sexta-feira, 13 fevereiro, 2026

Calixto critica Naluh: conselheira do TCE é acusada de atuar como militante e perder isenção

O secretário de Governo, Luiz Calixto, acusou a conselheira Naluh Gouveia de abandonar a liturgia do cargo no TCE e agir como militante política. Em debate sobre renúncias fiscais, Calixto disse que Naluh já não atua como julgadora, mas como opositora ao governo do Acre.

Eliton Muniz – Caboco das Manchetes

Secretário de Governo afirma que Naluh Gouveia deixou de ser árbitra para virar jogadora política, confundindo a função técnica do Tribunal de Contas com ativismo partidário.

Durante entrevista no Programa Boa Conversa – Edição Aleac, o secretário de Governo do Acre, Luiz Calixto, rebateu duramente a atuação da conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Naluh Gouveia.
Segundo ele, não há problema com a instituição, mas sim com posturas isoladas da conselheira, que, em suas palavras, “já não sabe distinguir se atua como conselheira ou como militante político”.

Calixto classificou como grave a suposta declaração de Naluh em um evento público, quando teria chamado o governador Gladson Cameli de “assassino”.

“Isso não é palavra que uma conselheira, que um magistrado, se refira a um governador. Se há irregularidades, que se punam. Se há inconsistências, que se peçam as correções. Mas atribuir a um governador essa taxa é pesado demais”, disse.

 

A liturgia do cargo em xeque

Naluh, ex-deputada estadual pelo PT e com histórico de atuação combativa, agora ocupa a função de conselheira do TCE. Para Calixto, entretanto, o comportamento dela ainda remete mais ao parlamento do que a um órgão técnico de fiscalização.

“Ela precisa entender que não é mais deputada do PT. Hoje, é conselheira de uma instituição que goza de respeito e autonomia. Questionar é legítimo, mas é preciso manter a liturgia do cargo”, ressaltou.

 

Proposta de CPI amplia a crise

A tensão se intensificou quando Naluh sugeriu, em audiência pública na Aleac, a criação de uma CPI para investigar renúncias fiscais previstas para 2026 — estimadas em R$ 625 milhões.
Na visão da conselheira, trata-se de dinheiro que poderia reforçar áreas como saúde, educação e habitação.

Calixto reagiu:

“É temeroso fazer discursos para arrancar aplausos. Os incentivos fiscais existem para garantir empregos, dar competitividade a indústrias e incluir pessoas com deficiência. Sem eles, teríamos demissões em massa e empresas fechando as portas.”

O secretário exemplificou com o caso de cooperativas de café em Cruzeiro do Sul, que só conseguem competir no mercado graças aos incentivos. Para ele, classificar a renúncia fiscal como perda direta de receita ignora a lógica de desenvolvimento econômico e inclusão social.

O trocadilho inevitável: quem é árbitro não pode ser atacante

A discussão expõe o dilema central: Naluh já não atua como árbitra do jogo, mas como jogadora de oposição. Ao levantar bandeiras políticas dentro de um tribunal técnico, perde a isenção necessária para julgar as contas do Estado.

O Tribunal de Contas tem papel constitucional de fiscalizar, auditar e julgar a aplicação dos recursos públicos. Sua função é proteger o bolso do contribuinte e dar respaldo técnico ao parlamento. Quando um conselheiro confunde essa missão com palanque político, o risco é de contaminar a credibilidade de toda a instituição.

Conclusão Letal

No fim das contas, o embate não é apenas entre governo e conselheira: é sobre a sobrevivência da confiança no TCE como árbitro imparcial das finanças públicas.
Ao vestir a camisa da militância, Naluh abandona o apito e entra em campo como atacante, colocando em xeque não apenas sua imagem, mas também a autoridade de um órgão que deveria estar acima das disputas eleitorais.
👉 E quando quem julga resolve jogar, o maior perdedor é o contribuinte.


📲 Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News
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