quarta-feira, 4 março, 2026
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PGE abre inscrições para cadastro de advogados dativos no estado do Acre

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PGE abre inscrições para cadastro de advogados dativos no estado do Acre

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE/AC) publicou, no Diário Oficial desta segunda-feira, 3, edital para inscrições de advogados dativos interessados em atuar nas comarcas do Poder Judiciário acreano.

O período de inscrição será de 10 a 21, e o processo será realizado exclusivamente pelo site www.dativo.pge.ac.gov.br.

Os interessados devem estar regularmente inscritos na OAB/AC, não ocupar o cargo de defensor público do Estado, e apresentar o requerimento de inscrição devidamente assinado, manual ou digitalmente, acompanhado de cópia da carteira da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre.

As inscrições poderão ser feitas por comarca e por especialidade (cível ou criminal), sendo possível se inscrever em mais de uma área ou localidade. O deferimento seguirá o critério cronológico de inscrição, e a relação dos advogados cadastrados será publicada no site da PGE/AC e no Diário Oficial do Estado.

O cadastro de advogados dativos terá validade de quatro meses, e as nomeações realizadas durante esse período permanecerão válidas até a conclusão dos processos judiciais em andamento.

O advogado dativo é o profissional nomeado pelo Poder Judiciário para atuar na defesa de cidadãos que não possuem condições de arcar com os custos de um advogado particular e que não estão sendo atendidos pela Defensoria Pública. Sua atuação assegura o direito constitucional de acesso à Justiça, garantindo que todos tenham representação jurídica adequada, independentemente da condição econômica.

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Secretaria de Administração inaugura exposição Cores da Amazônia, do artista Dim

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Secretaria de Administração inaugura exposição Cores da Amazônia, do artista Dim

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead), realiza na terça-feira, 11, a abertura da exposição Cores da Amazônia, do artista Raimundo Ribeiro, o Dim. A cerimônia terá início às 10 horas, no hall do Palácio das Secretarias, em Rio Branco, e a mostra permanecerá aberta à visitação até o dia 5 de dezembro. A entrada é gratuita.

A mostra apresenta pinturas de arte figurativa que retratam o cotidiano urbano, a cultura acreana e a diversidade da fauna amazônica. Em suas telas, Dim propõe uma releitura local de elementos clássicos, utilizando tons que remetem às cores e à vivacidade da floresta.

Secretaria de Administração inaugura exposição Cores da Amazônia, do artista Dim | Cidade AC News – Notícias do Acre
Obras tem curadoria da Associação dos Artistas Plásticos do Acre (Aapa), de que Dim é membro. Foto: acervo pessoal do artista

Com mais de 40 anos de trajetória no jornalismo, Dim tornou-se conhecido pelas charges publicadas no Jornal A Gazeta e pelas ilustrações produzidas para a TV Gazeta. Ao longo da carreira, o artista recebeu cinco prêmios Chalub Leite e publicou livros de charges de forma independente, sempre com o olhar crítico e bem-humorado que o caracteriza.

Aposentado após décadas atuando na comunicação acreana, Dim encontrou na arte um novo caminho de expressão. “Eu sempre tive vontade de explorar esse lado mais criativo, mas o jornalismo tomava muito tempo. Depois da aposentadoria, consegui me dedicar mais à pintura e à charge”, conta o artista, que estima ter produzido cerca de cinco mil charges ao longo da carreira.

Natural de Tarauacá, Dim começou a desenhar ainda criança. “Acho que é um dom. Comecei a rabiscar por volta dos oito anos e nunca mais parei. Quando não estou fazendo nada, estou desenhando”, disse.

Sobre a nova exposição, o artista explica que buscou inspiração nas cores e nos elementos da Amazônia. “As cores que uso não são aquelas básicas: azul, vermelho, verde, mas as que a própria Amazônia produz. Quero mostrar as cores, a cultura e o jeito do nosso povo”, destaca.

Trata-se da terceira exposição individual do artista, que também já participou de mostras coletivas. Em suas obras, humor, crítica social e afeto se misturam em uma interpretação sensível sobre a realidade acreana.

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Visitação segue até 5 de dezembro, de forma gratuita. Foto: acervo pessoal do artista

Para o secretário de Estado de Administração, Paulo Roberto Correia, a iniciativa representa o compromisso do governo em valorizar e divulgar o trabalho dos artistas locais: “A Sead tem buscado abrir espaços de valorização da cultura acreana nos próprios ambientes de trabalho do Estado. A arte é uma forma de diálogo e reflexão sobre quem somos, e ações como essa fortalecem a identidade do nosso povo e aproximam o público da produção artística regional”.

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Governo incentiva cadeia produtiva do mel com visita técnica a apiários e meliponários

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Governo incentiva cadeia produtiva do mel com visita técnica a apiários e meliponários

Com o objetivo de acompanhar e orientar produtores, o governo do Acre realizou, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) e com apoio do Programa REM (Redd Early Movers), entre os dias 27 de outubro e 1º de novembro, visitas técnicas e monitoramento de apiários e meliponários nos municípios de Xapuri, Brasileia, Epitaciolândia e Assis Brasil.

Dentre as ações desencadeadas para fortalecimento da cadeia produtiva do mel, foram oferecidas orientações técnicas sobre boas práticas e manejo de pragas, captura de enxame, colheita de mel, além de uma avaliação detalhada da situação atual de cada produtor local.

Governo incentiva cadeia produtiva do mel com visita técnica a apiários e meliponários | Cidade AC News – Notícias do Acre
Visitas técnicas foram realizadas a apicultores e meliponicultores de quatro municípios. Foto: cedida

Zandra Pilar, engenheira florestal e responsável pela cadeia produtiva do mel na Seagri, destaca que a ação técnica é essencial no campo, para ajudar apicultores, voltados à criação de abelhas com ferrão, e meliponicultores, que se dedicam às abelhas sem ferrão.

“Estivemos mais perto dos nossos produtores de mel e destacamos levantamentos de dados importantes, sobre a produção, quantidade de caixas e quais técnicas são utilizadas em relação às boas práticas. Durante a visita, também tivemos colheita do mel em uma associação. Essas ações são muito importantes para fortalecer a cadeia produtiva do mel, para que eles possam dar continuidade com o manejo adequado, boas práticas e técnicas”, afirma.

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Produtores receberam orientações sobre manejos, técnicas e boas práticas. Foto: cedida

O monitoramento é uma importante ação para garantir a saúde das colmeias, melhorar a produtividade e promover a sustentabilidade da apicultura local, além de contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva e a preservação das abelhas, que desempenham papel crucial na polinização, que garante a produção de alimentos e biodiversidade.

Governo incentiva cadeia produtiva do mel com visita técnica a apiários e meliponários | Cidade AC News – Notícias do Acre
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Governo do Acre promove 25ª edição do Curso Integrado de Segurança Pública em Cruzeiro do Sul

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Governo do Acre promove 25ª edição do Curso Integrado de Segurança Pública em Cruzeiro do Sul

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) realiza a 25ª edição do Curso Operacional Integrado de Segurança Pública (Coisp). A capacitação se iniciou nesta segunda-feira, 3, em Cruzeiro do Sul, e tem a carga de 60 horas-aula. 

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Curso Operacional Integrado de Segurança Pública é realizada em Cruzeiro do Sul. Foto: Mariana Moreira/Sejusp

O treinamento tem como objetivo uniformizar as práticas operacionais das instituições que integram o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) do Estado do Acre. A capacitação abrange disciplinas como abordagem a veículos e pessoas, armamento, munição e tiro, noções de atendimento pré-hospitalar (APH) tático, autopreservação e sobrevivência policial e abordagem em edificações, além de vivenciamento prático I e II.

Para o capitão da Polícia Militar Thales Campos, a capacitação representa um avanço significativo da Sejusp. O oficial afirmou que o curso fortalece a atuação conjunta das instituições, padronizando protocolos e procedimentos operacionais para garantir respostas mais precisas e promover a paz social.

“O Acre se destaca em termos de técnicas e protocolos policiais, comparando-se positivamente a outros estados e experiências internacionais. Este programa já está consolidado, com 25 edições. Desejo sucesso a todos os participantes”, disse.

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Capitão Thales explica que o curso é um grande avanço da Sejusp, consolidando a capacitação entre diversas instituições. Foto: Mariana Moreira/Sejusp

O Coisp já capacitou 1.066 operadores em todas as regiões do Acre. Em Rio Branco, foram realizadas 12 edições do curso, enquanto no interior, abrangendo municípios do Alto Acre, região do Purus, Envira e Juruá, foram realizadas 13 edições, totalizando 25 capacitações. Três dessas edições foram destinadas exclusivamente ao público feminino, reforçando a inclusão e a diversidade no setor de segurança pública.

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Alunos da 25ª edição do Coisp. Foto: Mariana Moreira/Sejusp

O coordenador do curso, Vandernilson Peres, destacou a importância do trabalho conjunto entre as corporações, afirmando que “o conhecimento recebido na formação é fundamental para haver profissionais mais preparados”. Explicou também que o curso agrega conhecimento, padroniza a conduta operacional e fortalece o Sisp.

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Coordenador do curso destaca importância do trabalho em conjunto entre as corporações. Foto: Mariana Moreira/Sejusp

Financiadas pelo Fundo Nacional de Segurança Pública, as capacitações têm como objetivo melhorar a atuação dos servidores e a segurança da população acreana.

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Justiça climática: da promessa global à ação local  

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Justiça climática: da promessa global à ação local  

A justiça climática é, antes de tudo, uma busca por equidade. Trata-se da construção de uma divisão justa dos investimentos e das responsabilidades no enfrentamento da emergência ambiental, guiada pela proteção dos direitos humanos, coletivos e difusos, e pelo reconhecimento das responsabilidades históricas que cada país carrega nas mudanças do clima.

Hoje, o debate climático é também um debate sobre desigualdade e sobre quem arca, de fato, com os custos da crise ambiental.

A COP29, realizada em 2024 em Baku, no Azerbaijão, terminou com avanços técnicos, mas também com a sensação de que a diplomacia climática tradicional chegou ao seu limite. O mundo continua distante da meta de conter a elevação da temperatura média global em 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais, e o financiamento climático ainda não chega a quem mais precisa.

Agora, com a COP30, o planeta volta seus olhos à Amazônia, não apenas como cenário de discursos, mas como território onde nascem soluções concretas.

No Brasil, grande parte das emissões de gases de efeito estufa vem do desmatamento e da pecuária. Uma das saídas para esse desafio, que parece estrutural, nasce justamente na base da economia: nos pequenos produtores e empreendedores locais. As pequenas propriedades rurais emergem como protagonistas na transição para uma agricultura regenerativa. Sua profunda conexão com a terra e o conhecimento tradicional permitem a adoção de práticas adaptadas localmente, essenciais para a saúde do solo e a biodiversidade.

A flexibilidade inerente à menor escala facilita a diversificação de culturas e a implementação de sistemas agroflorestais, promovendo resiliência e reduzindo a dependência de insumos químicos. Ao focar em mercados locais, os pequenos produtores agregam valor e fortalecem a bioeconomia, garantindo alimentos saudáveis e fixando famílias no campo.

É essa virada que o Sebrae e o SME Climate Hub querem destacar em Belém: os pequenos negócios são parte essencial da solução climática, Décio Lima, presidente do Sebrae

No Brasil, as MPE representam mais de 95% das empresas brasileiras, mais de 80% dos empregos formais e estão mais próximas do território e da comunidade. São elas quem sentem primeiro os impactos das mudanças no clima, mas também podem agir rápido e implementar ações sustentáveis simples no dia a dia, como o uso racional de energia e de água.

Justiça climática: da promessa global à ação local   | Cidade AC News – Notícias do Acre
Décio Lima, Presidente do Sebrae

A transição ecológica global só será possível se oferecermos a essas empresas instrumentos financeiros acessíveis, políticas públicas específicas, inovação tecnológica e formação em práticas de baixo carbono. Isso significa, também, reconhecer que a bioeconomia, a agricultura regenerativa e a economia circular não são tendências de mercado – são condições para a sobrevivência da floresta e das comunidades que vivem dela.

Os mutirões que o Sebrae realiza em todo o país, e que terão um marco especial durante a COP30, são exemplos práticos desse movimento. Nessas ações coletivas, pequenos empreendedores recebem orientação para tornar seus negócios mais sustentáveis, medir e reduzir emissões, acessar crédito verde e se conectar a mercados conscientes.

No restante do mundo, os desafios são outros – desde a descarbonização industrial até a transição energética -, mas o princípio é o mesmo: quando o pequeno negócio tem apoio, o impacto positivo se multiplica. A força do território e da comunidade é um ativo global, e a Amazônia será o palco para reafirmar isso.

Belém tem tudo para marcar a virada de uma agenda climática centralizada em grandes compromissos para uma ação distribuída, plural e enraizada. O roteiro de Baku a Belém pode ser a transição entre a promessa e a prática – da conferência técnica para a conferência do território.

Porque, no fim, onde tem pequeno, tem futuro. Tem floresta em pé, tem renda, tem dignidade. E tem o início de um novo pacto entre desenvolvimento e sustentabilidade.

Maya Massafera retira ossos do maxilar em nova cirurgia

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Maya Massafera retira ossos do maxilar em nova cirurgia

Maya Massafera usou as redes sociais no último domingo (2), para contar aos seguidores que passou por uma cirurgia para remodelar sua face, com o objetivo de deixá-la mais delicada.

Por Jornal Portal do Paraná em 03/11/2025 às 17:01:55

Maya Massafera retira ossos do maxilar em nova cirurgia | Cidade AC News – Notícias do Acre

Agenda SMCCI – 3 de novembro de 2025

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Agenda SMCCI – 3 de novembro de 2025

Agenda Diária 03-11-2025

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Agenda Emurb – 3 de novembro de 2025

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Agenda Emurb – 3 de novembro de 2025

PROG. 03 DE NOVEMBRO DE 2025 (SEGUNDA FEIRA)

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OPINIÃO. Estamos lidando com a máfia. O PL do Governo não é forte o suficiente

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OPINIÃO. Estamos lidando com a máfia. O PL do Governo não é forte o suficiente

A operação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro e a Operação Carbono – que documentou a presença do PCC na cadeia dos combustíveis e sua lavagem de dinheiro no mercado financeiro – serviram para mostrar que, de São Paulo à Amazônia, não há Estado da federação que não sinta a presença do crime organizado.

Diante da extensão e gravidade do problema, é natural nos perguntarmos se já chegamos ao tipping point − o ponto de inflexão a partir do qual fica muito difícil reverter a situação – ou se ainda há tempo de conter a avalanche.

Além da urgência implícita na pergunta, a resposta depende da qualidade da reação contra o crime organizado. Sem um bom plano de voo, qualquer destino parece servir, e qualquer medida isolada parece um avanço – mas não é. O crime organizado tem sofisticação, estrutura empresarial e treinamento eficiente aqui e no exterior, e conseguiu se infiltrar nos três Poderes. Não serão dois ou três remendos que o conterão.

São necessários três eixos para reverter a situação.

Primeiro, criar leis que elevem o custo do crime e reduzam a impunidade dos criminosos, levando em conta o que deu certo na experiência internacional e doméstica.

Segundo, é preciso melhorar a qualidade dos serviços públicos − segurança, saúde, educação, infraestrutura − retirando dos criminosos a vantagem de “substituir o Estado” em troca da submissão dos cidadãos.

Terceiro, é crucial o envolvimento ativo da sociedade civil na elaboração e defesa das propostas, a única maneira de forçar os detentores do poder a atuarem contra os criminosos. Desânimo, medo, acomodação e apatia são fermento para o crescimento do crime.

Depois de três anos, e considerando que a segurança pública será uma pauta central nas eleições do ano que vem, o Governo enviou ao Congresso um Projeto de Lei para lidar com o assunto. Parece ser um projeto muito fraco, uma colcha de retalhos sem lógica interna nem estratégia definida.

Ao procurar agradar a todos, o PL perde eficácia, foco e agilidade, tornando-se incapaz de enfrentar a situação atual – tanto pelo que deixa de fazer, quanto pelos abrandamentos propostos em normas vigentes.

O texto não reconhece que o crime organizado atingiu o patamar de máfia no País, de acordo com todos os critérios considerados na literatura; e prefere trocar o conceito de máfia pelo de “facção”, sem que se saiba que tipo de estrutura o conceito escolhido reflete.

Seria a “nossa máfia” mais boazinha que as demais, merecendo indulgências? O tempo, implacável, vai confirmar o que já se intui.

Comparando a proposta do Governo com a legislação antimáfia italiana, em vigor há quase quatro décadas, nota-se que faltam os vetores fundamentais que fizeram a diferença no combate às máfias italianas, dentre os quais estão: a criação de um fast track legal; o rigor das penas − e de seu cumprimento − para os criminosos mafiosos; regras rígidas de funcionamento do cárcere duro, as prisões de segurança máxima; e a criação da Direzione Investigativa Antimafia (DIA), ou Agência Nacional Anticrime Mafioso.  

O projeto não prevê a criação de um fast track, ou seja, um trilho legal paralelo à morosíssima legislação atual para agilizar investigações e punições dos crimes mafiosos, ou de facções, como define o PL.

A lentidão favorece a impunidade e o crescimento das organizações criminosas, facilitando a corrupção de agentes públicos para fornecer favores e proteção. Além disso, embora a previsão das penas tenha aumentado em relação às atuais, para 8 a 15 anos, podendo chegar a 30 se houver homicídio a favor da organização, poderão ser reduzidas por várias brechas. Também é grave a ausência da hipótese de prisão perpétua para os líderes, crucial na lei antimáfia.

Com relação às prisões de segurança máxima, o projeto propõe que o condenado inicie o cumprimento da pena “preferencialmente” – não “obrigatoriamente” – em presídio de segurança máxima, ficando a cargo da autoridade judicial competente pedir, mediante evidências, a gravação de conversas nas visitas ao parlatório.

Esse monitoramento é elemento indispensável em prisões de segurança máxima. Grave, também, é a previsão de visitas íntimas nesses presídios, hoje proibidas. Ou seja, o projeto consegue piorar o pouco que foi feito nos últimos anos, que é o rigor do isolamento dos líderes de organizações criminosas nas prisões de segurança máxima. 

Por fim, é lamentável a ausência da proposta de criação de uma Agência Nacional Anticrime, com o objetivo de prevenir, investigar e reprimir o crime organizado mafioso.

Esse órgão central deveria ser responsável pela criação de mecanismos de cooperação e intercâmbio de informações entre instituições nacionais e internacionais, de combate ao crime organizado, incluindo Política Federal, Polícia Civil, Ministério Público, Receita Federal e demais órgãos de segurança pública e de controle.

Estaria assim garantida a integração nacional dos órgãos investigativos, gerando rapidez e eficiência em suas ações, bem como a centralização de informações, inteligência, treinamento adequado e regras que assegurassem a transparência e a responsabilização das ações preventivas e repressivas, evitando o uso arbitrário da força policial e gerando eficiência nas ações necessárias.

O estágio atual de sofisticação e abrangência atingido pelo crime organizado do tipo mafioso no País exige uma resposta institucional à altura, que infelizmente não é endereçada a contento pelo projeto do Governo. Diante da gravidade do quadro, é preciso encarar com seriedade o desafio, sob pena de perdermos o controle da situação.

Maria Cristina Pinotti é economista e sócia da Pinotti & Schwartsman Associados, organizadora e coautora do livro ‘Corrupção: Lava Jato e Mãos Limpas’’.

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EDITORIAL. A luta do bem contra o mal

 

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EDITORIAL. A luta do bem contra o mal

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EDITORIAL. A luta do bem contra o mal

Na semana passada, mal havia terminado a mega operação da polícia nas favelas do Rio de Janeiro, uma outra guerra rapidamente se instalou nas redes sociais e na sociedade brasileira. 

A guerra para decidir se a polícia era o mocinho ou o bandido. 

Felizmente, não foram precisos longos seminários para uma maioria considerável dos brasileiros concluir que, sim, a polícia tinha feito seu trabalho, a operação era necessária (senão tardia) e que eventuais excessos são os ossos do ofício para o policial – cuja alternativa é matar ou morrer – e algo que o criminoso deveria ter calculado antes de escolher seu lado. 

Diversos setores da imprensa, da academia e do próprio Judiciário preferiram focar seus comentários nos direitos humanos daqueles que morreram na operação – mas desta vez, e cada vez mais, este ponto de vista está se tornando minoritário numa sociedade aterrorizada por assaltos, latrocínios e o avanço do crime organizado sobre a economia formal. 

Impressionou que, quanto mais perto o cidadão está da própria realidade da favela dominada pelo crime, mais favorável ele se manifestou à operação, expondo a hipocrisia e o bom mocismo vazio daqueles setores que, sem oferecer solução alguma para um câncer já em metástase, insistem em ser engenheiros de obra pronta, pontificando – do conforto de seus escritórios e estúdios – sobre como a polícia deveria abordar os bandidos.

Ficou claro que o Brasil se cansou desta narrativa. 

Cansamos do coitadismo que usava a “falta de oportunidade” para enxergar o criminoso com condescendência. Cansamos da ambiguidade moral que hesita em chamar o bem de bem e o mal de mal – misturando um com o outro na análise sociológica.  

Cansamos dos políticos que conseguem passar anos sem oferecer sequer uma boa ideia legislativa, mas assim que ocorre uma operação correm para as redes sociais para “denunciar” o quanto a polícia errou.

No fundo, o País se cansou de atribuir mais peso à vida dos alvos da operação do que à vida do cidadão que é assaltado dentro do ônibus, achacado dentro de sua comunidade, e que perde a vida por não entregar o iPhone parcelado em 12 vezes. 

Uma mudança de mentalidade está claramente em curso no País – com implicações políticas que ainda se manifestarão nas urnas. Se a chamada “esquerda” escolheu o lado do garantismo na luta contra o crime organizado, sem oferecer soluções práticas, talvez a chamada “direita” herde naturalmente o outro lado do argumento – ao qual hoje, segundo as pesquisas, se filia a maior parte dos brasileiros.

Se quisermos ter algum sucesso contra o crime, chegou a hora do País questionar verdades estabelecidas. 

Por exemplo, o Ministro Gilmar Mendes disse hoje que “ao julgar a ADPF das Favelas, o STF não proibiu operações policiais. O Tribunal apenas estabeleceu parâmetros para que essas ações sejam planejadas, proporcionais e transparentes.”  Mas será que este “passo a passo” inventado pelo Supremo – sem benefício do conhecimento prático de uma operação policial e de suas inúmeras contingências – está ajudando no combate ao crime? Definir este passo a passo não é função clássica do Executivo, e não do Judiciário – a quem cabe apenas julgar?

Dado o número impressionante de criminosos de outros Estados habitando as favelas do Rio, cabe a pergunta: será que a ADPF criou uma espécie de santuário territorial para o crime – uma área em que sua chance de ser pego foi drasticamente reduzida em virtude da proteção judicial? Just asking.

Outro questionamento cuja hora chegou: como disse o Governador do Rio, ninguém portando um fuzil em Paris, Londres, Barcelona ou Nova York permaneceria vivo por mais de 20 ou 30 segundos. É uma frase baseada em ideologia ou numa constatação prática?

O Congresso está pronto para ouvir as polícias tanto quanto ouve as ONGs? O Judiciário está pronto para reduzir (em vez de aumentar) os obstáculos à ação policial num cenário que é cada vez mais de guerra aberta? A imprensa está pronta para dar à polícia o mesmo benefício da dúvida que dá aos acusados?

E aqui vem a má notícia: é muito provável que o debate sobre a segurança pública se torne dicotômico, raso, baseado em soundbites, quando deveria ser profundo, baseado em dados, nas melhores práticas nacionais e internacionais – e jamais uma bandeira partidária.

Muito provavelmente esse pacto nacional pela racionalidade na política pública não vai acontecer, mas só a derrota da hipocrisia e da arrogância intelectual na última semana já foi um grande avanço para o País. 

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