domingo, 1 fevereiro, 2026
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Suspensão da emissão de vistos dos EUA não afeta turistas

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Suspensão da emissão de vistos dos EUA não afeta turistas


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O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou a suspensão, por tempo indeterminado, da emissão de vistos para 75 países, entre eles o Brasil. A medida não afeta os vistos para turistasSuspensão da emissão de vistos dos EUA não afeta turistas | Cidade AC News – Notícias do AcreSuspensão da emissão de vistos dos EUA não afeta turistas | Cidade AC News – Notícias do Acre

De acordo com informações da Agência Reuters, entre os países afetados estão Brasil, Somália, Irã, Rússia, Afeganistão, Nigéria, Iêmen e Tailândia. A medida entra em vigor a partir do dia 21 janeiro.

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“O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis os imigrantes em potencial que se tornariam um encargo público para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano”, disse Tommy Pigott, porta-voz adjunto do Departamento de Estado.

“O processamento de vistos de imigrantes desses 75 países será pausado enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de processamento de imigração para evitar a entrada de estrangeiros que receberiam assistência social e benefícios públicos”, acrescentou.

Procurado, o Itamaraty não se manifestou até o momento. A Agência Brasil procurou ainda a Embaixada dos EUA em Brasília e aguarda retorno.

A decisão ocorre em meio à crise em torno do estado de Minnesota, onde a polícia anti-imigração ICE assassinou a estadunidense Renee Nicole Good, gerando uma onda com mais de mil protestos em todo o país.  

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem atacado imigrantes do estado, governado por democratas, acusando-os de fraudarem sistemas de benefícios sociais.

Desde que retornou à Presidência, Trump tem adotada medidas de repressão à imigração, priorizando a fiscalização da imigração, enviando agentes federais para as principais cidades dos EUA e provocando confrontos violentos tanto com imigrantes quanto com cidadãos norte-americanos.

Na segunda-feira (12), o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou ter revogado mais de 100.000 vistos desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo no ano passado.

* Com informações da Reuters

Enem 2025: Inep divulga notas individuais nesta sexta-feira

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Enem 2025: Inep divulga notas individuais nesta sexta-feira


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O Ministério da Educação (MEC) confirmou que os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 serão divulgados nesta sexta-feira (16). As notas individuais poderão ser consultadas na Página do Participante, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).Enem 2025: Inep divulga notas individuais nesta sexta-feira | Cidade AC News – Notícias do AcreEnem 2025: Inep divulga notas individuais nesta sexta-feira | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os candidatos poderão conferir a nota da redação e a pontuação em cada área de conhecimento avaliada (linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; matemática e ciências da natureza).

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O exame avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil. A partir da nota obtida, os estudantes podem se inscrever para vagas em universidades públicas ou bolsas de estudo por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As inscrições para os três processos seletivos ocorrem em períodos distintos, sendo um seguido do outro, nesta ordem cronológica: Sisu, Prouni e Fies.

Confira as datas:

  • Sisu: inscrições entre os dias 19 e 23 de janeiro, exclusivamente pelo site;  
  • Prouni: inscrições de 26 a 29 de janeiro, exclusivamente pelo site;
  • Fies: período de inscrições será divulgado posteriormente.

Treineiros

Para os chamados treineiros – candidatos que fizeram a prova, mas ainda não concluíram o ensino médio – o boletim individual do Enem 2025 será publicado posteriormente.

Vestibular da USP vai cobrar obras indígenas e quadrinhos

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Vestibular da USP vai cobrar obras indígenas e quadrinhos


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A Universidade de São Paulo (USP) divulgou as obras de literatura para leitura obrigatória que será cobrada dos vestibulandos nos exames de 2030 a 2033. A lista traz mudanças em relação aos autores do ciclo 2026-2029 e amplia gêneros literários e a origem dos autores.Vestibular da USP vai cobrar obras indígenas e quadrinhos | Cidade AC News – Notícias do AcreVestibular da USP vai cobrar obras indígenas e quadrinhos | Cidade AC News – Notícias do Acre

A nova relação foi aprovada em reunião do Conselho de Graduação da universidade, por unanimidade, e traz o retorno de obras de teatro como referência, gênero que esteve de fora nos últimos exames, além de incluir os quadrinhos, por meio de uma graphic novel (romance gráfico).

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Será a primeira vez que os autores indígenas serão cobrados na Fuvest, com a obra Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, uma coletânea de contos de Trudruá Dorrico e Maurício Negro, no biênio 2030-2031, e Fantasmas, de Daniel Munduruku, para 2032-2033.

“Temos a preocupação de trazer visões mais contemporâneas, abordando um espectro de problemas mais amplo e favorecendo a avaliação comparativa entre escolas literárias e as próprias obras”, explicou o diretor executivo da Fundação para o Vestibular (Fuvest) Gustavo Monaco.

A abordagem, que tem sido o tom tanto na Fuvest quanto em outros vestibulares e no próprio Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vem de uma percepção que Monaco resume como a de que o conhecimento é fracionado apenas por razões didáticas. Ele destaca a importância de os estudantes que chegam à universidade serem capazes de estabelecer relações entre essas concepções e narrativas diferentes.

A ampliação também impacta a correção das questões. A banca de português é a maior da Fuvest, pois todos os candidatos da segunda fase fazem a prova, e são cerca de 30 mil pessoas. Metade das questões envolve literatura, e a correção delas cabe a professores da USP, doutorandos, ex-alunos de doutorados e alunos de pós-doutorado. Com a ampliação, cresce a complexidade das perguntas, e também das respostas.

“Tem sido mais comum, durante a correção, que surjam debates, pois algumas respostas trazem novas formas de pensar os temas, com abordagens que levam a pensar novas formas de comparação”, comenta Monaco.

A lista amplia a retomada de autores masculinos, já que as obras cobradas entre 2026 e 2028 tinham somente autoras, e manterá a paridade de gêneros. 

Confira a lista de obras:

Lista de livros para 2030 e 2031

  • Laços de Família, Clarice Lispector (contos)
  • Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, Trudruá Dorrico e Maurício Negro (contos)
  • A Moratória, Jorge Andrade (teatro)
  • Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)
  • Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)
  • Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)
  • Memorial do Convento, José Saramago (romance)
  • A Ilha Fantástica, Germano Almeida (romance)
  • Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus (romance)

Lista de livros para 2032 e 2033

  • Laços de Família, Clarice Lispector (contos)
  • Orfeu da Conceição, Vinicius de Moraes (teatro)
  • Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)
  • Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)
  • Úrsula, Maria Firmina dos Reis (romance)
  • Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)
  • O Plantador de Abóboras, Luís Cardoso (romance)
  • Casa de Família, Paula Fábrio (romance)
  • Fantasmas, Daniel Munduruku (romance)
     

Botucatu inicia domingo vacinação em massa contra a dengue

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Botucatu inicia domingo vacinação em massa contra a dengue


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Neste domingo (18), a Prefeitura de Botucatu, no interior paulista, vai dar início a uma campanha de vacinação em massa de sua população contra a dengue. A estratégia faz parte de um estudo que está sendo desenvolvido pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura de Botucatu, a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu e pelo Instituto Butantan para analisar a efetividade do imunizante.Botucatu inicia domingo vacinação em massa contra a dengue | Cidade AC News – Notícias do AcreBotucatu inicia domingo vacinação em massa contra a dengue | Cidade AC News – Notícias do Acre

A vacina a ser aplicada é a Butantan-DV, que já foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo. Essa vacina está em produção pelo Instituto Butantan, que já entregou as primeiras doses para o Ministério da Saúde.

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Inicialmente, a vacina será utilizada em voluntários que participaram dos estudos do imunizante e também para a população dos municípios de Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), onde serão feitos estudos para avaliar a vacinação em massa da população. Em seguida, serão vacinados os profissionais da atenção primária.

Conforme mais doeses forem entregues pelo Butantan, o ministério vai estender essa vacinação ao público geral. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, essa campanha vai começar pelos adultos de 59 anos e avançar gradualmente até atingir os jovens de 15 anos.

A vacina Butantan-DV utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado e foi desenvolvida pelo Instituto Butantan a partir de uma parceria articulada pelo Ministério da Saúde com a empresa chinesa WuXi Vaccines.

O imunizante protege contra os quatro sorotipos da doença, e a expectativa é que 30 milhões de doses possam ser entregues ao Ministério da Saúde até o segundo semestre de 2026.

Esta é a segunda vez que a cidade de Botucatu realiza uma vacinação em massa para avaliar a efetividade de uma vacina. Isso já havia ocorrido com a vacina AstraZeneca/Oxford/Fiocruz, que protege contra a covid-19.

Eficiência

O estudo clínico do imunizante Butantan-DV comprovou eficácia de quase 75% contra casos gerais de dengue, de mais de 91% contra casos graves e de 100% contra hospitalizações. Esse estudo foi realizado entre os anos de 2016 e 2024, com mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros.

“A eficácia e a segurança [da vacina] já foram comprovadas. A estratégia de vacinação acelerada busca entender a sua efetividade, ou seja, o funcionamento do imunizante na vida real”, explicou Carlos Magno Fortaleza, diretor da Faculdade de Medicina de Botucatu, por meio de nota.

A expectativa é conseguir vacinar 90% da população entre 15 e 59 anos de Botucatu, o que somaria cerca de 80 mil pessoas.

Para essa vacinação, todas as Unidades Básicas de Saúde da cidade e o Espaço Saúde vão ficar abertos para receber a população entre as 8h e 17 horas. Segundo a prefeitura de Botucatu, no total serão 28 postos de vacinação.

Para evitar filas, a Secretaria Municipal da Saúde sugere que pessoas que tenham entre 35 e 59 anos se vacinem pela manhã, enquanto pessoas de 15 a 34 anos se vacinem no período da tarde.

Para receber a dose, é necessário apresentar um documento com foto, o CPF e o comprovante de residência.

Dengue

A dengue é uma doença causada por um vírus que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, dor atrás dos olhos, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele, coceira, náuseas e dores musculares e articulares.

Uma das principais formas de prevenção da doença é o combate ao mosquito transmissor. Isso pode ser feito eliminando água parada ou objetos que acumulem água como pratos de plantas ou pneus usados.

Projeto reduz infecções em hospitais públicos no país

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Projeto reduz infecções em hospitais públicos no país


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Criado para ajudar a reduzir as infecções relacionadas à assistência à saúde em unidades hospitalares públicas do Brasil, o projeto Saúde em Nossas Mãos têm conseguido atingir seu objetivo. Entre setembro de 2024 e outubro de 2025, o projeto conseguiu reduzir em 26% essas infecções hospitalares em unidades de terapia intensiva (UTI) de adultos, crianças e neonatais.Projeto reduz infecções em hospitais públicos no país | Cidade AC News – Notícias do AcreProjeto reduz infecções em hospitais públicos no país | Cidade AC News – Notícias do Acre

Com essa redução em infecções hospitalares, estima-se que o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha tido uma economia de mais de R$ 150 milhões nesse período.

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O projeto Saúde em Nossas Mãos foi desenvolvido pelos hospitais Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital Albert Einstein, Hospital do Coração (Hcor), Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês, que participam do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde. 

A proposta do projeto é atuar em UTIs brasileiras para reduzir casos de infecção primária de corrente sanguínea associada a cateter venoso central, pneumonia associada à ventilação mecânica e infecção do trato urinário associada a cateter vesical.

“O Saúde em Nossas Mãos é uma iniciativa que gera um movimento de aprendizagem, onde todos ensinam e todos aprendem e, o principal, aborda medidas de combate às três principais Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde em UTIs. Estamos falando de infecções graves causadas por cateteres [venoso central, ventilação mecânica e vesical], que aumentam morbidade, mortalidade e custos hospitalares e que podem ser evitadas com medidas eficazes de prevenção”, disse Claudia Garcia, coordenadora geral do projeto, por meio de nota.

Estimativas apontam que as infecções relacionadas à assistência à saúde podem causar até 3,5 milhões de mortes a cada ano em todo o mundo. No Brasil, cada infecção dessa que é evitada ajuda a poupar entre R$ 60 mil e R$ 110 mil.

A meta do projeto é reduzir essas infecções hospitalares em 50% até o final deste ano.

Saúde pública no RJ registra aumento nos atendimentos ligados ao calor

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Saúde pública no RJ registra aumento nos atendimentos ligados ao calor


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As altas temperaturas registradas no estado do Rio de Janeiro nas primeiras duas semanas de 2026 já levaram milhares de pessoas a buscar atendimento em unidades de saúde, segundo dados atualizados nesta quarta-feira (14) por órgãos de saúde do estado e do município do Rio. Os números superam os do ano passado tanto na rede estadual quanto na municipal. Saúde pública no RJ registra aumento nos atendimentos ligados ao calor | Cidade AC News – Notícias do AcreSaúde pública no RJ registra aumento nos atendimentos ligados ao calor | Cidade AC News – Notícias do Acre

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES-RJ) informou que, de 1º a 13 de janeiro deste ano, foram atendidas 2.072 pessoas nas unidades de pronto atendimento (UPA) estaduais com sintomas relacionados ao calor.

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Em 2025, no mesmo período, foram atendidos no mesmo período 1.931 pacientes com essa sintomatologia, o que representa um aumento de 7,3% em 2026.

Segundo a SES-RJ, os pacientes apresentavam pelo menos três sintomas simultâneos entre os que são relacionados ao calor extremo:

  • dor de cabeça,
  • tontura,
  • náuseas,
  • pele quente e seca,
  • pulso rápido,
  • temperatura corporal elevada,
  • distúrbios visuais,
  • confusão mental,
  • respiração rápida,
  • taquicardia,
  • desidratação,
  • insolação
  • e desequilíbrio hidroeletrolítico (água e sais minerais).

Na cidade do Rio de Janeiro, os dados chamam ainda mais atenção. Em apenas cinco dias, de 9 a 13 de janeiro, de acordo com o monitoramento do Centro de Inteligência Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS), a rede de urgência e emergência registrou 3.119 atendimentos possivelmente relacionados ao calor.

Esse número corresponde a um aumento de 26,84% em relação a mediana esperada relativa ao mesmo período de anos anteriores.

Recomendações

A SES-RJ recomenda que a população evite a exposição ao sol e ao calor durante muito tempo e em horários de maior intensidade de calor (das 10h às 16h).

Também é essencial manter a hidratação adequada, ingerindo muito líquido mesmo que não sinta sede. É indicada ainda uma alimentação leve, sem pratos pesados e gordurosos, dando preferência a alimentos com alto teor de água, como frutas e verduras.

Diante do calor, é recomendado ainda evitar o consumo elevado de cafeína e álcool, utilizar roupas leves e claras, e adotar o uso de bonés, chapéus, óculos e filtro solar.

“É importante ter atenção aos grupos de maior risco e priorizar pessoas mais vulneráveis ao calor, que são idosos, crianças, gestantes, cardiopatas, diabéticos, pessoas em situação de rua, trabalhadores expostos ao sol”, diz a secretaria estadual.
 
Ainda conforme a SES, deve-se procurar atendimento imediato quando houver alteração do nível de consciência, convulsão, temperatura elevada, hipotensão persistente, sinais de desidratação grave, falta de ar, dor torácica e ausência ou produção extremamente baixa de urina.

 

União paga R$ 10,95 bilhões de dívidas de estados

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União paga R$ 10,95 bilhões de dívidas de estados


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O Tesouro Nacional pagou, em 2025, R$ 10,95 bilhões em dívidas atrasadas de estados. Do total, a maior parte – R$ 4,69 bilhões – é relativa a atrasos de pagamento do governo do estado do Rio de Janeiro. Em seguida, vieram os pagamentos de débitos de R$ 3,55 bilhões de Minas Gerais e R$ 1,59 bilhão do Rio Grande do Sul.União paga R$ 10,95 bilhões de dívidas de estados | Cidade AC News – Notícias do AcreUnião paga R$ 10,95 bilhões de dívidas de estados | Cidade AC News – Notícias do Acre

A União também cobriu, no ano passado, dívidas de R$ 888,06 milhões de Goiás e R$ 226,19 milhões de débitos do Rio Grande do Norte.

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O governo federal honrou, ainda, R$ 130,47 milhões de débitos atrasados de oito municípios. No total, o Tesouro cobriu R$ 11,08 bilhões de dívidas de governos locais em 2025.

Os dados estão no Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado nesta quinta-feira (15), em Brasília, pela Secretaria do Tesouro Nacional.

As garantias são executadas pelo governo federal quando um estado ou município ficar inadimplente em alguma operação de crédito. Nesse caso, o Tesouro cobre o calote, mas retém repasses da União para o ente devedor até quitar a diferença, cobrando multa e juros.

As garantias honradas pelo Tesouro são descontadas dos repasses da União aos entes federados – como receitas dos fundos de participação e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), dentre outros.

Sobre as obrigações em atraso incidem juros, mora e outros custos operacionais referentes ao período entre o vencimento da dívida e a efetiva honra dos valores pela União.

Propag

Até 31 de dezembro último, os estados puderam aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag). Ele prevê uma série de condições como venda de ativos à União e um plano de corte de gastos para a liberação de até R$ 20 bilhões em investimentos pelos estados.

O Propag prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo das dívidas estaduais em até 30 anos. Em troca, os estados que aderirem vão aportar recursos para o Fundo de Equalização Federativa (FEF), que distribuirá dinheiro para todos os estados que aderirem – mesmo os que não tiverem débitos com a União – para investimento em educação, segurança pública, saneamento, habitação, transportes e outras áreas.

Até o início de dezembro, sete estados aderiram ao Progag: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Piauí, Ceará, Alagoas e Sergipe. Após o Congresso Nacional derrubar os vetos da Presidência da República ao Propag, no fim de novembro, o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul entraram no programa.

Chuvas no Rio Grande do Sul

Por causa das enchentes no estado, em 2024, a União suspendeu o pagamento da dívida por 36 meses. Além disso, os juros que corrigem a dívida anualmente – em torno de 4% ao ano mais a inflação – serão perdoados pelo mesmo período. O estoque da dívida do estado com a União está em cerca de R$ 100 bilhões atualmente e, com a suspensão das parcelas, o estado dispõe de R$ 11 bilhões a serem utilizados em ações de reconstrução.

Em junho de 2022, o Rio Grande do Sul tinha fechado acordo com a União e teve o plano de recuperação fiscal homologado.

O plano permite que o estado volte a pagar, de forma escalonada, a dívida da União, cujo pagamento estava suspenso por liminar do Supremo Tribunal Federal desde julho de 2017. Em troca, o governo gaúcho deverá executar um programa de ajuste fiscal que prevê desestatizações e reformas para reduzir os gastos locais.

Anfavea projeta crescimento de 3,7% na produção de veículos para 2026

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Anfavea projeta crescimento de 3,7% na produção de veículos para 2026


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A produção de veículos no Brasil – que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões – deve crescer 3,7% em 2026, de acordo com a estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Anfavea projeta crescimento de 3,7% na produção de veículos para 2026 | Cidade AC News – Notícias do AcreAnfavea projeta crescimento de 3,7% na produção de veículos para 2026 | Cidade AC News – Notícias do Acre

O movimento deve ser impulsionado principalmente pela produção de veículos leves, como automóveis e comerciais leves, que devem apresentar alta de 3,8% neste ano.

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Também é esperada alta no licenciamento desses veículos, que devem crescer em torno de 2,7% neste ano, informou a Anfavea.

“Continuamos com um ano de dificuldades”, disse nesta quinta-feira (15) o presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante coletiva de imprensa, em São Paulo. “Eu tenho dito que nós temos um otimismo contido para o setor automotivo. Isso porque os números vão continuar crescendo, mas os fatores de imprevisibilidade continuam. Nós temos fatores geopolíticos agora muito importantes que podem afetar a cadeia de fornecimento e nós temos um ano que antecede a entrada em vigor da reforma tributária. Teremos um ano em que nós precisamos ficar alertas e essa é razão pela qual nós estamos propondo revisar nossas projeções trimestralmente para ir acompanhando passo a passo os acontecimentos”, pontuou..

No ano passado, a produção de veículos cresceu 3,5% em relação a 2024, somando 2,6 milhões de unidades fabricadas, mantendo o Brasil na oitava posição no ranking mundial de produção.

Já as vendas totalizaram 2,69 milhões de unidades em 2025, o que representou aumento de 2,1% em relação ao ano anterior e que manteve o Brasil na sexta posição no ranking mundial de mercado.

Segundo Calvet, esses resultados foram piores que o esperado para 2025, já que a Anfavea projetava crescimento de 7,8% para produção e de 5% para licenciamento. Ainda assim, destacou ele, 2025 encerrou como um ano positivo para o setor.

“Nós tivemos um ano em que o mercado cresceu 2% e a produção cresceu 3%. Foi um ano de muita instabilidade, um ano em que nós tivemos questões geoeconômicas que influenciaram o setor.”, detalhou o presidente da Anfavea.

Calvet ressaltou que também foi um ano em que de discussões importantes como, por exemplo, sobre o Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF. “Então isso tudo impacta muito o setor, sem contar a taxa de juros. Quando fizemos a projeção, lá em 2024, tínhamos uma taxa de juros de 12%. Agora nós estamos com uma taxa de juros de 15%. O mercado automotivo é muito sensível a essas imprevisibilidades e isso tudo fez com que os números fossem menores, mas ainda sim foram números positivos para o setor”, completou..


Sao Paulo (SP), 15/01/2026 . Coletiva do presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores)  Igor Calvet, apresentando os resultados de 2025 é projeções para 2026.
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

 Igor Calvet apresenta os resultados de 2025 do setor automotivo brasileiro- Paulo Pinto/Agência Brasil

Comércio externo

Além das vendas e da produção, o setor automotivo também teve um ano positivo em exportações, com crescimento de 32,1% e quase 529 mil unidades comercializadas no período.

“As exportações surpreenderam em 2025. Só para a Argentina o crescimento foi de 85% em relação a 2024. Nossos embarques ao exterior superaram as importações, que também foram em nível alto. Tivemos quase meio milhão de veículos importados no país no ano de 2025”, disse o presidente da entidade.

Para 2026, a expectativa de crescimento das exportações gira em torno de 1,3%.

Já as importações cresceram 6,6% no período, puxado principalmente pela entrada de autoveículos fabricados em países sem acordo de livre comércio com o Brasil, como a China. O país asiático representou 37,6% dos 498 mil importados que foram emplacados no Brasil no ano passado.

“Neste ano a gente até acredita que as importações vão diminuir, porque há novos entrantes no mercado e esses novos entrantes projetam o início das suas produções agora no ano de 2026. Logo, o que antes era importado, passará a ser produzido no país, o que é um excelente movimento. Mas nós vamos ter um ano ainda bastante desafiador na esfera do comércio exterior com a nossa possibilidade de avançar em acordos importantes e fortalecer a nossa relação com a Argentina e também com a Colômbia, que é um parceiro com quem tivemos problemas de acordo comercial no último ano”.

Programa Move Brasil

Na entrevista coletiva de hoje, na capital paulista, o presidente da Anfavea afirmou que uma das grandes preocupações do setor automotivo para este ano é a reforma tributária, já que ainda não foi definida a alíquota que vai incidir sobre o setor automotivo.

Igor Calvet destacou que a dificuldade de fazer planejamento preocupa muito o setor. “Nós não sabemos ainda qual a alíquota que vai incidir sobre cada um dos nossos produtos, sobre o portfólio de produtos. Isso há menos de um ano da entrada em vigor da reforma tributária. E neste ano também temos um grande desafio que é o desafio de acessar novos mercados. Nós temos tradicionalmente parceiros importantes na região da América do Sul e que têm sido tomados por outros concorrentes internacionais. Esse é um grande desafio para que a nossa capacidade instalada consiga ser ampliada, sobretudo, produzindo para esses países”.

Outro aspecto que anda trazendo preocupações para o setor é o segmento de caminhões, cuja produção caiu 46,4% no ano passado e apresentou queda de 9,2% em emplacamentos. “Caminhões têm uma correlação muito forte com o PIB [Produto Interno Bruto]. Se o PIB cresce, em princípio o mercado de caminhões teria que crescer já que grande parte de nossa produção é escoado pelo modal rodoviário e o modal rodoviário são caminhões. Então, o setor de caminhões deveria crescer, mas o que constrange o setor de caminhões hoje no Brasil são as altas taxas de juros”, defendeu.

Por isso, ressaltou, o programa Move Brasil, anunciado neste ano pelo governo federal, e que oferece crédito para a compra de caminhões, vai acabar sendo muito importante para o setor. “Recentemente nós tivemos o anúncio de uma importante medida provisória que é o Move Brasil e que dá uma linha de crédito com condições em termos de taxas muito boas. Nós entendemos que essa é uma medida desfibrilatória para a economia brasileira e que envolve o setor de caminhões. Então acreditamos que essa é uma medida que vai fazer com que as quedas expressivas do setor parem nesse começo de ano”.

Cubatão pede ajuda para tentar reverter fechamento de fábricas

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Cubatão pede ajuda para tentar reverter fechamento de fábricas


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O prefeito de Cubatão, em São Paulo, César Nascimento (PSD), decidiu pedir ajuda ao governo federal após duas empresas que atuavam na cidade há décadas encerrarem suas atividades em menos de um ano. Uma unidade pertencia à petroquímica Unigel. A outra, à Yara Brasil Fertilizantes.Cubatão pede ajuda para tentar reverter fechamento de fábricas | Cidade AC News – Notícias do AcreCubatão pede ajuda para tentar reverter fechamento de fábricas | Cidade AC News – Notícias do Acre

O chefe do Poder Executivo municipal planeja viajar a Brasília na companhia de representantes políticos, empresariais e sindicais da Baixada Santista. O objetivo é tentar sensibilizar a União sobre a necessidade de rever a política tarifária que incide sobre o setor petroquímico, em particular sobre a importação de fertilizantes.

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“Vamos solicitar uma reunião com o vice-presidente [e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin] para tratarmos dos reflexos do fechamento de fábricas instaladas na cidade, problema que o município vem enfrentando há mais de uma década”, disse o prefeito à Agência Brasil, defensor de medidas de defesa comercial e de melhores condições de financiamento à atividade produtiva.

“A perda de protagonismo de um polo industrial da relevância de Cubatão não é um problema local, mas um fator de enfraquecimento da indústria nacional como um todo”, acrescentou Nascimento.


Cubatão (SP), 15/01/2026 - César Nascimento, prefeito de Cubatão. Foto: Prefeitura de Cubatão/Divulgação

César Nascimento, prefeito de Cubatão, quer ajuda do governo federal para reverter fechamento de fábricas na cidade – Foto: Prefeitura de Cubatão/Divulgação

Ele também pretende pedir celeridade na conclusão do processo administrativo que a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Mdic, instaurou em 2025 para apurar a suposta existência de dumping nas exportações chinesas de produtos laminados de ferro ou aço para o Brasil. O dumping é quando uma empresa estrangeira ou país exporta seus produtos por preços inferiores ao custo de produção, com o objetivo de quebrar os concorrentes locais.

No dia 26 de dezembro de 2025, a secretaria tornou público um parecer preliminar, informando ter constatado o dumping nas exportações chinesas, mas prorrogando o prazo para concluir a investigação e a avaliação dos prejuízos para a indústria siderúrgica brasileira.

Paralisação

Após quase 70 anos funcionando em Cubatão, a Unigel comunicou, no último dia 8, a paralisação das atividades da fábrica de estireno (líquido usado na produção de um tipo de plástico, o poliestireno, empregado na fabricação de eletrodomésticos, embalagens e para muitos outros fins) e de tolueno (solvente para tintas, resinas, borrachas e revestimentos).

Segundo a empresa, a decisão de encerrar suas atividades em Cubatão foi tomada em um “contexto de baixa sem precedentes na indústria química global, marcado por forte sobreoferta de commodities petroquímicas, intensificada pela expansão da capacidade produtiva internacional”, a partir de 2023.

A companhia não descartou a possibilidade de retomar as atividades “tão logo as condições de mercado permitam”, mas destacou a “falta de perspectiva de reversão no curto prazo”, o que a motivou a concentrar sua produção de poliestireno na fábrica da cidade vizinha, Guarujá, também na Baixada Santista, para onde também será transferida a produção da planta de São José dos Campos, no interior de São Paulo, cujo encerramento foi anunciado nesta terça-feira (13).

Considerada uma das principais companhias petroquímicas do Brasil, com fábricas espalhadas por São Paulo e Bahia, a Unigel está em recuperação judicial desde outubro de 2025. O pedido à Justiça foi a forma que a empresa encontrou para renegociar com seus credores uma dívida que supera os R$ 5 bilhões e, assim, tentar “viabilizar a readequação de sua estrutura de capital” a fim de “preservar suas atividades”.

Nos últimos tempos, a unidade da Unigel de São José dos Campos empregou cerca de 40 funcionários, enquanto a de Cubatão estava operando com 70 trabalhadores diretos e cerca de 30 indiretos.

Dias antes da Unigel tornar pública sua decisão, o prefeito César Nascimento manifestou a executivos da empresa a disposição de conceder isenções fiscais para evitar a perda de empregos e de arrecadação de impostos. Além disso, na última reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), ele defendeu que os prefeitos das nove cidades que compõem a Região Metropolitana (Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente) se unam para solicitar a órgãos federais e paulistas medidas de estímulo e incentivo à indústria.

Tributação

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Fertilizantes da Baixada Santista (Sindquim), Herbert Passos Filho, lamentou o destino da tradicional fábrica cubatense.

“Cubatão já foi o principal polo produtor de fertilizantes do Brasil. E a Unigel, um símbolo de nossa história industrial. O próprio sindicato nasceu ali dentro, quando ela ainda era a Companhia Brasileira de Estireno”, lembrou o sindicalista, acrescentando que o fechamento da fábrica agrava o esvaziamento do antes pujante polo industrial de Cubatão, que já foi símbolo da industrialização paulista e nacional, especialmente nos segmentos de siderurgia, química, petroquímica, fertilizantes e insumos industriais de base, atividade que, na década de 1980, motivou a Organização das Nações Unidas (ONU) a conferir à cidade o título de município mais poluído do mundo.

“Desde então, houve a privatização da Cosipa [antiga Companhia Siderúrgica Paulista, adquirida pela Usiminas] e o fechamento de várias fábricas”, ressalta Passos. 

De acordo com a prefeitura, quando a Usiminas paralisou as atividades primárias da siderúrgica, em 2016, desligando os altos-fornos símbolos do polo, motivou não só o fechamento de cerca de 15 mil postos de trabalho, como o fechamento de empresas que usavam insumos derivados da produção do aço adquiridos da fábrica vizinha.

De acordo com Passos, no auge, só as indústrias petroquímicas da cidade chegaram a empregar cerca de 12 mil trabalhadores. “Hoje, são aproximadamente 3 mil. E a expectativa é que esse número continue caindo”, lamentou Passos, que também atua junto à Secretaria Nacional dos Químicos da Força Sindical.


Cubatão (SP), 15/01/2026 - Pessoas passam perto de fábrica em Cubatão. Foto: Prefeitura de Cubatão/Divulgação

Fábrica em Cubatão – Foto: Prefeitura de Cubatão/Divulgação

“Estou virando especialista no encerramento de unidades industriais por todo o país, principalmente da área de fertilizantes”, disse o sindicalista. 

Segundo ele, as produtoras de insumos agrícolas, como a norueguesa Yara, que paralisou a produção de suas fábricas de Cubatão e Paulínia em fevereiro de 2025, enfrentam uma crise conjuntural que acabou por tornar o Brasil dependente dos insumos importados que, por décadas, foram beneficiados pela isenção ou redução da carga tributária.

“Com isso, muitas empresas que atuavam no Brasil foram reduzindo ou interrompendo a produção e passaram a importar fertilizantes”, destacou Passos, pontuando que, desde 2008, a produção nacional de fertilizantes caiu de cerca de 11 milhões de toneladas/ano para cerca de 6 milhões de t/ano, enquanto o consumo passou de aproximadamente 24 milhões de toneladas anuais para mais de 41 milhões de t/ano.

Estímulo

Nos últimos anos, políticas públicas foram implementadas para tentar corrigir desequilíbrios e fomentar a indústria química nacional e o setor de fertilizantes em particular. Principalmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, que expôs a alta dependência do Brasil.

Em 2021, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) atualizou a regra que permitia aos estados e ao Distrito Federal conceder a redução ou a isenção da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), estabelecendo um aumento gradual da carga tributária até atingir, em dezembro de 2025, a alíquota de 4% do valor da operação.

“Óbvio que o agronegócio não quer que se mexa na isenção dada aos fertilizantes, pois isso reduz a margem de lucros do setor agrícola”, disse Passos, ponderando que medidas que desestimulem a importação de insumos agrícolas enfrentam a resistência do agro, pois tendem a encarecer o produto. 

De fato, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alega que, em apenas quatro anos, de 2021 a 2024, o Convênio ICMS nº 26/2021, do Confaz, aumentou o custo dos produtores rurais em R$ 11,74 bilhões.

“É preciso fazer escolhas. E lembrar que, no mundo todo, a indústria química é protegida pelos governos nacionais, e que, ao estimular a indústria, estamos estimulando a geração de empregos qualificados e melhor remunerados”, argumentou Passos.

No fim do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.294, instituindo o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq), que prevê incentivos fiscais superiores a R$ 10 bilhões a serem investidos entre janeiro de 2027 e dezembro de 2031. Antes, em agosto de 2023, o governo já havia retomado o Regime Especial da Indústria Química (Reiq), programa que prevê incentivos fiscais para investimentos no setor.

Competitividade

Nesta quinta-feira (15), ao visitar a sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília, onde participou do programa Bom Dia, Ministro, o vice-presidente e ministro Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comentou a situação de Cubatão. 

Segundo ele, toda a indústria petroquímica nacional enfrenta dificuldades devido à concorrência internacional.


Brasília (DF), 15/01//2026 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, onde falou sobre a aprovação, pela União Europeia, do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu, entre outros assuntos.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Geraldo Alckmin reconhece as dificuldades de competitividade da indústria petroquímica nacional – Foto : Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“O polo petroquímico brasileiro sofre dificuldades de competitividade. Por isso, fizemos o Regime Especial da Indústria Química, que reduziu o imposto sobre os insumos da indústria petroquímica para que ela pudesse ser mais competitiva”, disse Alckmin, acrescentando que o país também tem procurado defender o setor produtivo brasileiro de práticas anticoncorrenciais.

“Não promovemos guerra comercial, mas temos que ter uma defesa comercial. O Brasil é favorável ao livre comércio, mas com regras, obedecendo os ditames da Organização Mundial do Comércio [OMC]”, finalizou o ministro, confirmando que trata do tema com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Lamento

Consultado pela reportagem da Agência Brasil, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) lamentou o fechamento de fábricas do Polo Industrial de Cubatão. Em nota, a entidade garantiu que, junto com outras entidades, tem procurado intensificar o diálogo com governos municipais, estaduais e federal com o intuito de fortalecer a competitividade das indústrias nacionais e, assim, “conter o processo de desindustrialização que se arrasta no país desde os anos 1980”.

“Embora o governo federal já tenha adotado iniciativas importantes, como o Nova Indústria Brasil e o Brasil Mais Produtivo, o Ciesp avalia que o cenário exige a criação de medidas complementares e mais efetivas para enfrentar gargalos estruturais e possibilitar a construção de políticas públicas integradas que garantam a sustentabilidade do setor produtivo e a preservação dos empregos”, afirmou a entidade.

Vendas no varejo cresceram 1,5% até novembro de 2025

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Vendas no varejo cresceram 1,5% até novembro de 2025


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As vendas no varejo cresceram 1% em novembro de 2025 em comparação com outubro de 2025. Já em relação a novembro de 2024, o volume de vendas do varejo cresceu 1,3%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vendas no varejo cresceram 1,5% até novembro de 2025 | Cidade AC News – Notícias do AcreVendas no varejo cresceram 1,5% até novembro de 2025 | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os dados mostram ainda que, no ano de 2025, de janeiro até novembro, as vendas no varejo registraram alta de 1,5%. O acumulado nos 12 meses anteriores, ou seja, de novembro de 2024 a novembro de 2025, foi também registrou um crescimento de 1,5%. 

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Segundo a divulgação, entre outubro e novembro de 2025, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista teve taxas positivas em sete das oito atividades pesquisadas: 

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%); 

Móveis e eletrodomésticos (2,3%); 

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%); 

Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%); 

Livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%); 

Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); 

Combustíveis e lubrificantes (0,6%)

O único resultado negativo foi em tecidos, vestuário e calçados (-0,8%). Na mesma comparação, o comércio varejista ampliado apresentou um resultado positivo, com material de construção (0,8%), e outro negativo, com veículos e motos, partes e peças (-0,2%).

O comércio varejista ampliado inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo. 

Comparação com 2024

O grupamento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação cresceu 9,9% em novembro de 2025, ante o mesmo mês do ano anterior, maior variação no campo positivo dentre todos os setores e terceiro resultado consecutivo de crescimento após queda de 0,7% em agosto.

As vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria cresceram 7,2% frente a novembro de 2024, 33º alta consecutiva. Segundo o IBGE, o setor exerceu a maior influência interanual sobre o volume de vendas do varejo: 0,6 pontos percentuais do crescimento total de 1,3%.

As vendas de móveis e eletrodomésticos cresceram 5,2%. A categoria outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, entre outros, apresentou alta de 4,7%. 

As vendas de livros, jornais, revistas e papelaria cresceram 5,9% e as vendas de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram alta de 2,8% frente a novembro de 2024. 

Apresentaram queda combustíveis e lubrificantes, com resultado negativo de 1,3%; tecidos, vestuário e calçados, de 4,0%.  

Em comparação com o mesmo mês de 2024, comércio varejista ampliado, no entanto, diminuiu em 2025, apresentando uma variação negativa de 0,3%. 

 

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