzem a identidade cultural do estado. Entre os destaques está um quadro em marchetaria produzido pelo artesão Maqueson Pereira, cuja técnica chama atenção pela riqueza de detalhes e pelo uso da madeira como matéria-prima.

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Outro exemplo é o colar produzido pela artesã Rodney Pfeiffer, feito com sementes amazônicas e madeira reaproveitada, reforçando o uso sustentável dos recursos naturais. O ambiente também inclui peças desenvolvidas por Gladys Mourão, que carregam referências de ancestralidade e espiritualidade.

Na ocasião, o projeto evidencia como o design pode dialogar diretamente com saberes tradicionais, transformando práticas culturais em experiências acessíveis ao público. O apoio do Sebrae Acre foi fundamental para viabilizar a participação dos artesãos e ampliar a visibilidade de seus trabalhos.

O Pavilhão Acre se consolida como um espaço que integra arquitetura, cultura e memória, ao mesmo tempo em que projeta a produção local em um cenário nacional.

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