sexta-feira, 13 fevereiro, 2026

Acre amplia medidas para mitigar efeitos severos da seca no estado

O estado do Acre foi um dos oito a registrar intensificação da seca em maio, segundo a última atualização do Monitor de Secas, divulgada na terça-feira, 24, pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O levantamento mostra que, entre abril e maio, o fenômeno perdeu força em oito estados, mas se agravou em outros oito: Acre, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

Em outras sete unidades da federação: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe, a seca se manteve estável. Já o Pará permaneceu livre do fenômeno, enquanto o Amapá deixou de registrá-lo graças ao volume de chuvas acima da média. Em Rondônia e Roraima, por outro lado, a seca voltou a ser observada em maio.

No Acre, a situação se agravou significativamente: a área afetada pela seca passou de 40% para 64% entre abril e maio. Além disso, o estado apresentou o maior percentual de área com seca da região Norte no mês, com a severidade do fenômeno também em ascensão, a seca moderada cresceu de 18% para 20% do território acreano.

Diante desse cenário, o governo estadual vem antecipando medidas e fortalecendo a articulação entre os órgãos responsáveis pelo enfrentamento. Como parte dessas ações, foi realizada na quarta-feira, 18 de junho, a 3ª Reunião Técnica de Ações Integradas para o Enfrentamento ao Período de Seca, promovida pelo Gabinete de Crise e pelo Grupo Operacional de Comando e Controle (Gocc), no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco.

O evento reuniu representantes de instituições ambientais em todas as esferas — municipal, estadual e federal — além de pesquisadores que apresentaram projeções meteorológicas e hidrológicas para o próximo trimestre. A reunião foi coordenada pelo Gabinete de Crise, em conjunto com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC).

Durante o encontro, foram apresentados dados do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), fundamentais para aprimorar a gestão de riscos ambientais durante a estiagem.

Estado se antecipa

A Defesa Civil estadual destacou medidas como a formação de brigadas comunitárias em unidades de conservação, a Operação Contenção Verde (voltada à prevenção de desmatamento e queimadas ilegais), além de planos de contingência e outras ações preventivas.

“O Gabinete de Crise conta com mais de 26 instituições que se reúnem periodicamente para discutir estratégias operacionais. Com base nos indicadores dos anos de 2023 e 2024, estamos nos organizando para mitigar os efeitos da seca em áreas críticas como saúde pública, combate a incêndios florestais e abastecimento de água, com foco especial no saneamento básico”, afirmou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista.

Sobre o estudo, o coordenador Carlos Batista afirmou que o aumento da área de seca já era previsto e que os dados estão sendo monitorados continuamente.

“Maio costuma ser mais seco que abril, e a tendência de redução das chuvas se mantém nos meses seguintes, junho, julho, agosto e setembro, o que naturalmente favorece a expansão das áreas afetadas pela seca. No Amazonas, por exemplo, os níveis dos rios estão um pouco mais altos, o que explica uma área seca proporcionalmente menor em relação ao Acre. Mas esse comportamento segue um padrão esperado”, explicou.

Batista também alertou que as instituições vêm acompanhando a evolução de um possível cenário de seca severa, cujos efeitos incluem o aumento do risco de incêndios florestais, doenças respiratórias e escassez de recursos hídricos.

“Esses efeitos atingem diretamente o abastecimento de água e o transporte de itens essenciais para municípios de difícil acesso. Por isso, estamos promovendo discussões integradas entre as instituições, a fim de tomar decisões conjuntas que ajudem a reduzir os impactos sobre a população em todo o estado do Acre.”

Ele destacou ainda que o Gabinete de Crise já realizou três reuniões em 2025 com o objetivo de traçar estratégias de enfrentamento, utilizando a experiência acumulada nos eventos críticos de 2023 e 2024.

O governador Gladson Camelí destaca que toda a equipe está preparada para atender as demandas que o período exige, pois é uma determinação se antecipar.

“Estamos nos antecipando aos cenários para evitar surpresas. O monitoramento é contínuo por parte de todos os órgãos responsáveis, permitindo que atuemos da melhor forma possível para minimizar os danos causados à população”, afirmou.

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