SBT diz que Cariúcha tem contrato até fevereiro e segue à disposição da emissora
O SBT se manifestou oficialmente nesta terça-feira (27/01) sobre a situação envolvendo de Cariúcha, anunciada ontem como a nova contratada da RedeTV!. A agora ex-integrante do “Fofocalizando” chegou a se apresentar para trabalhar na emissora de Silvio Santos, mas foi dispensada ainda no camarim.
Na curta nota enviada a esta coluna, o canal afirmou: “A Cariúcha tem contrato com o SBT até o final de fevereiro e continua à disposição da emissora”.
A declaração ocorre em um novo capítulo da situação que envolve Cariúcha e o encerramento de sua relação profissional com a emissora. Apesar de o desligamento já ter sido comunicado publicamente, o contrato da apresentadora segue vigente até o dia 26 de fevereiro.
Por esse motivo, Cariúcha se apresentou normalmente para trabalhar nesta terça-feira, um dia após ser anunciada sua mudança para a RedeTV!. A apresentadora chegou às dependências do SBT e iniciou a preparação para participar do “Fofocalizando”, exibido nas tardes da emissora.
O episódio marcou um encerramento que já era esperado diante do cenário estabelecido, mas que ocorreu de forma abrupta, mesmo com o vínculo contratual ainda em vigor até o fim de fevereiro.
Conheça a veia ativista de Jason Mraz, que retorna ao Brasil em 2026 com turnê
Conhecido por sucessos como “I’m Yours” e “I Won’t Give Up”, Jason Mraz construiu uma carreira que vai além das paradas musicais. Ao longo dos anos, o cantor passou a associar sua produção artística a iniciativas ligadas a educação, sustentabilidade e bem-estar.
Criada em 2011, a Jason Mraz Foundation atua como uma organização sem fins lucrativos voltada à promoção da educação artística inclusiva, ao incentivo à igualdade e à segurança alimentar. A fundação apoia projetos alinhados a essas frentes e reflete uma visão recorrente na trajetória do artista: a arte como instrumento de impacto social.
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Jason Mraz realizará shows no Brasil em março de 2026Crédito: Reprodução
Jason Mraz realizará shows no Brasil em março de 2026Crédito: Reprodução
Jason Mraz realizará shows no Brasil em março de 2026Crédito: Reprodução
Jason Mraz realizará shows no Brasil em março de 2026Crédito: Reprodução
Jason Mraz realizará shows no Brasil em março de 2026Crédito: Reprodução
Essa relação com temas ligados ao bem-estar também se estende ao campo. Jason é associado à Mraz Family Farms, iniciativa voltada à agricultura orgânica e regenerativa, com foco em práticas sustentáveis e comércio justo. Segundo a descrição oficial do projeto, ele se tornou proprietário de um pomar em 2004 e, a partir daí, passou a se envolver de forma mais direta com o cultivo e questões ambientais.
Outro aspecto menos conhecido do público é a ligação de Jason com o yoga. Em 2015, o músico concluiu uma formação de 200 horas para professores da prática e já relatou, em entrevistas, que a experiência influencia a maneira como conduz seus shows, buscando criar um ambiente de presença e conexão com o público.
Esses elementos ajudam a contextualizar o formato de suas apresentações ao vivo, marcadas por interação constante e repertório que percorre diferentes fases da carreira. Em março deste ano, Jason Mraz retornará ao Brasil com a “Return to South America & Mexico 2026 Tour”, em uma série de apresentações com banda completa e setlist retrospectivo.
Serviço | Jason Mraz no Brasil (março/2026)
3/3 – Curitiba | Teatro Positivo;
5/3 – São Paulo | Espaço Unimed;
6/3 – Rio de Janeiro | Vivo Rio;
8/3 – Belo Horizonte | BeFly Hall;
10/3 – Porto Alegre | Auditório Araújo Vianna.
Khloé Kardashian revela como ela e as irmãs “dividem as contas” quando estão juntas
Khloé Kardashian revelou o que muitos fãs tinham curiosidade em saber. A socialite explicou como é a dinâmica financeira dela e das irmãs, Kim e Kourtney Kardashian e Kylie e Kendall Jenner, quando estão juntas. Em um vídeo viralizado nesta terça-feira (27/1), foi questionada se possuem o hábito de realizarem transferências financeiras entre si, mas garantiu que isto não é algo recorrente na família.
“Eu e minhas irmãs não usamos Venmo [plataforma de transferências semelhante ao PIX brasileiro] entre nós”, afirmou Khloé. “Mas a gente sempre se reveza. Eu nunca sairia com uma das minhas irmãs esperando que ela pagasse tudo sempre. A gente vai alternando. Isso nunca foi uma questão. Todo mundo é muito respeitoso com o outro”, explicou.
A empresária de 41 anos relembrou uma situação em que pagou algo para a filha de Kim em um evento escolar onde os filhos de ambas estudam porque a irmã estava sem dinheiro em espécie: “A Kim não tinha dinheiro. Eu falei: ‘Ah, eu pago pra você, fica tranquila’”, contou .“E ela respondeu: ‘Ah, eu te pago depois. Vou pedir para o meu gerente financeiro te transferir’”, acrescentou.
Khloé recusou a tentativa de transferência e por insistência da irmã, Kim pagou algo para as duas depois: “A gente está sempre atento ao dinheiro que o outro está gastando. Não nos aproveitamos”, disse. “Ouso dizer que somos normais nesse aspecto. Somos respeitosas umas com as outras. Eu não penso: ‘Ah, a Kim tem dinheiro, ela é bilionária’. Dinheiro é dinheiro”, afirmou.
Brasileirão 2026: confira onde assistir, datas e horários dos jogos da 1ª rodada
O Campeonato Brasileiro Série A 2026 estreia nesta quarta-feira (28/1), em uma novidade no calendário tradicional da principal competição do país, que pela primeira vez na era dos pontos corridos começa ainda em janeiro para acomodar a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu os jogos da primeira rodada, espalhados entre quarta e quinta.
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Gabigol realiza treino no CT Rei Pelé, em SantosFoto: Raul Baretta/ Santos FC.
Memphis DepayReprodução
Entenda por que o Flamengo depende de combinação para escapar de queda no CariocaFoto: Adriano Fontes/Flamengo
Marlon Freitas, treina na Academia de Futebol do PalmeirasFoto: Fabio Menotti/Palmeiras
Ministro cobra medidas rigorosas após outro vazamento da Vale em MG
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, cobrou que medidas rigorosas sejam adotadas de forma imediata pela Agência Nacional de Mineração após o segundo vazamento em minas da Vale em Minas Gerais. Silveira pediu uma solução efetiva para a situação depois do extravasamento de água registrado na mina de Viga, na cidade de Congonhas, neste domingo (25).
O incidente ocorreu menos de 24 horas após um vazamento de lama na mina de Fábrica, localizada na divisa entre Ouro Preto e Congonhas. O ministro cobrou, inclusive, a interdição da operação, se necessário, para garantir a segurança das comunidades locais e a proteção do meio ambiente.
Silveira determinou:
a abertura de processo para apuração das responsabilidades; e
o acionamento dos órgãos federais, estaduais e municipais para fiscalização e eventual aplicação de penalidades.
O ministro também ordenou a adoção de medidas cabíveis para reparação de possíveis danos materiais, ambientais e pessoais.
A prefeitura de Congonhas afirmou que os incidentes nas minas causaram prejuízos ambientais ao município e decidiu suspender provisoriamente o alvará de funcionamento da Vale. É o que explica o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Luís Lobo:
“A prefeitura, a Defesa Civil e todos os seus órgãos estão atentos para essa situação e também iremos cobrar das empresas uma resposta rápida, a suspensão possível dos alvarás dessas empresas até que todas as medidas sejam tomadas. E fica aqui mais uma vez nossa preocupação, né? Sete anos após o rompimento em Brumadinho, a empresa, a Vale, omitindo informações muito importantes que para nós agirmos de forma rápida tem que chegar rápido para nós, e isso não aconteceu por duas vezes no mesmo dia”, diz.
O Ministério Público de Minas Gerais informou que está acompanhando o caso e já solicitou informações às equipes das defesas civis estadual e dos municípios atingidos.
O que diz a Vale
A Vale comunicou que os extravasamentos de água nas duas minas foram contidos, que ninguém ficou ferido e que a população e as comunidades próximas não foram afetadas.
De acordo com a empresa, nenhuma das duas ocorrências tem relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações em suas condições de estabilidade e segurança, e as causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas.
São Paulo contabiliza 13 mortes por causa das chuvas desde dezembro
Na cidade de São Paulo, um homem de 75 anos morreu arrastado por enxurrada durante temporal no último domingo (25). A vítima tentava tirar o carro de uma rua na Vila Guilherme, bairro da zona norte da capital paulista, quando caiu na enxurrada e foi arrastada pela correnteza. Dez dias atrás, um casal de idosos morreu quando o carro em que estavam foi arrastado e caiu dentro de um córrego, na zona sul da cidade de São Paulo.
Até o momento, o estado contabiliza 13 vítimas por causa das chuvas desde dezembro do ano passado e já se aproxima dos números do verão anterior, quando 18 pessoas morreram em decorrência dos temporais. Entre 2022 e 2026, somente a capital paulista registrou quase 200 mortes relacionadas às chuvas.
Henry Maru, pesquisador de políticas públicas urbanas, gestão de riscos e desastres da Unifesp, afirma que, apesar de os óbitos serem causados pelas chuvas, a natureza em si não é a causa:
“O que potencializa a letalidade é a combinação entre uma ocupação em área de risco, uma impermeabilização do solo e o uso de ocupação, uma drenagem insuficiente e respostas de emergência tardias. Você não tem uma resposta programada, que tem o intuito de prevenir o desastre. Você tem uma resposta emergencial. Isso, às vezes, é um efeito tanto da questão do planejamento urbano brasileiro e do planejamento da gestão de riscos e desastres.”
A probabilidade de chuvas intensas na região continua, segundo o alerta de perigo publicado pelo Instituto Nacional de Meteorologia, com acumulados de até 100 mm e ventos intensos de até 60km/h. O aviso é válido para as regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. O alerta também se aplica às regiões central, oeste, sul e sudoeste de Minas, Zona da Mata, Vale do Paraíba, norte fluminense, cercanias de Piracicaba e Campinas, Baixada Santista e Triângulo Mineiro. Há riscos de corte de energia elétrica, queda de galho de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
A Defesa Civil do Estado de São Paulo reforça as orientações em caso de pancadas intensas e rajadas de vento, para que a população evite áreas alagadas, não atravesse enxurradas e busque abrigo em locais seguros durante o temporal.
Grupo de Trabalho da Maré pode ser embrião para outras comunidades
A Secretaria-Geral da Presidência da República anunciou nesta terça-feira (27), na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o Grupo de Trabalho Técnico da Maré (GTT Maré), que terá 90 dias para apresentar um plano de ação para aquele território. O GTT da Maré é uma iniciativa do governo federal para reafirmar o compromisso com a participação social, a promoção de direitos e a integração de políticas públicas no conjunto de favelas da Maré.
Segundo o governo, o anúncio marca a consolidação de um processo político e institucional iniciado a partir da escuta qualificada das organizações comunitárias do território, em especial da Articulação Redes da Maré, das 16 associações de moradores da localidade.
“O que está sendo anunciado hoje aqui segue orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de levar o governo e a realização do governo do Brasil para perto do povo, para onde está o povo”, destacou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Segundo ele, o GTT Maré é importante para uma perspectiva de futuro, de como o Estado brasileiro deve tratar as comunidades populares do país. De acordo com Boulos, o complexo de favelas da Maré receberá a maior liberação de recursos do governo na história da comunidade. Serão R$ 170 milhões para um conjunto de obras que envolvem urbanização, infraestrutura, regularização fundiária, entre outras, com o objetivo de melhorar as condições de vida dos moradores, englobando também saúde digital e telemedicina.
O ministro disse que o trabalho do GTT Maré poderá resultar na criação de um modelo de intervenção territorial a partir do diálogo com as lideranças e construir um conjunto de ações integradas que possam servir de modelo para todas as comunidades. “Um embrião que fortaleça, para que todo o povo da periferia do Brasil seja tratado com respeito, como é tratado o ricaço da Barra da Tijuca. É assim que tem que ser.”
O GTT Maré reúne representantes de ministérios, universidades e outras instituições federais para atuação integrada em áreas como saúde, igualdade racial, direitos sociais, habitação, segurança cidadã e participação social, estruturando ações de médio e longo prazo no território.
Integração de políticas públicas
O ministro informou que pretende levar também para aquele território agentes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), um programa de gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, criado para articular ações de segurança pública para a prevenção, controle e repressão da criminalidade, estabelecendo políticas sociais e ações de proteção às vítimas.
Para Guilherme Boulos, o governo chegar apenas com a polícia não é suficiente. “Tem que chegar com moradia, saúde, política de emprego”, entre outras iniciativas, destacou o ministro. “É política que trata o povo como gente, não como número; que trata com respeito. O papel e a responsabilidade do governo são garantir respeito”. A perspectiva é construir 600 unidades habitacionais na Maré, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.
Também presente à solenidade, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, lembrou que nasceu e foi criada no Complexo da Maré. A ministra destacou a importância de ações integradas para melhorar a vida dos moradores da comunidade. “São várias etapas e várias vertentes. Tem saúde, educação, cultura, esporte, lazer. Não é de uma só maneira que a gente consegue combater o racismo no nosso país, principalmente em uma sociedade que insiste em dizer que ele não existe.”
“Não adianta chegar em um lugar como os territórios de favela achando que é somente segurança pública, claro que isso é importante também, mas direito ao trabalho, empregabilidade, saúde, esporte, lazer, cultura e renda também são primordiais. É dessa maneira que a gente pretende chegar”, completou.
Após a cerimônia, os ministros fizeram questão de ir à Maré conversar com os moradores. Também participaram também da solenidade, além do presidente interino da Fiocruz, Valcler Rangel, representantes dos ministérios das Cidades e da Saúde, de organizações da sociedade civil e lideranças comunitárias da Maré.
CIDH condena Brasil por manter preso em solitária por mais de 4 anos
O Brasil foi condenado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pela aplicação de prisão em solitária por tempo prolongado e sem fundamentos ao chileno Mauricio Hernández Norambuena. A decisão, da última sexta-feira (23), determina que o Brasil pague indenização por danos imateriais, além das custas do processo e a restituição de valores ao Fundo de Assistência Jurídica às Vítimas do Tribunal.
Mauricio Norambuena foi preso em 2002 e condenado a 30 anos de prisão pelo sequestro do publicitário brasileiro Washington Olivetto. De acordo com a Comissão, o sequestrador ficou preso em regime de isolamento por 4 anos e 2 meses, entre 2002 e 2006. Após passar por vários presídios no Brasil, ele foi extraditado para o Chile em 2019.
Lá foi constatado o efeito do regime de isolamento e incomunicabilidade sobre a saúde física e mental do condenado, afirmou a Defensoria Pública da União do Brasil, que representou o chileno. Segundo a defesa, Norambuena desenvolveu hipertensão, vertigem, tremor corporal, ansiedade e depressão, além de um tumor na garganta.
O tribunal reconheceu que o Regime Disciplinar Diferenciado é compatível com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos. No entanto, ressaltou que a aplicação deve ser excepcional, temporária e sob controle rigoroso da Justiça para evitar abusos e violações à dignidade da pessoa humana – o que não teria ocorrido no caso em questão.
A reportagem pediu um posicionamento do Ministério dos Direitos Humanos, mas ainda não obteve resposta.
Macaé diz que carta de princípios dos direitos humanos foi “rifada”
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, disse, na noite dessa segunda-feira (26), que a Carta de Princípios dos Direitos Humanos foi “rifada” por grupos que detêm o poder em determinados países. De acordo com a ministra, conceitos como a democracia estão sendo usados para impor a autoridade dos mais fortes sobre os mais fracos.
“Nós estamos num momento da história do mundo em que aquele acordo da nossa carta de princípios dos direitos humanos foi, eu vou usar a palavra popular, rifado por grupos que hoje detêm a hegemonia no poder em determinados países”, disse.
“Acham que vamos esquecer tudo o que a gente combinou e pactuou até aqui, da necessidade de respeito à soberania, à autodeterminação dos povos, e vão impor a lei do mais forte”, acrescentou.
A ministra deu as declarações na Casa do Povo, no Bairro do Bom Retiro, na capital paulista. O centro cultural foi construído pela comunidade judaica após a Segunda Guerra Mundial e inaugurado em 1953 em memória às vítimas do nazismo. O local foi também lugar de resistência contra a ditadura militar.
Durante a tarde, Macaé Evaristo visitou instituições da comunidade judaica sediadas no Bom Retiro, como o Memorial do Holocausto e instituição beneficente Ten Yad, e fez uma caminhada pela região, marcada por uma série de violações aos direitos humanos.
“Esse território é marcado por tantas violências, despejo das pessoas da Favela do Moinho, despejo do Teatro de Container, despejo de populações vulneráveis, ataque a pessoas em situação de rua”, destacou o diretor da Casa do Povo, Benjamin Seroussi.
“É a nossa história judaica que nos traz até o momento presente. Não podemos discutir o antissemitismo sem discutir outras formas de opressões ainda mais agudas, infelizmente, no território onde vivemos”, acrescentou.
Jovens da América Latina e Caribe discutem combate à fome
O fortalecimento de políticas sociais como os programas Bolsa Família e de alimentação escolar (Pnae), o apoio à agricultura familiar, a capacitação e o acesso a tecnologias, a disponibilidade de crédito a pequenos e médios produtores foram decisivos para o Brasil sair pela segunda vez do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), em julho de 2025. A avaliação é do representante regional para América Latina e Caribe da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Rene Orellana, que participou nesta segunda-feira (25), em Brasília, da abertura do Fórum de Juventudes para a Transformação dos Sistemas Agroalimentares da América Latina e Caribe.
“Toda essa política implementada nos últimos anos tem fortalecido a segurança alimentar do Brasil, que dá o exemplo porque são políticas integrais, holísticas, que favorecem o consumo, o mercado e também os produtores e as alianças entre os grandes, médios e pequenos produtores, o que é muito importante para complementaridade”, disse o representante da FAO, Rene Orellana.
O encontro dos jovens do meio rural dos países latino-americanos e caribenhos faz parte das rodadas de consultas a diferentes setores da sociedade civil como preparação para 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (Larc39), que ocorrerá de 2 a 6 de março, em Brasília.
Representante regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para a América Latina e Caribe, René Orellana – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A autoridade boliviana Rene Orellana explica que as experiências plurais dos jovens reunidos na capital federal serão sintetizadas em um documento final que servirá como meio de escuta das principais propostas e demandas, mesmo diante de diferentes realidades dos países da região e níveis distintos de desenvolvimento da produção agrícola e de processos industriais.
“Nós esperamos que essa experiência e esse conhecimento que eles têm sejam investidos em produzir um documento que guie e que dê luzes aos documentos oficiais que serão discutidos na conferência regional que será realizada em março”, disse.
Vitória Genuino diz que o poder público federal tem soluções como assistência técnica e extensão rural aos jovens produtores e outras tecnologias para combater a fome – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presente à abertura do Fórum de Juventudes, a nova secretária Nacional de Juventude da Secretaria-Geral de Presidência, Vitória Genuino, defende que é preciso incluir as soluções que já são produzidas nos territórios pelas juventudes e pelos movimentos sociais, para tê-las como exemplos.
“A gente pode fazer esses enfrentamentos [de problemas] a partir de tecnologia social existente. Essa troca de realidades e de experiências é muito importante para a produção de políticas públicas inspiradas no que a sociedade civil já faz”, reforça a secretária Nacional de Juventude.
Na ponta governamental, a secretária Vitória Genuino indica que o poder público federal tem soluções como assistência técnica e extensão rural aos jovens produtores e outras tecnologias para combater a fome e a insegurança alimentar em áreas periféricas do Brasil, como do Programa Cozinha Solidária do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
A representante da Guatemala e da Liga Continental das Mulheres Indígenas e Camponesas da América Latina, Hilda López, disse que sente falta de jovens em espaços de participação para a tomada de decisões de garantia da segurança alimentar e redução da crise climática.
“Tendo esse espaço oportuno, existe muita habilidade, muito talento e muita criatividade para que a juventude possa realizar mudanças significativas daquilo que estamos vivendo pela falta de tomada de decisão a partir das contribuições da juventude”, afirmou.
Representante da Liga Continental das Mulheres Indígenas e Camponesas da América Latina, Hilda López, sente falta de jovens em espaços de participação para a tomada de decisões – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A opinião é compartilhada pelo representante da FAO no Brasil, Jorge Meza. O equatoriano defende o protagonismo e o poder de influência dos jovens para cobrar e melhorar os programas que estão sendo implementados atualmente pelo governo de seu respectivo país.
“Os jovens precisam ocupar espaços como este para que eles se envolvam de maneira ordenada, sistêmica e propositiva, indo além da simples discussão sobre o desenvolvimento do setor rural, agrícola e o combate à pobreza”, defendeu.
Problemas e soluções
No Fórum de Juventudes para a Transformação dos Sistemas Agroalimentares da América Latina e Caribe, os participantes relataram que enfrentam barreiras estruturais que restringem o acesso a recursos produtivos, trabalho decente, financiamento, educação, entre outros.
Coordenador de uma rede regional de jovens indígenas da América Latina e do Caribe, Eduardo Peralta aponta caminhos para enfrentar a crise planetária – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Vindo do povoado quéchua da região andina de Otavalo, no Equador, o coordenador de uma rede regional de jovens indígenas da América Latina e do Caribe, Eduardo Peralta aponta caminhos para enfrentar a crise planetária provocada pelas mudanças climáticas, a poluição e a perda da biodiversidade, com a meta de fortalecer a soberania alimentar.
“É importante cuidar da Mãe Terra, a Pachamama, porque ela nos concede o alimento; é de onde tudo sai, a raiz de onde tudo brota. Com essas sementes, nós também vivemos. Elas são a origem de onde tudo provém”, destacou a liderança equatoriana.
Sobre o êxodo rural, que força a saída prematura dos jovens de suas cidades em busca de melhores oportunidades de subsistência nos grandes centros urbanos, o representante da FAO no Brasil, Jorge Meza, defende que a tecnologia e a inovação cheguem aos campos, florestas e áreas ribeirinhas.
Jorge Meza defende que a tecnologia e a inovação cheguem aos campos, florestas e áreas ribeirinhas – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
“O Estado tem que ajudar a gerar oportunidades para que os jovens fiquem no meio rural. O jovem está muito mais predisposto a trabalhar em contextos de inovação e de tecnologia. Se levadas ao setor rural, eles podem fazer parte desse processo de modernização das atividades produtivas”, disse.
Construção coletiva
Além da consulta às juventudes latino-americanas, realizada nesta semana, as rodadas de consultas à sociedade civil também vão ouvir os agricultores familiares, comunidades camponesas e afrodescendentes, povos indígenas, pescadores, pastores e consumidores de diversas áreas da América Latina e Caribe.
Nas últimas duas semanas, segundo a FAO, já foram feitas consultas regionais com os setores privado, científico e acadêmico, com o objetivo de promover a coerência regional em temas políticos de alcance global.
Ao final do encontro, será produzida uma declaração conjunta, como reflexo do posicionamento da sociedade civil, que será entregue aos representantes dos Estados Membros da FAO, durante a 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (Larc39).
Conferência Regional da FAO
A Conferência Regional da FAO é um espaço de diálogo técnico e político realizado a cada dois anos e que debate os avanços e desafios no combate à fome e à má nutrição e define as áreas prioritárias de atuação para cada biênio, neste ano o de 2026-2027, rumo à execução do Objetivo do Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) para erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável até 2030.