PROG. 22 DE OUTUBRO DE 2025 (QUARTA FEIRA)
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Durante a Ordem do Dia desta quarta-feira (22), os deputados aprovaram o Projeto de Lei nº 84/2025, de autoria do deputado Adailton Cruz (PSB), que dispõe sobre critérios para a implantação dos Centros de Referência Especializados para a População em Situação de Rua (Centro COOP) no âmbito do Estado do Acre. A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi aprovada em plenário com o reconhecimento dos parlamentares pela relevância social da iniciativa.
O PL tem como objetivo garantir o atendimento integral e humanizado à população em situação de rua, assegurando acesso a serviços de assistência social, saúde, capacitação profissional e reintegração familiar. De acordo com o texto, os Centros COOP deverão funcionar como espaços de acolhimento e referência, com equipe multidisciplinar voltada ao atendimento das demandas específicas desse público.
O deputado Adailton Cruz destacou que a proposta nasce da necessidade de o Estado dispor de uma política pública permanente e estruturada voltada às pessoas que vivem em extrema vulnerabilidade. “O Acre precisa dar um passo importante na proteção da dignidade humana. Os Centros COOP serão instrumentos de apoio e reconstrução de vidas, oferecendo oportunidades reais para quem vive à margem da sociedade”, afirmou o parlamentar.
Com a aprovação, o projeto segue agora para sanção do Poder Executivo
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou na Ordem do Dia desta quarta-feira (22), e uma série de projetos de lei e moções apresentados por parlamentares. O destaque da pauta foi o Projeto de Lei nº 156/2025, de autoria da Mesa Diretora, que reconhece o município de Acrelândia como a “Cidade do Café com Leite” no Estado do Acre. Mais cedo, a proposta foi apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e recebeu parecer favorável da deputada Michelle Melo (PDT), relatora da matéria.
Segundo a justificativa, o projeto visa valorizar a vocação econômica e cultural do município, conhecido pela forte produção de café e leite, setores que movimentam a economia local e fortalecem o agronegócio acreano. A relatora destacou a importância de iniciativas que reforcem a identidade e o potencial produtivo dos municípios.
“Esse reconhecimento vai muito além de um título simbólico. É uma forma de impulsionar a economia e valorizar o trabalho de centenas de famílias que vivem da produção rural em Acrelândia”, afirmou a deputada Michelle Melo.
Também foram aprovados projetos de concessão de Título Honorífico de Cidadão Acreano, entre eles o Projeto de Lei nº 152/2025, de autoria do deputado Luiz Gonzaga (PSDB), que homenageia Samara Raquel Damião Pereira, e o Projeto de Lei nº 154/2025, da deputada Maria Antônia (Progressistas), que concede a honraria a Mário Jorge Ferreira da Silva.
Os deputados aprovaram ainda uma série de moções de aplauso, destacando-se a Moção nº 36/2025, de autoria do deputado Pedro Longo (PDT), que homenageia Bryan Adriano Araújo de Azevedo. O parlamentar ressaltou a relevância de reconhecer o mérito de cidadãos que contribuem para o desenvolvimento social e humano do Acre.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
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Cristina de Pisano nasceu em Veneza, mas com apenas quatro anos mudou-se para Paris. Seu pai tornou-se secretário do rei francês Carlos V. Naquela época, meados do século XIV, as mulheres ocupavam um papel definido – e restrito – na sociedade, limitado às atividades domésticas.
Ainda jovem, Cristina casou-se com outro funcionário real. Contudo, em 1389, sua vida sofre uma reviravolta, com o falecimento prematuro do marido. Seu pai morrera pouco antes. Sem esteio, sem renda, sem homem, Cristina teve que encontrar forças nela mesma para sustentar a si e aos filhos. Passou então a escrever.
Embora aquele já fosse o “outono da Idade Média”, o analfabetismo grassava, principalmente entre as mulheres – a quem era vedado, inclusive, o ingresso nas poucas escolas. Cristina recebera educação diretamente dos pais e, dominando as letras, apresentou suas obras, incialmente poemas. A corte francesa aprovou.
Cristina de Pisano foi a primeira escritora do Ocidente, isto é, a primeira mulher a viver exclusivamente de sua produção literária. Mas o mais interessante: dedicou sua pena a denunciar o tratamento vil recebido pelas mulheres na sociedade.
A fama de Cristina cresceu quando, no início do século XV, ela apresentou sua crítica ao proto best-seller Romance da Rosa – Roman de la rose. Esta obra, de enorme popularidade, apresentava as mulheres de forma estereotipada, numa narrativa carregada de misoginia.
Mais precisamente, o Romance da Rosa possui duas partes, cada qual escrita por um autor. A primeira narra as peripécias de um cortesão para conquistar o amor de uma mulher. Na segunda, a história ganha um tom sarcástico, apresentando as mulheres como sedutoras, lascivas e sem firmeza moral.
Em A cidade das mulheres, Cristina de Pisano aponta suas armas contra o machismo. Inicia a narrativa contando que se encontrava “sentada um dia em meu gabinete, cercada por inúmeros livros, conforme meu hábito, já que o estudo das artes liberais é um costume que rege a minha vida”. Adiante, ela passa a divagar sobre o motivo de a mulher receber tratamento tão indigno, qualificada como um ser vil. Valendo-se da retórica, Cristina indaga por qual motivo o Criador faria “uma obra tão abominável”.
Absorvida nessa lamentação, Cristina conta que surgiram na sua frente, como num ato fantástico, três imponentes senhoras, que garantem ter vindo ali para consolá-la. Mais: após registrarem que “a Divina Providência não procede ao acaso”, as altivas figuras concitam Cristina a construir uma cidade – murada como se fazia então – a fim de proteger as mulheres das injustiças.
Na Idade Média, a cidade era um local cercado de altas paredes, cujo propósito era ao mesmo tempo proteger e segregar. A cidade isolava.
No livro de Cristina, a primeira dessas senhoras informa que tem “a missão de corrigir os homens e as mulheres nos seus erros, e orientá-los a seguir a via certa; caso se percam.” Trata-se da Razão.
A segunda senhora é a Retidão, que diz a Cristina: “Vivo entre os justos, a quem exorto a praticarem o bem, a devolver a cada um aquilo que lhe pertence, a dizer a verdade e a lutar por ela, a defender o direito dos miseráveis e dos inocentes, a não usurpar o direito alheio, a fazer justiça aos que mentem ao acusar.”
A terceira senhora se apresenta: a Justiça, a filha predileta de Deus, esclarece. “Não tenho amigos ou inimigos – diz – e por isso jamais cedo”. Ela julga conforme o mérito, garante.
A Justiça prossegue esclarecendo suas instruções às pessoas de espírito benigno: primeiro, devem “conhecerem-se e comportarem-se com os outros tal como consigo mesmos, a dividir seus bens sem nepotismo, a dizer a verdade, evitando e rechaçando a mentira e rechaçando o vício.”
Enlevada pelas três ilustres visitantes, Cristina de Pisano, em seu livro, leva adiante a empreitada de construir a cidade das mulheres, um refúgio moral feminino contra a intolerância dos homens.
Na obra, Cristina lista uma série de mulheres abusadas ao longo da história, como Safo, a rainha Ester, Dido de Cartago e as sabinas, além de acusar autores misóginos, entre eles Boccaccio. A cidade imaginada é povoada por mulheres famosas da antiguidade, todas vítimas de injustiças por sua condição.
A autora medieval cria esta extraordinária metáfora: a cidade, um local protegido, no qual as mulheres gozam de liberdade intelectual e têm condição de praticar suas virtudes. Faz-se necessário erigir uma muralha para defender as mulheres.
Ao fim do livro, exultante da cidade construída inteiramente com virtudes, Cristina de Pisano alerta suas leitoras: “Todas vós, mulheres de condição média e humilde, antes de mais nada, permanecei alertas e vigilantes para vos defender contra os inimigos de vossa honra e virtude”.
Já se vão mais de 600 anos da publicação da Cidade das mulheres. Desde então, outras poderosas vozes denunciaram o tratamento desigual às mulheres. Apenas para citar alguns marcos, em 1946 Mary Ritter Beard, a sufragista norte-americana, lança Woman as a force in history, delatando desrespeitos à condição da mulher ao longo do tempo, além de enaltecer o potencial feminino.
Simone de Beauvoir, em 1949, em O segundo sexo, questiona os “papéis sociais” destinados à mulher, provocando as leitoras, a partir da desconstrução dessas expectativas arquetípicas, a se “tornarem mulheres”.
Pouco adiante, a ativista Betty Friedman oferece o clássico A mística feminina, publicado no começo dos anos 60. Ela chamou de “O problema sem nome” a angústia da mulher que não encontrava seu lugar na sociedade, notadamente porque as portas estavam fechadas.
Avançamos.
Buscamos um mundo sem vigas de proteção.
A civilização caminhou para reconhecer a importância da inclusão. Não deveria haver sentido, no século XXI, uma cidade das mulheres. Não deveria haver motivos para se construir muros separando os seres humanos, qualquer que seja seu gênero. A Razão, a Retidão e a Justiça, munidas de conceitos éticos bem definidos, já nos ensinaram isso, pela inteligência de Cristina de Pisano.
Porém, da mesma forma, a obra clássica esclarece que “a providência não vem do acaso”. É necessário cultivá-la. Construí-la. Deve-se mais do que apenas extinguir o preconceito, cabe à sociedade tomar medidas proativas de integração. Portanto, se não mais se justifica uma cidade das mulheres, muito menos que “homens” reforcem suas muralhas.
O Brasil possui um órgão máximo no Poder Judiciário constituído por onze integrantes. Historicamente, um lugar dominado por homens. Em sua atual composição são todos homens, com uma única exceção. Desde sua criação, em 1891, este Tribunal contou apenas com três mulheres.
Nos Estados Unidos, por exemplo, dos nove integrantes da Suprema Corte, quatro são mulheres, quase a metade – e a última a ingressar foi uma mulher negra.
Sob nenhum aspecto essa disparidade de gênero se justifica. Trata-se de um desvio, remetendo aos abusos cometidos ao longo do tempo contra as mulheres, que apenas nos afastaram do caminho civilizatório. A representatividade feminina no Supremo Tribunal Federal tem força de um símbolo.
Há uma vaga aberta. E ela tem o poder de destruir o muro que nos separa.
José Roberto de Castro Neves é advogado, professor universitário, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.
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A seis dias das eleições legislativas que podem definir o futuro do Governo Milei, a Argentina confirmou hoje pela manhã um swap cambial de US$ 20 bilhões com o Tesouro dos EUA.
“O objetivo é contribuir com a estabilidade macroeconômica, com especial ênfase em preservar a estabilidade de preços e promover um crescimento econômico sustentável,” disse o Banco Central da Argentina.
Pelo acordo, o Tesouro americano entrega dólares e recebe pesos em troca. Não foram informados os prazos nem a cotação usada na transação.
O swap reforça as reservas em moeda forte do país, dando ao BC mais munição para conter a desvalorização do peso e manter o dólar abaixo do teto da banda cambial.

No próximo domingo, os argentinos vão às urnas para renovar as cadeiras do Congresso. Se sua coalizão não obtiver ao menos 30%, Milei terá sérias dificuldades para realizar qualquer ajuste expressivo, uma vez que a oposição poderá alcançar uma maioria qualificada para obstruir a agenda governista.
A expectativa nos mercados é que o atual regime de bandas cambiais deve ser abandonado logo depois do pleito. Para os economistas, a flutuação do dólar – de maneira similar ao sistema brasileiro – é necessária para equilibrar as contas externas da Argentina e permitir a acumulação de reservas.
Mas a desvalorização cambial bate na inflação, corrói o poder de compra da população e atinge a popularidade do Governo.
Milei conta com o apoio declarado de Trump e o respaldo quase incondicional de Scott Bessent, o Secretário do Tesouro.
“O Tesouro permanece em estreita comunicação com a equipe econômica argentina enquanto eles trabalham para Make Argentina Great Again,” Bessent escreveu em suas redes sociais na sexta-feira. “O Tesouro está monitorando todos os mercados e temos a capacidade de agir com flexibilidade e firmeza.”

Com o acordo, as reservas brutas da Argentina – atualmente em US$ 42 bilhões – podem subir acima de US$ 60 bi. O dinheiro americano não deve ser liberado de uma vez, mas por tranches, conforme as necessidades de intervenção no mercado.
“Vamos executar quando for preciso,” disse Milei. “É uma garantia.”
Os US$ 20 bi são suficientes para cobrir todos os vencimentos da dívida externa em 2026.
Apesar da confirmação do swap, o peso continuou perdendo valor. O dólar subiu para perto do teto da banda, cotado a 1.495 pesos. A Bolsa portenha abriu em alta, mas não sustentou a valorização. O Merval opera em ligeira queda agora à tarde.
Recentemente, o Tesouro dos EUA já havia feito algumas intervenções no câmbio argentino, comprando pesos e vendendo dólares. Foram cerca de US$ 750 milhões até agora, usando o caixa do Exchange Stabilization Fund – um fundo do Tesouro reservado para momentos de crise.
Bessent já adiantou que mais ajuda pode estar a caminho.

“Estamos trabalhando em uma linha de crédito de US$ 20 bilhões, com bancos privados e fundos soberanos, que complementaria nossa linha de swap,” o Secretário disse na semana passada durante as reuniões do FMI e do Banco Mundial em Washington. “Muitos bancos estão interessados e muitos fundos soberanos já demonstraram interesse.”
Ontem, durante uma coletiva a bordo do Air Force One, Trump foi indagado por que estava ajudando os argentinos, enquanto os agricultores americanos sofrem os efeitos da retaliação chinesa.
“A Argentina está lutando pela sua sobrevivência, mocinha, você não sabe nada sobre isso,” respondeu Trump. “Nada está beneficiando a Argentina.”
“Você entende o que isso significa? Eles não têm dinheiro, não têm nada,” continuou o Presidente dos EUA. “Estão lutando arduamente para sobreviver. Se eu puder ajudá-los a sobreviver em um mundo livre – eu gosto do Presidente da Argentina, acho que ele está tentando fazer o melhor que pode. Mas não faça parecer que eles estão indo muito bem.”
A deputada republicana Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, é uma das que criticam Trump por gastar o dinheiro público para respaldar os argentinos. “Me diga como pode ser ‘America First’ o resgate de um país estrangeiro com US$ 20 bi ou até US$ 40 bilhões dos contribuintes,” afirmou.
Trump não se intimidou com as críticas, e disse que planeja comprar carne dos argentinos. “Se fizermos isso, os preços vão cair aqui,” disse aos repórteres.
São as relaciones carnales 2.0 – muito diferentes daquelas entre Carlos Menem e os presidentes americanos George Bush e Bill Clinton nos anos 90.
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Durante a sessão desta terça-feira (21) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a deputada Michelle Melo (PDT) fez um pronunciamento emocionado para agradecer as manifestações de apoio recebidas após o falecimento de seu tio, o ex-vereador Carlinhos Santiago. A parlamentar também aproveitou o momento para fazer uma importante indicação à Secretaria de Estado de Saúde, solicitando a aquisição de um equipamento essencial para o tratamento de pacientes com problemas cardíacos.
“Quero agradecer ao presidente Nicolau Júnior, por nos conceder a honra de velar meu tio aqui na Assembleia Legislativa, e a todos os funcionários dessa Casa, sem exceção, que se colocaram à disposição para nos acolher. Agradeço também às autoridades, ao presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, e a toda a população de Rio Branco e do Acre, que compareceu para homenageá-lo”, disse.
Ao compartilhar sua experiência durante o acompanhamento médico do familiar, a pedetista destacou a ausência, na rede de saúde estadual, de um dispositivo chamado balão intra-aórtico, utilizado em casos graves de infarto para auxiliar a recuperação do paciente. Segundo a deputada, o equipamento, que custa menos de R$ 20 mil, não está disponível nos hospitais acreanos.
“Descobrimos, presidente Nicolau, que alguns dispositivos necessários, e que estão disponíveis em grandes centros de saúde, infelizmente não existem aqui no Acre. Por isso, faço a indicação para que a Secretaria de Saúde adquira de forma urgente o balão intra-aórtico. É um equipamento barato, mas que pode salvar vidas”, reforçou.
Michelle Melo encerrou sua fala reafirmando seu compromisso com a defesa da vida e da dignidade humana. “Seguiremos firmes e fortes fazendo o que sabemos fazer de melhor: cuidar de gente”, concluiu.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
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Durante a sessão desta terça-feira (21) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Pedro Longo (PDT) destacou a importância de atender às demandas das comunidades rurais e apresentou uma indicação ao Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) solicitando a construção de uma ponte sobre o igarapé Mimitém, no ramal Pinduca, quilômetro 42, no município de Sena Madureira.
Segundo o parlamentar, o pedido é fruto de um abaixo-assinado organizado pelos moradores Francisco Gadelha de Vasconcelos e Maria das Dores de Moraes. A comunidade enfrenta grandes dificuldades, especialmente no período de chuvas, quando a estrutura atual é coberta pelas águas, impedindo o acesso das famílias à cidade e o escoamento da produção rural. “Essas famílias acabam isoladas, e isso prejudica o transporte escolar das crianças, o comércio e a vida de quem vive e trabalha no campo”, pontuou.
O pedetista aproveitou para sugerir que a obra seja feita dentro do novo programa estadual de construção de pontes de concreto, lançado recentemente pelo Deracre. “A comunidade pediu uma ponte em boas condições, mas nós queremos dar um passo além: que ela já seja construída com concreto, garantindo durabilidade e evitando as reformas anuais das pontes de madeira”, defendeu.
O deputado elogiou ainda o trabalho que vem sendo realizado pelo Deracre e se colocou à disposição para acompanhar de perto a execução da obra. “O Deracre tem feito um bom trabalho, isso tem sido reconhecido, e tenho certeza de que levará em consideração essa demanda dos nossos amigos do ramal Pinduca”, concluiu.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
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Discutir o atendimento escolar hospitalar e domiciliar para que o direito à educação, em todas as circunstâncias, seja assegurado, inclusive quando a escola precisa ultrapassar seus próprios muros para chegar até o estudante.
Com esse propósito, o governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), sedia o 13º Encontro Nacional de Atendimento Escolar Hospitalar e Domiciliar (ENAEHD) e o 3º Simpósio Internacional de Atendimento Escolar Hospitalar e Domiciliar (SINAEHD). Os eventos acontecem conjuntamente a partir desta terça, 21, no Teatro da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco.
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Pesquisadores, professores e gestores de diversas regiões do Brasil e de países como Colômbia, Portugal e Moçambique se reúnem para discutir a importância da intersetorialidade entre educação e saúde e do compartilhamento de práticas que garantam continuidade ao processo de aprendizagem de alunos em tratamento médico.
A programação é híbrida, com atividades presenciais e online, e está sendo transmitida ao vivo pelo canal youtube.com/@educacaodoacre. Durante a abertura, o secretário de Estado de Educação e Cultura, Aberson Carvalho, destacou o compromisso do Acre em garantir que a escola esteja presente em todos os lugares, inclusive nas florestas, nos hospitais e nas casas dos alunos.
“O Acre é um estado que garante a escola onde o aluno estiver. Muitas vezes, ele está na floresta, em locais sem energia elétrica, mas lá também há um professor. Essa é a essência da nossa política educacional: garantir o direito de aprender, onde quer que a criança esteja”, afirmou o secretário
Segundo o gestor, o Acre conta com mais de 130 estudantes atendidos domiciliarmente, além de três classes hospitalares instaladas no Hospital da Criança, na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia do Acre (Unacon) e no Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac). “Isso mostra que a educação especial no Acre é uma política viva, construída com compromisso e sensibilidade”, completou.
Para o professor Jônatas Alencar, gerente de Educação para Transtornos do Neurodesenvolvimento e Classes Hospitalares da Secretaria de Estado de Educação de Tocantins, o evento é uma oportunidade de troca de experiências. “A gente veio para adquirir mais conhecimento com o pessoal do Acre, com todo mundo que está participando, para conseguir implantar a primeira classe hospitalar lá em Palmas. É de suma importância esse intercâmbio, porque a partir dessas trocas a gente consegue avançar”, destacou.
O encontro é realizado em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac), a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), consolidando-se como um marco na história da educação inclusiva no Acre.
Com o tema “A intersetorialidade dos atendimentos educacionais em classes hospitalares e domiciliares”, o evento segue até o dia 23, com palestras, mesas-redondas, apresentações culturais e trabalhos científicos, reforçando o papel do Acre como referência nacional no debate sobre educação inclusiva, humanizada e intersetorial.
A representante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e vice-presidente do 13º ENAEHD e 3º SINAEH, Ediclea Mascarenhas Fernandes, reforça que os conselhos e as instituições de ensino são fundamentais para garantir direitos e abrir espaços para que a educação alcance todos os lugares.
“O gestor hospitalar é quem abre as portas para o professor, e o professor leva a ciência pedagógica — uma ciência da vida. A criança vê no professor a alegria, o desenho, a história. E é por isso que diz: ‘Eu não vou morrer, porque aqui tem professor’. Somos profissionais da vida e da esperança”, conclui Ediclea.
O que disseram
Hadhianne Peres
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Chefe do Departamento de Educação Especial da SEE e presidente do 13º ENAEHD e 3º SINAEHD
“As classes hospitalares e o atendimento domiciliar estão dentro do Departamento de Educação Especial, mas atendem a todo e qualquer estudante impedido de frequentar a escola. É uma forma muito profunda de inclusão, porque leva aprendizado, humanidade e, principalmente, vida para quem está internado durante longos períodos. É um trabalho que reforça nosso compromisso com o direito à educação e com uma escola que acolhe em todos os espaços.”
Giane Grotti
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Representante da Universidade Federal do Acre (Ufac)
“Desde 2009, a Universidade Federal do Acre incluiu em seu currículo uma disciplina voltada ao atendimento educacional da criança hospitalizada. Em todos os cursos de Pedagogia oferecidos no estado, essa formação é ministrada, e já tivemos experiências exitosas, como a criação de uma classe hospitalar em Xapuri. É uma honra fazer parte deste evento e ver o Acre reunindo tantas pessoas comprometidas com a inclusão e com o fortalecimento das práticas educacionais em ambiente hospitalar.”
John Lenon Batista de Lima
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Gerente do Hospital do Câncer – Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon)
“Ficamos muito felizes em ver ações como essa, que também fazem parte da linha de cuidado dos nossos pacientes. O melhor tratamento não está apenas na tecnologia ou nos medicamentos, mas também na sensibilidade de projetos como as classes hospitalares, que impactam de forma positiva as crianças e suas famílias.”
Elizângela Martins
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Representante da Undime/AC e Secretária Municipal de Educação de Senador Guiomard
“Em nome da Undime Acre, representamos os 22 secretários municipais de Educação do estado e queremos parabenizar a Educação do Acre pelas ações voltadas à garantia de direitos dos nossos estudantes. Levar educação a alunos em condição hospitalar ou domiciliar é um trabalho que vai além do dever: é um ato de amor. Quando diferentes instituições se unem, mudamos realidades e fortalecemos a educação em todo o Acre.”
Elisete Machado
Presidente do Conselho Estadual de Educação do Acre
“O Conselho Estadual de Educação sempre se preocupou em estabelecer normas que garantam o direito à educação de qualidade e equidade para todos. Nossa resolução nº 347/2023, no artigo 36, contempla o atendimento em classes hospitalares e o atendimento pedagógico domiciliar como um direito de qualquer estudante impedido de frequentar a escola. O espaço da escola é vida — e sentir que alguém se preocupa com sua aprendizagem e bem-estar fortalece e até acelera a cura.”
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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Foto: Pedro Devani/Secom
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O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), segue nesta quarta-feira, 21, avançando com os serviços de manutenção das vias urbanas de Epitaciolândia. As equipes aplicam mais 200 toneladas de massa asfáltica, reforçando o trabalho de recuperação iniciado anteriormente no município. A presidente do Deracre, Sula Ximenes, explicou que o trabalho tem sido acompanhado de perto e representa uma resposta direta às demandas da população.
“Estamos acompanhando de perto a recuperação das ruas de Epitaciolandia. Essa aplicação de mais 200 toneladas de asfalto é resultado de uma ação planejada para atender os pontos mais críticos e garantir que a população possa se deslocar com mais segurança e conforto”, destacou.
O trabalho é executado pelo Deracre e tem como objetivo melhorar a trafegabilidade e garantir mais segurança para quem circula pelas ruas do município. As equipes seguem atuando em vários pontos da cidade, aproveitando o período de estiagem para recuperar a malha viária urbana com mais agilidade. As ações integram o cronograma da Operação Verão e reforçam o compromisso do governo do Estado em assegurar melhores condições de tráfego e infraestrutura urbana em todo o Acre.
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Foto: Ascom/Deracre
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Um levantamento realizado pelo Sebrae, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mostra agora que beneficiados dos programas do governo inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) têm decidido empreender após ingressarem na plataforma. Do total de microempreendedores individuais (MEIs) que estão no Cadastro Único, 55% (2,5 milhões) tiveram a iniciativa de começar a empreender após a inscrição. O dado mostra que o CadÚnico tem cumprido sua função social contribuindo para a emancipação de milhões de brasileiros e suas famílias.
“Sob a determinação do presidente Lula, estamos aqui juntos, o Sebrae e o MDS, para poder produzir resultados, porque também o empreendedorismo é uma expressão da resiliência do povo simples do nosso país, de homens e mulheres que não desistiram. As pontes, o asfalto, as obras de concreto são importantes, mas nada é mais importante do que essa alegria que temos de comemorar esse momento que o seu ministério produziu de tirar novamente o Brasil do Mapa da Fome”, ressaltou o presidente do Sebrae, Décio Lima, durante encontro realizado nesta terça-feira (21), na sede do MDS em Brasília.

Do universo de 95,3 milhões de pessoas inscritas no CadÚnico, 4,6 milhões são MEI e mais de um terço (34,1%) já foi atendido pelo Sebrae ao menos uma vez entre janeiro de 2020 e julho deste ano. Este apoio da entidade tem dado resultado: os MEIs que estão no Cadastro e foram atendidos pelo Sebrae possuem maior percentual de empresas ativas (78,9%) em comparação àqueles não atendidos (61,5%).
“Ainda temos muito para crescer a partir desta parceria com o MDS. A atuação integrada fortalece a identificação de um público importante”, afirma o presidente do Sebrae.
“Enquanto o MDS identifica e acompanha as famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, o Sebrae oferece apoio técnico e estratégico. Juntos, esses elos criam condições para que empreendedores transformem oportunidades em resultados concretos e sustentáveis”
Décio Lima, presidente do Sebrae
A maior parte dos MEIs inscritos no CadÚnico (53,1%) está no setor de Serviços. O Comércio (26,5%), a Indústria (10,1%), a Construção (9,7%) e a Agropecuária (0,5%) completam a lista. A pesquisa aponta ainda que o percentual daqueles que recebem os recursos do Programa Bolsa Família entre esse universo de MEIs no CadÚnico é de 41,7%, enquanto 6,4% recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Amazonas (56,3%), Acre (54,8%) e Piauí (54,6%) são os estados que possuem maior percentual de MEI com famílias inscritas no Cadastro Único.
“Esse estudo apresentado mostra a verdade. Primeiro, a mudança do novo Bolsa Família neste governo do presidente Lula. Segundo, desmente a questão sobre abrir um CNPJ e perder o Bolsa Família”
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil
“Nós já dissemos e a pesquisa reforça que esse é um direito garantido. São 4,6 milhões de pessoas do Cadastro Único que já se formalizaram, viraram empreendedores e continuam no cadastro”, destacou o ministro Wellington Dias.
Parceria entre Sebrae e MDS
Assinado em 2023, o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Sebrae visa à integração de esforços para uma atuação articulada na promoção socioeconômica de famílias em vulnerabilidade social. Entre as ações previstas está o compartilhamento de informações do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e do Programa Bolsa Família para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre os pequenos negócios para o aprimoramento de políticas públicas.