quarta-feira, 11 março, 2026
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Pequenos negócios brasileiros abraçam as práticas de sustentabilidade socioambiental

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Pequenos negócios brasileiros abraçam as práticas de sustentabilidade socioambiental

Práticas de sustentabilidade socioambiental como coleta seletiva, reciclagem de resíduos e incentivo ao uso consciente de água e energia são consideradas importantes ou muito importantes por 93% dos donos de pequenos negócios brasileiros. É o que aponta pesquisa realizada pelo Sebrae. De acordo com o levantamento, a maior parte dos empreendedores (83%) acredita que as ações sustentáveis não devem ficar restritas apenas às grandes e médias empresas.

Os dados mostram que os microempreendedores individuais são o grupo que atribui maior grau de importância às práticas de sustentabilidade (41% consideram a questão muito importante e 51%, importante). Já entre os setores de atividade, o de Serviços é o que considera o tema como mais importante (94%).

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a pesquisa reafirma a importância de incluir os pequenos negócios nos debates sobre sustentabilidade, em especial no momento que antecede a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

A sustentabilidade é um conceito que não tem mais volta. O Sebrae se concentra em impulsionar um desenvolvimento que seja simultaneamente sustentável e inovador. Para alcançar esse objetivo, atua no fortalecimento do empreendedorismo sustentável, mostrando que o desenvolvimento pode acontecer sem ameaçar as nossas riquezas naturais e a nossa biodiversidade.

Décio Lima, presidente do Sebrae

O levantamento apontou que o impacto positivo em questões sociais e no meio ambiente é apontado por 66% dos entrevistados como principal benefício das práticas ESG.

Obstáculos

Os donos de pequenos negócios ouvidos na pesquisa apontaram que a falta de informação é a maior dificuldade enfrentada no processo de implementação das práticas ESG (soma dos 20% que afirmam dispor de pouca informação com os 7% que dizem não saber por onde começar). A falta de dinheiro (21%) é a segunda dificuldade mais encontrada.

Pequenos negócios brasileiros abraçam as práticas de sustentabilidade socioambiental | Cidade AC News – Notícias do Acre

COP30

A pesquisa revelou que – no conjunto dos pequenos negócios brasileiros – 71% consideram a Conferência do Clima importante ou muito importante para o próprio empreendimento. O grau de importância é inversamente proporcional ao porte da empresa, sendo maior entre os microempreendedores individuais (72%) que para as microempresas (69%) e empresas de pequeno porte (68%). Essa importância também é maior entre as mulheres (76%), contra 67% dos homens.

Para os donos de pequenos negócios, a realização da COP30 vai contribuir principalmente para conectar pequenos negócios a oportunidades de mercado verde (produtos e serviços sustentáveis como energia solar, embalagens biodegradáveis, reciclagem, entre outros), promover linhas de crédito para práticas sustentáveis e divulgar práticas de ESG entre pequenos negócios.

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Foto: Divulgação

Números da pesquisa

Do total de entrevistados, 93% consideram as práticas ESG importantes, principalmente por seus impactos positivos sociais e ambientais (66%). As ações mais comuns de práticas de ESG são coleta seletiva e reciclagem (42%) e uso consciente de água e energia (24%).

As principais barreiras são falta de recursos financeiros (21%) e falta de informação (27%), o que indica necessidade de apoio técnico e educativo. A grande maioria considera muito importante o papel do Sebrae na COP30, destacando-se três ações prioritárias:

  • Conectar pequenos negócios ao mercado verde (Muito importante 50% + Importante 44%);
  • Promover linhas de crédito e incentivos sustentáveis (Muito importante 40% + Importante 51%);
  • Divulgar boas práticas de ESG (Muito importante 39% + Importante 51%);

Metodologia

A pesquisa ouviu 6.266 donos de pequenos negócios (MEI, micro e pequenas empresas) de todas as unidades da Federação, entre os dias 9 de agosto a 16 de setembro de 2025.

Burocracia vira nicho para inovação entre pequenos negócios de serviço

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Burocracia vira nicho para inovação entre pequenos negócios de serviço

As inúmeras regras, procedimentos e exigências dos sistemas administrativos, públicos ou privados, visando à eficiência, à padronização e à previsibilidade de processos, a chamada burocracia, têm gerado novas demandas e criado oportunidades para prestação de serviço inovador. Para parte significativa dos pequenos negócios do setor de Serviço, ela tem se transformado em uma oportunidade de atuação estratégica.

É o que revela a Pesquisa Serviço 2025, que o Sebrae acaba de realizar, com análise pelos métodos qualitativo e quantitativo, com o objetivo de compreender o panorama atual desse setor no Brasil.

Entre os mais de 1.300 pequenos negócios pesquisados, o Sebrae identificou casos emblemáticos de empreendedores que encontraram na gestão de processos regulatórios uma fonte de valor: arquitetos que atuam na regularização de obras, profissionais que auxiliam na emissão de alvarás, consultores de MEI, despachantes digitais e contadores que oferecem pacotes completos para desburocratizar a vida do cliente.

Burocracia vira nicho para inovação entre pequenos negócios de serviço | Cidade AC News – Notícias do Acre
Foto: Luís Tajes

No Nordeste e Sudeste, por exemplo, quase 20% dos entrevistados responderam que contratam consultorias ou serviços especializados mediante os desafios de seus negócios. No cruzamento de dados da pesquisa quantitativa, foi constatado que o atendimento a demandas associadas à viabilidade e conformidade legal está entre os principais serviços oferecidos — especialmente entre os negócios que atendem outras empresas (B2B).

Já na pesquisa qualitativa, os relatos mostram que muitos desses negócios surgiram por dor própria: o empreendedor enfrentou um processo burocrático e decidiu empreender oferecendo a solução que ele mesmo precisou.

Essa tendência, embora não esteja ainda massificada, revela uma oportunidade para o design de serviço: transformar os ‘pontos de dor’ do sistema regulatório em jornadas mais fluidas, acessíveis e confiáveis.

Eúde do Amor, analista de Competitividade

“O serviço pode ser desenhado para melhorar a experiência do usuário — e isso inclui, especialmente, os pontos de fricção institucional”, conclui, referindo-se a obstáculos estruturais ou procedimentais que criam dificuldades e atrito na interação entre um indivíduo, ou grupo, e uma instituição, dificultando a conclusão de uma tarefa ou o atingimento de um objetivo.

Burocracia vira nicho para inovação entre pequenos negócios de serviço | Cidade AC News – Notícias do Acre
Foto: Divulgação

A conclusão da pesquisa trouxe aos analistas do Sebrae alguns insights estratégicos:

  • Empreendedores devem ver na burocracia uma janela de oportunidade para criação de novos serviços.
  • Profissionais de áreas como arquitetura, contabilidade e consultoria regulatória estão inovando em formatos e canais.
  • A dor pessoal com a burocracia deve ser sentida como gatilho para a criação de negócios relevantes e escaláveis.
  • O design de serviço pode ajudar a mapear e redesenhar processos regulatórios a partir do ponto de vista do usuário.

Baseado nesses resultados, o Sebrae considera importante seu trabalho no desenvolvimento de serviço voltado à desburocratização da vida do cliente, estimulando a atuação empreendedora em nichos regulatórios de alta complexidade, mas também a formação sobre simplificação de processos e jornada regulatória. A promoção de articulações com órgãos públicos para encurtar o caminho do empreendedor continua, contudo, na pauta do Sebrae, por ser uma demanda importante dos pequenos negócios.

Agenda SMCCI – 22 de outubro de 2025

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Agenda SMCCI – 22 de outubro de 2025

Agenda Diária 22-10-2025

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Agenda Emurb – 22 de outubro de 2025

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Agenda Emurb – 22 de outubro de 2025

PROG. 22 DE OUTUBRO DE 2025 (QUARTA FEIRA)

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Deputados aprovam criação de Centros de Referência Especializados para a População em Situação de Rua no Acre

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Deputados aprovam criação de Centros de Referência Especializados para a População em Situação de Rua no Acre

Durante a Ordem do Dia desta quarta-feira (22), os deputados aprovaram o Projeto de Lei nº 84/2025, de autoria do deputado Adailton Cruz (PSB), que dispõe sobre critérios para a implantação dos Centros de Referência Especializados para a População em Situação de Rua (Centro COOP) no âmbito do Estado do Acre. A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi aprovada em plenário com o reconhecimento dos parlamentares pela relevância social da iniciativa.

O PL tem como objetivo garantir o atendimento integral e humanizado à população em situação de rua, assegurando acesso a serviços de assistência social, saúde, capacitação profissional e reintegração familiar. De acordo com o texto, os Centros COOP deverão funcionar como espaços de acolhimento e referência, com equipe multidisciplinar voltada ao atendimento das demandas específicas desse público.

O deputado Adailton Cruz destacou que a proposta nasce da necessidade de o Estado dispor de uma política pública permanente e estruturada voltada às pessoas que vivem em extrema vulnerabilidade. “O Acre precisa dar um passo importante na proteção da dignidade humana. Os Centros COOP serão instrumentos de apoio e reconstrução de vidas, oferecendo oportunidades reais para quem vive à margem da sociedade”, afirmou o parlamentar.

Com a aprovação, o projeto segue agora para sanção do Poder Executivo

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

 

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Aleac aprova reconhecimento de Acrelândia como “Cidade do Café com Leite” e análise de títulos e moções de aplauso

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Aleac aprova reconhecimento de Acrelândia como “Cidade do Café com Leite” e análise de títulos e moções de aplauso

A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou na Ordem do Dia desta quarta-feira (22), e uma série de projetos de lei e moções apresentados por parlamentares. O destaque da pauta foi o Projeto de Lei nº 156/2025, de autoria da Mesa Diretora, que reconhece o município de Acrelândia como a “Cidade do Café com Leite” no Estado do Acre. Mais cedo, a proposta foi apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e recebeu parecer favorável da deputada Michelle Melo (PDT), relatora da matéria.

Segundo a justificativa, o projeto visa valorizar a vocação econômica e cultural do município, conhecido pela forte produção de café e leite, setores que movimentam a economia local e fortalecem o agronegócio acreano. A relatora destacou a importância de iniciativas que reforcem a identidade e o potencial produtivo dos municípios.

“Esse reconhecimento vai muito além de um título simbólico. É uma forma de impulsionar a economia e valorizar o trabalho de centenas de famílias que vivem da produção rural em Acrelândia”, afirmou a deputada Michelle Melo.

Também foram aprovados projetos de concessão de Título Honorífico de Cidadão Acreano, entre eles o Projeto de Lei nº 152/2025, de autoria do deputado Luiz Gonzaga (PSDB), que homenageia Samara Raquel Damião Pereira, e o Projeto de Lei nº 154/2025, da deputada Maria Antônia (Progressistas), que concede a honraria a Mário Jorge Ferreira da Silva.

Os deputados aprovaram ainda uma série de moções de aplauso, destacando-se a Moção nº 36/2025, de autoria do deputado Pedro Longo (PDT), que homenageia Bryan Adriano Araújo de Azevedo. O parlamentar ressaltou a relevância de reconhecer o mérito de cidadãos que contribuem para o desenvolvimento social e humano do Acre.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

 

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A vaga no Supremo, o muro e as mulheres

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A vaga no Supremo, o muro e as mulheres

Cristina de Pisano nasceu em Veneza, mas com apenas quatro anos mudou-se para Paris. Seu pai tornou-se secretário do rei francês Carlos V. Naquela época, meados do século XIV, as mulheres ocupavam um papel definido – e restrito – na sociedade, limitado às atividades domésticas.

Ainda jovem, Cristina casou-se com outro funcionário real. Contudo, em 1389, sua vida sofre uma reviravolta, com o falecimento prematuro do marido. Seu pai morrera pouco antes. Sem esteio, sem renda, sem homem, Cristina teve que encontrar forças nela mesma para sustentar a si e aos filhos. Passou então a escrever.

Embora aquele já fosse o “outono da Idade Média”, o analfabetismo grassava, principalmente entre as mulheres – a quem era vedado, inclusive, o ingresso nas poucas escolas. Cristina recebera educação diretamente dos pais e, dominando as letras, apresentou suas obras, incialmente poemas. A corte francesa aprovou.

Cristina de Pisano foi a primeira escritora do Ocidente, isto é, a primeira mulher a viver exclusivamente de sua produção literária. Mas o mais interessante: dedicou sua pena a denunciar o tratamento vil recebido pelas mulheres na sociedade.

A fama de Cristina cresceu quando, no início do século XV, ela apresentou sua crítica ao proto best-seller Romance da RosaRoman de la rose. Esta obra, de enorme popularidade, apresentava as mulheres de forma estereotipada, numa narrativa carregada de misoginia.

Mais precisamente, o Romance da Rosa possui duas partes, cada qual escrita por um autor. A primeira narra as peripécias de um cortesão para conquistar o amor de uma mulher. Na segunda, a história ganha um tom sarcástico, apresentando as mulheres como sedutoras, lascivas e sem firmeza moral.

Em A cidade das mulheres, Cristina de Pisano aponta suas armas contra o machismo. Inicia a narrativa contando que se encontrava “sentada um dia em meu gabinete, cercada por inúmeros livros, conforme meu hábito, já que o estudo das artes liberais é um costume que rege a minha vida”. Adiante, ela passa a divagar sobre o motivo de a mulher receber tratamento tão indigno, qualificada como um ser vil. Valendo-se da retórica, Cristina indaga por qual motivo o Criador faria “uma obra tão abominável”.

Absorvida nessa lamentação, Cristina conta que surgiram na sua frente, como num ato fantástico, três imponentes senhoras, que garantem ter vindo ali para consolá-la. Mais: após registrarem que “a Divina Providência não procede ao acaso”, as altivas figuras concitam Cristina a construir uma cidade – murada como se fazia então – a fim de proteger as mulheres das injustiças.

Na Idade Média, a cidade era um local cercado de altas paredes, cujo propósito era ao mesmo tempo proteger e segregar. A cidade isolava.

No livro de Cristina, a primeira dessas senhoras informa que tem “a missão de corrigir os homens e as mulheres nos seus erros, e orientá-los a seguir a via certa; caso se percam.” Trata-se da Razão.

A segunda senhora é a Retidão, que diz a Cristina: “Vivo entre os justos, a quem exorto a praticarem o bem, a devolver a cada um aquilo que lhe pertence, a dizer a verdade e a lutar por ela, a defender o direito dos miseráveis e dos inocentes, a não usurpar o direito alheio, a fazer justiça aos que mentem ao acusar.”

A terceira senhora se apresenta: a Justiça, a filha predileta de Deus, esclarece. “Não tenho amigos ou inimigos – diz – e por isso jamais cedo”. Ela julga conforme o mérito, garante.

A Justiça prossegue esclarecendo suas instruções às pessoas de espírito benigno: primeiro, devem “conhecerem-se e comportarem-se com os outros tal como consigo mesmos, a dividir seus bens sem nepotismo, a dizer a verdade, evitando e rechaçando a mentira e rechaçando o vício.”

Enlevada pelas três ilustres visitantes, Cristina de Pisano, em seu livro, leva adiante a empreitada de construir a cidade das mulheres, um refúgio moral feminino contra a intolerância dos homens.

Na obra, Cristina lista uma série de mulheres abusadas ao longo da história, como Safo, a rainha Ester, Dido de Cartago e as sabinas, além de acusar autores misóginos, entre eles Boccaccio. A cidade imaginada é povoada por mulheres famosas da antiguidade, todas vítimas de injustiças por sua condição.

A autora medieval cria esta extraordinária metáfora: a cidade, um local protegido, no qual as mulheres gozam de liberdade intelectual e têm condição de praticar suas virtudes. Faz-se necessário erigir uma muralha para defender as mulheres.

Ao fim do livro, exultante da cidade construída inteiramente com virtudes, Cristina de Pisano alerta suas leitoras: “Todas vós, mulheres de condição média e humilde, antes de mais nada, permanecei alertas e vigilantes para vos defender contra os inimigos de vossa honra e virtude”.

Já se vão mais de 600 anos da publicação da Cidade das mulheres. Desde então, outras poderosas vozes denunciaram o tratamento desigual às mulheres. Apenas para citar alguns marcos, em 1946 Mary Ritter Beard, a sufragista norte-americana, lança Woman as a force in history, delatando desrespeitos à condição da mulher ao longo do tempo, além de enaltecer o potencial feminino.

Simone de Beauvoir, em 1949, em O segundo sexo, questiona os “papéis sociais” destinados à mulher, provocando as leitoras, a partir da desconstrução dessas expectativas arquetípicas, a se “tornarem mulheres”.

Pouco adiante, a ativista Betty Friedman oferece o clássico A mística feminina, publicado no começo dos anos 60. Ela chamou de “O problema sem nome” a angústia da mulher que não encontrava seu lugar na sociedade, notadamente porque as portas estavam fechadas.

Avançamos.

Buscamos um mundo sem vigas de proteção.

A civilização caminhou para reconhecer a importância da inclusão. Não deveria haver sentido, no século XXI, uma cidade das mulheres. Não deveria haver motivos para se construir muros separando os seres humanos, qualquer que seja seu gênero. A Razão, a Retidão e a Justiça, munidas de conceitos éticos bem definidos, já nos ensinaram isso, pela inteligência de Cristina de Pisano.

Porém, da mesma forma, a obra clássica esclarece que “a providência não vem do acaso”. É necessário cultivá-la. Construí-la. Deve-se mais do que apenas extinguir o preconceito, cabe à sociedade tomar medidas proativas de integração. Portanto, se não mais se justifica uma cidade das mulheres, muito menos que “homens” reforcem suas muralhas.

O Brasil possui um órgão máximo no Poder Judiciário constituído por onze integrantes. Historicamente, um lugar dominado por homens. Em sua atual composição são todos homens, com uma única exceção. Desde sua criação, em 1891, este Tribunal contou apenas com três mulheres.

Nos Estados Unidos, por exemplo, dos nove integrantes da Suprema Corte, quatro são mulheres, quase a metade – e a última a ingressar foi uma mulher negra.

Sob nenhum aspecto essa disparidade de gênero se justifica. Trata-se de um desvio, remetendo aos abusos cometidos ao longo do tempo contra as mulheres, que apenas nos afastaram do caminho civilizatório. A representatividade feminina no Supremo Tribunal Federal tem força de um símbolo.

Há uma vaga aberta. E ela tem o poder de destruir o muro que nos separa.

José Roberto de Castro Neves é advogado, professor universitário, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

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Trump banca Milei com swap de US$ 20 bi

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Trump banca Milei com swap de US$ 20 bi

A seis dias das eleições legislativas que podem definir o futuro do Governo Milei, a Argentina confirmou hoje pela manhã um swap cambial de US$ 20 bilhões com o Tesouro dos EUA.

“O objetivo é contribuir com a estabilidade macroeconômica, com especial ênfase em preservar a estabilidade de preços e promover um crescimento econômico sustentável,” disse o Banco Central da Argentina.

Pelo acordo, o Tesouro americano entrega dólares e recebe pesos em troca. Não foram informados os prazos nem a cotação usada na transação.

O swap reforça as reservas em moeda forte do país, dando ao BC mais munição para conter a desvalorização do peso e manter o dólar abaixo do teto da banda cambial.

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No próximo domingo, os argentinos vão às urnas para renovar as cadeiras do Congresso. Se sua coalizão não obtiver ao menos 30%, Milei terá sérias dificuldades para realizar qualquer ajuste expressivo, uma vez que a oposição poderá alcançar uma maioria qualificada para obstruir a agenda governista.  

A expectativa nos mercados é que o atual regime de bandas cambiais deve ser abandonado logo depois do pleito. Para os economistas, a flutuação do dólar – de maneira similar ao sistema brasileiro – é necessária para equilibrar as contas externas da Argentina e permitir a acumulação de reservas.

Mas a desvalorização cambial bate na inflação, corrói o poder de compra da população e atinge a popularidade do Governo.

Milei conta com o apoio declarado de Trump e o respaldo quase incondicional de Scott Bessent, o Secretário do Tesouro.

“O Tesouro permanece em estreita comunicação com a equipe econômica argentina enquanto eles trabalham para Make Argentina Great Again,” Bessent escreveu em suas redes sociais na sexta-feira. “O Tesouro está monitorando todos os mercados e temos a capacidade de agir com flexibilidade e firmeza.”

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Com o acordo, as reservas brutas da Argentina – atualmente em US$ 42 bilhões – podem subir acima de US$ 60 bi. O dinheiro americano não deve ser liberado de uma vez, mas por tranches, conforme as necessidades de intervenção no mercado.

“Vamos executar quando for preciso,” disse Milei. “É uma garantia.”

Os US$ 20 bi são suficientes para cobrir todos os vencimentos da dívida externa em 2026.

Apesar da confirmação do swap, o peso continuou perdendo valor. O dólar subiu para perto do teto da banda, cotado a 1.495 pesos. A Bolsa portenha abriu em alta, mas não sustentou a valorização. O Merval opera em ligeira queda agora à tarde.

Recentemente, o Tesouro dos EUA já havia feito algumas intervenções no câmbio argentino, comprando pesos e vendendo dólares. Foram cerca de US$ 750 milhões até agora, usando o caixa do Exchange Stabilization Fund – um fundo do Tesouro reservado para momentos de crise.

Bessent já adiantou que mais ajuda pode estar a caminho.

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“Estamos trabalhando em uma linha de crédito de US$ 20 bilhões, com bancos privados e fundos soberanos, que complementaria nossa linha de swap,” o Secretário disse na semana passada durante as reuniões do FMI e do Banco Mundial em Washington. “Muitos bancos estão interessados ​​e muitos fundos soberanos já demonstraram interesse.”

Ontem, durante uma coletiva a bordo do Air Force One, Trump foi indagado por que estava ajudando os argentinos, enquanto os agricultores americanos sofrem os efeitos da retaliação chinesa.

“A Argentina está lutando pela sua sobrevivência, mocinha, você não sabe nada sobre isso,” respondeu Trump. “Nada está beneficiando a Argentina.”

“Você entende o que isso significa? Eles não têm dinheiro, não têm nada,” continuou o Presidente dos EUA. “Estão lutando arduamente para sobreviver. Se eu puder ajudá-los a sobreviver em um mundo livre – eu gosto do Presidente da Argentina, acho que ele está tentando fazer o melhor que pode. Mas não faça parecer que eles estão indo muito bem.”

A deputada republicana Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, é uma das que criticam Trump por gastar o dinheiro público para respaldar os argentinos. “Me diga como pode ser ‘America First’ o resgate de um país estrangeiro com US$ 20 bi ou até US$ 40 bilhões dos contribuintes,” afirmou.

Trump não se intimidou com as críticas, e disse que planeja comprar carne dos argentinos. “Se fizermos isso, os preços vão cair aqui,” disse aos repórteres.

São as relaciones carnales 2.0 – muito diferentes daquelas entre Carlos Menem e os presidentes americanos George Bush e Bill Clinton nos anos 90.

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Michelle Melo agradece apoio após perda de familiar e solicita aquisição de equipamento vital para pacientes cardíacos no Acre

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Michelle Melo agradece apoio após perda de familiar e solicita aquisição de equipamento vital para pacientes cardíacos no Acre

Durante a sessão desta terça-feira (21) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a deputada Michelle Melo (PDT) fez um pronunciamento emocionado para agradecer as manifestações de apoio recebidas após o falecimento de seu tio, o ex-vereador Carlinhos Santiago. A parlamentar também aproveitou o momento para fazer uma importante indicação à Secretaria de Estado de Saúde, solicitando a aquisição de um equipamento essencial para o tratamento de pacientes com problemas cardíacos.

“Quero agradecer ao presidente Nicolau Júnior, por nos conceder a honra de velar meu tio aqui na Assembleia Legislativa, e a todos os funcionários dessa Casa, sem exceção, que se colocaram à disposição para nos acolher. Agradeço também às autoridades, ao presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, e a toda a população de Rio Branco e do Acre, que compareceu para homenageá-lo”, disse.

Ao compartilhar sua experiência durante o acompanhamento médico do familiar, a pedetista destacou a ausência, na rede de saúde estadual, de um dispositivo chamado balão intra-aórtico, utilizado em casos graves de infarto para auxiliar a recuperação do paciente. Segundo a deputada, o equipamento, que custa menos de R$ 20 mil, não está disponível nos hospitais acreanos.

“Descobrimos, presidente Nicolau, que alguns dispositivos necessários, e que estão disponíveis em grandes centros de saúde, infelizmente não existem aqui no Acre. Por isso, faço a indicação para que a Secretaria de Saúde adquira de forma urgente o balão intra-aórtico. É um equipamento barato, mas que pode salvar vidas”, reforçou.

Michelle Melo encerrou sua fala reafirmando seu compromisso com a defesa da vida e da dignidade humana. “Seguiremos firmes e fortes fazendo o que sabemos fazer de melhor: cuidar de gente”, concluiu.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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Deputado Pedro Longo pede construção de ponte de concreto no ramal Pinduca, em Sena Madureira

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Deputado Pedro Longo pede construção de ponte de concreto no ramal Pinduca, em Sena Madureira

Durante a sessão desta terça-feira (21) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Pedro Longo (PDT) destacou a importância de atender às demandas das comunidades rurais e apresentou uma indicação ao Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) solicitando a construção de uma ponte sobre o igarapé Mimitém, no ramal Pinduca, quilômetro 42, no município de Sena Madureira.

Segundo o parlamentar, o pedido é fruto de um abaixo-assinado organizado pelos moradores Francisco Gadelha de Vasconcelos e Maria das Dores de Moraes. A comunidade enfrenta grandes dificuldades, especialmente no período de chuvas, quando a estrutura atual é coberta pelas águas, impedindo o acesso das famílias à cidade e o escoamento da produção rural. “Essas famílias acabam isoladas, e isso prejudica o transporte escolar das crianças, o comércio e a vida de quem vive e trabalha no campo”, pontuou.

O pedetista aproveitou para sugerir que a obra seja feita dentro do novo programa estadual de construção de pontes de concreto, lançado recentemente pelo Deracre. “A comunidade pediu uma ponte em boas condições, mas nós queremos dar um passo além: que ela já seja construída com concreto, garantindo durabilidade e evitando as reformas anuais das pontes de madeira”, defendeu.

O deputado elogiou ainda o trabalho que vem sendo realizado pelo Deracre e se colocou à disposição para acompanhar de perto a execução da obra. “O Deracre tem feito um bom trabalho, isso tem sido reconhecido, e tenho certeza de que levará em consideração essa demanda dos nossos amigos do ramal Pinduca”, concluiu.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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