quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Linhas chilenas, som alto e depredação agravam transtornos no Carandá, em Rio Branco

Um grupo de moradores do bairro Carandá, em Rio Branco, procuraram a imprensa par denunciar o uso de linhas chilenas e a desordem provocada por grupos que se reúnem na região.

Uma moradora, que pediu anonimato, descreveu o cenário de insegurança vivido no bairro. “Mais uma vez, venho aqui pedir, em nome dos moradores do Conjunto Carandá, a atenção da fiscalização e da Polícia Militar. O uso de linhas chilenas está causando muitos problemas para nós. Já fizemos vários apelos e diversas denúncias, mas até agora não obtivemos resposta”, relatou.

De acordo com a denúncia, as linhas cortam fios elétricos e de internet, provocando transtornos diários. Grupos vindos de diferentes bairros se reúnem para empinar pipas com o material proibido, aumentando o risco para ciclistas, motociclistas e pedestres. Além disso, moradores relatam a invasão de quintais, quebra de telhados e som automotivo em alto volume, prejudicando a rotina e o sossego da comunidade.

A situação se torna ainda mais grave por ocorrer nas proximidades de uma creche e de uma quadra esportiva. “Já passou dos limites. Onde está a lei que proíbe o uso de linhas chilenas? Vão esperar que mais uma vida seja perdida?”, questiona a moradora.

Essa não é a primeira vez que o problema é exposto. No início de abril, outra denúncia anônima já alertava sobre a presença de grupos compostos por mais de 50 pessoas, o uso de drogas, o consumo de bebidas alcoólicas e o perigo representado pelas linhas cortantes, que já causaram ferimentos graves e mortes em situações semelhantes.

À época, a Polícia Militar do Acre (PMAC) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que realiza patrulhamento ostensivo diário no bairro Carandá e que reforçaria a presença policial diante das denúncias recebidas. A corporação orientou que ocorrências em andamento sejam comunicadas imediatamente pelo número 190 e que crimes consumados sejam registrados por meio de boletins de ocorrência junto à Polícia Civil.

Os moradores, no entanto, afirmam que a ausência de patrulhamento contínuo permitiu que a situação voltasse a se agravar. Eles cobram novas ações das autoridades para garantir a segurança no bairro.

Com informações O Acre Agora

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