OPINIÃO. O caminho do dinheiro e a responsabilidade dos bancos
A Operação Carbono Oculto colocou em evidência um ponto sensível do sistema financeiro: a suspeita de que instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN) estariam sendo irrigadas com recursos provenientes de atividades ilícitas praticadas por organizações criminosas.
É difícil conceber uma investigação de lavagem de dinheiro que não envolva, em algum momento, o rastreamento do fluxo financeiro. Essa é, em regra, a rota mais segura para compreender como os recursos ilícitos foram introduzidos, movimentados e reinseridos na economia.
Contudo, os números e relatórios contam apenas uma parte da história: a análise fria de movimentações de ativos precisa ser complementada por elementos contextuais, verificações externas e cruzamentos de dados que revelem a lógica e a motivação subjacentes às transações, bem como a adesão de agentes do mercado financeiro aos propósitos criminosos do titular dos valores ilícitos.
Investigações sobre a entrada de recursos provenientes de organizações criminosas em instituições que compõem o Sistema Financeiro Nacional (SFN) devem ser prudentes e, de preferência, discretas. As autoridades precisam avaliar como e por qual razão esses valores passaram a ser custodiados ou administrados por instituições financeiras ou entidades a elas equiparadas.
A lei brasileira impõe a bancos e a outras pessoas jurídicas que desenvolvam atividades sensíveis para a lavagem de dinheiro obrigações específicas de prevenção. Elas fazem parte do grupo chamado de “pessoas obrigadas”, justamente por atuarem em setores mais vulneráveis à tentativa de esconder dinheiro de origem criminosa. Entre essas obrigações está a de conhecer o cliente — o processo conhecido como KYC (Know Your Customer) – e a de comunicar ao COAF, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, qualquer movimentação considerada atípica ou suspeita.
Mas há um detalhe importante: a legislação não exige que a instituição recuse a realização da operação suspeita. Uma vez cumpridos os procedimentos de identificação e checagem que permitiram o início do relacionamento com o cliente, a instituição pode realizar a transação, desde que a comunique ao COAF, o que permite que as autoridades acompanhem o fluxo do dinheiro sem que os envolvidos sejam alertados.
Não se pode ignorar que o descumprimento, pelas instituições financeiras, das normas do órgão regulador pode causar instabilidade ao SFN, aumentando o risco sistêmico e de crises financeiras. O mesmo risco, por outro lado, pode advir da precipitação em se levantar publicamente suspeitas contra essas entidades sem a devida apuração. E é preciso atenção na análise das consequências jurídicas da realização de operações atípicas ou suspeitas e da sua não comunicação ao COAF.
Quando um banco ou uma gestora de ativos se depara com uma operação atípica ou suspeita, e a comunica ao COAF, pouco importa se a operação foi, ou não, realizada. A regra é clara: se a operação foi comunicada ao COAF, a instituição financeira cumpriu sua obrigação. A investigação, dali em diante, fica por conta do Estado.
Por outro lado, se a instituição financeira, diante das características da operação, se recusa a realizá-la, mas não comunica a tentativa ao COAF, não se pode imputar lavagem de dinheiro aos seus gestores, mas podem eles ter praticado ilícito administrativo, já que a mera tentativa de realização de operações atípicas ou suspeitas é de comunicação obrigatória, nos termos das normas do BC aplicáveis.
O cenário mais delicado é aquele em que a instituição financeira realiza a operação atípica ou suspeita sem avisar o COAF. Diante de situações como essas, as autoridades responsáveis pela persecução penal vêm buscando atribuir a prática de crime de lavagem de dinheiro a essas entidades. E muitas vezes com razão.
É preciso, no entanto, algum cuidado. Nem toda operação “atípica” significa lavagem: às vezes, ela só chama atenção por envolver um valor muito alto ou por apresentar características incomuns.
Além disso, nem sempre o agente da instituição financeira conhece a origem do dinheiro. Se ele não tinha conhecimento da origem criminosa, não há dolo (intenção), apenas negligência. Nesse caso, o que se aplica é uma infração administrativa, não crime, já que não há crime de lavagem de capitais culposa em nosso ordenamento jurídico.
Por tudo isso, investigações de lavagem de dinheiro não podem se apoiar apenas em extratos e relatórios. Eles são peças do quebra-cabeça, mas não revelam a história inteira. É necessário avaliar o contexto, entender a lógica das operações e checar se as movimentações fazem sentido diante da realidade econômica de quem movimenta os recursos.
Só esse olhar mais amplo permite responsabilizar com justiça — seja no campo administrativo, seja no penal — os que participam do mercado financeiro e de capitais. É um trabalho que exige método, paciência e, sobretudo, precisão, para que a busca por transparência não se torne ela própria um fator de instabilidade.
Fernanda Tórtima é advogada criminal, sócia fundadora do TGM Advogados, mestre em Direito Penal pela Universidade de Frankfurt e doutoranda em Direito pela FGV/SP.
O aborto voltou ao centro das discussões políticas no Brasil. O tema divide opiniões, mobiliza grupos religiosos e pressiona o Congresso a tomar decisões que tocam em valores éticos, sociais e espirituais profundos.
O que diz a legislação sobre aborto no Brasil
O Código Penal brasileiro, em vigor desde 1940, prevê duas hipóteses legais de aborto: quando a gravidez resulta de estupro e quando há risco de morte para a gestante. Ao longo das décadas, essas exceções foram alvo de debates intensos, mas permaneceram praticamente inalteradas.
Em 2012, o Supremo Tribunal Federal ampliou o alcance dessas permissões ao autorizar, por meio da ADPF 54, a interrupção de gestações em casos de fetos anencéfalos. A decisão foi considerada um marco por defensores da legalização e um retrocesso por lideranças religiosas.
Mais recentemente, em 2024, o PL 1904/2024, de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e apoiado por parlamentares da bancada evangélica, reacendeu a polêmica. O texto propõe equiparar abortos realizados após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples, mesmo quando a gravidez decorre de estupro. A medida foi recebida com protestos por entidades médicas, movimentos feministas e organizações de direitos humanos.
O conflito de visões: fé x direitos individuais
O embate sobre o aborto não se limita ao Brasil. Na América Latina, países como Argentina e Colômbia ampliaram recentemente o acesso à interrupção voluntária da gravidez, enquanto El Salvador e Nicarágua mantêm proibições rígidas, criminalizando qualquer forma de aborto.
No Brasil, pesquisas do Datafolha mostram que a maioria da população ainda se posiciona contra a ampliação das permissões legais. Ao mesmo tempo, levantamentos do Ministério da Saúde indicam que milhares de mulheres recorrem anualmente a procedimentos clandestinos, com riscos à saúde e à vida.
O impacto social e político do aborto no Brasil
Setores progressistas defendem que negar o aborto em casos extremos é violar direitos humanos básicos, além de expor mulheres a situações de violência institucional. Para eles, o Estado deve garantir autonomia sobre o próprio corpo e políticas de saúde pública eficazes.
Lideranças cristãs, especialmente evangélicas e católicas, sustentam que a vida começa na concepção e que qualquer tentativa de ampliar permissões fere princípios bíblicos. O versículo de Jeremias 1:5 (“Antes que te formasse no ventre, eu te conheci”) é frequentemente citado como base espiritual.
O impacto social
A polarização em torno do tema é evidente. Grupos pró-vida afirmam que a legislação brasileira tem cedido a pressões ideológicas, relativizando valores fundamentais. Já movimentos pró-escolha veem em projetos como o PL 1904 um risco de retrocesso e criminalização da mulher em situação de vulnerabilidade.
No Acre, estado de forte identidade cristã, o assunto repercute de forma intensa. Pastores e padres reforçam a defesa da vida em cultos e missas, enquanto coletivos feministas denunciam a falta de políticas de saúde que acolham mulheres em situações de risco. O debate também chega às redes sociais, onde opiniões se chocam em tom acalorado.
O dilema ético: quem decide sobre a vida?
Por trás das estatísticas e das leis, permanece uma questão essencial: quem tem autoridade para decidir sobre a vida que se forma no ventre? Para uns, a resposta está no direito individual e na autonomia da mulher. Para outros, o princípio inegociável é que a vida é dom de Deus e deve ser preservada em qualquer circunstância.
Caminhos possíveis
Especialistas apontam que, independentemente do rumo da legislação, o país precisará avançar em políticas de prevenção: educação sexual, acesso a métodos contraceptivos e atendimento integral a gestantes em situação de risco. Esses pontos, menos polarizados, podem representar uma agenda comum para reduzir danos sociais sem abrir mão de convicções morais.
💬 E você, leitor? A vida começa na concepção ou em outro momento? O Estado tem autoridade para legislar sobre isso? O debate continua em aberto.
✍️ Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News
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Ação da Polícia Civil do Acre resulta em prisões por crimes de abuso sexual contra crianças
A Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Atendimento à Criança e Adolescente Vítima (DECAV), realizou nesta sexta-feira, 10, duas prisões e o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionados a crimes contra crianças e adolescentes.
Comprometida com a proteção da infância, a PCAC cumpre mandados de prisão e participa da Operação Pharos 2. Fotos: cedidas
No primeiro caso, a ação integra a Operação Pharos 2, coordenada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), com apoio do Departamento de Polícia da Capital e Interior (DPCI). A investigação, conduzida pela Delegacia de Palmas/PR, teve início após a análise de dispositivos eletrônicos apreendidos com um indivíduo suspeito de comercializar fotografias e vídeos de abuso sexual infantojuvenil. As diligências permitiram identificar alvos em diversos estados do país, incluindo o Acre, com indícios de envolvimento na aquisição e armazenamento desse tipo de material criminoso.
Já o segundo caso envolveu o cumprimento de dois mandados de prisão contra indivíduos condenados pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal. Os alvos da operação foram E.C.S.F. e E.M.S., ambos já sentenciados pela Justiça. E.C.S.F. foi condenado a 12 anos e 2 meses de reclusão, enquanto E.M.S. recebeu uma pena de 14 anos de prisão.
Ação da DECAV resulta em duas prisões e um mandado de busca e apreensão por crimes de abuso sexual infantil. Fotos: cedidas
A ação faz parte das atividades alusivas ao mês das crianças, reforçando o compromisso da Polícia Civil do Acre em proteger os direitos da infância e combater com rigor os crimes de natureza sexual.
De acordo com a delegada Carla Fabíola Coutinho, titular da DECAV, as prisões representam o empenho contínuo da instituição em garantir justiça e segurança à sociedade. “Estamos atuando de forma firme para retirar das ruas indivíduos que atentam contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Nosso objetivo é garantir que os condenados cumpram suas penas conforme determina a lei”, destacou a delegada.
A Polícia Civil do Acre reforça que o enfrentamento aos crimes contra crianças e adolescentes é uma prioridade, e que novas ações continuarão sendo desenvolvidas para assegurar a punição dos responsáveis e a proteção das vítimas.
Nicolau Júnior vai apresentar projeto que reconhece Acrelândia como a cidade do café com leite
Atendendo a um pedido de instituições e setores que representam a comunidade de Acrelândia, o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC), deputado estadual Nicolau Júnior, vai encaminhar junto à Mesa Diretora da Casa um projeto que reconhece Acrelândia como a cidade do café com leite.
Nicolau recebeu vereadores, empresários e produtores de Acrelândia.
O objetivo da reunião foi solicitar ao Poder Legislativo que representaram a Prefeitura, a Associação Comercial e Empresarial e o Sindicato Patronal do Município, na manhã desta quarta-feira, 8, para tratar da solicitação.
O presidente da Câmara de vereadores do município, Vitor Martineli e o vereador Cleuson de Oliveira destacaram a relevância do projeto, uma vez que Acrelândia tem se consolidado no desenvolvimento tanto da bacia leiteira quanto na cultura do café.
“Essa pauta já é debatida internamente há muito tempo. Já fizemos o primeiro Festival do Café, e agora cremos que esta ação política e institucional incentiva e mostra a força e perseverança dos nossos produtores”, disse Martineli.
Por sua vez, o vereador Cleuson defendeu a importância de fazer de Acrelândia uma referência no estado.
“Temos o laticínio dentro da cidade, com mais de 230 produtores. Além disso, sabemos que o café é uma cultura que emprega, há pessoas que ganham em média R$ 300 por diária, e esse é um dinheiro que circula dentro da Acrelândia”, destacou.
Atualmente, Acrelândia tem seis milhões de pés de café plantado, o que corresponde a 60% da produção que abastece o estado. Para o presidente da Casa Legislativa, esse reconhecimento é merecido.
“Todos nós reconhecemos a força dos produtores de Acrelândia, que é uma terra muito rica em tudo que se propõe a produzir. Daremos encaminhamento ao projeto, junto à Mesa Diretora, e vamos trabalhar para reconhecer Acrelândia como a cidade do café com leite”, enfatizou.
Deracre participa da Soea 2025 e leva o nome do Acre ao maior evento nacional de engenharia e agronomia
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), participou da 80ª edição da Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), realizada de 6 a 9 de outubro, no Pavilhão de Carapina, em Vitória/ES. O evento, promovido pelo Sistema Confea/Crea em parceria com a Mútua, reúne profissionais de engenharia, agronomia e geociências de todo o país para discutir soluções técnicas, sustentabilidade e inovação digital. A presença do Deracre foi organizada com base no planejamento estratégico da presidente Sula Ximenes, que tem coordenado diretamente a execução e supervisão das obras estaduais.
Deracre foi representado pelo diretor de Planejamento e Expansão, Júlio Martins, acompanhado do corpo técnico de engenheiros Ronan Lemos, Clay Reggazzony e Willyams Lima, que apresentaram os projetos e ações do órgão, destacando os avanços alcançados no Acre. Foto: Ascom/Deracre
O órgão foi representado pelo diretor de Planejamento e Expansão, Júlio Martins, acompanhado dos engenheiros Ronan Lemos, Clay Reggazzony e Willyams Lima, que apresentaram projetos de infraestrutura rodoviária, pontes e pavimentação urbana desenvolvidos pelo Acre, colocando o estado em evidência no cenário nacional da engenharia.
Atualmente, o Deracre conduz cerca de 45 obras financiadas com recursos federais e mantém mais de cem frentes de trabalho com recursos próprios do governo estadual. Até o fim de 2025, nove novas obras devem ser entregues, incluindo a Ponte da Sibéria, em Xapuri; a rodovia AC-445, ligando Porto Acre ao Bujari; a nova entrada de Tarauacá e a revitalização da Rua Avelino Leal; a rampa de Sena Madureira; a recuperação da rodovia AC-10; obras no Centro de Iluminação Cristã Luz Universal (Ciclu) – Alto Santo; a reforma da Estrada Dias Martins; e a ponte do Ramal dos Paulistas.
Comitiva vistoriou últimos ajustes da ponte em Xapuri. Foto: José Caminha/Secom
Somente em pavimentação já concluída neste ano, o governo investiu mais de R$ 70 milhões, com destaque para a Estrada da Variante, em Xapuri; a modernização da Avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco; e a revitalização do Ramal Novo Horizonte, em Plácido de Castro. Durante a Operação Verão 2025, a rodovia AC-90, conhecida como Transacreana, recebeu obras de reestruturação, totalizando mais de R$ 40 milhões aplicados na recuperação de estradas vicinais, além da construção de mais de 60 pontes em ramais, totalizando 5 mil quilômetros de melhorias.
Entrega de obras como a ponte é esperada pela população de Xapuri. Foto: Pedro Devani/Secom
A participação do Deracre na Soea permitiu demonstrar os avanços da engenharia pública acreana, consolidando o órgão como referência no planejamento e execução de obras estratégicas que fortalecem a mobilidade, a conectividade e a segurança viária no estado, projetando o Acre nacionalmente.
Entre cantigas, danças e sorrisos, Dia das Crianças é celebrado no Hospital da Criança com arte e alegria
Entre cantigas, danças e palhaçadas, as crianças em tratamento no Hospital da Criança, em Rio Branco, viveram uma manhã diferente nesta sexta-feira, 10. Promovida pelo setor da Classe Hospitalar da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), em parceria com o projeto MultiArte, a ação comemorativa ao Dia das Crianças teve como objetivo levar cultura, arte e lazer aos pequenos pacientes e seus familiares.
Crianças em tratamento no Hospital da Criança participam de manhã especial com música, dança e brincadeiras. Foto: Mardilson Gomes/SEE
A atividade uniu brincadeiras, apresentações musicais e momentos de descontração, transformando o ambiente hospitalar em um espaço de leveza e encantamento. O programa Classe Hospitalar tem a missão de garantir a continuidade da escolarização de estudantes que, temporária ou permanentemente, estão afastados das salas de aula, seja em unidades de saúde, em regime domiciliar ou em serviços de atenção integral. O propósito é claro: evitar evasão, repetência ou fracasso escolar e, acima de tudo, manter vivo o direito ao conhecimento.
“Sou professora há seis anos e meio e, aqui na classe, atendemos as crianças que ficam internadas por mais tempo. Seguimos o currículo, mas também realizamos atividades lúdicas, como essa de hoje, que é muito especial. Esse tipo de ação traz alegria e alívio emocional, porque as crianças passam por situações difíceis, muitas vezes longe da família. É um momento em que elas podem apenas ser crianças novamente”, destacou a professora da Classe Hospitalar, Eliana de Oliveira.
Equipes da Classe Hospitalar e do MultiArte atuam juntas para promover um ambiente mais humano e acolhedor. Foto: Mardilson Gomes/SEE
A emoção também tomou conta dos acompanhantes. Erismar Ximenes, pai do pequeno Everton, internado há 18 dias com queimaduras no abdômen, comemorou o impacto positivo das atividades. “Melhora muito o humor e o tratamento deles. É um alívio para quem está tanto tempo deitado e longe de casa. Essa alegria ajuda na recuperação”, contou.
Para Roberta Oliveira, mãe do Breno, de 3 anos, diagnosticado com mononucleose — uma infecção viral caracterizada por febre, fadiga e inflamação dos gânglios linfáticos — o momento foi de gratidão. “Hoje é um dia que gostaríamos de estar em casa, mas ações como essa fazem toda a diferença. Desde que chegamos, o hospital tem promovido atividades que distraem as crianças e acalmam os pais. O SUS tem seus desafios, mas é o melhor sistema que existe. O atendimento aqui é rápido e eficiente, e nós só temos a agradecer”, disse emocionada.
Famílias reconhecem a importância do SUS e das ações educativas no processo de recuperação das crianças. Foto: Mardilson Gomes/SEE
A chefe do MultiArte, Marília Bonfim, destacou a importância da arte como ferramenta de humanização dentro dos hospitais. “Mais uma vez tivemos o privilégio de participar dessa linda festa com as crianças internadas. Nosso objetivo é levar alegria, música e muita brincadeira, mesmo em um ambiente de tratamento. A arte tem esse poder de transformar e contribuir para o bem-estar emocional”, afirmou.
Classe Hospitalar
Atualmente, a Classe Hospitalar atende cerca de 60 crianças por mês, com idades entre 4 e 13 anos, em três unidades de saúde: Hospital da Criança, Hospital do Câncer (Unacon) e Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac). Cada estudante recebe um planejamento pedagógico personalizado, elaborado com base em entrevistas, diagnósticos e apoio das escolas de origem.
Pais e acompanhantes celebram momentos de descontração durante ação alusiva ao Dia das Crianças. Foto: Mardilson Gomes/SEE
“A SEE, por meio do Departamento de Educação Especial, realiza o acompanhamento pedagógico dessas classes hospitalares durante todo o ano. E, nesta Semana da Criança, promovemos essa ação em parceria com o MultiArte para levar um pouco de diversão e encantamento aos nossos alunos hospitalizados”, explicou Alessandra do Nascimento, chefe da Divisão de Acompanhamento e Orientação Pedagógica Especializada da SEE.
Encontro nacional e simpósio internacional sobre atendimento escolar hospitalar e domiciliar
Ações da Classe Hospitalar buscam garantir o direito à educação e o bem-estar emocional dos alunos. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Promovido pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), o evento será realizado no auditório do Teatro da Universidade Federal do Acre (Ufac), com transmissão online, permitindo a participação de profissionais e pesquisadores de diferentes regiões do Brasil e do mundo.
Atividade transforma o ambiente hospitalar em um espaço de alegria e leveza. Foto: Mardilson Gomes/SEE
O encontro reunirá especialistas, gestores e educadores para debater políticas públicas, práticas pedagógicas e experiências inovadoras voltadas à garantia do direito à educação para estudantes em tratamento hospitalar ou domiciliar.
Na Varanda de Nazaré, Sebrae mostra o valor dos pequenos negócios para a Amazônia
Em mais uma edição do Círio de Nazaré em Belém, a 233ª desde 1793, o Sebrae estará presente na Varanda de Nazaré, no sábado (11) e no domingo (12) levando ações que impulsionam os pequenos negócios na Amazônia. A Varanda é um evento idealizado pela cantora paraense Fafá de Belém que integra o conjunto de manifestações de fé à Nossa Senhora de Nazaré que tomam conta da capital paranaense durante o mês de outubro. O ápice da festividade ocorre na manhã do segundo domingo do mês, quando milhões de fiéis ocupam várias ruas da capital paraense em procissão.
A participação do Sebrae no Círio de Nazaré reforça o compromisso da marca com a valorização da cultura regional como ferramenta de desenvolvimento do território e dos pequenos negócios que dele fazem parte. Nesta 15ª edição da Varanda, o espaço do Sebrae envolverá experiência sensorial, sensibilização e engajamento do público em duas grandes campanhas: o Movimento Compre do Pequeno e o Sebrae na COP30.
Passagem da imagem de Nossa Senhora de Nazaré em Belém (PA) | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O fortalecimento do movimento Compre do Pequeno é um reconhecimento à sua importância estratégica na geração de emprego e renda e, por consequência, sua firme contribuição para o crescimento da economia brasileira. Há 10 anos, o movimento reforça a identidade local do pequeno negócio e o seu impacto positivo para a comunidade. Nesta edição, a campanha traz o mote “É do bairro, é do pequeno negócio, é da gente. Quem compra faz parte”.
Em Belém, o movimento se une à temática da sustentabilidade. A campanha Sebrae COP30, que está no ar em todo o Brasil e antecede a conferência, chama a atenção do público para os pequenos negócios como paradigma de desenvolvimento econômico com floresta em pé. “Onde tem pequeno negócio, tem futuro” é a chamada para a defesa de empreendedores que são capazes de produzir e, ao mesmo tempo, conservar o bioma.
Promover uma ação em um evento cultural e de fé dessa magnitude é valorizar os pequenos negócios que fazem, junto com os paraenses e turistas, esse evento acontecer e aquecer a economia local. É importante destacar que os pequenos negócios são fundamentais para manter a floresta em pé.
Décio Lima, presidente do Sebrae
“O nosso objetivo é estimular a economia verde, a bioeconomia e a valorização da cultura, por meio da economia criativa, para que o desenvolvimento caminhe de mãos das com a preservação e a sustentabilidade”, completa.
Fé para seguir
Nossa Senhora de Nazaré, a Rainha da Amazônia, cuja imagem original em madeira, com cerca de 30 centímetros, é tão pequenina entre as multidões que a acompanham nas 14 peregrinações, se agiganta na emoção despertada nos milhares de romeiros que saem pelas ruas da cidade e pelas águas da Baía do Guajará, onde Belém acorda e mantém seu cordão umbilical com a floresta e seus cursos d’água.
Da mesma forma, os micro e pequenos empreendedores se destacam em uma cadeia produtiva que se sustenta na fé, na perseverança e na capacidade inabalável de criar e seguir em frente.
Aleac debate políticas públicas de combate à violência contra profissionais de saúde
A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) realizou, na manhã desta sexta-feira (10), uma audiência pública para discutir políticas públicas de combate à violência contra profissionais de saúde. O evento, foi proposto pelo deputado Adailton Cruz (PSB), e aprovado por meio do requerimento nº 104/2025.
O objetivo do debate foi ouvir trabalhadores e especialistas sobre os desafios enfrentados diariamente por médicos, enfermeiros, técnicos, agentes comunitários e demais servidores da saúde que têm sido vítimas de agressões físicas e verbais no exercício da profissão. Durante a audiência, foram apresentadas ainda sugestões para fortalecer a segurança nos ambientes de trabalho e garantir condições dignas de atendimento à população.
Em sua fala, o deputado Adailton Cruz, que também preside a Comissão de Saúde da Aleac, alertou para a gravidade das situações vividas por profissionais da saúde em seus ambientes de trabalho. Ele relatou casos de ameaças, agressões físicas e até assassinatos ocorridos dentro de unidades hospitalares do Acre. “Estamos diante de situações preocupantes no exercício das funções desses servidores, com riscos, inclusive, de lesões permanentes e de óbito. Precisamos cobrar do Estado e fazer a nossa parte enquanto representantes públicos, garantindo mais segurança a esses profissionais e também aos pacientes e acompanhantes que são atendidos”, destacou.
O parlamentar também compartilhou experiências pessoais vividas durante plantões no pronto-socorro de Rio Branco, quando presenciou momentos de extrema tensão. “Já enfrentamos situações graves, como a de um paciente sacar uma arma e apontar para a equipe que estava salvando vidas. Em outros casos, perdemos colegas assassinados dentro de hospitais. É urgente estabelecer procedimentos de controle e oferecer apoio psicológico e jurídico aos trabalhadores. Quem salva vidas precisa ter, ao menos, a garantia de exercer suas funções com segurança”, enfatizou Adailton Cruz.
Adailton Cruz anunciou ainda o protocolo de um Projeto de Lei que visa reforçar a segurança dos profissionais de saúde no exercício de suas funções. A proposta busca garantir mecanismos de apoio psicológico, jurídico e estrutural aos trabalhadores que enfrentam situações de violência em seus locais de trabalho. O parlamentar destacou que a medida é mais um passo concreto da Assembleia Legislativa no enfrentamento a esse tipo de agressão e na valorização da categoria.
Em seguida,a presidente do Sindicato dos Profissionais e Auxiliares de Enfermagem e Enfermeiros do Estado (Spate), Alesta Amâncio, destacou que a violência contra os profissionais da saúde vai muito além das agressões físicas. Ela relatou casos de ameaças, falta de condições de trabalho, assédio moral e ausência de apoio psicológico aos servidores. Alesta criticou ainda a ausência de representantes da Secretaria de Estado de Saúde no debate, classificando a falta de participação da pasta como uma forma de desrespeito aos trabalhadores. “Isso pra nós já é uma violência, porque a secretaria à qual servimos deveria estar aqui ouvindo nossos anseios”, afirmou.
Jean Lunier, presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac), também se pronunciou durante a audiência e manifestou repúdio à ausência de representantes da Secretaria de Estado de Saúde, ressaltando que a pasta deveria estar presente em um debate de tamanha relevância. Ele relatou casos recentes de ameaças sofridas por servidores dentro do pronto-socorro de Rio Branco, envolvendo até facções criminosas, e destacou o clima de insegurança enfrentado diariamente pelos profissionais. “Nós trabalhamos sob constante risco, preocupados não apenas com a vida dos pacientes, mas também com as nossas próprias vidas. Precisamos de medidas urgentes de proteção e de respeito aos trabalhadores da saúde”, afirmou.
Representando o Conselho Estadual de Saúde e os odontologistas, o Dr. Samuel Macedo, disse que a violência contra os profissionais da área é um reflexo de um ciclo social que afeta toda a sociedade, mas que se agrava nas unidades de saúde. Ele relatou experiências pessoais de risco e chamou atenção para a sobrecarga de trabalho e a falta de acompanhamento institucional após episódios de agressão. “Muitos servidores chegam a tirar até 25 plantões por mês, não por ambição, mas por necessidade, e acabam emocionalmente exaustos. Essa realidade contribui para o aumento dos conflitos entre profissionais e usuários. É preciso que o Estado garanta apoio e acompanhamento às vítimas de violência, especialmente nas unidades básicas de saúde, onde a maioria das equipes é formada por mulheres que trabalham expostas e sem segurança”, afirmou.
Dra. Aline Ramalho, representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) e presidente da Comissão de Defesa da Saúde, ressaltou que a violência nas unidades de saúde é reflexo de um cenário social adoecido, que atinge tanto os pacientes quanto os profissionais. Segundo ela, a ausência de protocolos institucionais agrava a vulnerabilidade dos trabalhadores diante de situações de agressão. “Vivemos em um estado violento, com altos índices de feminicídio, e a maioria dos servidores da saúde são mulheres. Falta orientação sobre como agir diante de pacientes exaltados e falta acolhimento após esses episódios. Temos um número crescente de afastamentos e até de suicídios entre profissionais de saúde. É preciso entender que não se trata apenas de questões pessoais, mas de um ambiente de trabalho adoecido e sem suporte”, alertou.
Representando na ocasião a Polícia Civil, o delegado Dr. Cleylton Videira, elogiou a iniciativa do deputado Adailton Cruz e ressaltou a importância de discutir a segurança nos ambientes hospitalares, tanto públicos quanto privados. Ele relatou que a corporação tem intensificado o trabalho de inteligência para mapear e acompanhar casos de violência contra profissionais da saúde, de forma a garantir respostas mais rápidas e precisas. O delegado também incentivou os trabalhadores a registrarem as ocorrências, inclusive quando envolverem agentes das forças de segurança. “Não deixem de comunicar os fatos. Temos canais anônimos, inclusive por WhatsApp, e todo caso é apurado com responsabilidade. Nosso objetivo é proteger quem dedica a vida a cuidar dos outros e assegurar que esses crimes sejam investigados com prioridade”, afirmou.
A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marta Renata, destacou a necessidade de reforçar as ações de segurança nas unidades de saúde e sugeriu que as ocorrências registradas nesses locais passem a ter prioridade no atendimento policial. Ela propôs um diálogo com a Secretaria de Segurança Pública para incluir os casos de violência em hospitais e postos de saúde entre as chamadas emergenciais de maior urgência. A coronel também defendeu investimentos em tecnologia e infraestrutura de segurança, como câmeras e sistemas de alarme, para auxiliar na prevenção de crimes. “Esses recursos ajudam a polícia a agir mais rápido e a inibir a violência. A presença visível de câmeras, por exemplo, já é um fator que contribui para reduzir riscos e proteger vidas”, afirmou.
Em sua fala, o secretário de Justiça e Segurança Pública, coronel Gaia, parabenizou o deputado Adailton Cruz pela iniciativa da audiência e destacou os avanços nas ações integradas entre as forças de segurança e as secretarias estaduais e municipais de Saúde. Ele anunciou que o sistema de botão de pânico, já utilizado em casos de violência doméstica e em unidades escolares, será estendido também para as unidades de saúde, garantindo resposta mais rápida das viaturas em situações de emergência. O coronel também reforçou a importância do investimento em segurança orgânica e armada, com uso de tecnologia, câmeras e protocolos de atuação que permitam tanto a prevenção quanto a elucidação de crimes. “A presença de segurança armada nas unidades é essencial para proteger servidores e usuários, e para assegurar que esses espaços cumpram sua função de cuidar da vida com tranquilidade e proteção”, afirmou.
O secretário de Segurança anunciou que, na próxima semana, será feito o convite aos secretários de Saúde, tanto municipal quanto estadual, para o lançamento do aplicativo do plano piloto. Ele destacou que a iniciativa contará também com a participação do deputados e vereadores, além dos representantes técnicos das instituições e comandantes das forças de segurança. Segundo o coronel, a plataforma já passou por todas as adequações necessárias e está pronta para ser aplicada.
O deputado Adailton, em suas considerações finais, ressaltou a necessidade de qualificação contínua dos trabalhadores da saúde e anunciou que a Assembleia vai encaminhar à Secretaria de Estado de Saúde, com apoio dos órgãos de controle, um pedido para implementação de um planejamento semestral de capacitação. Ele também solicitou a apresentação detalhada de todos os procedimentos de segurança nas unidades de saúde, especialmente em cumprimento à Lei 4.156/2023, e informou que esses encaminhamentos serão levados ao Ministério Público. O parlamentar destacou a implantação do botão de pânico como um avanço significativo na segurança e reforçou a solicitação, por meio da Comissão de Saúde, para a volta da guarnição da Polícia Militar ao pronto-socorro. Adailton lamentou ainda a ausência sem justificativa de representantes da Secretaria de Estado de Saúde, o que, segundo ele, prejudica o acompanhamento das demandas do setor.
Comissão de Saúde promove reunião par tratar sobre a conclusão do Plano de Carreira dos Servidores da Saúde
A Comissão de Saúde Pública e Assistência Social da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), presidida pelo deputado Adailton Cruz (PSB), promoveu uma reunião na manhã desta quarta-feira (08) para tratar sobre a importância da conclusão do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) dos servidores da Saúde, cujo cronograma já deveria ter sido finalizado no fim de setembro.
Adailton Cruz relembrou uma mensagem divulgada pela secretária adjunta de Saúde, Ana Cristina, no grupo de servidores da pasta, informando que o cronograma previa a revisão do texto até 30 de julho, o cálculo do impacto financeiro até 30 de agosto e a análise final pela Procuradoria-Geral do Estado, Secretaria de Planejamento e Casa Civil até 30 de setembro.
“Nosso objetivo hoje é saber por que esse plano ainda não foi apresentado. O prazo terminou e até agora não temos o documento em mãos. Não estamos aqui para entrar no mérito da Secretaria de Fazenda ou de outras pastas, mas para cobrar o cumprimento do que foi pactuado com os servidores da saúde”, afirmou Adailton.
Durante a reunião, os membros discutiram questões relacionadas ao atendimento e aos investimentos na área, destacando a importância de garantir a execução orçamentária e o cumprimento dos procedimentos previstos para a melhoria dos serviços oferecidos à população. O encontro também abordou a necessidade de fortalecer as parcerias entre o Estado e os municípios para ampliar a cobertura da rede de atenção básica.
A presidente da comissão, Silvio Moura, presidente em exercício da Força Sindical do Acre, enfatizou que o objetivo é assegurar que os recursos cheguem de forma efetiva à ponta. “Precisamos fiscalizar com rigor para que o dinheiro público seja aplicado de forma transparente e em benefício de quem mais precisa. A saúde é uma área sensível, e nosso papel é acompanhar de perto a execução das políticas públicas”, destacou.
O representante do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Jean Lunier, cobrou explicações sobre o andamento do PCCR da categoria. “Nós, trabalhadores da saúde, somos cobrados 24 horas por dia e até agora não sabemos onde está o plano de carreira. Se alguém souber, que nos diga, porque até o momento ninguém sabe ao certo”, declarou.
O secretário adjunto da Secretaria de Estado de Administração (Sead), Guilherme Schirmer, explicou que o novo texto em análise é bastante complexo, envolvendo mais de 200 cargos e cerca de 40 empresas públicas diferentes. Ele destacou que o impacto inicial estimado é de R$ 309 milhões, e que parte das informações ainda está sendo processada. Segundo o gestor, “o desafio é grande, pois estamos tratando de um texto novo e com muitas variáveis que precisam ser ajustadas antes de chegar a uma versão final”.
Schirmer também propôs a realização de uma nova reunião na próxima segunda-feira, às 10h, com a equipe técnica da Sead e representantes da Assembleia Legislativa, para avançar nas discussões e ajustes necessários. “A ideia é reunir os técnicos que trabalharam no texto e um representante indicado pela Casa, para que possamos esclarecer os pontos divergentes e realizar novas simulações com base nas observações apresentadas”, afirmou o secretário adjunto, reforçando o compromisso da Sead com a transparência e o diálogo no processo de revisão do documento.
A secretária adjunta da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), Ana Cristina Moraes, destacou a importância da transparência e da responsabilidade no processo de elaboração do impacto financeiro referente ao plano discutido na reunião. Ela frisou que não se trata de trabalhar com suposições, mas com documentos e informações concretas, analisando cada ponto com clareza e seriedade.
Ana Cristina reforçou ainda que o diálogo entre a comissão e os órgãos envolvidos é essencial para esclarecer dúvidas e consolidar as decisões. “É preciso sentar junto, alinhar informações e assumir nossas responsabilidades. Sempre atuei com transparência e respeito aos prazos e às instituições, e é dessa forma que continuaremos trabalhando”, afirmou a secretária adjunta.
Adailton Cruz reforça necessidade de mobilização e cobra definição do Plano de Cargos e Carreiras da Saúde
Durante o encaminhamento final da reunião, o deputado Adailton Cruz fez um apelo enfático aos representantes sindicais e aos servidores da Saúde, destacando a importância de união e mobilização para garantir que o governo cumpra o compromisso firmado em relação ao Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração. O parlamentar afirmou que “o que é pactuado precisa ser cumprido”, ressaltando que o diálogo tem limite e que os trabalhadores já demonstraram paciência suficiente diante da demora nas respostas.
Adailton declarou acreditar na força do movimento sindical e defendeu que a categoria estabeleça uma data para uma possível paralisação, caso o governo não apresente avanços concretos. “Eu acredito que chegou o momento de o trabalhador se unir e mostrar que está disposto a lutar. Não podemos continuar esperando indefinidamente. Se até o dia 15 de novembro esse plano não estiver efetivado, é preciso pensar em uma mobilização mais firme”, pontuou o deputado.
O parlamentar informou ainda que irá solicitar uma nova reunião com representantes do governo para tratar das pendências relacionadas ao PCCR e reforçou que a mobilização deve ser organizada de forma responsável. “A gente precisa mostrar que está junto com o trabalhador, inclusive parando, se for necessário. Mas é preciso fazer isso de forma consciente, com planejamento e um objetivo claro. O prazo acabou e agora é hora de agir”. Concluiu.
EUA ou China? CEO da Nvidia diz quem lidera a corrida da AI
Quem está na frente da disputa tecnológica da AI, os EUA ou a China?
Jensen Huang, o CEO da Nvidia, conhece como poucos as forças e as fraquezas de cada um desses competidores – e acaba de fazer uma análise detalhada da disputa, ao comentar o tema numa entrevista à CNBC.
Indagado de bate-pronto sobre se os EUA estavam na dianteira dessa corrida, Huang respondeu: “No geral, eu diria que não estamos muito à frente.”
As principais vantagens americanas, em sua opinião, estão em processadores e nos modelos de linguagem mais avançados. Mas a China tem a dianteira em modelos open source e tem sido ágil na utilização das ferramentas de AI.
“Precisamos estar bastante atentos,” disse Huang. “A sociedade chinesa adota novas tecnologias com muita rapidez.”
Segundo ele, a China tem algumas empresas de ponta e vem fabricando os seus próprios chips. “Eles têm a Huawei. Eles têm startups realmente sofisticadas e empreendedoras construindo chips de IA.”
Outro ponto a favor dos chineses é que “não há uma regulamentação rigorosa no nível industrial – e a aplicação [da AI] está avançando rapidamente.”
“Essa é uma área que me preocupa bastante,” disse Huang. “Espero que as empresas e a sociedade americanas adotem rapidamente aplicações de AI, porque, em última análise, essa revolução industrial será vencida na camada de aplicação e na camada de difusão.”
De acordo com Huang, a China possui 50% dos pesquisadores de AI e 30% do mercado de tecnologia.
“O mercado chinês é grande. Eles têm um bilhão de usuários, então não é um mercado do qual você possa facilmente se afastar se o seu objetivo final for que os EUA vençam a corrida da AI,” disse.
Por isso, advertiu que seria um risco “isolar a tecnologia americana nos EUA” e abrir mão de outros mercados.
“Se a base tecnológica americana representar 80% do total mundial, então estaremos fazendo um bom trabalho para vencer a corrida da AI. Mas se os EUA tiverem 20%, perderemos a disputa”, afirmou Huang.
Outro ponto a favor da China é a disponibilidade de eletricidade – um dos possíveis gargalos para o desenvolvimento de AI nos EUA.
“Eles estão muito à frente em energia,” disse Huang. “Estou feliz que o Presidente Trump tenha se inclinado para o crescimento do setor energético, para que toda uma indústria acima dele possa se desenvolver.”
Em parceria com a Ufac, governo inaugura TV Nova Aldeia e anuncia reforma da sede da Rádio e TV Aldeia em Rio Branco
Ampliando a comunicação pública, na tarde desta quinta-feira, 9, o governo do Acre, em comunhão com a Universidade Federal do Acre (Ufac) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), celebrou a inauguração da TV Nova Aldeia. A solenidade, realizada na capital Rio Branco, marcou o retorno do estado à Rede Nacional da TV Brasil após sete anos de ausência.
Cerimônia de inauguração foi realizada no Teatro Universitário da Ufac e contou com a presença de profissionais de comunicação do Estado. Foto: Diego Gurgel/Secom
Com investimento de R$ 1,25 milhão em recursos próprios, a emissora entra no ar com um novo transmissor de 3 mil watts de potência, garantindo mais alcance e qualidade de sinal. O canal poderá ser sintonizado no 2.1 digital, transmitindo a programação nacional da TV Brasil e, em breve, conteúdos regionais produzidos no Acre.
Durante o evento, também foi assinada a ordem de serviço para a reforma da sede da Rádio e TV Aldeia, entre a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) e a Secretaria de Obras Públicas (Seop). A revitalização, avaliada em R$ 398 mil, contempla a modernização do prédio histórico da Fundação Aldeia, oferecendo novos estúdios e infraestrutura adequada aos profissionais da comunicação pública.
Revitalização será realizada com recursos próprios do Estado, reforçando o compromisso do governo com a comunicação. Foto: Diego Gurgel/Secom
Durante a solenidade, o governador Gladson Camelí destacou a importância da reativação da emissora e das parcerias que tornaram o projeto possível. “Hoje é um dia histórico para a comunicação pública do Acre. A TV Nova Aldeia simboliza a união de esforços para devolver aos acreanos uma emissora pública moderna e comprometida com a nossa cultura e identidade”, afirmou o governador.
Em seu discurso, o governador parabenizou Nayara Lessa e Silvânia Pinheiro, as quais estabeleceram a parceria com universidade. Foto: Diego Gurgel/Secom
Camelí também ressaltou o investimento na reforma da sede da Rádio e TV Aldeia e o papel da emissora como espaço de formação e cidadania. “Com a retomada da TV e a reforma da sede, reafirmamos nosso compromisso com a democratização da informação e com o fortalecimento da comunicação pública. A Nova Aldeia será um espaço de aprendizado, cidadania e valorização do nosso povo”, concluiu.
A titular da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Nayara Lessa, ressaltou a dimensão histórica do momento: “Fazer parte desse resgate é emocionante e foi uma vitória construída por várias mãos. A Nova Aldeia será um espaço de produção de conteúdo que vai fortalecer a nossa cultura e a nossa gente. É mais uma conquista da política de comunicação do governador Gladson Camelí, que vem reestruturando todo o Sistema Público de Comunicação acreano”.
“Esse é um momento de gratidão pelos servidores e um exercício de democracia, alavancando a comunicação pública de qualidade”, destacou Nayara Lessa. Foto: Diego Gurgel/Secom
Ela lembrou que o projeto é resultado de um processo de revitalização iniciado em 2019: “Desde o início da gestão do governador Gladson, implementamos várias ações de reestruturação como as reformas das rádios, compra de equipamentos e veículos, recuperação da sede da Secom e da Rádio Difusora. Faltava a retomada da TV, um veículo muito simbólico para a nossa história. Hoje, com apoio da Ufac e do governo federal, conseguimos tornar isso realidade.”
Conhecido como amigo da comunicação, Gladson Camelí priorizou a reestruturação da comunicação pública acreana. Foto: Diego Gurgel/Secom
Representando a EBC, a gerente da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), Gracielly Bittencourt, celebrou o reencontro do Acre com a rede nacional. “Considerávamos esse projeto prioritário, porque prezamos por informação de qualidade. Nossa programação é voltada para a cultura e a educação, não incentiva o consumo e busca valorizar o que é do povo. Fazia muita falta ver a cara e ouvir a voz do povo acreano na TV Brasil. Bem-vindos de volta à nossa tela.”
“Vida longa à TV Nova Aldeia”, celebrou Gracielly ao encerrar seu discurso. Foto: Diego Gurgel/Secom
Já o assessor de Comunicação da Ufac, Gilberto Lobo, enfatizou a importância da parceria com o Estado para a reativação do sinal e o papel formativo da emissora. “O governo cedeu espaço e infraestrutura para que pudéssemos reativar o sinal. A grade de programação será dividida, contando com produções do governo e da universidade”.
Lobo aponta a TV Nova Aldeia como um espaço rico para o aprendizado e crescimento de muitos profissionais. Foto: Diego Gurgel/Secom
Lobo destacou ainda que a TV volta a ser também um campo de estágio e formação para os estudantes de jornalismo da Ufac: “A TV Nova Aldeia será um espaço de aprendizado, pesquisa e experimentação. Queremos formar profissionais mais completos, éticos e conscientes do papel social da comunicação pública.”
A jornalista Celis Fabrícia, que acompanhou a trajetória da TV Aldeia desde 2004, destacou a emoção de ver a emissora renascer. “Estou muito feliz em ver a TV retornar, agora digitalizada, com uma nova roupagem, voltando a ser uma emissora pública de alma acreana, feita com o Acre, pelo Acre e para o mundo.”
Governador Gladson Camelí assina ordem de serviço para a construção de 58 pontes nos municípios do Baixo Acre
Para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores rurais do estado do Acre, o governador Gladson Camelí assinou nesta quinta-feira, 9, no Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), a ordem de serviço para a execução das obras de construção de 58 pontes nos municípios do Baixo Acre. Na ocasião, também inaugurou o auditório do órgão, que recebeu o nome do engenheiro Domingos Sávio de Medeiros, que atuou por mais de 30 anos no Deracre.
Projeto vai viabilizar o escoamento da produção rural. Foto: Diego Gurgel/Secom
“Este projeto demonstra que é com a união de todos que conseguiremos vencer os desafios e promover o desenvolvimento do Acre. Considero esta uma das obras mais significativas que podemos realizar em benefício da sociedade. Além de melhorar a infraestrutura em cada município, trata-se de um investimento com forte impacto social, que gera emprego, aquece a economia e, de fato, melhora a vida das pessoas. Nosso principal objetivo é garantir que o produtor rural, seja ele pequeno ou grande, possa escoar toda a sua produção com mais segurança, tanto no período de verão quanto de inverno”, enfatizou Camelí.
“Este projeto demonstra que é com a união de todos que conseguiremos vencer os desafios e promover o desenvolvimento do Acre”, frisou Camelí.
De acordo com Camelí, a iniciativa faz parte da continuidade do programa de melhoria dos ramais, reforçando a necessidade de investir da zona rural para a zona urbana: “Com a instalação de 58 novas pontes, estamos trazendo mais dignidade para a população que reside na área rural do nosso estado. São sete municípios beneficiados com um investimento superior a R$ 40 milhões, provenientes de emenda do senador Márcio Bittar, com contrapartida do Estado”.
Mailza Assis falou sobre a continuidade do projeto de governo para melhorar a vida de cada cidadão acreano. Foto: Diego Gurgel/Secom
A vice-governadora Mailza Assis falou sobre a continuidade do projeto de governo para melhorar a vida de cada cidadão acreano: “Estas são algumas das obras mais importantes e esperadas pelo nosso produtor rural. Tanto a manutenção dos ramais quanto a construção das pontes são fundamentais. Estamos conseguindo entregar essas obras, que vêm sendo executadas levando benefícios diretamente à nossa população. Isso é cuidar do nosso produtor rural, e de quem sustenta a economia do nosso estado. O governador Gladson tem feito isso, e com certeza daremos continuidade a todo esse trabalho, ressaltou.
Oriunda da destinação do senador Márcio Bittar, a emenda de R$ 44 milhões vai garantir o escoamento da produção rural. “Atendi ao pedido do governador e destinei essa emenda de quase R$ 50 milhões para construir pontes de concreto que substituirão as pontes de madeira. Sei, por experiência própria, das dificuldades que isso representa. E as estruturas de concreto irão garantir a trafegabilidade o ano todo”, disse Bittar.
“Serão cerca de 60 comunidades que receberão uma ponte definitiva”, pontuou o senador Márcio Bittar. Foto: Diego Gurgel/Secom
“Ao todo serão sete municípios beneficiados. Esta iniciativa representa um grande avanço, pois as pontes de madeira de até 12 metros serão substituídas por estruturas de concreto. Isso faz parte da nossa estratégia de parceria com todos os municípios, uma determinação do governador Gladson Camelí que tem trazido resultados muito positivos para o estado,” explicou a presidente do Deracre, Sula Ximenes.
De acordo com a presidente do Deracre, a iniciativa representa um grande avanço para o estado. Foto: Diego Gurgel/Secom
O prefeito de Plácido de Castro, Camilo da Silva, falou da importância dessas obras para o município: “A ponte é um elo que liga pessoas ao processo de desenvolvimento. E é exatamente isso que estamos vendo acontecer: o governador, com tantas obras estruturantes que estão levando nosso estado a viver momentos diferentes, esperados e desejados por todos. Temos a certeza e a confiança de que o Acre está no caminho certo para atender melhor as pessoas. Quero expressar minha gratidão pelas 18 pontes que nosso município está recebendo. Isso é um marco na nossa história. Estou aqui com vereadores, secretários, empresários e muitas pessoas da nossa comunidade para expressar nosso reconhecimento pela importância dessas obras.”
Camilo da Silva falou da importância dessas obras para o município. Foto: Diego Gurgel/Secom
“Este é um momento crucial, pois representa o fim de uma etapa intensa de planejamento e o início da execução da obra. A Ordem de Serviço é fundamental e é resultado de um trabalho que passou por muitas mãos, desde a alocação da emenda pelo senador, que demonstrou confiança na nossa equipe, até a elaboração dos projetos, as análises em campo e a parceria com os prefeitos para a verificação dos pontos. A satisfação é indescritível ao ver um projeto se transformar em obra, ganhando forma e beneficiando tantas pessoas. O governador Gladson e a vice-governadora Mailza priorizam as pessoas e este é um governo que cuida de gente, e todas as nossas ações são voltadas para a população”, acrescentou Sula Ximenes.
O superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Acre, Paulo Trindade, destacou a parceria com o governo do Estado. “Venho com o objetivo de garantir o desenvolvimento do agronegócio em nosso estado. Estamos celebrando cada vez mais parcerias com o governo do Estado e parabenizo as secretarias pela execução. Isso é extremamente importante e fico muito contente em saber que essas pontes irão aproximar pessoas e aproximar processos. É essencial trabalharmos sempre pensando no desenvolvimento do nosso estado”.
Paulo Trindade, destacou a parceria com o governo do Estado. Foto: Diego Gurgel/Secom
Representando Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), o deputado estadual Luiz Gonzaga destacou as ações do governo federal, por meio do Mapa, e do governo estadual, que vem beneficiando a produção e a economia do Acre: “Juntamente com o superintendente do Mapa, a Sula e o governo têm se empenhado em fazer o possível pelos nossos ramais, porque nossos produtores precisam e, graças a essa atenção, a nossa produção tem crescido. Anualmente, o Acre tem aumentado suas exportações, como exemplo, a soja, que hoje é o produto que mais exportamos, responsável por grande parte da pauta de exportação”, frisou o deputado.
Representando a Aleac, o deputado estadual Luiz Gonzaga, destacou as ações do governo federal por meio do Mapa. Foto: Diego Gurgel/Secom
O presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), Tião Bocalom, disse: “Este projeto demonstra o compromisso de um governo e de prefeitos que trabalham juntos pelo desenvolvimento verdadeiro do Acre. Esta é a nossa terra e temos que encontrar soluções. A agricultura familiar agradece imensamente. Sabemos quem mais sofre é aquele que tem seu trator ou caminhão preso no atoleiro. É isso que precisamos fortalecer com este trabalho.”
Auditório
Durante a visita ao Deracre, também foi inaugurado o auditório que recebeu o nome do engenheiro Domingos de Medeiros, que atuou por mais de 30 anos no órgão, tendo feito projetos de grandes obras estruturantes.
Auditório com capacidade de 150 pessoas será utilizado para encontros, reuniões, cursos, capacitações e eventos culturais. Foto: Diego Gurgel/Secom
“Estamos inaugurando o nosso auditório, que possui capacidade para 150 pessoas e será um local importante para a troca de ideias e conhecimento. E fizemos uma justa homenagem a um antigo servidor nosso, o engenheiro Domingos Sávio, que infelizmente nos deixou em 2021”, expressou Sula Ximenes.
Viúva do engenheiro, Adriana Medeiros falou sobre a dedicação de Sávio ao órgão e busca pelo conhecimento por meio da leitura e troca de saberes. Foto: Neto Lucena/Secom
Emocionada com a homenagem, a viúva do engenheiro Domingos Sávio Medeiros, Adriana Medeiros, falou sobre a dedicação do marido ao órgão e a busca pelo conhecimento por meio da leitura e troca de saberes.
“Fiquei profundamente surpresa e emocionada com a linda homenagem que fizeram para ele. Agradeço a Deus, em primeiro lugar, ao governador Gladson, à diretora Sula Ximenes e a todos os profissionais envolvidos neste evento. Foi uma homenagem linda, em um lugar maravilhoso como este auditório. Este é o lugar ideal para representá-lo, porque ele amava o conhecimento, amava ler e valorizava muito as pessoas que gostavam de estudar. Este auditório será um espaço de muito conhecimento, troca de ideias e escutas. Ele foi um grande ser humano. Por onde passou, ele fez a diferença na vida de cada pessoa com sua simplicidade, generosidade e carinho”, contou Adriana Medeiros.
COP30: Sebrae lança Rota do Combú durante a 52 ª ABAV
Uma travessia de sete a 10 minutos pelo rio Guamá, no Pará, oferece experiências amazônidas a turistas que saiam de Belém para a Ilha do Combú, um lugar preservado em que o único meio de transporte é o barco e todos os empreendimentos turísticos são as casas dos ribeirinhos. Essa é a Rota do Combú, lançada pelo Sebrae durante a 52ª ABAV Expo, no Rio de Janeiro (RJ), um dos eventos mais importantes do mercado de turismo.
Com a participação de 14 pequenos negócios, a Rota do Combú oferece uma experiência imersiva que entrelaça ecoturismo, turismo de base comunitária, cultura amazônica e gastronomia ribeirinha. Conduzida pelos próprios moradores, filhos e filhas da ilha, a iniciativa celebra o protagonismo das comunidades locais na conservação do território e na criação de um turismo sustentável e transformador.
Entre os atrativos estão a visita a uma plantação de cacau em quintal agroflorestal, a preparação de um banho de cheiro com plantas medicinais, a colheita do açaí nativo, o acompanhamento do processo de criação de biojoias e o contato com a culinária amazônica em casas de família. Essa é a primeira rota da ilha que engloba os quatro eixos prioritários da COP30: Alimentos e Bebidas, Mobilidade, Hospitalidade e Economia Criativa. A primeira rota turística criada para a localidade foi a do Chocolate, bastante conhecida dentro e fora do Pará.
Foto: Ulisses Franceschi
“A Rota do Combú é um convite para viver a Amazônia em todos os sentidos. Apesar de ter surgido por causa da COP30, pelo intenso trabalho que o Sebrae tem feito em termos de sustentabilidade, a estruturação deu tão certo que ficará de forma permanente nos roteiros turísticos paraenses”, destaca Mariana Cavalcante, analista de Competitividade do Sebrae.
Péricles Diniz, analista de Negócios do Sebrae Pará, destacou que essa é uma rota feita para que as pessoas possam conhecer a comunidade ribeirinha, que durante muito tempo sofreu preconceito por suas condições de moradia e cultura.
Desde o anúncio da COP30, o Sebrae pensou como mostrar aos turistas o que é a Amazônia. Todas as 11 rotas que criamos têm uma coisa em comum: mostrar o orgulho de ser amazônida e que muito mais importante do que a COP é o legado que ela irá deixar.
Péricles Diniz, analista de Negócios do Sebrae Pará
A construção da nova rota foi um trabalho coletivo que durou cerca de seis meses, incluindo reuniões, consultorias e pesquisas junto aos pequenos negócios locais, que foram os responsáveis por todas as decisões envolvendo o empreendimento.