quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Líder indígena acusado de abusar de turista é preso, passa por audiência e é liberado

O líder indígena Isaka Ruy Huni Kuî, acusado de estupro pela turista chilena Loreto Belen, se apresentou à Polícia Civil de Feijó, interior do Acre, nessa quarta-feira (9) prestou depoimento sobre as acusações e acabou preso. Nesta quinta (10), ele passou por audiência de custódia e foi liberado para responder o processo em liberdade.

O líder indígena conversou, brevemente, com a reportagem do G1 após a audiência de custódia e afirmou que não fez nada de errado e vai provar a inocência.

“Não fiz nada de errado, nada que possa ser denunciado. Quero dizer que a justiça vai ser feita, vou provar minha inocência e tudo vai vir à tona. A Justiça, tanto do homem como da mãe natureza, vai prevalecer. A gente vai prevalecer”, resumiu.

O indígena chegou à delegacia na quarta acompanhado da advogada Laiza Camilo e prestou depoimento ao delegado Dione Lucas, que investiga o caso. Após o depoimento, o delegado cumpriu o mandado de prisão preventiva decretada no dia 27 de junho.

O indígena negou novamente que tenha abusado de Loreto Belen, durante o depoimento, disse que havia saído da comunidade indígena após acompanhar um grupo de turistas em uma vivência na floresta e não sabia da acusação.

Ao ser informado, contratou um advogado e iniciou as negociações para se apresentar e prestar esclarecimentos.

“Preciso investigar mais, ouvir mais testemunhas, os turistas que estavam na aldeia, que participaram das vivências, do banho matinal. Ele nega o abuso, diz que ela que tentou se relacionar com ele, mas não quis. Até agora não achamos o celular dela, vamos tentar pelo iCloud para tentar localizar. Ela ainda não forneceu o iCloud, o pessoal da aldeia diz que procurou o celular pra devolver, mas não encontrou”, disse o delegado.

A chilena formalizou a denúncia na delegacia de Feijó no dia 23 de junho. Loreto chegou à comunidade indígena São Francisco, do Povo Huni Kuî, na zona rural de Feijó, no dia 15 de maio e ficou mais de um mês na localidade.

Durante o período que permaneceu na aldeia, Loreto diz que sofreu, pelo menos, três tipos de abuso sexual cometidos pelo indígena, sendo o último no dia 17 de junho.

Com informações G1

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