Daniel Vorcaro está preso na Penitenciária Federal de Brasília, um dos cinco presídios de segurança máxima do país
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na noite desta segunda-feira (9/3) que os advogados de Daniel Vorcaro, do Banco Master, visitem o empresário na Penitenciária Federal de Brasília. O ex-banqueiro está na unidade prisional desde a última sexta-feira (6/3).
Conforme a decisão, os advogados poderão visitá-lo sem agendamento prévio e não serão monitorados.
“Diante de tal conjuntura, acolhendo o pedido formulado pela defesa, determino à direção da Penitenciária Federal de Brasília que permita a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos nos autos, independentemente de agendamento, sem a realização de qualquer tipo de monitoramento ou gravação por áudio e/ou vídeo. Autorizo, ainda, o ingresso de cópias impressas dos autos e a possibilidade de os advogados tomarem notas escritas durante os encontros”, determinou Mendonça.
Daniel Vorcaro foi preso novamente na semana passada, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras do Banco Master.
A Penitenciária Federal de Brasília, onde ele está preso, é um dos cinco presídios de segurança máxima do país. Ele foi transferido para Brasília após ser preso em São Paulo.
Via de regra, visitas presenciais em presídios federais costumam ser monitoradas pela equipe de segurança da unidade e, até mesmo, gravadas. Mendonça, no entanto, acatou o pedido da defesa de Vorcaro para que os encontros com ele não sejam gravados.
Na decisão, o ministro ainda pontuou: “Registra-se que, por ocasião do cumprimento da presente decisão, fica assegurada à administração do estabelecimento prisional a possibilidade de adotar as medida de precaução necessárias para que a concretização das autorizações ora deferidas seja compatibilizada com a manutenção das condições necessárias à preservação da segurança integral do custodiado e do estabelecimento como um todo”.
Vorcaro foi preso, na quarta-feira (4/3), pela Polícia Federal (PF) na casa onde mora, nos Jardins, um dos bairros mais caros de São Paulo, e levado para a Superintendência da PF, na zona oeste da capital.





