quarta-feira, 28 janeiro, 2026

MBL valida 547 mil assinaturas e avança para criar Partido Missão em 2025

O Movimento Brasil Livre (MBL) alcançou um marco histórico nesta quinta-feira, 26 de junho de 2025, ao obter a validação de mais de 547 mil assinaturas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a criação do Partido Missão. A conquista, anunciada em uma transmissão ao vivo, marca o avanço do grupo, que desde 2023 mobiliza apoiadores em todo o país para fundar sua própria legenda. Com a meta atingida, o MBL agora aguarda a aprovação do estatuto e do órgão de direção nacional para formalizar a sigla, que pretende disputar as eleições de 2026. A validação ocorre após intensas campanhas de coleta, mas também sob críticas quanto à transparência do processo. O Missão, se aprovado, será o 30º partido político do Brasil, com planos de lançar candidaturas próprias e consolidar a influência do movimento.

A mobilização começou em novembro de 2023, durante o 8º Congresso do MBL, quando o grupo definiu o nome Missão e traçou estratégias para cumprir as exigências legais. Desde então, milhares de voluntários e coletores remunerados percorreram cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, angariando apoios. O processo, que envolveu logística complexa e custos significativos, foi financiado pelo próprio movimento, incluindo a venda de publicações como o “Livro Amarelo”.

  • Exigências do TSE: O partido precisava de 547.042 assinaturas, equivalente a 0,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados em 2022, distribuídas em pelo menos nove estados.
  • Total coletado: O MBL afirma ter reunido mais de 800 mil fichas, com 547.110 validadas até 26 de junho de 2025.
  • Prazo final: As validações devem ser concluídas até novembro de 2025, sob risco de as assinaturas perderem validade.

O feito foi celebrado em uma live com a participação de líderes como Renan Santos e Victor Couto, que exibiram o certificado emitido pela Justiça Eleitoral. A conquista, no entanto, não marca o fim do processo, mas o início de uma nova etapa rumo ao registro oficial.

Um marco para o MBL

A validação das assinaturas representa um passo decisivo para o MBL, fundado em 2014 e conhecido por sua atuação em protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff. Após anos com membros espalhados em partidos como União Brasil e Novo, o grupo busca agora uma legenda própria para unificar sua base. Renan Santos, coordenador nacional do MBL, destacou a importância de consolidar a influência do movimento em uma estrutura institucional. A campanha de coleta mobilizou milhares de apoiadores, com eventos em locais como a Avenida Paulista, em São Paulo, e estratégias digitais para engajar jovens.

O processo, porém, enfrentou desafios. A logística de validação, que exige autenticação em cartórios eleitorais e envio de lotes ao TSE, foi descrita como “profundamente custosa” por Santos. Até maio de 2025, por exemplo, o Missão registrou 29.263 apoios apenas em Minas Gerais, um dos principais polos de coleta. A média diária de validações, segundo o MBL, foi de 2.039 assinaturas, o que permitiu projetar a conclusão para junho de 2025.

Polêmicas na coleta de assinaturas

Nem tudo foram comemorações. A campanha do MBL enfrentou denúncias de irregularidades, com relatos de que alguns eleitores assinaram sem saber que apoiavam a criação de um partido. Em São Paulo, a pedagoga Laís Bezerra relatou ter sido abordada por um coletor que apresentou o abaixo-assinado como uma iniciativa para “melhorias na educação e segurança”. Outros 12 casos semelhantes foram reportados, levantando questionamentos sobre a transparência do processo.

Advogados eleitorais, como Maira Recchia, apontam que tais práticas podem ser judicializadas. Se comprovado que eleitores foram induzidos ao erro, o pedido de registro do Missão pode ser impugnado. O MBL, por sua vez, nega irregularidades e planeja acionar judicialmente veículos que publicaram as denúncias, classificando-as como “sem provas”. A controvérsia adiciona um elemento de tensão à trajetória do partido, que agora depende da análise do TSE para seguir adiante.

  • Riscos legais: Assinaturas obtidas de forma fraudulenta podem levar à suspensão do processo de criação.
  • Resposta do MBL: O grupo afirma que as denúncias são pontuais e não representam a totalidade da campanha.
  • Próximos passos: O TSE avaliará a regularidade das assinaturas antes de aprovar o registro.

Planos para 2026

Com a validação das assinaturas, o Missão já traça estratégias para as eleições de 2026. A sigla planeja lançar candidaturas próprias para cargos no Executivo e Legislativo, incluindo uma prévia para definir um nome à Presidência da República. Entre os cotados estão o ex-deputado estadual Arthur do Val, que enfrenta inelegibilidade até 2030 devido à cassação de seu mandato, o empresário Cristiano Beraldo e o apresentador Danilo Gentili. O partido também pretende atrair parlamentares como Kim Kataguiri, atualmente no União Brasil, para fortalecer sua base.

O Missão, que adotará o número 14 nas urnas, terá acesso a uma fatia limitada do fundo eleitoral, o que representa um desafio para suas ambições. Ainda assim, o MBL aposta no engajamento de sua base, composta majoritariamente por jovens das gerações millennial e Z, e em bandeiras como responsabilidade fiscal, combate à corrupção e endurecimento das leis penais. A proposta de uma nova Constituição, embora polêmica, também está no radar do partido, que critica o atual sistema político como “uma cleptocracia”.

Desafios logísticos e financeiros

A criação de um partido político no Brasil exige não apenas mobilização, mas também recursos financeiros significativos. O MBL arcou com custos de transporte, autenticação em cartórios e remuneração de coletores, sem divulgar o montante total investido. A venda do “Livro Amarelo”, que reúne as propostas ideológicas do movimento, foi uma das estratégias para financiar a campanha. Durante a convenção de novembro de 2024, em São Paulo, o grupo coletou 809.357 fichas, com uma média de uma assinatura a cada 38 segundos.

A logística envolveu o envio de lotes de 100 assinaturas ao TSE, com validações em cartórios eleitorais de todo o país. Estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo foram cruciais para atingir a meta. Em maio de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul deferiu o registro estadual do Missão, com 8,5 mil assinaturas validadas.

O que vem pela frente

Com a meta de assinaturas alcançada, o MBL agora enfrenta a etapa final de formalização. O TSE analisará o estatuto do Missão e o registro de seu órgão de direção nacional, um processo que pode levar de dois a três meses. Se aprovado, o partido se tornará a 30ª legenda registrada no Brasil, seguindo os passos da Unidade Popular, criada em 2023. O MBL espera concluir o registro até outubro de 2025, a tempo de estruturar diretórios estaduais e preparar candidaturas para 2026.

A trajetória do Missão, no entanto, não está isenta de obstáculos. Além das denúncias de irregularidades, o partido precisará consolidar sua identidade em um cenário político fragmentado, com 29 legendas já registradas e outras 19 em formação. A capacidade de atrair eleitores e financiar campanhas com recursos limitados será um teste para as ambições do MBL.

  • Cronograma previsto: Registro final até outubro de 2025, com prévias para candidaturas em novembro.
  • Bandeiras principais: Reforma constitucional, responsabilidade fiscal e combate à corrupção.
  • Desafios eleitorais: Competir com partidos estabelecidos com maior acesso ao fundo eleitoral.

Uma nova força política?

O sucesso do MBL em validar as assinaturas é um feito notável, especialmente quando comparado a tentativas fracassadas, como a do Aliança pelo Brasil, liderada por Jair Bolsonaro. A mobilização nacional, apoiada por eventos presenciais e estratégias digitais, demonstra a capacidade do movimento de engajar sua base. No entanto, a transição de movimento para partido político exige mais do que assinaturas: será necessário construir uma estrutura sólida e conquistar eleitores em um cenário competitivo.

O Missão nasce com a promessa de romper com o establishment político, mas sua viabilidade dependerá da aprovação do TSE e da habilidade de transformar bandeiras em votos. Enquanto celebra a conquista, o MBL já se prepara para os próximos desafios, com a expectativa de deixar sua marca nas eleições de 2026.

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