quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Lula nomeia Gleisi Hoffmann como ministra da articulação política em reforma de 2025

Gleisi Hoffmann

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025, uma mudança significativa no alto escalão do governo federal. A deputada federal Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT, foi escolhida para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, pasta estratégica responsável pela articulação política com o Congresso Nacional. A decisão, comunicada pelo Palácio do Planalto, marca uma nova etapa na gestão petista, que busca fortalecer a base aliada em um cenário político desafiador, com a posse da nova ministra marcada para o dia 10 de março.

Gleisi Hoffmann substituirá Alexandre Padilha, que deixa o cargo para assumir o Ministério da Saúde, ocupando o lugar de Nísia Trindade, que sairá do governo. A escolha reflete a confiança de Lula em uma liderança histórica do Partido dos Trabalhadores, mesmo diante de pressões de aliados por nomes do Centrão, bloco político conhecido por sua influência no Legislativo. A reforma ministerial ocorre em um momento de ajustes na administração, que completou pouco mais de dois anos desde o início do terceiro mandato do presidente.

Já consolidada como uma das figuras mais influentes do PT, Gleisi traz ao cargo sua experiência de quase uma década à frente do partido e uma trajetória marcada por desafios como a Operação Lava Jato e a prisão de Lula. A nomeação sinaliza a intenção do governo de manter o controle político interno, priorizando quadros petistas em posições-chave, enquanto enfrenta demandas por maior diálogo com partidos de centro e direita no Congresso.

Perfil de Gleisi Hoffmann reforça peso político no governo

Aos 59 anos, Gleisi Helena Hoffmann acumula uma trajetória robusta que a credencia para o novo desafio. Desde 2017, ela preside o PT, conduzindo a legenda por períodos turbulentos, como o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 e os 580 dias de prisão de Lula entre 2018 e 2019. Formada em Direito pela Universidade Federal do Paraná, a deputada começou no movimento estudantil e passou por cargos como secretária estadual em Mato Grosso do Sul e diretora financeira da Itaipu Binacional, antes de se destacar na política nacional. Entre 2011 e 2014, foi ministra da Casa Civil no governo Dilma, consolidando sua influência no partido.

Eleita deputada federal pelo Paraná, Gleisi também foi senadora entre 2011 e 2018, período em que se licenciou para atuar no Executivo. Nos últimos anos, sua proximidade com Lula se intensificou, especialmente durante a campanha de 2022, quando coordenou esforços para a vitória do petista nas urnas. Apesar disso, o presidente optou por mantê-la no comando do PT até agora, utilizando sua habilidade de negociação e sua visão alinhada à esquerda do partido como conselheira em decisões estratégicas.

No Congresso, Gleisi é conhecida por discursos firmes e posturas críticas à agenda econômica do mercado financeiro. Sua chegada à Secretaria de Relações Institucionais pode representar um endurecimento nas negociações com parlamentares de centro e direita, que frequentemente cobram maior pragmatismo do governo. Ainda assim, sua experiência em crises políticas e sua capacidade de mobilizar a base petista são vistas como trunfos para enfrentar os desafios do cargo.

Reforma ministerial ajusta peças no tabuleiro político

A troca de cadeiras no governo não se limita à ascensão de Gleisi. Alexandre Padilha, que deixa a articulação política, assume o Ministério da Saúde em substituição a Nísia Trindade, cuja saída já vinha sendo especulada há semanas. Médico e ex-ministro da Saúde no governo Dilma, Padilha retorna à pasta com a missão de dar continuidade às políticas de ampliação do SUS e enfrentar os desafios deixados pela pandemia de Covid-19. A mudança ocorre em um momento em que o governo busca melhorar a comunicação com a sociedade sobre avanços na área da saúde.

Enquanto isso, a escolha de Gleisi para a articulação política reflete uma decisão de Lula de priorizar a fidelidade ideológica em detrimento de uma abertura maior ao Centrão. Líderes de partidos como PP, Republicanos e MDB chegaram a sugerir nomes de seus quadros para a pasta, argumentando que isso facilitaria a aprovação de projetos no Congresso. Lula, no entanto, optou por manter um petista no comando, sinalizando que pretende reforçar o núcleo duro do PT no governo, mesmo que isso exija mais esforço nas negociações parlamentares.

A reforma ministerial também coincide com a sucessão no comando do PT, prevista para este ano. Com Gleisi assumindo um ministério, o partido prepara a eleição de um novo presidente, o que pode alterar os rumos internos da legenda. Nomes como o do deputado federal Rui Falcão e do senador Humberto Costa estão entre os cotados para a disputa, que promete movimentar os bastidores da política petista nos próximos meses.

Cronograma da transição no governo federal

A posse de Gleisi Hoffmann está agendada para 10 de março, mas os preparativos para a transição já começaram. Confira os principais marcos do processo:

  • 28 de fevereiro: Anúncio oficial da nomeação de Gleisi Hoffmann e da saída de Nísia Trindade.
  • Início de março: Reuniões entre equipes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Saúde para alinhar a troca de comando.
  • 10 de março: Cerimônia de posse de Gleisi como ministra da articulação política e de Alexandre Padilha como ministro da Saúde.
  • Meados de março: Primeiras agendas de Gleisi com líderes do Congresso para discutir prioridades legislativas.

O cronograma reflete o esforço do governo para garantir uma passagem de bastão sem sobressaltos, enquanto Lula monitora de perto os impactos políticos da reforma.

Desafios da articulação política no horizonte

Assumir a Secretaria de Relações Institucionais coloca Gleisi Hoffmann diante de um cenário complexo. O Congresso Nacional, atualmente presidido por Arthur Lira (PP-AL) na Câmara e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no Senado, tem se mostrado exigente nas negociações com o Executivo. Projetos como a reforma tributária e o orçamento de 2025 demandam diálogo intenso com líderes partidários, muitos dos quais esperavam um nome mais alinhado ao Centrão na pasta. A postura combativa de Gleisi, aliada ao histórico de críticas a pautas conservadoras, pode gerar resistências iniciais.

Por outro lado, a ministra conta com a confiança irrestrita de Lula e o apoio da base petista no Legislativo, que inclui nomes como o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Sua experiência em crises partidárias e sua habilidade em manter a coesão interna do PT serão testadas na busca por acordos que atendam às prioridades do governo, como o fortalecimento de programas sociais e a retomada de investimentos públicos.

Curiosidades sobre a trajetória de Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann traz ao governo um currículo diversificado e cheio de marcos. Veja alguns destaques de sua carreira:

  • Foi a primeira mulher a ocupar a diretoria financeira da Itaipu Binacional, entre 2003 e 2006.
  • Durante seu mandato como senadora, apresentou projetos focados em direitos das mulheres e combate à pobreza.
  • Como presidente do PT, organizou a resistência do partido durante o julgamento de Lula na Lava Jato.
  • É conhecida por sua formação no movimento estudantil, onde começou a militar ainda na década de 1980.

Esses elementos reforçam a imagem de uma liderança resiliente, agora à frente de uma das pastas mais estratégicas do governo Lula em 2025.

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