sexta-feira, 13 fevereiro, 2026

Água usada no banho de bebê que sofreu queimaduras pode ter atingido até 57°C, diz delegado

As investigações sobre o caso da recém-nascida Aurora, que teria sofrido lesões graves após um banho na Maternidade de Cruzeiro do Sul, seguem em andamento sob responsabilidade da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). A Polícia Civil apura se as lesões foram provocadas por água em temperatura elevada ou por uma doença genética rara.

De acordo com o delegado Vinícius Almeida, responsável pelo caso, várias testemunhas já foram ouvidas, incluindo pessoas que estavam presentes no momento do banho. “Testemunhas relataram que, ao colocarem a mão na água, perceberam que estava muito quente. Algumas chegaram a afirmar que havia vapor saindo”, informou o delegado.

Ainda segundo os depoimentos, a própria mãe de Aurora teria alertado sobre a temperatura da água no momento do banho. A polícia também investiga se houve falha no controle da temperatura, uma vez que o procedimento adotado na unidade seria apenas o teste manual, feito com o dorso da mão ou o cotovelo, sem auxílio de termômetros. A água era aquecida por chuveiro elétrico, não por sistema de aquecimento solar (boiler).

Durante a perícia técnica, foi constatado que a torneira da maternidade pode atingir até 57 graus Celsius, o que representa risco de queimaduras, especialmente em recém-nascidos. No entanto, ainda não é possível afirmar qual era a temperatura exata no momento do banho.

Paralelamente, a Polícia Civil também investiga a possibilidade de Aurora ser portadora de epidermólise bolhosa, uma doença genética rara que provoca extrema sensibilidade na pele, podendo causar bolhas e feridas até mesmo com atrito leve. Um exame específico já foi solicitado e aguarda resultado.

O delegado destacou ainda que, antes do banho, a bebê havia recebido alta médica, com atestado de que estava em perfeito estado de saúde. A técnica de enfermagem responsável pelo procedimento foi intimada e deve prestar depoimento nos próximos dias.

Aurora, que nasceu prematura, com 35 semanas de gestação, foi transferida para um centro especializado em tratamento de queimaduras, em Belo Horizonte (MG), onde segue internada e recebendo cuidados intensivos.

As investigações continuam até que todas as circunstâncias do caso sejam esclarecidas.

Fonte: Juruá em Tempo

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