segunda-feira, 2 fevereiro, 2026
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Dólar cai para R$ 5,36 com desaceleração do emprego nos EUA

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Dólar cai para R$ 5,36 com desaceleração do emprego nos EUA


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Num dia de alívio no mercado financeiro, o dólar caiu após duas altas consecutivas e voltou a fechar no menor valor desde o início de dezembro. Apesar de perder força no fim do dia, a bolsa subiu e recuperou os 163 mil pontos.Dólar cai para R$ 5,36 com desaceleração do emprego nos EUA | Cidade AC News – Notícias do AcreDólar cai para R$ 5,36 com desaceleração do emprego nos EUA | Cidade AC News – Notícias do Acre

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (9) vendido a R$ 5,365, com recuo de R$ 0,024 (-0,44%). A cotação iniciou o dia estável, mas caiu após a divulgação de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Na mínima do dia, por volta das 14h, chegou a R$ 5,35.

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A moeda estadunidense está no menor nível desde 4 de dezembro, quando tinha sido vendida a R$ 5,31. A divisa cai 2,24% em janeiro, após subir 2,89% no mês passado. Em 2025, o dólar caiu 11,18%.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Após cair 1,03% na quinta-feira (8), o Ibovespa fechou esta sexta aos 163.370 pontos, com alta de 0,27%. O indicador chegou a subir 0,81% às 14h03, mas perdeu força durante a tarde.

A bolsa brasileira subiu 1,76% na semana e acumula alta de 1,39% em 2026.

Tanto fatores internos como externos influenciaram o mercado. A divulgação de que a economia estadunidense criou 50 mil empregos em dezembro foi bem recebida pelos investidores. A abertura de vagas ficou abaixo do previsto, o que abre margem para um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) no início de 2026.

Juros menores em economias avançadas atraem capitais para países emergentes, como o Brasil. Nesta sexta, o real também se beneficiou da alta de 2% do petróleo no mercado internacional.

Em relação à economia interna, os dados da inflação oficial em 2025 ajudaram a segurar o dólar. Apesar de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter fechado o ano passado em 4,26%, os preços do setor de serviços continuam pressionados, o que abre margem para o Banco Central brasileiro começar a cortar os juros apenas na reunião de março.

Juros mais altos no Brasil favorecem a entrada de capitais financeiros do exterior. No entanto, tiram a força da bolsa de valores porque estimulam a migração de investimentos para a renda fixa.

*Com informações da Reuters

Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE

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Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE


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Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado nesta sexta-feira (9) pelo Conselho da EU. Com a previsão de ser assinado no dia 17 em Assunção, Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE | Cidade AC News – Notícias do AcreEntenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE | Cidade AC News – Notícias do Acre

Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.

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Após a assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.

Confira os principais pontos do acordo:

1. Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
  • Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
  • União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

2. Ganhos imediatos para a indústria

  • Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

>>Setores beneficiados:

  • Máquinas e equipamentos;
  • Automóveis e autopeças;
  • Produtos químicos;
  • Aeronaves e equipamentos de transporte.

3. Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
  • UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
  • Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.

4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

  • Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
  • Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
  • Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
  • Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
  • Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
  • No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.

5. Salvaguardas agrícolas

>>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

  • Importações crescerem acima de limites definidos;
  • Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
  • Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.

6. Compromissos ambientais obrigatórios

  • Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
  • Cláusulas ambientais são vinculantes;
  • Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.

7. Regras sanitárias continuam rigorosas

  • UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.
  • Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.

8. Comércio de serviços e investimentos

>>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

>>Avanços em setores como:

  • Serviços financeiros;
  • Telecomunicações;
  • Transporte;
  • Serviços empresariais.

9. Compras públicas

  • Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
  • Regras mais transparentes e previsíveis.

10. Proteção à propriedade intelectual

  • Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
  • Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.

11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

  • Capítulo específico para PMEs;
  • Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
  • Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.

12. Impacto para o Brasil

  • Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
  • Maior integração a cadeias globais de valor;
  • Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.

13. Próximos passos

  • Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;
  • Aprovação pelo Parlamento Europeu;
  • Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
  • Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;
  • Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.

Apex estima que acordo Mercosul-UE pode elevar exportações do Brasil

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Apex estima que acordo Mercosul-UE pode elevar exportações do Brasil


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Aprovado nesta sexta-feira (9), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode gerar um aumento de cerca de US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras, segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O pacto, negociado por mais de 25 anos, é considerado o maior acordo econômico já firmado pelos dois blocos.Apex estima que acordo Mercosul-UE pode elevar exportações do Brasil | Cidade AC News – Notícias do AcreApex estima que acordo Mercosul-UE pode elevar exportações do Brasil | Cidade AC News – Notícias do Acre

De acordo com a Apex, a indústria brasileira deve sentir efeitos imediatos da redução tarifária prevista no acordo. Entre os principais setores beneficiados estão os de máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, autopeças, como motores de pistão, e aeronaves, beneficiados com redução imediata de tarifa. Também são apontadas oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química.

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A Apex também avalia que o acordo pode ampliar a diversificação da pauta exportadora brasileira. Atualmente, mais de um terço das vendas do Brasil para a União Europeia é composto por produtos da indústria de transformação, o que tende a ganhar ainda mais espaço com a redução das barreiras comerciais.

Para as commodities, avalia a ApexBrasil, o impacto será gradual. O acordo prevê a redução progressiva das tarifas de produtos como carne de aves, carne bovina e etanol, que devem ser zeradas em um prazo de até 10 anos, respeitando cotas e mecanismos de salvaguarda. Essas cláusulas permitem o monitoramento das importações e buscam proteger, principalmente, produtores rurais europeus.

Multilateralismo

Em nota, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que o acordo representa uma vitória do multilateralismo em um cenário global marcado por disputas comerciais e enfraquecimento de instituições internacionais.

“Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, ressaltou.

Segundo Viana, o mercado formado por Mercosul e União Europeia reúne mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de US$ 22 trilhões. “Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, destacou.

Empresariado brasileiro comemora avanço no acordo com União Europeia

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Empresariado brasileiro comemora avanço no acordo com União Europeia


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Entidades empresariais brasileiras comemoraram a aprovação, após 25 anos de negociações, do acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia. A proposta conseguiu, nesta sexta-feira (9), o aval do bloco europeu, onde era necessária a chancela de 15 dos 27 Estados-membros, que, além disso, precisavam representar ao menos 65% da população total do bloco. Empresariado brasileiro comemora avanço no acordo com União Europeia | Cidade AC News – Notícias do AcreEmpresariado brasileiro comemora avanço no acordo com União Europeia | Cidade AC News – Notícias do Acre

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou o acordo como um passo significativo para avançar na inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento da indústria nacional. Segundo a CNI, em 2024, quando o bloco europeu foi o destino de 14,3% das exportações do país, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.

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“A aprovação do acordo é um passo decisivo e cria as condições políticas necessárias para avançarmos rumo à assinatura. Esperamos que esse processo seja concluído o quanto antes, para que possamos transformar esse avanço institucional em oportunidades concretas de comércio, investimentos e aumento da competitividade do país”, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A CNI também vê potencial de intensificação das relações comerciais e produtivas com países do Leste Europeu, como República Tcheca, Polônia e Romênia, “que possuem fluxos comerciais modestos com o Brasil, que podem ser ampliados de forma consistente, com destaque para indústria, tecnologia e consumo interno”.

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) ressalta que o acordo é um marco estratégico para a indústria química brasileira, ao ampliar o acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo, estimular investimentos, fortalecer a inovação e impulsionar uma agenda de sustentabilidade alinhada aos princípios ESG.

“O acordo representa uma oportunidade concreta de reposicionar a indústria química brasileira em cadeias globais de maior valor agregado”, afirma o presidente-executivo da Abiquim André Passos Cordeiro.

Cordeiro acrescenta que o acordo cria um ambiente mais previsível e moderno para investimentos, especialmente em áreas como bioeconomia, química de base renovável e energia limpa.

Para a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a assinatura representa um marco essencial para o comércio internacional, em tempos marcados por turbulência geopolítica e inúmeras crises, criando a maior zona de livre comércio do mundo.

O tratado, na projeção da associação, pode propiciar o aumento das exportações do setor eletroeletrônico para a União Europeia entre 25 e 30% no médio prazo, assim como permitirá uma diversificação dos fornecedores de insumos para a produção industrial.

A expectativa da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) é de que o acordo abrirá várias janelas de oportunidades para a economia brasileira. Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, o acordo é uma combinação em que todos os países ganham e se fortalecem para enfrentar os desafios do cada vez mais competitivo do comércio internacional.

“O acordo é uma vitória da diplomacia e do setor produtivo. Os próximos passos até chegar à implementação exigirão diálogo entre os países para o benefício de toda a sociedade”, destaca.

A CACB prevê a atração de investimentos dos países europeus no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com benefícios para todo o continente. “O cenário favorece não só o bloco, mas toda a América do Sul”. 

Fiesp, Firjan e Fiemg

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) demonstrou entusiasmo com o acordo, mesmo avaliando que o texto não é perfeito.

“Foi o acordo possível para conciliar interesses de 31 países, em um cenário de transformação do comércio internacional. A Fiesp participou ativamente das negociações nas últimas décadas, com o objetivo principal de que o entendimento trouxesse valor real para as pessoas e para a indústria brasileira”.

Para a Fiesp, o acordo é abrangente e mudará substancialmente a forma com que as empresas do Mercosul e da UE fazem negócios, importam, exportam e investem entre si.

O presidente da entidade, Paulo Skaf, disse que o real trabalho começa agora, porque será necessário a todos inovar, melhorar a produtividade e buscar incessantemente a excelência da porta para dentro das fábricas, que já têm condições de competir com os europeus.

“E trabalharemos para assegurar a isonomia competitiva que permita ao empreendedor nacional prosperar e tirar o máximo proveito das oportunidades que o acordo oferece”, afirmou.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) também comemorou que a aproximação entre Mercosul e UE promoverá um significativo aumento da corrente de comércio, novos investimentos e crescimento do PIB industrial brasileiro, diversificando e ampliando parcerias em um cenário geopolítico marcado por tensões.

Já a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), ainda que avalie o acordo de forma positiva, ressalta que o acordo deve ser analisado com cautela e atenção aos seus impactos sobre a indústria.

“Minas Gerais mantém relação comercial sólida e superavitária com o bloco europeu, o que reforça a importância estratégica do acordo para o estado. Entre 2021 e 2025, as exportações mineiras para a União Europeia somaram cerca de US$ 31,0 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 13,38 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 17,62 bilhões”.

A federação acredita que os benefícios serão principalmente para setores como café, mineração, siderurgia, celulose e cadeias industriais integradas, como a automotiva e de autopeças. “Ao mesmo tempo, a FIEMG destaca a necessidade de atenção à implementação do acordo, especialmente para segmentos mais sensíveis à concorrência externa, além de atividades que dependem do cumprimento de exigências sanitárias e regulatórias específicas”.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, a aprovação do acordo bilateral é um avanço importante, após mais de duas décadas de discussões e ajustes.

Meirelles ressaltou que o tarifaço imposto pelo governo americano reforçou a importância de acordos bilaterais que permitam uma maior capilaridade do comércio internacional brasileiro. 

O presidente da Faesp avaliou também que as salvaguardas impostas por países como Itália e França não estão erradas, pois pretendem proteger as cadeias produtivas locais. Na visão do presidente da Faesp, o governo brasileiro também deve ter essa preocupação com o produtor.

“No caso do leite em pó, há mais de um ano estamos denunciando a importação desenfreada, comprometendo a cadeia do leite, sem que nenhuma posição tenha sido tomada até então. O governo brasileiro precisa ser parceiro do setor produtivo”, afirmou.

*Colaborou a repórter Flávia Albuquerque

Haddad e Tebet destacam benefícios para Brasil com acordo UE-Mercosul

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Haddad e Tebet destacam benefícios para Brasil com acordo UE-Mercosul


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Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) se manifestaram nesta sexta-feira (9) para celebrar o anúncio da União Europeia pela aprovação do acordo comercial com o Mercosul. Haddad e Tebet destacam benefícios para Brasil com acordo UE-Mercosul | Cidade AC News – Notícias do AcreHaddad e Tebet destacam benefícios para Brasil com acordo UE-Mercosul | Cidade AC News – Notícias do Acre


Brasília - 14/10/2025 -O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Em debate, o projeto de lei (PL 1.087/2025) do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Brasília – 14/10/2025 – Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Nas redes sociais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou o acordo como histórico e uma sinalização para um futuro de “pluralidade e oportunidade”.

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“Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico. Uma nova avenida de cooperação se abre nesse momento conturbado, mostrando um novo caminho de pluralidade e oportunidade”, disse Haddad.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou que o acordo irá proporcionar a chegada de produtos brasileiros a mais consumidores, ampliação de investimentos, o que poderá ajudar a reduzir a inflação no país


Brasília (DF), 19/08/2025 - Comissão de Assuntos Econômicos
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa, com a ministra do Planejamento e Orçamento, para que sejam prestadas informações sobre a avaliação da Pasta quanto à eficiência dos subsídios tributários, financeiros e creditícios concedidos pela União; e o cumprimento do disposto no Art. 4º da Emenda Constitucional nº 109, de 2021, que determina ao Governo a apresentação de plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária, até o nível de 2% do PIB.

Mesa:
ministra de Estado do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Brasília (DF), 19/08/2025 -Ministra Simone Tebet. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

“Um marco histórico para o multilateralismo! O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Mais acesso a mercados consumidores, mais investimentos, mais integração entre os países e, principalmente, mais produtos disponíveis, maior competição, ajudando a baixar ainda mais a inflação. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”, afirmou a ministra, em nota oficial. 

Acordo Mercosul-UE

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou a aprovação, por ampla maioria dos países que integram a União Europeia (UE), do acordo de livre comércio com o Mercosul – bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil.

Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).

Repercussões 

Pelas redes sociais, o presidente Lula afirmou ser “uma vitória do diálogo”.

“Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, afirmou o presidente.

Lula destacou que o acordo, além de trazer benefícios para os dois blocos, é “uma sinalização em favor do comércio internacional”. O presidente brasileiro foi atuante na costura desse acordo e tentou finalizá-lo no final do ano passado, quando o Brasil presidia o bloco sul-americano. Para Lula, o acordo entre Mercosul e União Europeia era uma prioridade.

Líderes europeus comemoram aprovação do acordo.

Segundo a agência de notícias Reuters, os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE indicaram as posições de seus governos na manhã desta sexta-feira, mas cada país deve confirmar seu voto por escrito até as 17h (13h, em Brasília) de hoje.

Ainda de acordo com a Reuters, ao menos 15 países, que juntos representam pelo menos 65% da população total do bloco europeu, votaram a favor da assinatura, conforme exigido.

Se o resultado for confirmado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen poderá viajar ao Paraguai já na próxima semana para ratificar o acerto com os os países-membros do Mercosul – bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor. 

Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real

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Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real


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O Ministério da Fazenda comemorou nesta sexta-feira (9) o resultado da inflação oficial de 2025. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano em 4,26%, dentro do sistema de metas e com a quinta menor taxa registrada desde 1995, início do Plano Real.Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real | Cidade AC News – Notícias do AcreFazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real | Cidade AC News – Notícias do Acre

A avaliação é do secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, que ocupa interinamente o cargo de ministro da Fazenda durante as férias de Fernando Haddad. Segundo ele, o resultado consolida um cenário de maior estabilidade econômica e reforça a meta do governo de entregar a menor inflação acumulada de um mandato presidencial desde a criação do real.

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“Os 4,26% são o menor IPCA desde 2018. Mas, em 2018, o desemprego estava em 11,6%. Agora está em 5,2%. Estamos entregando inflação e desemprego baixos”, afirmou Durigan, em publicação nas redes sociais.

O ministro interino destacou ainda que o resultado ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro ao longo de boa parte do ano. No primeiro semestre de 2025, o boletim Focus chegou a apontar projeções de inflação próximas de 5,6%.

 


Brasília (DF), 28.08.2024 - Dario Durigan – secretário executivo do Ministério da Fazenda, durante entrevista coletiva sobre o processo de revisão de gastos. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Dario Durigan ressaltou que o resultado do IPCA ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro. Foto: José Cruz/Arquivo Agência Brasil

Outro ponto ressaltado por Durigan foi o comportamento mais moderado dos preços dos alimentos, que tiveram alta de 1,43% no ano, contribuindo para a desaceleração do índice geral. No grupo alimentação e bebidas, a inflação ficou em 2,95%, bem abaixo dos 7,69% registrados em 2024.

“Com a estabilidade econômica e fiscal que devolvemos ao Brasil, colhemos bom crescimento do PIB, baixo desemprego, aumento da renda real do trabalho e quedas da pobreza, da extrema pobreza e da desigualdade. Não tenham dúvidas: em 2026 não será diferente!”, declarou.

Em 2025, a inflação oficial ficou abaixo do teto da meta, de 4,5%, em um contexto de política monetária contracionista, com a taxa básica de juros em 15% ao ano, no maior nível desde 2006. Em nota, o secretário de Políticas Econômicas da Fazenda, Guilherme Mello, ressaltou que a coordenação entre a política fiscal e monetária ajudou a reduzir as pressões inflacionárias.

Planejamento

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também comemorou o resultado. Em publicação nas redes sociais, ela destacou o impacto positivo da desaceleração dos preços sobre o custo de vida da população.


Brasília (DF), 09/07/2025  - Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante audiência pública em Três comissões da Câmara. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também comemorou o resultado do IPCA. Foto: Lula Marques/Arquivo Agência Brasil

 

“Fechamos bem o ano: IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro do intervalo da meta para inflação, e 0,57 ponto percentual abaixo dos 4,83% registrados em 2024. Os preços dos alimentos subiram menos: 2,95% em 2025 contra 7,69% em 2024”, escreveu Tebet.

A ministra acrescentou que a combinação de inflação mais baixa, mercado de trabalho aquecido e aumento da renda melhora diretamente a vida dos brasileiros. Tebet ressaltou a contribuição dos alimentos para a redução do índice de preços.

“Tão importante quanto fechar dentro da meta é a inflação baixa para o item que mais importa: alimentos. Menos da metade de 2024. Mais comida na mesa dos brasileiros, que tiveram aumento real do salário mínimo”, acrescentou.

Aneel divulga calendário para anúncio de bandeiras tarifárias em 2026

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Aneel divulga calendário para anúncio de bandeiras tarifárias em 2026


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O ano de 2026 começou com redução no valor das contas de energia elétrica com a bandeira verde na tarifa de energia, ou seja, sem custo extra. Para o próximo mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a decisão sobre a bandeira tarifária será anunciada no dia 30 de janeiro, conforme calendário divulgado pela agência reguladora nesta semana.Aneel divulga calendário para anúncio de bandeiras tarifárias em 2026 | Cidade AC News – Notícias do AcreAneel divulga calendário para anúncio de bandeiras tarifárias em 2026 | Cidade AC News – Notícias do Acre

Pelo calendário, o consumidor pode acompanhar as decisões da Aneel a respeito das bandeiras tarifárias que vigorarão a cada mês no decorrer do ano de 2026. Nas datas previstas, será divulgada a cor da bandeira que estará vigente no mês seguinte.

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No dia 27 de fevereiro, sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada em março e, no mesmo dia de março (27), sai a bandeira de abril. A definição da bandeira tarifária de maio será divulgada no dia 24 de abril.

A bandeira de junho, será conhecida no dia 29 de maio. Para julho, a Aneel disse que vai divulgar a bandeira no dia 26 de junho. A bandeira a ser aplicada em agosto será divulgada no dia 31 de julho. A de setembro sairá no dia 28 de agosto; e a de outubro, no dia 25 de setembro.

Por fim, a bandeira tarifária que será aplicada em novembro será anunciada no dia 30 de outubro. A bandeira de dezembro será conhecida no dia 27 de novembro. Já a bandeira a ser aplicada em janeiro de 2027, sairá no dia 23 de dezembro.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.

Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

Importante observar que, anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias para o ciclo seguinte. Atualmente os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.

Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.

Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026

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Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026


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A partir de fevereiro, os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham mais que o salário mínimo terão aumento de 3,9%. Com a correção, o teto dos benefícios da Previdência Social sobe para R$ 8.475,55 em 2026, contra R$ 8.157,40 em 2025.Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026 | Cidade AC News – Notícias do AcreTeto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026 | Cidade AC News – Notícias do Acre

A variação equivale ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

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O reajuste de 3,9% será pago integralmente aos segurados que já recebiam as aposentadorias e pensões do INSS acima de um salário mínimo em 1º de fevereiro de 2025. Quem começou a receber o benefício após essa data terá aumento proporcional ao número de meses em que o benefício foi pago.

Segundo o INSS, atualmente 13,25 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Um total de 21,9 milhões de pessoas, cerca de 62,5% do total dos aposentados e pensionistas, ganham o salário mínimo, que subiu de R$ 1.580 para R$ 1.618.

Para quem recebe o salário mínimo, o pagamento das aposentadorias e pensões com reajuste vai de 26 de janeiro a 6 de fevereiro. O pagamento dos benefícios do INSS acima do mínimo com a correção de 3,9% vai de 2 a 6 de fevereiro. A data de pagamento varia conforme o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador, que aparece após o traço.

Por mais um ano, os aposentados e pensionistas que ganham além do mínimo não terão aumento real (acima da inflação), recebendo o equivalente ao INPC do ano anterior. Quem recebe o mínimo teve reajuste real de 2,5%, segundo a política aprovada pelo Congresso no fim de 2024, que restringe o aumento real ao teto de crescimento de gastos do arcabouço fiscal.

Tabela

A correção de 3,9% também incidirá sobre a tabela do INSS, por meio da qual os trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada e de empresas estatais recolhem as contribuições mensais à Previdência Social. As alíquotas e as faixas de dedução vão incidir sobre as seguintes faixas:

Salário de contribuições Alíquota Parcela a deduzir do INSS
Até R$ 1.621

7,5%

R$ 0,00
De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 9% R$ 23,66
De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 12% R$ 110,75

De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55

14% R$ 197,83
Fonte : INSS

Consulta

Nas próximas semanas, o INSS fornecerá o extrato com os novos valores das aposentadorias e das pensões. As informações estão disponíveis no site Meu INSS e no aplicativo de mesmo nome. A consulta exige login e senha do Portal Gov.br.

Quem não tem acesso à internet pode consultar o valor por meio do telefone 135. O segurado que ligar para esse número deve informar o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e confirmar alguns dados cadastrais para evitar fraudes.

Justiça dos EUA reconhece liquidação do Banco Master e bloqueia ativos

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Justiça dos EUA reconhece liquidação do Banco Master e bloqueia ativos


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A Justiça dos Estados Unidos reconheceu nesta quinta-feira (8) a liquidação extrajudicial do Banco Master decretada no Brasil e determinou o bloqueio de ativos da instituição e de suas controladas em território americano. A decisão é do juiz Scott M. Grossman, da Corte de Falências do Distrito Sul da Flórida, e representa um reforço à atuação do Banco Central (BC) no caso.Justiça dos EUA reconhece liquidação do Banco Master e bloqueia ativos | Cidade AC News – Notícias do AcreJustiça dos EUA reconhece liquidação do Banco Master e bloqueia ativos | Cidade AC News – Notícias do Acre

O reconhecimento foi concedido a pedido da EFB Regimes Especiais de Empresas, nomeada pelo BC como liquidante do Banco Master. O magistrado enquadrou a liquidação brasileira como “processo estrangeiro principal”, nos termos do Chapter 15 da legislação dos EUA, o que obriga tribunais e credores americanos a respeitarem o andamento do processo conduzido no Brasil.

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Com a decisão, ficam suspensas todas as ações judiciais, execuções de dívidas e qualquer tentativa de transferência ou movimentação de ativos do Banco Master nos Estados Unidos fora do controle do liquidante. A ordem também alcança o LetsBank S.A., o Banco Master de Investimento S.A. e a Master S.A. Corretora de Câmbio, Títulos e Valores.

“Todas as pessoas e entidades ficam proibidas de transferir, onerar ou de qualquer outra forma dispor de quaisquer ativos dos devedores localizados nos Estados Unidos”, afirmou o juiz no despacho.

Grossman rejeitou os pedidos apresentados por Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, que alegava que a liquidação poderia ser revertida no Brasil, especialmente em razão de questionamentos no Tribunal de Contas da União (TCU). Para o magistrado, o processo brasileiro é regular e o liquidante está “devidamente autorizado” a representar a instituição no exterior.

A decisão também concede à EFB amplos poderes para atuar nos EUA, incluindo a possibilidade de ouvir testemunhas, produzir provas e requisitar informações sobre ativos, negócios, direitos e passivos do banco e de suas controladas.

TCU

A decisão ocorreu horas depois de o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspender uma inspeção presencial no Banco Central relacionada à liquidação do Master. Citando “contornos desproporcionais” após a “ampla divulgação do caso”, o ministro levou o tema para análise do plenário do tribunal.

O Banco Master teve a liquidação decretada pelo BC em novembro, após a rejeição da proposta de venda ao Banco de Brasília (BRB) e no contexto da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo a antiga administração da instituição.

COB anuncia os atletas que serão homenageados este ano no Hall da Fama

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COB anuncia os atletas que serão homenageados este ano no Hall da Fama


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O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou os cinco atletas eleitos para serem homenageados este ano no Hall da Fama da entidade, criado em 2018. Na lista divulgada nesta sexta-feira (9) está Oscar Schimidt, ícone do basquete mundial e maior cestinha olímpico; Ricardo Santos e Emanuel Rego, dupla campeã olímpica no vôlei de praia nos Jogos de Atenas 2005; e Alexandre Welter e Lars Björkström, primeira parceria do país a faturar o ouro olímpico, em Moscou 1980.COB anuncia os atletas que serão homenageados este ano no Hall da Fama | Cidade AC News – Notícias do AcreCOB anuncia os atletas que serão homenageados este ano no Hall da Fama | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os cinco novos integrantes foram definidos pela comissão avaliadora, no último dia 10. Os atletas escolhidos deixarão as marcas dos pés e mãos eternizadas em moldes, durante uma cerimônia. A data e o local da celebração ainda serão anunciados.

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“É um orgulho enorme para o COB homenagear esses gigantes. Não é só sobre reconhecer os grandes feitos e guardar seus nomes na história, é garantir que suas trajetórias sigam inspirando, sigam vivas para sempre, como um farol, dentro do esporte olímpico brasileiro”, pontuou Marco La Porta, presidente do COB. 

As primeiras personalidades a terem as marcas registradas no Hall da Fama foram a dupla de vôlei de praia Jackie Silva e Sandra Pires, o velejador Torben Grael e o maratonista Vanderlei Cordeiro. Depois de sete anos, já são 39 os homenageados. Os quatro últimos foram a ginasta Daiane dos Santos, o judoca Edinanci Silva, o tenista Gustavo Kuerten e o atirado esportivo Afrânico Costa in memoriam, eleitos em 2025.

Biografia dos atletas

Alex Welter e Lars Björkström – vela 
Alex Welter e Lars Björkström entraram para a história com ao levarem a primeira medalha de ouro olímpica do país na modalidade – classe Tornado – na Olimpíada de Moscou (1980)..Na ocasião, eles quebraram um jejum de 24 anos sem pódios olímpicos do país. A parceria começou em 1976 e logo despontou no cenário internacional, com classificações para competições mundiais e olímpicas. Após encerrarem a carreira, ambos seguiram ativos no Movimento Olímpico, atuando inclusive como voluntários na Rio 2016. Welter e Björkström são reconhecidos como os campeões olímpicos vivos mais velhos do pais.

Oscar Schmidt – basquete 
Conhecido mundialmente como Mão Santa, Oscar está no panteão dos astros do basquete mundial. Recordista brasileiro em participações olímpicas ((Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996), com cinco edições consecutivas, Oscar é o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição. O brasileiro integra tanto o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) quanto o Hall da Fama da NBA, embora nunca tenha atuado na liga norte-americana.  mesmo sem nunca ter atuado na liga. Nascido em Natal (RN), o Mão Santa foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

Ricardo Santos e Emanuel Rego – vôlei de Praia
Ícones mundiais do vôlei de praia, Ricardo Santos e Emanuel Rego foram campeões olímpicos em Atenas 2004 e, quatro anos depois, subiram ao pódio em Pequim 2008, com a medalha de bronze. A dupla colecionou títulos no circuito internacional: foi campeã mundial em 2003, conquistaram cinco títulos do circuito mundial, e também faturaram o ouro Jogos Pan-Americanos Rio 2007. Além dos pódios, Ricardo e Emanuel deixam como legado a consolidação do vôlei de praia como uma das modalidades mais vitoriosas do Brasil.

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