domingo, 15 março, 2026
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Ministério abre 310 vagas de especialização em enfermagem neonatal

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Ministério abre 310 vagas de especialização em enfermagem neonatal


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O Ministério da Saúde lançou edital com 310 vagas para a Especialização em Enfermagem Neonatal, voltada a profissionais que atuam em unidades neonatais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS). O investimento previsto é de R$ 2,6 milhões.Ministério abre 310 vagas de especialização em enfermagem neonatal | Cidade AC News – Notícias do AcreMinistério abre 310 vagas de especialização em enfermagem neonatal | Cidade AC News – Notícias do Acre

As inscrições ocorrem de 16 de março a 6 de abril, por meio da plataforma SIGA-LS. A iniciativa prioriza profissionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior carência desse tipo de especialização.

Objetivo

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Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa busca ampliar a qualificação da força de trabalho no SUS e melhorar o atendimento a mulheres e recém-nascidos.

“Nosso objetivo é fortalecer e valorizar a enfermagem no âmbito do SUS, além de qualificar a oferta dos serviços. Ao atacar desigualdades históricas, fortalecemos a resolutividade nas redes regionais”, afirmou em nota o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

A ampliação do número de especialistas em enfermagem neonatal busca melhorar o atendimento aos recém-nascidos no SUS. Entre os benefícios esperados estão identificação precoce de riscos, manejo clínico adequado e intervenções seguras, o que pode contribuir para a redução de óbitos evitáveis.

Formação

O curso será executado pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz.

Com duração de 14 meses, a especialização integra o Programa Agora Tem Especialistas e pode aumentar em mais de 30% o número de enfermeiros neonatais que atuam no SUS.

Distribuição

Das 310 vagas ofertadas:

  • 206 são destinadas a capitais (66%);
  • 104 a municípios do interior (34%).

A distribuição regional prevê:

  • 56 vagas no Centro-Oeste;
  • 182 vagas no Nordeste;
  • 72 vagas no Norte.

Os profissionais selecionados atuarão em 64 hospitais distribuídos em 36 municípios. O edital também reserva 172 vagas para ações afirmativas.

Saúde feminina

A formação faz parte de um conjunto de ações do Ministério da Saúde voltadas ao fortalecimento da assistência obstétrica e neonatal.

Em 2025, a pasta destinou R$ 17 milhões para a Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne.

O curso reúne 760 profissionais de enfermagem, em parceria com 38 instituições de ensino.

A iniciativa é executada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras, e prioriza profissionais que atuam em regiões interiorizadas e na Amazônia Legal, com foco na ampliação do acesso à formação especializada.

Ministério da Saúde aumenta em 15% os repasses para hemodiálises

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Ministério da Saúde aumenta em 15% os repasses para hemodiálises


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O Ministério da Saúde vai aumentar em 15% o valor destinado aos hospitais e clínicas que fazem Terapia Renal Substitutiva (TRS), como a hemodiálise, para o Sistema Único de Saúde (SUS). O reajuste corresponde a R$ 860 milhões. Com o investimento, o governo federal pretende reduzir o tempo de espera para o tratamento.Ministério da Saúde aumenta em 15% os repasses para hemodiálises | Cidade AC News – Notícias do AcreMinistério da Saúde aumenta em 15% os repasses para hemodiálises | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os recursos têm como destino 781 hospitais e clínicas que já atendem os pacientes do SUS, além de 48 novos serviços de TRS que o ministério está habilitando para atuação em 16 estados.

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“O reajuste, uma demanda do setor, é uma das iniciativas do Agora Tem Especialistas visando a redução do tempo de espera por Terapia Renal Substitutiva (TRS), já que garante a manutenção da qualidade dos serviços prestados atualmente”, informou o ministério, em nota nesta sexta-feira (13).

Segundo o Ministério, a sessão de hemodiálise passa a ter uma remuneração de R$ 277,12, um aumento de 26,84% em relação a 2022, quando o valor era de R$ 218,47. O reajuste começa a valer ainda em março.

“O percentual maior de reajuste foi possível pela adoção de uma modalidade mista de orçamentação. Isso porque, além dos recursos do Orçamento Geral da União e Fundo de Ações Estratégicas e Compensação, o aumento no valor da sessão de hemodiálise também terá um incentivo com o uso dos créditos financeiros garantidos pelo programa Agora Tem Especialistas”, disse o secretário de Atenção Especializada à Saúde, do MS, Mozart Sales.

De acordo com o ministério, além da hemodiálise, outras modalidades de tratamento passarão a ser contempladas pelo Agora Tem Especialistas: a diálise peritoneal, cujas sessões serão reajustadas em 100%, e a pré-diálise, também com 100% de aumento. A diálise peritoneal substitui a função dos rins com uso do próprio corpo para filtrar o sangue; já na pré-diálise, ocorre o acompanhamento médico do paciente antes de a diálise ser necessária.

“Todos esses reajustes buscam incentivar ainda mais o aumento da oferta dessas modalidades de Terapia Renal Substitutiva pelos serviços que já atendem o SUS e pelos 48 novos serviços, que já começam a atuar com os aumentos anunciados hoje”, acrescentou o secretário.

SUS passa a adotar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia

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SUS passa a adotar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia


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O Ministério da Saúde ampliou o uso do medicamento doxiciclina 100 mg no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o antibiótico passa a ser utilizado também como medida preventiva, em casos de exposição, a infecções sexualmente transmissíveis (IST).SUS passa a adotar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia | Cidade AC News – Notícias do AcreSUS passa a adotar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia | Cidade AC News – Notícias do Acre

Em portaria publicada no Diário Oficial da União, a pasta define que a doxiciclina 100 mg passa a figurar como profilaxia pós-exposição na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis bacterianas clamídia e sífilis na população.

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De acordo com o texto, a ampliação do uso do medicamento foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). As áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta no SUS.

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Entenda

O ministério reforça que a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

A transmissão ocorre por meio de relação sexual (oral, vaginal ou anal), sobretudo quando há contato com lesões, sem preservativo; e por transmissão vertical (da gestante para o bebê durante a gestação ou no momento do parto).

Já a clamídia é uma infecção sexualmente transmissível que, na maioria das vezes, causa infecção nos órgãos genitais, mas pode afetar também a garganta e os olhos. Segundo a pasta, o quadro pode atingir homens e mulheres com vida sexual ativa.

A clamídia é transmitida por meio do contato sexual (anal, oral ou vaginal) ou pela forma congênita (infecção passada da mãe para o bebê durante a gestação). A infecção não é transmitida por transfusão sanguínea, mas, caso a pessoa infectada deseje doar sangue, deve informar ao profissional de saúde a presença da infecção.

Anvisa alerta para riscos de uso indevido de preenchedores dérmicos

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Anvisa alerta para riscos de uso indevido de preenchedores dérmicos


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 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou nesta quinta-feira (12) para os riscos à saúde do uso indevido de preenchedores de pele, como a hidroxiapatita de cálcio, o ácido hialurônico, o poli-L-ácido lático (PLLA) e os preenchedores permanentes à base de polimetilmetacrilato (PMMA). Anvisa alerta para riscos de uso indevido de preenchedores dérmicos | Cidade AC News – Notícias do AcreAnvisa alerta para riscos de uso indevido de preenchedores dérmicos | Cidade AC News – Notícias do Acre

As substâncias são injetáveis e regularizadas como dispositivos médicos de risco alto e máximo. Esses produtos só podem ser comercializados se possuírem registro na Anvisa. 

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“A aplicação de preenchedores dérmicos em regiões anatômicas não indicadas e em quantidades não previstas nas instruções de uso dos produtos, conforme as especificações estabelecidas pelos fabricantes, pode causar danos à saúde com consequências clínicas incapacitantes ou de difícil manejo”, diz a Anvisa, em nota.

Entre os efeitos considerados graves, há relatos de embolia pulmonar, deficiência visual temporária e permanente por oclusão vascular. Além disso, há relatos de complicações sistêmicas como inflamação granulomatosa (tipo crônico de resposta imune), nível elevado de cálcio no sangue, cálculo renal, e insuficiência renal com necessidade de hemodiálise.

A Anvisa recomenda que, antes de realizar o procedimento, os pacientes devem verificar as áreas do corpo e os volumes permitidos para a aplicação adequada, descrita nas instruções de uso do produto

É indicado, ainda, procurar a orientação de um profissional de saúde, antes de iniciar o plano de tratamento. Em caso de sinal ou sintoma de complicação, o paciente deve procurar assistência profissional qualificada. 

“É indispensável verificar se o produto está regularizado, o serviço autorizado e o profissional qualificado. É fundamental entregar o cartão de rastreabilidade do produto utilizado ao paciente e manter uma cópia no prontuário. Em caso de suspeita de evento adverso associado ao uso do produto, o problema pode ser relatado à Anvisa”, diz a agência. 

Para denunciar produtos irregulares ou produzidos por empresas não licenciadas pela agência, basta acessar o sistema Fala.BR da Ouvidoria da Anvisa.

Alckmin: governo prioriza abastecimento e quer evitar alta do diesel

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Alckmin: governo prioriza abastecimento e quer evitar alta do diesel


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O vice-presidente Geraldo Alckmin disse, neste sábado (14), que o governo federal prioriza, neste momento, garantir abastecimento e “segurar o preço” do diesel. Ele defendeu as ações anunciadas, nesta semana, de zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e da criação de uma subvenção de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, a expectativa é reduzir, ao todo, pelo menos R$ 0,64 por litro na bomba.Alckmin: governo prioriza abastecimento e quer evitar alta do diesel | Cidade AC News – Notícias do AcreAlckmin: governo prioriza abastecimento e quer evitar alta do diesel | Cidade AC News – Notícias do Acre

As medidas levam em conta que o Brasil importa 25% do diesel. Devido à guerra no Oriente Médio, houve aumento na cotação internacional do barril de petróleo, o que impacta os preços na bomba de combustíveis. 

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O vice-presidente contextualizou que a alta do diesel pode encarecer alimentos e transportes, além de elevar a inflação. Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), visitou concessionária da Scania em Santa Maria (DF) em função do andamento do programa Move Brasil (a política pública de estímulo à renovação da frota de caminhões).

Alckmin considerou a ação do governo federal como “inteligente” e criticou medida do governo de Jair Bolsonaro (em 2022), que limitou a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis e ainda vetou compensação aos Estados. 

“Os estados foram para a justiça porque perderam receita. Acabou tudo judicializado, virando aí um precatório gigantesco, afirmou.  O vice-presidente explicou que, embora o Brasil seja exportador de petróleo, é importador de diesel porque ainda não tem refino o suficiente para o mercado local.

Incentivo à indústria

Em relação ao programa Move Brasil, o vice-presidente defendeu a estratégia de impulsionamento da indústria com “depreciação acelerada” dos equipamentos.

“Lançamos o Move Brasil colocando R$ 10 bilhões, e saímos de juros de média de 23% para 13%. A resposta foi espetacular”, avaliou. Ele disse que, com dois meses do programa, já foram aplicados R$ 6,2 bilhões dos recursos previstos.

Ele acrescentou que o programa estimulou o caminhoneiro autônomo a comprar um veículo zero quilômetro ou semi-novo. O vice-presidente também defendeu a iniciativa de estimular a indústria do carro sustentável com a eliminação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O carro sustentável é aquele que é fabricado no Brasil, flex, com 80% de reciclabilidade e que não pode emitir mais que 83 gramas por quilômetro rodado. Alckmin explica que essa medida vai ter impacto na poluição ambiental.

O vice-presidente alertou também que melhores equipamentos nas estradas tende a reduzir os acidentes. “Quando se tem tecnologia, é como uma vacina. Isso vai evitar acidentes e mortes”.

 

Governo levantou R$ 179 bi desde 2023 para transição ecológica

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Governo levantou R$ 179 bi desde 2023 para transição ecológica


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Em três anos, o governo federal levantou R$ 179 bilhões para financiar projetos ligados à transição ecológica no país. Os recursos vêm do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) e do programa Eco Invest Brasil.Governo levantou R$ 179 bi desde 2023 para transição ecológica | Cidade AC News – Notícias do AcreGoverno levantou R$ 179 bi desde 2023 para transição ecológica | Cidade AC News – Notícias do Acre

Segundo o governo, o montante contabiliza as operações desde 2023. A quantia reúne financiamentos aprovados, contratados e desembolsados para iniciativas relacionadas à redução de emissões, recuperação ambiental e adaptação às mudanças climáticas.

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Os números foram divulgados nesta semana pelos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Fazenda. Os dados serão detalhados pelas duas pastas e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em data ainda não definida.

Fundo Clima

Na quinta-feira (12), comitê gestor aprovou o Plano Anual de Aplicação de Recursos para 2026 para o Fundo Clima, com orçamento de R$ 27,5 bilhões. Esse é o maior valor da série histórica do programa.

Operado pelo BNDES e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, o Fundo Clima representa um dos principais instrumentos de financiamento de políticas ambientais no Brasil. Desde 2023, informaram os órgãos, o fundo registrou aumento no orçamento e no volume de projetos aprovados. 

Eco Invest

O programa Eco Invest Brasil, conduzido pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, integra o Plano de Transformação Ecológica do Brasil, estratégia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para promover investimentos sustentáveis.

A iniciativa busca atrair capital privado e recursos internacionais para projetos de longo prazo. Entre os instrumentos previstos estão mecanismos de proteção contra a volatilidade cambial, destinados a reduzir riscos para investidores estrangeiros.

No fim do ano passado, o Ministério da Fazenda divulgou que o programa mobilizou R$ 75 bilhões para projetos sustentáveis, dos quais R$ 46 bilhões captados no exterior. O volume efetivamente liberado em financiamentos somava R$ 14 bilhões no fim de 2025.

Projetos verdes

Os recursos mobilizados por meio do Fundo Clima e do Eco Invest Brasil apoiam projetos ligados à chamada indústria verde, recuperação de biomas, infraestrutura para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e inovação tecnológica voltada à transição ecológica.

A expectativa da equipe econômica é ampliar a participação do setor privado no financiamento dessas iniciativas e acelerar investimentos em sustentabilidade e descarbonização da economia brasileira.

Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise

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Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise


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Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras – em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 – não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional.Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise | Cidade AC News – Notícias do AcrePrivatização da BR prejudica consumidor em momento de crise | Cidade AC News – Notícias do Acre

Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia “do poço ao posto”, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

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O alerta da venda de gasolina a R$ 9 “mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias” partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem  aumentos por parte da Petrobras.

Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil.

Política de preços diferenciada

Segundo Bacelar, a majoração de preços – que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação – ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).

“Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista.

“Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo.

A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas “ferramentas institucionais” de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.”

Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica.

“O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.”

O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.”

Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa.

Sem consulta ao Congresso

A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível.

A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624.

Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.”

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Corte de tributos e pagamento de subvenções

Para conter aumento no preço dos combustíveis, o governo zerou as alíquotas de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o diesel, e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro e editou a Medida Provisória nº 1.340 que autoriza a concessão de mais R$ 0,32 por litro como subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel.

No total, são R$ 0,64 por litro cobrados a menos para diminuir o impacto no bolso do consumidor da variação do preço do petróleo no mercado.

O preço do diesel é formado pelo custo do produto junto à Petrobras (45,5% do preço médio na bomba do posto); tributo estadual (19%); custo de distribuição e revenda (17,2%); adição de biodiesel (13%). O peso da tributação da PIS/Cofins era de 5,2%.

Tendo em perspectiva o comportamento do mercado internacional de petróleo, o governo federal criou uma sala de monitoramento para acompanhar as condições do de comercialização de combustíveis fora e dentro do Brasil.

Na quinta-feira (12), o governo federal se reuniu com as empresas distribuidoras de combustível que sugeriram que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país.

 

Economia pode crescer 1% no primeiro trimestre, diz Haddad

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Economia pode crescer 1% no primeiro trimestre, diz Haddad


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O Produto Interno Bruto (PIB) do país pode ter crescimento entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre deste ano, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.Economia pode crescer 1% no primeiro trimestre, diz Haddad | Cidade AC News – Notícias do AcreEconomia pode crescer 1% no primeiro trimestre, diz Haddad | Cidade AC News – Notícias do Acre

“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Então, os mecanismos de mudanças no crédito, tudo que nós estamos fazendo para manter a demanda efetiva está redundando em manutenção [da economia aquecida]”, disse o ministro.

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Na noite desta sexta-feira (13), Haddad concedeu entrevista ao programa 20 Minutos, do Opera Mundi. Na entrevista, o ministro preferiu não dar uma estimativa de crescimento para o ano, justificando que uma previsão depende da taxa de juros.

“Eu acho que nós fizemos um trabalho de saneamento das contas. Eu não estou preocupado com as metas fiscais. Eu acho que o crescimento, pela maneira como nós estamos conduzindo, sobretudo as reformas que foram feitas, vão permanecer. Eu acho que a reforma tributária, que entra em vigor ano que vem, vai dar um impulso para o PIB ainda maior”, afirmou.

Durante a entrevista, o ministro voltou a defender a necessidade do arcabouço fiscal e negou que o governo tenha apertado demais a conta.

“Não [apertou a conta], porque isso tinha que vir acompanhado dessa batalha no Congresso Nacional – e que foi parcialmente bem-sucedida – de recomposição da base tributária. Nós perdemos 3% do PIB de base tributária. Para você abrir mão de carga tributária, o Congresso aprova em 15 dias, mas não para recompor e cortar privilégios no Brasil. Vai lá no Congresso negociar redução de privilégio, desoneração da folha. Cada projeto desse são semanas de negociação”.

Saída do ministério

Haddad confirmou que vai deixar o ministério da Fazenda na próxima semana e que pretende se candidatar nas próximas eleições, embora não tenha informado para qual cargo.

Segundo ele, a ideia inicial era contribuir para uma campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas mudou de ideia.

“Queria estar mais livre para poder pensar, fora do Ministério, em um plano de desenvolvimento [para o país]. Era isso o que eu queria fazer. Nesses três meses de conversa com ele [com o presidente Lula], o cenário se complicou. O céu está menos azul do que eu imaginava no final do ano passado. Então, devo sair do Ministério da Fazenda na semana que vem”, disse.

Com tensão no Irã, dólar fecha em R$ 5,32, o maior valor desde janeiro

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Com tensão no Irã, dólar fecha em R$ 5,32, o maior valor desde janeiro


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Em mais um dia de nervosismo por causa da escalada do conflito no Oriente Médio, o dólar encerrou nesta sexta-feira (13) no maior valor desde janeiro, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco global. A bolsa caiu quase 1% e atingiu o nível mais baixo em quase dois meses.Com tensão no Irã, dólar fecha em R$ 5,32, o maior valor desde janeiro | Cidade AC News – Notícias do AcreCom tensão no Irã, dólar fecha em R$ 5,32, o maior valor desde janeiro | Cidade AC News – Notícias do Acre

A moeda norte-americana subiu 1,41% e fechou cotada a R$ 5,316. Na máxima do dia, por volta das 16h45, atingiu R$ 5,325.

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O valor de fechamento é o mais alto desde 21 de janeiro e reflete um movimento global de busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar, diante do agravamento das tensões envolvendo o Irã e ataques conduzidos por Israel.

Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometendo intensificar ações militares contra o Irã ampliaram as preocupações sobre um conflito mais duradouro e seus efeitos sobre os preços da energia.

Na semana, o dólar acumulou valorização de 1,38%. Em março, a moeda já sobe 3,55%, revertendo parte da queda de 2,16% registrada em fevereiro. No acumulado de 2026, porém, o dólar ainda apresenta desvalorização de cerca de 3,15% frente ao real, depois de ter recuado mais de 6% nos primeiros meses do ano.

No mercado cambial brasileiro, o real apresentou o pior desempenho entre as principais moedas emergentes. Houve saída relevante de recursos do país e compra de dólares por investidores que aproveitaram a cotação barata, após o forte desempenho da moeda brasileira nos dois primeiros meses do ano.

Intervenção

Pela manhã, o BC realizou uma operação conhecida como “casadão”, vendendo US$ 1 bilhão no mercado à vista e ofertando 20 mil contratos de swap cambial reverso, operação equivalente à compra de dólar futuro. A intervenção ocorreu em meio a sinais de menor liquidez e pressão no chamado cupom cambial, que reflete a taxa de juros em dólar no país.

No exterior, o fortalecimento da moeda norte-americana também foi refletido pelo avanço do Dollar Index (DXY), indicador que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas fortes. O índice superou a marca de 100 pontos pela primeira vez desde novembro de 2025 e encerrou o dia próximo de 100,5 pontos, acumulando alta superior a 1,6% na semana.

Segundo analistas, além da busca por proteção, o movimento também reflete mudanças nas expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. A alta do petróleo e as incertezas sobre inflação têm levado investidores a reduzir apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve.

Mercado de ações

No mercado acionário brasileiro, o movimento de aversão ao risco também pressionou a bolsa. O Ibovespa caiu 0,91% e encerrou aos 177.653 pontos. Esse é o menor nível desde 22 de janeiro.

Ao longo da sessão, o indicador chegou a operar acima de 178 mil pontos, mas perdeu força na segunda metade do pregão e terminou próximo da mínima do dia.

Na semana, o índice acumulou recuo de 0,95%, após queda mais acentuada de 4,99% na semana anterior. Mesmo com o desempenho recente negativo, o Ibovespa ainda registra valorização de 10,26% no acumulado de 2026. Em março, no entanto, a baixa já chega a 5,9%.

Incertezas

O movimento de queda refletiu principalmente o aumento das incertezas geopolíticas, diante do risco de ampliação do conflito envolvendo o Irã. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de intensificar ataques contra o país elevaram a cautela entre investidores, especialmente às vésperas do fim de semana, quando os mercados permanecem fechados.

A tensão geopolítica também impulsionou o preço do petróleo. O contrato do petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, para maio avançou 2,67% e fechou a US$ 103,14 por barril, acumulando ganho semanal de cerca de 11%.

A commodity já sobe mais de 40% em março e aproximadamente 70% no ano.

* Com informações da Reuters

Reajuste do diesel mostra limitações do mercado no Brasil, diz FUP

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Reajuste do diesel mostra limitações do mercado no Brasil, diz FUP


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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) disse que o reajuste do diesel, anunciado nesta sexta-feira (13) pela Petrobras, mostra “graves limitações na estrutura do mercado de abastecimento no Brasil”.Reajuste do diesel mostra limitações do mercado no Brasil, diz FUP | Cidade AC News – Notícias do AcreReajuste do diesel mostra limitações do mercado no Brasil, diz FUP | Cidade AC News – Notícias do Acre

A venda de refinarias e a privatização da BR Distribuidora, em 2019, seriam exemplos dessas limitações, segundo a entidade.

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A FUP defende que a Petrobras amplie o parque nacional de refino e fortaleça a presença em toda a cadeia do setor, o que inclui distribuição e comercialização.

“Uma Petrobras integrada amplia a segurança do abastecimento, reduz a vulnerabilidade do país às oscilações externas e contribui para maior estabilidade na formação dos preços dos combustíveis no mercado doméstico”, diz trecho da nota.

Reajuste

O valor do diesel vendido às distribuidoras será reajustado em R$ 0,38 por litro a partir de sábado (14). Em comunicado, a estatal explica que o preço médio do diesel praticado pela companhia para as distribuidoras aumentará para R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B será, em média, de R$ 3,10.

O diesel A é o vendido nas refinarias, antes de ser misturado a biocombustíveis. Já o diesel B é o comercializado nos postos ao consumidor final, depois de as distribuidoras efetuarem a mistura obrigatória.

A companhia explicou que o reajuste do diesel foi mitigado por medidas para conter a escalada do preço do combustível, anunciadas na quinta-feira (12) pelo governo federal. Mesmo assim, o aumento do preço do petróleo no mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio, exerce pressão sobre o preço.

A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã completa duas semanas nesta sexta-feira. Uma das formas de retaliação do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e de Omã, ao sul do Irã. Por lá passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O gargalo na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. Nesta sexta-feira, o contrato futuro do barril de petróleo Brent, preço de referência, está negociado perto de US$ 100 (equivalente a cerca de R$ 520).

Há duas semanas, a cotação beirava US$ 70. Ou seja, em 15 dias subiu cerca de 40%. O Irã chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200.

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