quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Ibovespa sobe 0,05% com Petrobras em alta e dólar a R$5,65 em 4 de maio

Ibovespa

O mercado financeiro brasileiro apresentou movimentos mistos nesta segunda-feira, 4 de maio de 2025, com o Ibovespa registrando uma leve alta de 0,05%, fechando a 135.134 pontos. A performance foi impulsionada principalmente pela valorização das ações da Petrobras, que subiram 2,73%, cotadas a R$30,81. Enquanto isso, o dólar recuou 0,56%, estabilizando-se em R$5,65, e o Bitcoin registrou ganho de 1,98%, alcançando R$547.438. Outros papéis importantes, como Vale e Itaú Unibanco, apresentaram quedas discretas, refletindo a volatilidade do cenário econômico.

O pregão foi marcado por um equilíbrio entre setores, com destaque para o desempenho do petróleo e a resiliência do mercado de criptomoedas. Investidores monitoraram indicadores econômicos globais e domésticos, incluindo a expectativa por novas medidas fiscais. A seguir, alguns destaques do dia:

  • Petrobras (PETR4) foi o principal motor do Ibovespa, com alta expressiva.
  • Bitcoin manteve trajetória de valorização, acompanhando tendências globais.
  • Dólar caiu, refletindo menor pressão sobre o real.
  • Ações de varejo, como Magazine Luiza (MGLU3), mostraram estabilidade.

Desempenho da Petrobras impulsiona mercado

A Petrobras foi o grande destaque do pregão, com suas ações preferenciais (PETR4) avançando 2,73%, negociadas a R$30,81. A valorização ocorreu em meio a expectativas positivas sobre o plano de negócios da estatal para 2025-2029, que prevê investimentos de US$111 bilhões. A alta do petróleo no mercado internacional também contribuiu para o desempenho, com o barril Brent registrando ganhos. A estatal anunciou projeções de dividendos ordinários a partir de US$45 bilhões, com possibilidade de extraordinários de até US$10 bilhões, o que atraiu investidores.

O desempenho da Petrobras compensou perdas em outros setores. A empresa, que representa uma fatia significativa do Ibovespa, demonstrou resiliência apesar de desafios fiscais e regulatórios no Brasil. O mercado também reagiu à percepção de maior estabilidade no câmbio, com o dólar recuando para R$5,65. A força da estatal reflete a confiança dos investidores em sua estratégia de longo prazo, mesmo em um cenário de volatilidade global.

Dólar recua e real ganha força

O dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,56%, cotado a R$5,65. A desvalorização da moeda americana foi influenciada por um movimento de ajuste no mercado internacional, com investidores avaliando sinais de política monetária nos Estados Unidos. A força do real também foi sustentada por ingressos de capital estrangeiro no mercado acionário brasileiro, que acumula R$8,7 bilhões em 2025.

A trajetória do dólar tem sido monitorada de perto por analistas, especialmente após a moeda atingir picos superiores a R$5,85 em janeiro. A queda desta segunda-feira alivia pressões sobre importadores e consumidores, mas o mercado segue atento a possíveis intervenções do Banco Central. A volatilidade cambial permanece como um fator de risco, especialmente em um contexto de incerteza fiscal doméstica.

Dolar
Dolar – Foto: Julia Tsokur/Shuterstock.com

Bitcoin mantém trajetória de alta

O Bitcoin registrou valorização de 1,98%, alcançando R$547.438, equivalente a cerca de US$94.613 na cotação do dólar. A criptomoeda mantém uma tendência de alta em 2025, impulsionada por maior adoção institucional e otimismo em mercados globais. No Brasil, o interesse por ativos digitais cresce, com investidores diversificando carteiras em busca de retornos elevados.

A performance do Bitcoin contrasta com a estabilidade de outros ativos. A criptomoeda tem se beneficiado de um ambiente de maior aceitação regulatória em algumas economias, embora o Brasil ainda enfrente desafios para estabelecer um marco claro para o setor. No pregão, o desempenho do Bitcoin reforçou sua relevância como ativo de hedge contra incertezas econômicas.

Ibovespa reflete equilíbrio entre setores

O Ibovespa fechou com alta modesta de 0,05%, aos 135.134 pontos, mantendo-se próximo de sua máxima recente. O índice foi sustentado por ganhos em setores como petróleo e energia, mas enfrentou pressão de papéis ligados ao consumo e bancos. A seguir, os principais movimentos do índice:

  • Petrobras (PETR4): +2,73%, liderando os ganhos.
  • Vale (VALE3): -0,11%, impactada por oscilações no minério de ferro.
  • Itaú Unibanco (ITUB4): -0,27%, refletindo cautela no setor financeiro.
  • Ambev (ABEV3): -3,09%, maior queda entre os destaques.
  • Gerdau (GGBR4): -0,33%, acompanhando commodities metálicas.

A composição do Ibovespa, com peso significativo de empresas de commodities, continua a ser um fator determinante para sua performance. A resiliência do índice reflete a capacidade do mercado brasileiro de atrair capital estrangeiro, mesmo em um ambiente de juros elevados e incertezas fiscais.

Vale enfrenta leve recuo em dia volátil

As ações da Vale (VALE3) registraram queda de 0,11%, cotadas a R$52,80. O desempenho foi influenciado por oscilações nos preços do minério de ferro na China, um mercado crucial para a mineradora. Apesar da leve baixa, a Vale acumula ganhos em 2025, impulsionada pela recuperação de preços de commodities e pela demanda global por matérias-primas.

A mineradora permanece como um dos pilares do Ibovespa, com uma capitalização de mercado de cerca de R$230 bilhões. Investidores seguem atentos à estratégia da empresa para 2025, que inclui expansão de projetos e foco em sustentabilidade. A volatilidade do setor de mineração, no entanto, exige cautela, especialmente em um cenário de possíveis ajustes na economia chinesa.

Setor financeiro sob pressão

O setor financeiro apresentou resultados mistos, com o Itaú Unibanco (ITUB4) recuando 0,27%, negociado a R$35,47. A queda reflete a cautela dos investidores em relação à política monetária brasileira, com o Banco Central sinalizando um ciclo de aperto. A Selic, atualmente em 13,25%, pressiona os custos de crédito e impacta a rentabilidade dos bancos.

Outros bancos, como Bradesco e Santander, também registraram oscilações. O setor financeiro, que representa cerca de 20% do Ibovespa, enfrenta desafios relacionados à inadimplência e à concorrência de fintechs. Apesar disso, a solidez dos grandes bancos brasileiros continua a atrair investidores de longo prazo.

Magazine Luiza mantém estabilidade

As ações da Magazine Luiza (MGLU3) fecharam com variação negativa de 0,11%, cotadas a R$9,31. O desempenho reflete a estabilidade do setor de varejo, que enfrenta um cenário de consumo moderado no Brasil. A empresa tem investido em tecnologia e logística para manter sua competitividade, mas a alta dos juros limita o crescimento do varejo discricionário.

O varejo brasileiro vive um momento de transição, com empresas buscando se adaptar a um consumidor mais seletivo. A Magazine Luiza, uma das líderes do e-commerce no país, mantém uma base sólida de clientes, mas a pressão inflacionária e os custos de financiamento seguem como obstáculos.

Ambev lidera perdas no pregão

A Ambev (ABEV3) registrou a maior queda entre os destaques do Ibovespa, com recuo de 3,09%, cotada a R$14,12. A desvalorização está associada a ajustes no setor de bebidas, que enfrenta desafios relacionados a custos de produção e menor demanda em alguns segmentos. A empresa, que domina o mercado de cervejas no Brasil, divulgou resultados recentes que desapontaram parte dos analistas.

A pressão sobre a Ambev reflete um cenário mais amplo de consumo moderado. A empresa tem buscado diversificar seu portfólio, com foco em bebidas não alcoólicas e premium, mas o ambiente econômico atual limita margens. A queda das ações também foi amplificada por movimentos técnicos no mercado.

Gerdau acompanha commodities metálicas

As ações da Gerdau (GGBR4) caíram 0,33%, negociadas a R$14,94. O desempenho está alinhado com a volatilidade do setor siderúrgico, impactado por oscilações nos preços do aço e do minério de ferro. A Gerdau, uma das maiores produtoras de aço do Brasil, enfrenta um cenário de demanda estável no mercado interno, mas com desafios globais.

A empresa tem investido em modernização e sustentabilidade, com projetos voltados para a redução de emissões. Apesar da queda no pregão, a Gerdau acumula valorização em 2025, beneficiada pela recuperação gradual da construção civil e da indústria automotiva no Brasil.

IFIX avança com mercado imobiliário

O índice de fundos imobiliários (IFIX) subiu 0,20%, alcançando 3.419 pontos. O desempenho reflete o interesse crescente por ativos de renda fixa e imobiliária, em um contexto de juros elevados. Fundos de tijolo, como os voltados para galpões logísticos, lideraram os ganhos, impulsionados pela expansão do e-commerce.

O mercado imobiliário brasileiro vive um momento de recuperação, com aumento na demanda por imóveis comerciais e logísticos. O IFIX, que reúne os principais fundos negociados na B3, tem atraído investidores em busca de dividendos consistentes, especialmente em um cenário de incerteza no mercado acionário.

Cenário global influencia mercado local

O pregão brasileiro foi influenciado por movimentos nos mercados globais. Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 0,28%, enquanto o S&P 500 avançou 0,06%. A Nasdaq, por outro lado, recuou 0,10%, refletindo cautela no setor de tecnologia. Os mercados europeus também apresentaram ganhos moderados, impulsionados por dados econômicos positivos.

A seguir, alguns fatores globais que impactaram o Brasil:

  • Alta do petróleo Brent, beneficiando a Petrobras.
  • Estabilidade do dólar frente a moedas emergentes.
  • Expectativa por decisões do Federal Reserve sobre juros.
  • Recuperação de preços de commodities metálicas.
  • Otimismo com criptomoedas em mercados desenvolvidos.

O cenário internacional reforça a interdependência dos mercados, com o Brasil sensível a mudanças nos preços de commodities e nas políticas monetárias globais. A entrada de capital estrangeiro no mercado acionário brasileiro em 2025 reflete a busca por ativos com valuations atrativos.

Expectativas para o restante da semana

O mercado financeiro brasileiro entra na semana com atenção voltada para indicadores econômicos e eventos corporativos. A divulgação de resultados trimestrais de empresas do Ibovespa, como Petrobras e Vale, deve movimentar o pregão nos próximos dias. Além disso, investidores aguardam sinais do Banco Central sobre a política monetária.

A agenda econômica inclui a divulgação do IPCA de abril, que pode influenciar as expectativas para a Selic. No cenário global, decisões do Federal Reserve e dados de inflação nos Estados Unidos serão monitorados de perto. A volatilidade deve persistir, mas o mercado brasileiro mantém fundamentos que atraem investidores de longo prazo.

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